CITAÇÃO DO DIA
«Ainda está por provar que a inteligência tenha algum impacto na sobrevivência».
Arthur C. Clarke (1917 - )
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
outubro 02, 2003
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CITAÇÃO DO DIA
«Ainda está por provar que a inteligência tenha algum impacto na sobrevivência».
Arthur C. Clarke (1917 - )
«Ainda está por provar que a inteligência tenha algum impacto na sobrevivência».
Arthur C. Clarke (1917 - )
CONTRA A DITADURA CERVEJEIRA
Uma das coisas que mais me irrita é obrigarem-me a beber uma determinada marca decerveja sem me darem opção de escolha. Nomeadamente irrita-me ter de beber a Super Bock, que acho demasiado adocicada e pesada, e não poder ter alternativa de consumo em muitos restaurantes - esta mania que assolou Portugal há uns anos atrás é uma das práticas mais lesivas dos direitos dos consumidores à livre escolha. às vezes nem existe cerveja de garrafa, ficando tudo pela Imperial, que como se sabe, na maior parte das vezes já não é o que era. Bem que gostava de poder beber uma Cristal de vez em quando ao almoço, mas como as grandes marcas pagam o exclusivo nas casas de pasto, temos que levar em cima com o que não queremos. Irritante, não é?
Uma das coisas que mais me irrita é obrigarem-me a beber uma determinada marca decerveja sem me darem opção de escolha. Nomeadamente irrita-me ter de beber a Super Bock, que acho demasiado adocicada e pesada, e não poder ter alternativa de consumo em muitos restaurantes - esta mania que assolou Portugal há uns anos atrás é uma das práticas mais lesivas dos direitos dos consumidores à livre escolha. às vezes nem existe cerveja de garrafa, ficando tudo pela Imperial, que como se sabe, na maior parte das vezes já não é o que era. Bem que gostava de poder beber uma Cristal de vez em quando ao almoço, mas como as grandes marcas pagam o exclusivo nas casas de pasto, temos que levar em cima com o que não queremos. Irritante, não é?
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CONTRA A DITADURA CERVEJEIRA
Uma das coisas que mais me irrita é obrigarem-me a beber uma determinada marca decerveja sem me darem opção de escolha. Nomeadamente irrita-me ter de beber a Super Bock, que acho demasiado adocicada e pesada, e não poder ter alternativa de consumo em muitos restaurantes - esta mania que assolou Portugal há uns anos atrás é uma das práticas mais lesivas dos direitos dos consumidores à livre escolha. às vezes nem existe cerveja de garrafa, ficando tudo pela Imperial, que como se sabe, na maior parte das vezes já não é o que era. Bem que gostava de poder beber uma Cristal de vez em quando ao almoço, mas como as grandes marcas pagam o exclusivo nas casas de pasto, temos que levar em cima com o que não queremos. Irritante, não é?
Uma das coisas que mais me irrita é obrigarem-me a beber uma determinada marca decerveja sem me darem opção de escolha. Nomeadamente irrita-me ter de beber a Super Bock, que acho demasiado adocicada e pesada, e não poder ter alternativa de consumo em muitos restaurantes - esta mania que assolou Portugal há uns anos atrás é uma das práticas mais lesivas dos direitos dos consumidores à livre escolha. às vezes nem existe cerveja de garrafa, ficando tudo pela Imperial, que como se sabe, na maior parte das vezes já não é o que era. Bem que gostava de poder beber uma Cristal de vez em quando ao almoço, mas como as grandes marcas pagam o exclusivo nas casas de pasto, temos que levar em cima com o que não queremos. Irritante, não é?
PARA OS FANÁTICOS DA PALM
A nova linha de produtos da Palm (38 por cento do mercado de PDA's) é revelada pela Wired. Ligações bluetooth, ecrã maior, leitor MP3 e câmara digital fazem parte das novidades disponíveis: As for its "menu" options, the Tungsten T3 has an MP3 player and a multimedia player for video clips. Palm has also updated the software for its personal information management system, giving users more fields to input multiple addresses, e-mail accounts -- even someone's birthday. The Tungsten T3 is retailing for $400.
A nova linha de produtos da Palm (38 por cento do mercado de PDA's) é revelada pela Wired. Ligações bluetooth, ecrã maior, leitor MP3 e câmara digital fazem parte das novidades disponíveis: As for its "menu" options, the Tungsten T3 has an MP3 player and a multimedia player for video clips. Palm has also updated the software for its personal information management system, giving users more fields to input multiple addresses, e-mail accounts -- even someone's birthday. The Tungsten T3 is retailing for $400.
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PARA OS FANÁTICOS DA PALM
A nova linha de produtos da Palm (38 por cento do mercado de PDA's) é revelada pela Wired. Ligações bluetooth, ecrã maior, leitor MP3 e câmara digital fazem parte das novidades disponíveis: As for its "menu" options, the Tungsten T3 has an MP3 player and a multimedia player for video clips. Palm has also updated the software for its personal information management system, giving users more fields to input multiple addresses, e-mail accounts -- even someone's birthday. The Tungsten T3 is retailing for $400.
A nova linha de produtos da Palm (38 por cento do mercado de PDA's) é revelada pela Wired. Ligações bluetooth, ecrã maior, leitor MP3 e câmara digital fazem parte das novidades disponíveis: As for its "menu" options, the Tungsten T3 has an MP3 player and a multimedia player for video clips. Palm has also updated the software for its personal information management system, giving users more fields to input multiple addresses, e-mail accounts -- even someone's birthday. The Tungsten T3 is retailing for $400.
UM NEGÓCIO GORDO
E se entrasse num restaurante, escolhesse o que pretende e o criado tirasse do bolso um computador que lhe dizia ali, imediatamente, a composição em gordura e hidratos de carbono do que decidiu engolir? Não é ficação, como relata o The Economist num artigo sobre as oportunidades de negócio desenvolvidas num nicho de mercado (cada vez maior) para os mais gordos: The business implications are also enormous. American girls today shop for clothes that are roughly two sizes bigger than those worn by their mothers. Seats in public places such as sports arenas are being made bigger, as are those in aircraft. Drug firms are searching for miracle slimming drugs and the latest dieting fads become best-sellers. After claims that its advice on healthy eating is obsolete, the Bush administration said on September 23rd that it will draw up new guidelines. Expect hard lobbying by food firms fearful that the government's panel of experts may advise against eating their products.
E se entrasse num restaurante, escolhesse o que pretende e o criado tirasse do bolso um computador que lhe dizia ali, imediatamente, a composição em gordura e hidratos de carbono do que decidiu engolir? Não é ficação, como relata o The Economist num artigo sobre as oportunidades de negócio desenvolvidas num nicho de mercado (cada vez maior) para os mais gordos: The business implications are also enormous. American girls today shop for clothes that are roughly two sizes bigger than those worn by their mothers. Seats in public places such as sports arenas are being made bigger, as are those in aircraft. Drug firms are searching for miracle slimming drugs and the latest dieting fads become best-sellers. After claims that its advice on healthy eating is obsolete, the Bush administration said on September 23rd that it will draw up new guidelines. Expect hard lobbying by food firms fearful that the government's panel of experts may advise against eating their products.
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UM NEGÓCIO GORDO
E se entrasse num restaurante, escolhesse o que pretende e o criado tirasse do bolso um computador que lhe dizia ali, imediatamente, a composição em gordura e hidratos de carbono do que decidiu engolir? Não é ficação, como relata o The Economist num artigo sobre as oportunidades de negócio desenvolvidas num nicho de mercado (cada vez maior) para os mais gordos: The business implications are also enormous. American girls today shop for clothes that are roughly two sizes bigger than those worn by their mothers. Seats in public places such as sports arenas are being made bigger, as are those in aircraft. Drug firms are searching for miracle slimming drugs and the latest dieting fads become best-sellers. After claims that its advice on healthy eating is obsolete, the Bush administration said on September 23rd that it will draw up new guidelines. Expect hard lobbying by food firms fearful that the government's panel of experts may advise against eating their products.
E se entrasse num restaurante, escolhesse o que pretende e o criado tirasse do bolso um computador que lhe dizia ali, imediatamente, a composição em gordura e hidratos de carbono do que decidiu engolir? Não é ficação, como relata o The Economist num artigo sobre as oportunidades de negócio desenvolvidas num nicho de mercado (cada vez maior) para os mais gordos: The business implications are also enormous. American girls today shop for clothes that are roughly two sizes bigger than those worn by their mothers. Seats in public places such as sports arenas are being made bigger, as are those in aircraft. Drug firms are searching for miracle slimming drugs and the latest dieting fads become best-sellers. After claims that its advice on healthy eating is obsolete, the Bush administration said on September 23rd that it will draw up new guidelines. Expect hard lobbying by food firms fearful that the government's panel of experts may advise against eating their products.
OS NOVOS CARDEAIS
A sucessão no Vaticano é analisada com rigôr pelo The Economist., nomeadamente tendo em conta as recentes nomeações de novos cardeais: The latest 31 appointments are typical. Seven hold senior jobs in the Curia. Among those elevated are George Pell, the archbishop of Sydney, Australia, who stood aside last year during an investigation of allegations that he abused a 12-year-old boy during the 1960s but has since been cleared. Another is Justin Rigali, the archbishop of Philadelphia, also a conservative. Victims of clerical sexual abuse in America lamented his appointment, accusing Mr Rigali of being insensitive. One of the few liberals appointed was Keith O’Brien, the archbishop of Edinburgh and St Andrews, who has said he would have no problem with the Catholic tradition of priestly celibacy “withering away”.
A sucessão no Vaticano é analisada com rigôr pelo The Economist., nomeadamente tendo em conta as recentes nomeações de novos cardeais: The latest 31 appointments are typical. Seven hold senior jobs in the Curia. Among those elevated are George Pell, the archbishop of Sydney, Australia, who stood aside last year during an investigation of allegations that he abused a 12-year-old boy during the 1960s but has since been cleared. Another is Justin Rigali, the archbishop of Philadelphia, also a conservative. Victims of clerical sexual abuse in America lamented his appointment, accusing Mr Rigali of being insensitive. One of the few liberals appointed was Keith O’Brien, the archbishop of Edinburgh and St Andrews, who has said he would have no problem with the Catholic tradition of priestly celibacy “withering away”.
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OS NOVOS CARDEAIS
A sucessão no Vaticano é analisada com rigôr pelo The Economist., nomeadamente tendo em conta as recentes nomeações de novos cardeais: The latest 31 appointments are typical. Seven hold senior jobs in the Curia. Among those elevated are George Pell, the archbishop of Sydney, Australia, who stood aside last year during an investigation of allegations that he abused a 12-year-old boy during the 1960s but has since been cleared. Another is Justin Rigali, the archbishop of Philadelphia, also a conservative. Victims of clerical sexual abuse in America lamented his appointment, accusing Mr Rigali of being insensitive. One of the few liberals appointed was Keith O’Brien, the archbishop of Edinburgh and St Andrews, who has said he would have no problem with the Catholic tradition of priestly celibacy “withering away”.
A sucessão no Vaticano é analisada com rigôr pelo The Economist., nomeadamente tendo em conta as recentes nomeações de novos cardeais: The latest 31 appointments are typical. Seven hold senior jobs in the Curia. Among those elevated are George Pell, the archbishop of Sydney, Australia, who stood aside last year during an investigation of allegations that he abused a 12-year-old boy during the 1960s but has since been cleared. Another is Justin Rigali, the archbishop of Philadelphia, also a conservative. Victims of clerical sexual abuse in America lamented his appointment, accusing Mr Rigali of being insensitive. One of the few liberals appointed was Keith O’Brien, the archbishop of Edinburgh and St Andrews, who has said he would have no problem with the Catholic tradition of priestly celibacy “withering away”.
FAVORITOS
Um dos meus sites favoritos é o Arts & Letters Daily, uma compilação de artigos, críticas e crónicas de todo o mundo que permite dar uma vista de olhos rápido ao pensamento contemporâneo. A coluna de ensaios e opiniões tem de tudo, desde reflexões sobre o jornalismo, até à análise do sistema educativo norte-americano, o pós-guerra no Iraque ou o apreço dos presidentes norte-americanos pela correspondência com famosos.
Um dos meus sites favoritos é o Arts & Letters Daily, uma compilação de artigos, críticas e crónicas de todo o mundo que permite dar uma vista de olhos rápido ao pensamento contemporâneo. A coluna de ensaios e opiniões tem de tudo, desde reflexões sobre o jornalismo, até à análise do sistema educativo norte-americano, o pós-guerra no Iraque ou o apreço dos presidentes norte-americanos pela correspondência com famosos.
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FAVORITOS
Um dos meus sites favoritos é o Arts & Letters Daily, uma compilação de artigos, críticas e crónicas de todo o mundo que permite dar uma vista de olhos rápido ao pensamento contemporâneo. A coluna de ensaios e opiniões tem de tudo, desde reflexões sobre o jornalismo, até à análise do sistema educativo norte-americano, o pós-guerra no Iraque ou o apreço dos presidentes norte-americanos pela correspondência com famosos.
Um dos meus sites favoritos é o Arts & Letters Daily, uma compilação de artigos, críticas e crónicas de todo o mundo que permite dar uma vista de olhos rápido ao pensamento contemporâneo. A coluna de ensaios e opiniões tem de tudo, desde reflexões sobre o jornalismo, até à análise do sistema educativo norte-americano, o pós-guerra no Iraque ou o apreço dos presidentes norte-americanos pela correspondência com famosos.
outubro 01, 2003
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CITAÇÃO DO DIA
«O maior disparate que se pode fazer na vida é viver continuamente com medo de cometer um erro», Elbert Hubbard
«O maior disparate que se pode fazer na vida é viver continuamente com medo de cometer um erro», Elbert Hubbard
CURIOSO
A BBC está a ser acusada de utilizar o seu site na Web mais para o marketing que para a informação - e a coisa está a gerar polémica.
A BBC está a ser acusada de utilizar o seu site na Web mais para o marketing que para a informação - e a coisa está a gerar polémica.
MAIS TV
A Fox vai criar novos canais de notícias, focados na economia e no entretenimento, depois do sucesso da Fox News. Aqui explica-se tudo.
A Fox vai criar novos canais de notícias, focados na economia e no entretenimento, depois do sucesso da Fox News. Aqui explica-se tudo.
DONALD O'CONNOR
Mão amiga, bem entendida em cinema, o MP, fez-me chegar uma nota, que trasncrevo, evocando a memória de um grande nome desaparecido do cinema, Donald O'Connor, e cuja morte passou quase desapercebida no meio dos obituários de Elia Kazan: «Hoje, depois de ver a "entrada" sobre a morte do Elia Kazan, resolvi escrever-te para te dizer que te esqueceste de outro nome importante, que, por acaso, morreu no mesmo dia. Aliás, não foste só tu: quase toda a gente se esqueceu. Refiro-me ao Donald O'Connor, actor, cantor, dançarino, e muitas outras coisas mais. Perguntas-me o que é que ele fez para que o Mundo se lembre dele? Pois, se calhar tens razão, se calhar (obviamente) o Elia Kazan tem uma obra imensa (embora eu faça parte de uma pequena minoria que acha que não o põe nos píncaros) e o Donoald O'Connor não. Mas é engraçado: lembro-me melhor (com outra força, com outra alegria) de um só momento protagonizado pelo Donald O'Connor do que de toda a filmografia do Elia Kazan. Refiro-me a essa cena de estarrecer que é o "Make Them Laugh", no "Serenata à Chuva". Recordas-te? Esses três minutos são, para mim (e como sabes, tudo isto é muito subjectivo) mais "cinema" que toda a obra do Kazan. Pelo menos marcaram-me mais. Muito mais.
É óbvio que estou a "desabafar" contigo, que até percebo a importância que se deu à morte do Kazan (primeira página do Público de hoje, por exemplo). Mas nem sequer uma nota de rodapé para um actor que, em três minutos, fez grande cinema? Acho injusto que quase ninguém se tenha lembrado dele...»
Mão amiga, bem entendida em cinema, o MP, fez-me chegar uma nota, que trasncrevo, evocando a memória de um grande nome desaparecido do cinema, Donald O'Connor, e cuja morte passou quase desapercebida no meio dos obituários de Elia Kazan: «Hoje, depois de ver a "entrada" sobre a morte do Elia Kazan, resolvi escrever-te para te dizer que te esqueceste de outro nome importante, que, por acaso, morreu no mesmo dia. Aliás, não foste só tu: quase toda a gente se esqueceu. Refiro-me ao Donald O'Connor, actor, cantor, dançarino, e muitas outras coisas mais. Perguntas-me o que é que ele fez para que o Mundo se lembre dele? Pois, se calhar tens razão, se calhar (obviamente) o Elia Kazan tem uma obra imensa (embora eu faça parte de uma pequena minoria que acha que não o põe nos píncaros) e o Donoald O'Connor não. Mas é engraçado: lembro-me melhor (com outra força, com outra alegria) de um só momento protagonizado pelo Donald O'Connor do que de toda a filmografia do Elia Kazan. Refiro-me a essa cena de estarrecer que é o "Make Them Laugh", no "Serenata à Chuva". Recordas-te? Esses três minutos são, para mim (e como sabes, tudo isto é muito subjectivo) mais "cinema" que toda a obra do Kazan. Pelo menos marcaram-me mais. Muito mais.
É óbvio que estou a "desabafar" contigo, que até percebo a importância que se deu à morte do Kazan (primeira página do Público de hoje, por exemplo). Mas nem sequer uma nota de rodapé para um actor que, em três minutos, fez grande cinema? Acho injusto que quase ninguém se tenha lembrado dele...»
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DONALD O'CONNOR
Mão amiga, bem entendida em cinema, o MP, fez-me chegar uma nota, que trasncrevo, evocando a memória de um grande nome desaparecido do cinema, Donald O'Connor, e cuja morte passou quase desapercebida no meio dos obituários de Elia Kazan: «Hoje, depois de ver a "entrada" sobre a morte do Elia Kazan, resolvi escrever-te para te dizer que te esqueceste de outro nome importante, que, por acaso, morreu no mesmo dia. Aliás, não foste só tu: quase toda a gente se esqueceu. Refiro-me ao Donald O'Connor, actor, cantor, dançarino, e muitas outras coisas mais. Perguntas-me o que é que ele fez para que o Mundo se lembre dele? Pois, se calhar tens razão, se calhar (obviamente) o Elia Kazan tem uma obra imensa (embora eu faça parte de uma pequena minoria que acha que não o põe nos píncaros) e o Donoald O'Connor não. Mas é engraçado: lembro-me melhor (com outra força, com outra alegria) de um só momento protagonizado pelo Donald O'Connor do que de toda a filmografia do Elia Kazan. Refiro-me a essa cena de estarrecer que é o "Make Them Laugh", no "Serenata à Chuva". Recordas-te? Esses três minutos são, para mim (e como sabes, tudo isto é muito subjectivo) mais "cinema" que toda a obra do Kazan. Pelo menos marcaram-me mais. Muito mais.
É óbvio que estou a "desabafar" contigo, que até percebo a importância que se deu à morte do Kazan (primeira página do Público de hoje, por exemplo). Mas nem sequer uma nota de rodapé para um actor que, em três minutos, fez grande cinema? Acho injusto que quase ninguém se tenha lembrado dele...»
Mão amiga, bem entendida em cinema, o MP, fez-me chegar uma nota, que trasncrevo, evocando a memória de um grande nome desaparecido do cinema, Donald O'Connor, e cuja morte passou quase desapercebida no meio dos obituários de Elia Kazan: «Hoje, depois de ver a "entrada" sobre a morte do Elia Kazan, resolvi escrever-te para te dizer que te esqueceste de outro nome importante, que, por acaso, morreu no mesmo dia. Aliás, não foste só tu: quase toda a gente se esqueceu. Refiro-me ao Donald O'Connor, actor, cantor, dançarino, e muitas outras coisas mais. Perguntas-me o que é que ele fez para que o Mundo se lembre dele? Pois, se calhar tens razão, se calhar (obviamente) o Elia Kazan tem uma obra imensa (embora eu faça parte de uma pequena minoria que acha que não o põe nos píncaros) e o Donoald O'Connor não. Mas é engraçado: lembro-me melhor (com outra força, com outra alegria) de um só momento protagonizado pelo Donald O'Connor do que de toda a filmografia do Elia Kazan. Refiro-me a essa cena de estarrecer que é o "Make Them Laugh", no "Serenata à Chuva". Recordas-te? Esses três minutos são, para mim (e como sabes, tudo isto é muito subjectivo) mais "cinema" que toda a obra do Kazan. Pelo menos marcaram-me mais. Muito mais.
É óbvio que estou a "desabafar" contigo, que até percebo a importância que se deu à morte do Kazan (primeira página do Público de hoje, por exemplo). Mas nem sequer uma nota de rodapé para um actor que, em três minutos, fez grande cinema? Acho injusto que quase ninguém se tenha lembrado dele...»
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