ÓCULOS
Reparamos que estamos a ficar mais velhos quando à volta da mesa de jantar todos puxam dos óculos de ver ao perto para ler a ementa. Foi o que ontem me aconteceu com um grupo de amigos, ao jantar, num restaurante. Tirando isso divertimo-nos à grande, comemos bem e tivemos muito boas vistas.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
outubro 18, 2003
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ÓCULOS
Reparamos que estamos a ficar mais velhos quando à volta da mesa de jantar todos puxam dos óculos de ver ao perto para ler a ementa. Foi o que ontem me aconteceu com um grupo de amigos, ao jantar, num restaurante. Tirando isso divertimo-nos à grande, comemos bem e tivemos muito boas vistas.
Reparamos que estamos a ficar mais velhos quando à volta da mesa de jantar todos puxam dos óculos de ver ao perto para ler a ementa. Foi o que ontem me aconteceu com um grupo de amigos, ao jantar, num restaurante. Tirando isso divertimo-nos à grande, comemos bem e tivemos muito boas vistas.
UM NOVO SENTIDO DA POLíTICA
Tou-me cagando para o segredo de justiça - relatam os jornais de hoje que a afirmação foi proferida por Ferro Rodrigues nas célebres escutas telefónicas. É sempre elucidativo ver um político deixar-se de hipocrisias e dizer o que pensa de facto, sem ter em conta as necessidade de manter uma aparência de sentido democrático. Bom, bom era saber mais coisas sobre o comportamento e dos ditos dos políticos na intimidade, versus as suas afirmações públicas. Confrontar a teoria com a prática é sempre muito útil.
Tou-me cagando para o segredo de justiça - relatam os jornais de hoje que a afirmação foi proferida por Ferro Rodrigues nas célebres escutas telefónicas. É sempre elucidativo ver um político deixar-se de hipocrisias e dizer o que pensa de facto, sem ter em conta as necessidade de manter uma aparência de sentido democrático. Bom, bom era saber mais coisas sobre o comportamento e dos ditos dos políticos na intimidade, versus as suas afirmações públicas. Confrontar a teoria com a prática é sempre muito útil.
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UM NOVO SENTIDO DA POLíTICA
Tou-me cagando para o segredo de justiça - relatam os jornais de hoje que a afirmação foi proferida por Ferro Rodrigues nas célebres escutas telefónicas. É sempre elucidativo ver um político deixar-se de hipocrisias e dizer o que pensa de facto, sem ter em conta as necessidade de manter uma aparência de sentido democrático. Bom, bom era saber mais coisas sobre o comportamento e dos ditos dos políticos na intimidade, versus as suas afirmações públicas. Confrontar a teoria com a prática é sempre muito útil.
Tou-me cagando para o segredo de justiça - relatam os jornais de hoje que a afirmação foi proferida por Ferro Rodrigues nas célebres escutas telefónicas. É sempre elucidativo ver um político deixar-se de hipocrisias e dizer o que pensa de facto, sem ter em conta as necessidade de manter uma aparência de sentido democrático. Bom, bom era saber mais coisas sobre o comportamento e dos ditos dos políticos na intimidade, versus as suas afirmações públicas. Confrontar a teoria com a prática é sempre muito útil.
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GOMICE
O léxico político português adquiriu nesta semana uma nova expressão: gomice. Trata-se de uma afirmação destemperada e despropositada feita apenas para provocar alarido. Deriva do comportamento de Ana Gomes. Diz-se que a dirigente socialista ficou pior e começou a fazer mais gomices quando percebeu que afinal perdeu a possibilidade de ser a primeira mulher a ocupar a pasta dos negócios estrangeiros em Portugal.
O léxico político português adquiriu nesta semana uma nova expressão: gomice. Trata-se de uma afirmação destemperada e despropositada feita apenas para provocar alarido. Deriva do comportamento de Ana Gomes. Diz-se que a dirigente socialista ficou pior e começou a fazer mais gomices quando percebeu que afinal perdeu a possibilidade de ser a primeira mulher a ocupar a pasta dos negócios estrangeiros em Portugal.
GOMICE
O léxico político português adquiriu nesta semana uma nova expressão: gomice. Trata-se de uma afirmação destemperada e despropositada feita apenas para provocar alarido. Deriva do comportamento de Ana Gomes. Diz-se que a dirigente socialista ficou pior e começou a fazer mais gomices quando percebeu que afinal perdeu a possibilidade de ser a primeira mulher a ocupar a pasta dos negócios estrangeiros em Portugal.
O léxico político português adquiriu nesta semana uma nova expressão: gomice. Trata-se de uma afirmação destemperada e despropositada feita apenas para provocar alarido. Deriva do comportamento de Ana Gomes. Diz-se que a dirigente socialista ficou pior e começou a fazer mais gomices quando percebeu que afinal perdeu a possibilidade de ser a primeira mulher a ocupar a pasta dos negócios estrangeiros em Portugal.
O CÓDIGO DE CONDUTA
Parece que um jornalista do «Expresso» adquiriu umas acções de determinada empresa para poder estar na respectiva Assembleia Geral e, assim, poder depois escrever sobre o que lá se passara. No meu tempo o Código Deontológico dos jornalistas reprovava a prática de reportar sem que o repórter se tivesse claramente identificado como jornalista. Quer-me parecer que o célebre Código de Conduta do «Expresso» também não concorda com o método da reportagem-espionagem. Esperava que alguém do próprio jornal explicasse hoje aos leitores o que se passara, porquê e o que a Direcção da publicação pensava do assunto. Nada. Nadinha. Giro, não é?
Parece que um jornalista do «Expresso» adquiriu umas acções de determinada empresa para poder estar na respectiva Assembleia Geral e, assim, poder depois escrever sobre o que lá se passara. No meu tempo o Código Deontológico dos jornalistas reprovava a prática de reportar sem que o repórter se tivesse claramente identificado como jornalista. Quer-me parecer que o célebre Código de Conduta do «Expresso» também não concorda com o método da reportagem-espionagem. Esperava que alguém do próprio jornal explicasse hoje aos leitores o que se passara, porquê e o que a Direcção da publicação pensava do assunto. Nada. Nadinha. Giro, não é?
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O CÓDIGO DE CONDUTA
Parece que um jornalista do «Expresso» adquiriu umas acções de determinada empresa para poder estar na respectiva Assembleia Geral e, assim, poder depois escrever sobre o que lá se passara. No meu tempo o Código Deontológico dos jornalistas reprovava a prática de reportar sem que o repórter se tivesse claramente identificado como jornalista. Quer-me parecer que o célebre Código de Conduta do «Expresso» também não concorda com o método da reportagem-espionagem. Esperava que alguém do próprio jornal explicasse hoje aos leitores o que se passara, porquê e o que a Direcção da publicação pensava do assunto. Nada. Nadinha. Giro, não é?
Parece que um jornalista do «Expresso» adquiriu umas acções de determinada empresa para poder estar na respectiva Assembleia Geral e, assim, poder depois escrever sobre o que lá se passara. No meu tempo o Código Deontológico dos jornalistas reprovava a prática de reportar sem que o repórter se tivesse claramente identificado como jornalista. Quer-me parecer que o célebre Código de Conduta do «Expresso» também não concorda com o método da reportagem-espionagem. Esperava que alguém do próprio jornal explicasse hoje aos leitores o que se passara, porquê e o que a Direcção da publicação pensava do assunto. Nada. Nadinha. Giro, não é?
PORTUGUÊS
No meio da confusão desta semana nem tinha dado pela polémica sobre os livros de português para o 10º ano. Percebo agora que por causa da reforma da ex-secretária de estado da Educação do Governo do PS, Ana Benavente, os alunos não são levados a ler literatura portuguesa. Em alternativa à literatura são encaminhados para o regulamento do Big Brother e pormenores deste «reality-show». Eu até sou capaz de perceber que por detrás das recomendações programáticas em torno da televisão pode, eventualmente, estar um desejo de estimular o espírito crítico e de incentivar a descodificação, coisa pouco habitual em Portugal - levar os adolescentes a interpretar a realidade e a perceber o porquê das coisas não é mau. Mau é levá-los a isso sem antes os ter entusiasmado com a aventura dos livros. Mau é ceder-se todo o terreno à televisão. Mau é não tentar que eles percebem como nasce uma história escrita.
No meio da confusão desta semana nem tinha dado pela polémica sobre os livros de português para o 10º ano. Percebo agora que por causa da reforma da ex-secretária de estado da Educação do Governo do PS, Ana Benavente, os alunos não são levados a ler literatura portuguesa. Em alternativa à literatura são encaminhados para o regulamento do Big Brother e pormenores deste «reality-show». Eu até sou capaz de perceber que por detrás das recomendações programáticas em torno da televisão pode, eventualmente, estar um desejo de estimular o espírito crítico e de incentivar a descodificação, coisa pouco habitual em Portugal - levar os adolescentes a interpretar a realidade e a perceber o porquê das coisas não é mau. Mau é levá-los a isso sem antes os ter entusiasmado com a aventura dos livros. Mau é ceder-se todo o terreno à televisão. Mau é não tentar que eles percebem como nasce uma história escrita.
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PORTUGUÊS
No meio da confusão desta semana nem tinha dado pela polémica sobre os livros de português para o 10º ano. Percebo agora que por causa da reforma da ex-secretária de estado da Educação do Governo do PS, Ana Benavente, os alunos não são levados a ler literatura portuguesa. Em alternativa à literatura são encaminhados para o regulamento do Big Brother e pormenores deste «reality-show». Eu até sou capaz de perceber que por detrás das recomendações programáticas em torno da televisão pode, eventualmente, estar um desejo de estimular o espírito crítico e de incentivar a descodificação, coisa pouco habitual em Portugal - levar os adolescentes a interpretar a realidade e a perceber o porquê das coisas não é mau. Mau é levá-los a isso sem antes os ter entusiasmado com a aventura dos livros. Mau é ceder-se todo o terreno à televisão. Mau é não tentar que eles percebem como nasce uma história escrita.
No meio da confusão desta semana nem tinha dado pela polémica sobre os livros de português para o 10º ano. Percebo agora que por causa da reforma da ex-secretária de estado da Educação do Governo do PS, Ana Benavente, os alunos não são levados a ler literatura portuguesa. Em alternativa à literatura são encaminhados para o regulamento do Big Brother e pormenores deste «reality-show». Eu até sou capaz de perceber que por detrás das recomendações programáticas em torno da televisão pode, eventualmente, estar um desejo de estimular o espírito crítico e de incentivar a descodificação, coisa pouco habitual em Portugal - levar os adolescentes a interpretar a realidade e a perceber o porquê das coisas não é mau. Mau é levá-los a isso sem antes os ter entusiasmado com a aventura dos livros. Mau é ceder-se todo o terreno à televisão. Mau é não tentar que eles percebem como nasce uma história escrita.
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BOLAS PARA O SAPO
A minha ligação doméstica ADSL do SAPO tem andado irritante na última semana: lentidão, muitas vezes indisponível durante horas seguidas. Isto é daquelas coisas que me irrita - ainda por cima ninguém explica o que se passa no serviço de apoio, tentam despachar. Enfim uma desgraça.
A minha ligação doméstica ADSL do SAPO tem andado irritante na última semana: lentidão, muitas vezes indisponível durante horas seguidas. Isto é daquelas coisas que me irrita - ainda por cima ninguém explica o que se passa no serviço de apoio, tentam despachar. Enfim uma desgraça.
outubro 17, 2003
ESQUIRE
(excertos da edição impressa da Esquina da semana passada)
Leio a «Esquire» regularmente desde há uns 20 anos. Habituei-me às suas secções. Gosto de ver as suas páginas, de ler os seus artigos, de descobrir as suas revelações.
Muito da «Esquire» tem a ver com revelações. Com descobertas. Com o criar de um estilo, de uma moda. Com o mostrar o que ainda não tinha sido mostrado. Com o explicar o que se pensava não poder ter explicação.
Nas suas exemplares entrevistas descobri pessoas onde antes só via celebridades. Isto não é dizer pouco de quem fez estas entrevistas. Ao longo da minha vida de jornalista, quando tive oportunidade de fazer entrevistas (muito menos vezes do que gostaria) foi este o estilo que tentei seguir. Muitas vezes inspirei-me em ideias da «Esquire» para alinhar eu próprio secções e edições.
A «Esquire»começou há setenta anos nos Estados Unidos, no meio da Depressão. Era a primeira revista americana direccionada para homens. Não mudou de rumo desde então. A edição de Outubro da «Esquire» celebra os 70 anos da revista em grande estilo. Em primeiro lugar, esta edição reproduz integralmente o artigo que os actuais editores consideram como o melhor de todos os que a revista publicou ao longo da sua existência – trata-se de um perfil de Frank Sinatra, escrito em 1966 por Gay Talese, um dos grandes talentos da «Esquire» e que com esta peça ajudou a redefinir o que é a escrita jornalística em revistas. Chama-se «Frank Sinatra Has A Cold» e vem em separata destacável para guardar.
Igualmente imperdíveis (bolas, detesto esta palavra – mas aqui aplica-se) são as colectâneas de conselhos da já citada secção «Man At His Best» (nos anos 30 aconselhava que a melhor forma de tratar uma senhora era pôr uma gotas de gin no seu copo de água...), mas também as 50 melhores capas da publicação (incluindo o Pai Natal negro de Dezembro de 1963 que levou a desmarcações de publicidade nas edições seguintes no valor de um milhão de dolares...), uma retrospectiva da história da revista, as 70 melhores frases de sempre da «Esquire» e uma ficação sobre como seria John F. Kennedy se ele hoje estivesse vivo e com 86 anos.
Este, acreditem caros amigos, é mesmo um número de colecção, que vale bem mais que muitos livros. Está bem guardadinho na minha estante e já me deu várias noites de prazer. É mais do que se pode dizer da generalidade do que acontece hoje em dia.
(excertos da edição impressa da Esquina da semana passada)
Leio a «Esquire» regularmente desde há uns 20 anos. Habituei-me às suas secções. Gosto de ver as suas páginas, de ler os seus artigos, de descobrir as suas revelações.
Muito da «Esquire» tem a ver com revelações. Com descobertas. Com o criar de um estilo, de uma moda. Com o mostrar o que ainda não tinha sido mostrado. Com o explicar o que se pensava não poder ter explicação.
Nas suas exemplares entrevistas descobri pessoas onde antes só via celebridades. Isto não é dizer pouco de quem fez estas entrevistas. Ao longo da minha vida de jornalista, quando tive oportunidade de fazer entrevistas (muito menos vezes do que gostaria) foi este o estilo que tentei seguir. Muitas vezes inspirei-me em ideias da «Esquire» para alinhar eu próprio secções e edições.
A «Esquire»começou há setenta anos nos Estados Unidos, no meio da Depressão. Era a primeira revista americana direccionada para homens. Não mudou de rumo desde então. A edição de Outubro da «Esquire» celebra os 70 anos da revista em grande estilo. Em primeiro lugar, esta edição reproduz integralmente o artigo que os actuais editores consideram como o melhor de todos os que a revista publicou ao longo da sua existência – trata-se de um perfil de Frank Sinatra, escrito em 1966 por Gay Talese, um dos grandes talentos da «Esquire» e que com esta peça ajudou a redefinir o que é a escrita jornalística em revistas. Chama-se «Frank Sinatra Has A Cold» e vem em separata destacável para guardar.
Igualmente imperdíveis (bolas, detesto esta palavra – mas aqui aplica-se) são as colectâneas de conselhos da já citada secção «Man At His Best» (nos anos 30 aconselhava que a melhor forma de tratar uma senhora era pôr uma gotas de gin no seu copo de água...), mas também as 50 melhores capas da publicação (incluindo o Pai Natal negro de Dezembro de 1963 que levou a desmarcações de publicidade nas edições seguintes no valor de um milhão de dolares...), uma retrospectiva da história da revista, as 70 melhores frases de sempre da «Esquire» e uma ficação sobre como seria John F. Kennedy se ele hoje estivesse vivo e com 86 anos.
Este, acreditem caros amigos, é mesmo um número de colecção, que vale bem mais que muitos livros. Está bem guardadinho na minha estante e já me deu várias noites de prazer. É mais do que se pode dizer da generalidade do que acontece hoje em dia.
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ESQUIRE
(excertos da edição impressa da Esquina da semana passada)
Leio a «Esquire» regularmente desde há uns 20 anos. Habituei-me às suas secções. Gosto de ver as suas páginas, de ler os seus artigos, de descobrir as suas revelações.
Muito da «Esquire» tem a ver com revelações. Com descobertas. Com o criar de um estilo, de uma moda. Com o mostrar o que ainda não tinha sido mostrado. Com o explicar o que se pensava não poder ter explicação.
Nas suas exemplares entrevistas descobri pessoas onde antes só via celebridades. Isto não é dizer pouco de quem fez estas entrevistas. Ao longo da minha vida de jornalista, quando tive oportunidade de fazer entrevistas (muito menos vezes do que gostaria) foi este o estilo que tentei seguir. Muitas vezes inspirei-me em ideias da «Esquire» para alinhar eu próprio secções e edições.
A «Esquire»começou há setenta anos nos Estados Unidos, no meio da Depressão. Era a primeira revista americana direccionada para homens. Não mudou de rumo desde então. A edição de Outubro da «Esquire» celebra os 70 anos da revista em grande estilo. Em primeiro lugar, esta edição reproduz integralmente o artigo que os actuais editores consideram como o melhor de todos os que a revista publicou ao longo da sua existência – trata-se de um perfil de Frank Sinatra, escrito em 1966 por Gay Talese, um dos grandes talentos da «Esquire» e que com esta peça ajudou a redefinir o que é a escrita jornalística em revistas. Chama-se «Frank Sinatra Has A Cold» e vem em separata destacável para guardar.
Igualmente imperdíveis (bolas, detesto esta palavra – mas aqui aplica-se) são as colectâneas de conselhos da já citada secção «Man At His Best» (nos anos 30 aconselhava que a melhor forma de tratar uma senhora era pôr uma gotas de gin no seu copo de água...), mas também as 50 melhores capas da publicação (incluindo o Pai Natal negro de Dezembro de 1963 que levou a desmarcações de publicidade nas edições seguintes no valor de um milhão de dolares...), uma retrospectiva da história da revista, as 70 melhores frases de sempre da «Esquire» e uma ficação sobre como seria John F. Kennedy se ele hoje estivesse vivo e com 86 anos.
Este, acreditem caros amigos, é mesmo um número de colecção, que vale bem mais que muitos livros. Está bem guardadinho na minha estante e já me deu várias noites de prazer. É mais do que se pode dizer da generalidade do que acontece hoje em dia.
(excertos da edição impressa da Esquina da semana passada)
Leio a «Esquire» regularmente desde há uns 20 anos. Habituei-me às suas secções. Gosto de ver as suas páginas, de ler os seus artigos, de descobrir as suas revelações.
Muito da «Esquire» tem a ver com revelações. Com descobertas. Com o criar de um estilo, de uma moda. Com o mostrar o que ainda não tinha sido mostrado. Com o explicar o que se pensava não poder ter explicação.
Nas suas exemplares entrevistas descobri pessoas onde antes só via celebridades. Isto não é dizer pouco de quem fez estas entrevistas. Ao longo da minha vida de jornalista, quando tive oportunidade de fazer entrevistas (muito menos vezes do que gostaria) foi este o estilo que tentei seguir. Muitas vezes inspirei-me em ideias da «Esquire» para alinhar eu próprio secções e edições.
A «Esquire»começou há setenta anos nos Estados Unidos, no meio da Depressão. Era a primeira revista americana direccionada para homens. Não mudou de rumo desde então. A edição de Outubro da «Esquire» celebra os 70 anos da revista em grande estilo. Em primeiro lugar, esta edição reproduz integralmente o artigo que os actuais editores consideram como o melhor de todos os que a revista publicou ao longo da sua existência – trata-se de um perfil de Frank Sinatra, escrito em 1966 por Gay Talese, um dos grandes talentos da «Esquire» e que com esta peça ajudou a redefinir o que é a escrita jornalística em revistas. Chama-se «Frank Sinatra Has A Cold» e vem em separata destacável para guardar.
Igualmente imperdíveis (bolas, detesto esta palavra – mas aqui aplica-se) são as colectâneas de conselhos da já citada secção «Man At His Best» (nos anos 30 aconselhava que a melhor forma de tratar uma senhora era pôr uma gotas de gin no seu copo de água...), mas também as 50 melhores capas da publicação (incluindo o Pai Natal negro de Dezembro de 1963 que levou a desmarcações de publicidade nas edições seguintes no valor de um milhão de dolares...), uma retrospectiva da história da revista, as 70 melhores frases de sempre da «Esquire» e uma ficação sobre como seria John F. Kennedy se ele hoje estivesse vivo e com 86 anos.
Este, acreditem caros amigos, é mesmo um número de colecção, que vale bem mais que muitos livros. Está bem guardadinho na minha estante e já me deu várias noites de prazer. É mais do que se pode dizer da generalidade do que acontece hoje em dia.
HOJE HÁ JORNAL
Como hoje é sexta, há edição impressa da Esquina. Excerto:
AINDA A SOCIEDADE CIVIL
Como era de esperar começa a correr o rumor de que afinal não existe. Existe, há-de mostrar-se e terá espaço para crescer. No entanto, nunca se desenvolverá nem ganhará força para existir melhor se fizerem dela um objecto ideal, que nasça já perfeito e crescido. Quanto mais cedo se começar a dar-lhe oportunidade de se expôr, mais depressa chegará à maturidade. Quanto mais tempo se demorar, mais tarde ela se fará sentir. Não perder tempo, nesta como noutras matérias, é evitar alcançar a perfeição e trabalhar a partir da realidade. Quanto mais cedo, melhor.
Como hoje é sexta, há edição impressa da Esquina. Excerto:
AINDA A SOCIEDADE CIVIL
Como era de esperar começa a correr o rumor de que afinal não existe. Existe, há-de mostrar-se e terá espaço para crescer. No entanto, nunca se desenvolverá nem ganhará força para existir melhor se fizerem dela um objecto ideal, que nasça já perfeito e crescido. Quanto mais cedo se começar a dar-lhe oportunidade de se expôr, mais depressa chegará à maturidade. Quanto mais tempo se demorar, mais tarde ela se fará sentir. Não perder tempo, nesta como noutras matérias, é evitar alcançar a perfeição e trabalhar a partir da realidade. Quanto mais cedo, melhor.
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HOJE HÁ JORNAL
Como hoje é sexta, há edição impressa da Esquina. Excerto:
AINDA A SOCIEDADE CIVIL
Como era de esperar começa a correr o rumor de que afinal não existe. Existe, há-de mostrar-se e terá espaço para crescer. No entanto, nunca se desenvolverá nem ganhará força para existir melhor se fizerem dela um objecto ideal, que nasça já perfeito e crescido. Quanto mais cedo se começar a dar-lhe oportunidade de se expôr, mais depressa chegará à maturidade. Quanto mais tempo se demorar, mais tarde ela se fará sentir. Não perder tempo, nesta como noutras matérias, é evitar alcançar a perfeição e trabalhar a partir da realidade. Quanto mais cedo, melhor.
Como hoje é sexta, há edição impressa da Esquina. Excerto:
AINDA A SOCIEDADE CIVIL
Como era de esperar começa a correr o rumor de que afinal não existe. Existe, há-de mostrar-se e terá espaço para crescer. No entanto, nunca se desenvolverá nem ganhará força para existir melhor se fizerem dela um objecto ideal, que nasça já perfeito e crescido. Quanto mais cedo se começar a dar-lhe oportunidade de se expôr, mais depressa chegará à maturidade. Quanto mais tempo se demorar, mais tarde ela se fará sentir. Não perder tempo, nesta como noutras matérias, é evitar alcançar a perfeição e trabalhar a partir da realidade. Quanto mais cedo, melhor.
outubro 16, 2003
EXACTIDÃO
Serão os jornalistas rigorosos? Privilegiarão apenas as más notícias? Têm falta de cuidado com citações e com a análise dos números? Aqui vão algumas afirmação polémicas de um professor japonês de História e Ciência Política, Toshi Minoara.
Serão os jornalistas rigorosos? Privilegiarão apenas as más notícias? Têm falta de cuidado com citações e com a análise dos números? Aqui vão algumas afirmação polémicas de um professor japonês de História e Ciência Política, Toshi Minoara.
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EXACTIDÃO
Serão os jornalistas rigorosos? Privilegiarão apenas as más notícias? Têm falta de cuidado com citações e com a análise dos números? Aqui vão algumas afirmação polémicas de um professor japonês de História e Ciência Política, Toshi Minoara.
Serão os jornalistas rigorosos? Privilegiarão apenas as más notícias? Têm falta de cuidado com citações e com a análise dos números? Aqui vão algumas afirmação polémicas de um professor japonês de História e Ciência Política, Toshi Minoara.
BERTOLUCCI
A edição desta semana da New Yorker publica um magnífico artigo sobre o novo filme de Bernardo Bertolucci, «The Dreamers», uma obra que fala da vida de Henri Langlois (o fundador da Cinemateca Francesa), de Maio de 68, de um invulgar trio amoroso e de Paris em todo o seu explendor. O artigo evoca ainda a presença de Paris na obra de Bertolucci, a forma como vai introduzindo ao longo dos seus filmes formas invulgares de abordagem da sexualidade. Vale mesmo a pena ler este artigo de Louis Menand.
A edição desta semana da New Yorker publica um magnífico artigo sobre o novo filme de Bernardo Bertolucci, «The Dreamers», uma obra que fala da vida de Henri Langlois (o fundador da Cinemateca Francesa), de Maio de 68, de um invulgar trio amoroso e de Paris em todo o seu explendor. O artigo evoca ainda a presença de Paris na obra de Bertolucci, a forma como vai introduzindo ao longo dos seus filmes formas invulgares de abordagem da sexualidade. Vale mesmo a pena ler este artigo de Louis Menand.
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BERTOLUCCI
A edição desta semana da New Yorker publica um magnífico artigo sobre o novo filme de Bernardo Bertolucci, «The Dreamers», uma obra que fala da vida de Henri Langlois (o fundador da Cinemateca Francesa), de Maio de 68, de um invulgar trio amoroso e de Paris em todo o seu explendor. O artigo evoca ainda a presença de Paris na obra de Bertolucci, a forma como vai introduzindo ao longo dos seus filmes formas invulgares de abordagem da sexualidade. Vale mesmo a pena ler este artigo de Louis Menand.
A edição desta semana da New Yorker publica um magnífico artigo sobre o novo filme de Bernardo Bertolucci, «The Dreamers», uma obra que fala da vida de Henri Langlois (o fundador da Cinemateca Francesa), de Maio de 68, de um invulgar trio amoroso e de Paris em todo o seu explendor. O artigo evoca ainda a presença de Paris na obra de Bertolucci, a forma como vai introduzindo ao longo dos seus filmes formas invulgares de abordagem da sexualidade. Vale mesmo a pena ler este artigo de Louis Menand.
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