setembro 21, 2003

ADEUS GALILEO
Para as cerca de 800 pessoas que trabalharam na missão da sonda Galileo a Jupiter, iniciada em meados dos anos 70, hoje é um dia triste: a Galileo vai despenhar-se na superfície de Jupiter. Alguns dos que trabalharam no projecto reunem-se hoje no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, para um cerimonial espacial. A história vem contada na Wired e vale a pena lê-la. Excertos: On Friday, as Galileo's end neared, mission team members expressed a broad range of emotions.

Systems engineer Nagin Cox fought off tears. But Kathy Schimmels, 32, one of the youngest Galileans, conveyed an exuberant sense of celebration of the craft's long and storied life.

"I'm excited for the final hurrah," said Schimmels, who joined the team in 1996, fresh out of a master's program at the University of Colorado, Boulder. "I'm going to miss working on it, but we've got to celebrate the life it had."

Sunday's reunion of team members will include reminiscing about a mission that at times seemed cursed, but in the end went beyond NASA's expectations that it would be the first to explore the complex environment of the solar system's biggest planet.

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ADEUS GALILEO

Para as cerca de 800 pessoas que trabalharam na missão da sonda Galileo a Jupiter, iniciada em meados dos anos 70, hoje é um dia triste: a Galileo vai despenhar-se na superfície de Jupiter. Alguns dos que trabalharam no projecto reunem-se hoje no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, para um cerimonial espacial. A história vem contada na Wired e vale a pena lê-la. Excertos: On Friday, as Galileo's end neared, mission team members expressed a broad range of emotions.



Systems engineer Nagin Cox fought off tears. But Kathy Schimmels, 32, one of the youngest Galileans, conveyed an exuberant sense of celebration of the craft's long and storied life.



"I'm excited for the final hurrah," said Schimmels, who joined the team in 1996, fresh out of a master's program at the University of Colorado, Boulder. "I'm going to miss working on it, but we've got to celebrate the life it had."



Sunday's reunion of team members will include reminiscing about a mission that at times seemed cursed, but in the end went beyond NASA's expectations that it would be the first to explore the complex environment of the solar system's biggest planet.



CHINA ESPACIAL
Os chineses vao lançar o seu primeiro vôo espacial pilotado. O Libération, referindo-se ao astronauta chinês, diz que «um filho do céu estará em breve nas estrelas».

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CHINA ESPACIAL

Os chineses vao lançar o seu primeiro vôo espacial pilotado. O Libération, referindo-se ao astronauta chinês, diz que «um filho do céu estará em breve nas estrelas».
A VIDA EM HOTÉIS
A «New Yorker» desta semana publica um divertido artigo sobre o que pode ser a vida passada em hotéis, relatando as recentes experiências do actor Bill Murray.

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A VIDA EM HOTÉIS

A «New Yorker» desta semana publica um divertido artigo sobre o que pode ser a vida passada em hotéis, relatando as recentes experiências do actor Bill Murray.
EMBRIAGADO PELO PODER
«My name is George W. and I am a recovering power addict. I guess I inherited my liking of power from my father. I first started using power heavily when I became governor of Texas. The fellows I hung out with were all power abusers. Some drank it, and others sniffed it.» O texto que começa assim, delicioso, é de Art Buchwald e foi publicado no Wasington Post sob a designação «Drunk With Power And Hitting Bottom» .


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EMBRIAGADO PELO PODER

«My name is George W. and I am a recovering power addict. I guess I inherited my liking of power from my father. I first started using power heavily when I became governor of Texas. The fellows I hung out with were all power abusers. Some drank it, and others sniffed it.» O texto que começa assim, delicioso, é de Art Buchwald e foi publicado no Wasington Post sob a designação «Drunk With Power And Hitting Bottom» .





setembro 20, 2003

CASTING MATINAL
Encontrar actor que represente o tipo de pessoa que só se guia por dois considerandos: manutenção do estatuto pessoal e impedir tudo o que levemente pareça mudança. O actor deve ter facilidade em mostrar ser avesso a analisar os problemas, a encarar dados objectivos, a adaptar-se às situações e a ter em conta as opiniões dos outros. Preferencialmente deverá ser arrogante, evidenciar facilidade e naturalidade em invocar a autoridade sobre a razão, e comportar-se da forma mais hipócrita possível. Se conhecerem alguém que se adapte ao retrato, digam qualquer coisinha - ando a escrever mentalmente uma sitcom baseada nas minhas experiências mais recentes e tenho lá um personagem mesmo assim. O nome provisório do projecto é «O VELHO HOTEL».

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CASTING MATINAL

Encontrar actor que represente o tipo de pessoa que só se guia por dois considerandos: manutenção do estatuto pessoal e impedir tudo o que levemente pareça mudança. O actor deve ter facilidade em mostrar ser avesso a analisar os problemas, a encarar dados objectivos, a adaptar-se às situações e a ter em conta as opiniões dos outros. Preferencialmente deverá ser arrogante, evidenciar facilidade e naturalidade em invocar a autoridade sobre a razão, e comportar-se da forma mais hipócrita possível. Se conhecerem alguém que se adapte ao retrato, digam qualquer coisinha - ando a escrever mentalmente uma sitcom baseada nas minhas experiências mais recentes e tenho lá um personagem mesmo assim. O nome provisório do projecto é «O VELHO HOTEL».

RÁDIO
Belo artigo o da Columbia Journalism Review sobre o ressurgir das rádios locais e a importância que elas assumem para as comunidades. O artigo mostra ainda como elas estão a ser as responsáveis por evitar que os planos de concentração de media avancem tão rápido como alguns desejariam. Excertos:They bought their equipment on e-Bay. Their antenna is attached to a water pipe on the roof. They have only two staff members, but more than fifty people volunteer in the studio on their time off from jobs as factory workers, busboys, and grocery clerks. Few at the station speak English. Some are illiterate. No one has any previous experience in radio. It's WSBL-LP in South Bend, Indiana, and it's low-power FM.

In the increasingly corporate world of radio, low-power FM isn't about how far your signal reaches but how near. These are neighborhood stations with 100-watt signals that travel single-digit miles. They are run by civil rights organizations, by environmental activists, by church groups and school districts. They are voices that have either been pushed out of the radio spectrum or never invited into it, and the appetite for them speaks to a growing need in this country for community. And with a recent technical study providing leverage in low-power's struggle with big radio, there just might be more of them on air.

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RÁDIO

Belo artigo o da Columbia Journalism Review sobre o ressurgir das rádios locais e a importância que elas assumem para as comunidades. O artigo mostra ainda como elas estão a ser as responsáveis por evitar que os planos de concentração de media avancem tão rápido como alguns desejariam. Excertos:They bought their equipment on e-Bay. Their antenna is attached to a water pipe on the roof. They have only two staff members, but more than fifty people volunteer in the studio on their time off from jobs as factory workers, busboys, and grocery clerks. Few at the station speak English. Some are illiterate. No one has any previous experience in radio. It's WSBL-LP in South Bend, Indiana, and it's low-power FM.



In the increasingly corporate world of radio, low-power FM isn't about how far your signal reaches but how near. These are neighborhood stations with 100-watt signals that travel single-digit miles. They are run by civil rights organizations, by environmental activists, by church groups and school districts. They are voices that have either been pushed out of the radio spectrum or never invited into it, and the appetite for them speaks to a growing need in this country for community. And with a recent technical study providing leverage in low-power's struggle with big radio, there just might be more of them on air.



IMAGINE
No Daily Telegraph de hoje, Yoko Ono explica numa entrevista como nasceu uma das melhores canções de John Lennon, «Imagine».

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IMAGINE

No Daily Telegraph de hoje, Yoko Ono explica numa entrevista como nasceu uma das melhores canções de John Lennon, «Imagine».

setembro 19, 2003

TELEJORNAIS
A coluna de hoje de Eduardo Prado Coelho sobre os telejornais que nos impingem é de leitura obrigatória. Chama-se Os protestantes.
Excertos:
O que é curioso é que a agenda dos telejornais das televisões públicas e privadas é aproximadamente a mesma. Faça a experiência de estar a ver a RTP e ficar farto dos problemas da escola de Vila Meã, e então decida-se a passar para a SIC: é quase certo que encontrará os problemas da escola de Fontanelas. E se experimentar a TVI? Aguardam-no os problemas da escola da Mexilhoeira Grande. E se, exasperado, regressar à RTP, verifica que estes passaram da Vila Meã para Fontanelas e que vai ter que ver as mesmas crianças, a mesma professora, os mesmos pais e a mesma porta que não fecha, de que já tomou conhecimento nas informações da SIC.
...
As consequências desta orientação (que espero que desapareça nos noticiários sintéticos da Dois) são várias. Por um lado, deixam a convicção de que os verdadeiros problemas da educação são apenas estes. Em segundo lugar, criam uma imagem de miserabilismo que não tem o contraponto na existência de escolas modernas e bem apetrechadas (que também existem). Em terceiro lugar, acentuam a ideia populista de que o povo tem sempre razão e todos os problemas são provocados por nefandos burocratas sem alma. Em quarto lugar, engrenam no círculo vicioso de manifestações feitas para a televisão ver e que a televisão vai ver para que elas se continuem a fazer: as crianças, os pais e mesmo os presidentes das juntas de freguesia têm o seu quarto de hora de glória mediática - que, como se sabe, pode ser a redenção de uma vida.

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TELEJORNAIS

A coluna de hoje de Eduardo Prado Coelho sobre os telejornais que nos impingem é de leitura obrigatória. Chama-se Os protestantes.

Excertos:

O que é curioso é que a agenda dos telejornais das televisões públicas e privadas é aproximadamente a mesma. Faça a experiência de estar a ver a RTP e ficar farto dos problemas da escola de Vila Meã, e então decida-se a passar para a SIC: é quase certo que encontrará os problemas da escola de Fontanelas. E se experimentar a TVI? Aguardam-no os problemas da escola da Mexilhoeira Grande. E se, exasperado, regressar à RTP, verifica que estes passaram da Vila Meã para Fontanelas e que vai ter que ver as mesmas crianças, a mesma professora, os mesmos pais e a mesma porta que não fecha, de que já tomou conhecimento nas informações da SIC.

...

As consequências desta orientação (que espero que desapareça nos noticiários sintéticos da Dois) são várias. Por um lado, deixam a convicção de que os verdadeiros problemas da educação são apenas estes. Em segundo lugar, criam uma imagem de miserabilismo que não tem o contraponto na existência de escolas modernas e bem apetrechadas (que também existem). Em terceiro lugar, acentuam a ideia populista de que o povo tem sempre razão e todos os problemas são provocados por nefandos burocratas sem alma. Em quarto lugar, engrenam no círculo vicioso de manifestações feitas para a televisão ver e que a televisão vai ver para que elas se continuem a fazer: as crianças, os pais e mesmo os presidentes das juntas de freguesia têm o seu quarto de hora de glória mediática - que, como se sabe, pode ser a redenção de uma vida.



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HOJE A ESQUINA ESTÁ EM PAPEL

Porque hoje há sexta, a Esquina aparece em papel no Jornal de Negócios. Excertos desta semana:

COMUNICAÇÃO

O livro que me ocupou o fim de semana, e que é uma das obras mais interessantes que tenho lido ultimamente, chama-se «A Queda da Publicidade e a ascensão das Relações Públicas», de Al Ries e Laura Ries, editado agora em Portugal pela Notícias Editorial, com prefácio e tradução de Luis Paixão Martins, um profissional da área e admirador confesso das teorias dos Ries. Publicado originalmente em 2002, o livro defende como chave para a implantação de uma marca um trabalho de médio e longo prazo e cita numerosos exemplos e casos, desde a Playstation ao Viagra, passando pela Amazon. Al Ries e a sua filha Laura Ries são os autores de um outro best-seller desta área, « The 22 Immutable Laws Of Branding» e dirigem em conjunto a Roswell GA, uma agência que trabalha com algumas das grandes empresas mundiais. Não resisto a um excerto, respigado do capítulo «O Poder de Terceiros» . «Tudo o que sei –disse Will Rogers - é o que leio nos jornais. É verdade. A maior parte das pessoas apenas «sabe» o que lê, vê ou escuta nos media ou que aprende em pessoas em quem confia....A maior parte das pessoas determina o que é melhor procurando o que os outros pensam que é melhor. E as duas maiores fontes para essa determinação são os media e o passa-palavra...Comparada com o poder da imprensa, a publicidade tem uma credibilidade próxima do zero».



CENTENÁRIO

Na Assembleia da República está uma exposição bem engraçada sobre «100 Anos de Parlamento» que tem um belíssimo catálogo homólogo, tudo feito a propósito do centenário da Sala das Sessões. Num instante passa-se pelo período final da Monarquia, pela Primeira República, o Estado Novo e a Democracia. O álbum, abundantemente ilustrado, é das melhores obras sobre a iconografia da nossa memória política colectiva.

Aqui está, com esta exposição e o álbum que a acompanha, um exemplo de uma actividade dos parlamentares que bem merecia ser mais conhecida.



Hoje a banda sonora da escrita da Esquina foi o CD «Small Change» de Tom Waits, e sobretudo o repetido refrão «Waltzing Mathilda» da faixa de abertura, «Tom Traubert’s Blues», um original de 1976.
- mas esta parte da música já os leitores deste blog sabiam.

HOJE A ESQUINA ESTÁ EM PAPEL
Porque hoje há sexta, a Esquina aparece em papel no Jornal de Negócios. Excertos desta semana:
COMUNICAÇÃO
O livro que me ocupou o fim de semana, e que é uma das obras mais interessantes que tenho lido ultimamente, chama-se «A Queda da Publicidade e a ascensão das Relações Públicas», de Al Ries e Laura Ries, editado agora em Portugal pela Notícias Editorial, com prefácio e tradução de Luis Paixão Martins, um profissional da área e admirador confesso das teorias dos Ries. Publicado originalmente em 2002, o livro defende como chave para a implantação de uma marca um trabalho de médio e longo prazo e cita numerosos exemplos e casos, desde a Playstation ao Viagra, passando pela Amazon. Al Ries e a sua filha Laura Ries são os autores de um outro best-seller desta área, « The 22 Immutable Laws Of Branding» e dirigem em conjunto a Roswell GA, uma agência que trabalha com algumas das grandes empresas mundiais. Não resisto a um excerto, respigado do capítulo «O Poder de Terceiros» . «Tudo o que sei –disse Will Rogers - é o que leio nos jornais. É verdade. A maior parte das pessoas apenas «sabe» o que lê, vê ou escuta nos media ou que aprende em pessoas em quem confia....A maior parte das pessoas determina o que é melhor procurando o que os outros pensam que é melhor. E as duas maiores fontes para essa determinação são os media e o passa-palavra...Comparada com o poder da imprensa, a publicidade tem uma credibilidade próxima do zero».

CENTENÁRIO
Na Assembleia da República está uma exposição bem engraçada sobre «100 Anos de Parlamento» que tem um belíssimo catálogo homólogo, tudo feito a propósito do centenário da Sala das Sessões. Num instante passa-se pelo período final da Monarquia, pela Primeira República, o Estado Novo e a Democracia. O álbum, abundantemente ilustrado, é das melhores obras sobre a iconografia da nossa memória política colectiva.
Aqui está, com esta exposição e o álbum que a acompanha, um exemplo de uma actividade dos parlamentares que bem merecia ser mais conhecida.

Hoje a banda sonora da escrita da Esquina foi o CD «Small Change» de Tom Waits, e sobretudo o repetido refrão «Waltzing Mathilda» da faixa de abertura, «Tom Traubert’s Blues», um original de 1976.
- mas esta parte da música já os leitores deste blog sabiam.
POR CÁ TAMBÉM HÁ COISAS BOAS
Esta é a semana inaugural da Experimentadesign2003, a bienal que nos próximos 45 dias vais ocupar Lisboa, com destaque para a mostra Voyager no Terreiro do Paço, para a forma como o S.Jorge se transformou para ser o Louging Space de todo o evento e para a exposição 1000 Plateaux com o título «O FUTURO DO USO - OS USOS DO FUTURO». Todo o programa da Experimentadesign pode ser consultado
aqui.

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POR CÁ TAMBÉM HÁ COISAS BOAS

Esta é a semana inaugural da Experimentadesign2003, a bienal que nos próximos 45 dias vais ocupar Lisboa, com destaque para a mostra Voyager no Terreiro do Paço, para a forma como o S.Jorge se transformou para ser o Louging Space de todo o evento e para a exposição 1000 Plateaux com o título «O FUTURO DO USO - OS USOS DO FUTURO». Todo o programa da Experimentadesign pode ser consultado

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