SMS VERSUS EMAIL
Acho que nunca tinha tido tantas reacções a um post como a este. Reconheço: coloquei mal as coisas - ele há telemóveis que podem receber emails - mas é ainda pouco prático e para mensagens curtas o sistema sms bate o resto aos pontos. A possibilidade de ler e enviar e-mails a partir do telemovel existe, como lembra o Nuno Figueiredo, desde 2000. OK, corrijo, preciso: para uma troca rápida de ideias as minhas preferências vão para o SMS. E para namorar não há melhor - não acham?
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
setembro 16, 2003
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SMS VERSUS EMAIL
Acho que nunca tinha tido tantas reacções a um post como a este. Reconheço: coloquei mal as coisas - ele há telemóveis que podem receber emails - mas é ainda pouco prático e para mensagens curtas o sistema sms bate o resto aos pontos. A possibilidade de ler e enviar e-mails a partir do telemovel existe, como lembra o Nuno Figueiredo, desde 2000. OK, corrijo, preciso: para uma troca rápida de ideias as minhas preferências vão para o SMS. E para namorar não há melhor - não acham?
Acho que nunca tinha tido tantas reacções a um post como a este. Reconheço: coloquei mal as coisas - ele há telemóveis que podem receber emails - mas é ainda pouco prático e para mensagens curtas o sistema sms bate o resto aos pontos. A possibilidade de ler e enviar e-mails a partir do telemovel existe, como lembra o Nuno Figueiredo, desde 2000. OK, corrijo, preciso: para uma troca rápida de ideias as minhas preferências vão para o SMS. E para namorar não há melhor - não acham?
UM DOCUMENTO IMPRESCINDÍVEL
A carta pastoral dos bispos portugueses divulgada hoje, Responsabilidade solidária pelo bem comum é um documento verdadeiramente notável. Faz um diagnóstico lúcido da sociedade portuguesa, apela a uma moral renovada no debate político e estabelece um diagnóstico baseado em sete pontos que me permito citar:
"- Os egoísmos individualistas, pessoais e grupais, sem perspectiva do bem comum mais global;
- o consumismo, (...) fomentado pelos próprios mecanismos da economia, que gera clivagens entre ricos e pobres e gera insensibilidade a valores espirituais;
- a corrupção, verdadeira estrutura de pecado social (...);
- a desarmonia do sistema fiscal, que sobrecarrega um grupo, e pode facilitar a irresponsabilidade no cumprimento das justas obrigações;
- a irresponsabilidade na estrada, com as consequências dramáticas de mortes e feridos, que são atentado ao direito à vida (...);
- a exagerada comercialização do fenómeno desportivo, que tem conduzido à perda progressiva do sentido do 'jogo' como autêntica actividade lúdica, e a falta de transparência nos negócios que envolvem muitos sectores e profissionais dalgumas áreas do desporto;
- a exclusão social, gerada pela pobreza, pelo desemprego, pela falta de habitação, pela desigualdade no acesso à saúde e à educação, pelas doenças crónicas (...)."
A carta pastoral dos bispos portugueses divulgada hoje, Responsabilidade solidária pelo bem comum é um documento verdadeiramente notável. Faz um diagnóstico lúcido da sociedade portuguesa, apela a uma moral renovada no debate político e estabelece um diagnóstico baseado em sete pontos que me permito citar:
"- Os egoísmos individualistas, pessoais e grupais, sem perspectiva do bem comum mais global;
- o consumismo, (...) fomentado pelos próprios mecanismos da economia, que gera clivagens entre ricos e pobres e gera insensibilidade a valores espirituais;
- a corrupção, verdadeira estrutura de pecado social (...);
- a desarmonia do sistema fiscal, que sobrecarrega um grupo, e pode facilitar a irresponsabilidade no cumprimento das justas obrigações;
- a irresponsabilidade na estrada, com as consequências dramáticas de mortes e feridos, que são atentado ao direito à vida (...);
- a exagerada comercialização do fenómeno desportivo, que tem conduzido à perda progressiva do sentido do 'jogo' como autêntica actividade lúdica, e a falta de transparência nos negócios que envolvem muitos sectores e profissionais dalgumas áreas do desporto;
- a exclusão social, gerada pela pobreza, pelo desemprego, pela falta de habitação, pela desigualdade no acesso à saúde e à educação, pelas doenças crónicas (...)."
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UM DOCUMENTO IMPRESCINDÍVEL
A carta pastoral dos bispos portugueses divulgada hoje, Responsabilidade solidária pelo bem comum é um documento verdadeiramente notável. Faz um diagnóstico lúcido da sociedade portuguesa, apela a uma moral renovada no debate político e estabelece um diagnóstico baseado em sete pontos que me permito citar:
"- Os egoísmos individualistas, pessoais e grupais, sem perspectiva do bem comum mais global;
- o consumismo, (...) fomentado pelos próprios mecanismos da economia, que gera clivagens entre ricos e pobres e gera insensibilidade a valores espirituais;
- a corrupção, verdadeira estrutura de pecado social (...);
- a desarmonia do sistema fiscal, que sobrecarrega um grupo, e pode facilitar a irresponsabilidade no cumprimento das justas obrigações;
- a irresponsabilidade na estrada, com as consequências dramáticas de mortes e feridos, que são atentado ao direito à vida (...);
- a exagerada comercialização do fenómeno desportivo, que tem conduzido à perda progressiva do sentido do 'jogo' como autêntica actividade lúdica, e a falta de transparência nos negócios que envolvem muitos sectores e profissionais dalgumas áreas do desporto;
- a exclusão social, gerada pela pobreza, pelo desemprego, pela falta de habitação, pela desigualdade no acesso à saúde e à educação, pelas doenças crónicas (...)."
A carta pastoral dos bispos portugueses divulgada hoje, Responsabilidade solidária pelo bem comum é um documento verdadeiramente notável. Faz um diagnóstico lúcido da sociedade portuguesa, apela a uma moral renovada no debate político e estabelece um diagnóstico baseado em sete pontos que me permito citar:
"- Os egoísmos individualistas, pessoais e grupais, sem perspectiva do bem comum mais global;
- o consumismo, (...) fomentado pelos próprios mecanismos da economia, que gera clivagens entre ricos e pobres e gera insensibilidade a valores espirituais;
- a corrupção, verdadeira estrutura de pecado social (...);
- a desarmonia do sistema fiscal, que sobrecarrega um grupo, e pode facilitar a irresponsabilidade no cumprimento das justas obrigações;
- a irresponsabilidade na estrada, com as consequências dramáticas de mortes e feridos, que são atentado ao direito à vida (...);
- a exagerada comercialização do fenómeno desportivo, que tem conduzido à perda progressiva do sentido do 'jogo' como autêntica actividade lúdica, e a falta de transparência nos negócios que envolvem muitos sectores e profissionais dalgumas áreas do desporto;
- a exclusão social, gerada pela pobreza, pelo desemprego, pela falta de habitação, pela desigualdade no acesso à saúde e à educação, pelas doenças crónicas (...)."
setembro 15, 2003
ESTÁ O MUNDO PREPARADO PARA 64 BITS?
Esta é a pergunta colocada no centro de todas as atenções no Forum Intel, que se realiza em S. Francisco: "This year more digital cameras were sold than film cameras," he said. "All the people taking all those digital pictures need printers and computers to plug them into so they can collect those pictures, burn them onto CDs or DVDs and retouch them or e-mail them to friends."
Kevin Krewell, a senior analyst at the Microprocessor Report, said he is curious to find out if Intel plans to extend its Xeon chips to process 64 bits of data at a time, like Itanium does, instead of just 32 bits.
"I expect there will be a lot of questions about Prescott (the upcoming Pentium chip) vis-a-vis Athlon 64," which rival Advanced Micro Devices will launch next week as the first processor for home computers using the advanced data crunching, he said.
Leiam mais na Wired
Esta é a pergunta colocada no centro de todas as atenções no Forum Intel, que se realiza em S. Francisco: "This year more digital cameras were sold than film cameras," he said. "All the people taking all those digital pictures need printers and computers to plug them into so they can collect those pictures, burn them onto CDs or DVDs and retouch them or e-mail them to friends."
Kevin Krewell, a senior analyst at the Microprocessor Report, said he is curious to find out if Intel plans to extend its Xeon chips to process 64 bits of data at a time, like Itanium does, instead of just 32 bits.
"I expect there will be a lot of questions about Prescott (the upcoming Pentium chip) vis-a-vis Athlon 64," which rival Advanced Micro Devices will launch next week as the first processor for home computers using the advanced data crunching, he said.
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ESTÁ O MUNDO PREPARADO PARA 64 BITS?
Esta é a pergunta colocada no centro de todas as atenções no Forum Intel, que se realiza em S. Francisco: "This year more digital cameras were sold than film cameras," he said. "All the people taking all those digital pictures need printers and computers to plug them into so they can collect those pictures, burn them onto CDs or DVDs and retouch them or e-mail them to friends."
Kevin Krewell, a senior analyst at the Microprocessor Report, said he is curious to find out if Intel plans to extend its Xeon chips to process 64 bits of data at a time, like Itanium does, instead of just 32 bits.
"I expect there will be a lot of questions about Prescott (the upcoming Pentium chip) vis-a-vis Athlon 64," which rival Advanced Micro Devices will launch next week as the first processor for home computers using the advanced data crunching, he said.
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Esta é a pergunta colocada no centro de todas as atenções no Forum Intel, que se realiza em S. Francisco: "This year more digital cameras were sold than film cameras," he said. "All the people taking all those digital pictures need printers and computers to plug them into so they can collect those pictures, burn them onto CDs or DVDs and retouch them or e-mail them to friends."
Kevin Krewell, a senior analyst at the Microprocessor Report, said he is curious to find out if Intel plans to extend its Xeon chips to process 64 bits of data at a time, like Itanium does, instead of just 32 bits.
"I expect there will be a lot of questions about Prescott (the upcoming Pentium chip) vis-a-vis Athlon 64," which rival Advanced Micro Devices will launch next week as the first processor for home computers using the advanced data crunching, he said.
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MAIL VERSUS SMS
Ontem tive uma interessante troca de ideias sobre as vantagens comparadas dos mails e dos sms. Não há muito que dizer, mas até que o progresso nos permita estar sempre ligados ao servidor de mail em qualquer lado, o SMS tem uma vantagem enorme: podemos sempre saber em qualquer lugar o que alguém nos quer dizer. Ou seja, o SMS provoca a leitura imediata, o mail pode provocar a leitura diferida. O SMS pode provocar uma reacção imediata, o mail pode ocasionar uma resposta atrasada. Claro que num mail se pode escrever mais, mas num sms podem exprimir-se também ideias e mesmo sentimentos - depende da capacidade de síntese. Os SMS são como posts rápidos, frases que se deixam cair para tocar imediatamente no destinatário. E isto, às vezes, faz muita falta. Já ouve tempo em que ía para reuniões com o meu velhinho Nokia Communicator (ainda a preto e branco) na mão e mandava SMS's discretos aos meus parceiros do outro lado da mesa para alterar a táctica negocial face à argumentação da outra parte e não me queixo dos resultados obtidos.
Ontem tive uma interessante troca de ideias sobre as vantagens comparadas dos mails e dos sms. Não há muito que dizer, mas até que o progresso nos permita estar sempre ligados ao servidor de mail em qualquer lado, o SMS tem uma vantagem enorme: podemos sempre saber em qualquer lugar o que alguém nos quer dizer. Ou seja, o SMS provoca a leitura imediata, o mail pode provocar a leitura diferida. O SMS pode provocar uma reacção imediata, o mail pode ocasionar uma resposta atrasada. Claro que num mail se pode escrever mais, mas num sms podem exprimir-se também ideias e mesmo sentimentos - depende da capacidade de síntese. Os SMS são como posts rápidos, frases que se deixam cair para tocar imediatamente no destinatário. E isto, às vezes, faz muita falta. Já ouve tempo em que ía para reuniões com o meu velhinho Nokia Communicator (ainda a preto e branco) na mão e mandava SMS's discretos aos meus parceiros do outro lado da mesa para alterar a táctica negocial face à argumentação da outra parte e não me queixo dos resultados obtidos.
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MAIL VERSUS SMS
Ontem tive uma interessante troca de ideias sobre as vantagens comparadas dos mails e dos sms. Não há muito que dizer, mas até que o progresso nos permita estar sempre ligados ao servidor de mail em qualquer lado, o SMS tem uma vantagem enorme: podemos sempre saber em qualquer lugar o que alguém nos quer dizer. Ou seja, o SMS provoca a leitura imediata, o mail pode provocar a leitura diferida. O SMS pode provocar uma reacção imediata, o mail pode ocasionar uma resposta atrasada. Claro que num mail se pode escrever mais, mas num sms podem exprimir-se também ideias e mesmo sentimentos - depende da capacidade de síntese. Os SMS são como posts rápidos, frases que se deixam cair para tocar imediatamente no destinatário. E isto, às vezes, faz muita falta. Já ouve tempo em que ía para reuniões com o meu velhinho Nokia Communicator (ainda a preto e branco) na mão e mandava SMS's discretos aos meus parceiros do outro lado da mesa para alterar a táctica negocial face à argumentação da outra parte e não me queixo dos resultados obtidos.
Ontem tive uma interessante troca de ideias sobre as vantagens comparadas dos mails e dos sms. Não há muito que dizer, mas até que o progresso nos permita estar sempre ligados ao servidor de mail em qualquer lado, o SMS tem uma vantagem enorme: podemos sempre saber em qualquer lugar o que alguém nos quer dizer. Ou seja, o SMS provoca a leitura imediata, o mail pode provocar a leitura diferida. O SMS pode provocar uma reacção imediata, o mail pode ocasionar uma resposta atrasada. Claro que num mail se pode escrever mais, mas num sms podem exprimir-se também ideias e mesmo sentimentos - depende da capacidade de síntese. Os SMS são como posts rápidos, frases que se deixam cair para tocar imediatamente no destinatário. E isto, às vezes, faz muita falta. Já ouve tempo em que ía para reuniões com o meu velhinho Nokia Communicator (ainda a preto e branco) na mão e mandava SMS's discretos aos meus parceiros do outro lado da mesa para alterar a táctica negocial face à argumentação da outra parte e não me queixo dos resultados obtidos.
SPA
Hoje há eleições na Sociedade Portuguesa de Autores. Para que conste vou votar na lista liderada por Vasco Graça Moura.
A defesa dos direitos de autor, digo eu, não deve ser confundida com a defesa dos direitos industriais relativos à produção e distribuição. Estes obviamente também existem e devem ser protegidos – até porque sem o investimento da indústria existem poucas possibilidades para o surgimento e implantação de novos talentos. Só que são realidades diferentes, não necessariamente antagónicas, mas também certamente não coincidentes muitas vezes.
Manter os dois mundos separados é uma boa ideia. Aumentar a cooperação entre eles, também. O sentido do meu voto é esse.
Hoje há eleições na Sociedade Portuguesa de Autores. Para que conste vou votar na lista liderada por Vasco Graça Moura.
A defesa dos direitos de autor, digo eu, não deve ser confundida com a defesa dos direitos industriais relativos à produção e distribuição. Estes obviamente também existem e devem ser protegidos – até porque sem o investimento da indústria existem poucas possibilidades para o surgimento e implantação de novos talentos. Só que são realidades diferentes, não necessariamente antagónicas, mas também certamente não coincidentes muitas vezes.
Manter os dois mundos separados é uma boa ideia. Aumentar a cooperação entre eles, também. O sentido do meu voto é esse.
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SPA
Hoje há eleições na Sociedade Portuguesa de Autores. Para que conste vou votar na lista liderada por Vasco Graça Moura.
A defesa dos direitos de autor, digo eu, não deve ser confundida com a defesa dos direitos industriais relativos à produção e distribuição. Estes obviamente também existem e devem ser protegidos – até porque sem o investimento da indústria existem poucas possibilidades para o surgimento e implantação de novos talentos. Só que são realidades diferentes, não necessariamente antagónicas, mas também certamente não coincidentes muitas vezes.
Manter os dois mundos separados é uma boa ideia. Aumentar a cooperação entre eles, também. O sentido do meu voto é esse.
Hoje há eleições na Sociedade Portuguesa de Autores. Para que conste vou votar na lista liderada por Vasco Graça Moura.
A defesa dos direitos de autor, digo eu, não deve ser confundida com a defesa dos direitos industriais relativos à produção e distribuição. Estes obviamente também existem e devem ser protegidos – até porque sem o investimento da indústria existem poucas possibilidades para o surgimento e implantação de novos talentos. Só que são realidades diferentes, não necessariamente antagónicas, mas também certamente não coincidentes muitas vezes.
Manter os dois mundos separados é uma boa ideia. Aumentar a cooperação entre eles, também. O sentido do meu voto é esse.
RADICAL CHIC
Anne Applebaum escreveu um interessante artigo para o «Washington Post» há uns dias atrás, a propósito dos protestos anti~globalização ocorridos na cimeira de Cancun. Mas as notas de Applebaum não se ficam por aí: ela procura paralelos com outras situações e introduz mesmo alguns dados interessantes, nomeadamente o surgimento nos últimos tempos de uma série de novos pensadores de direita, como o sueco Johan Norberg, um ex-anarquista que escreveu «In Defense Of Global Capitalism», uma obra que está em vias de se tornar um pequeno êxito internacional. Reparem no que diz Applebaum: Although there will be anti-globalizers in Cancun, the cutting edge has shifted -- and not a moment too soon. In a perverse way, the movement has in recent years provided a cushion for those politicians -- European, American, Japanese and developing world alike -- who drag their feet about opening markets. Maybe now, if the young, the hip and the free-thinking start pushing the other way, the ministers in their suits will be forced to listen too.
. Se querem ler o artigo inteiro vão aqui. E já agora espreitem o site de Applebaum.
Anne Applebaum escreveu um interessante artigo para o «Washington Post» há uns dias atrás, a propósito dos protestos anti~globalização ocorridos na cimeira de Cancun. Mas as notas de Applebaum não se ficam por aí: ela procura paralelos com outras situações e introduz mesmo alguns dados interessantes, nomeadamente o surgimento nos últimos tempos de uma série de novos pensadores de direita, como o sueco Johan Norberg, um ex-anarquista que escreveu «In Defense Of Global Capitalism», uma obra que está em vias de se tornar um pequeno êxito internacional. Reparem no que diz Applebaum: Although there will be anti-globalizers in Cancun, the cutting edge has shifted -- and not a moment too soon. In a perverse way, the movement has in recent years provided a cushion for those politicians -- European, American, Japanese and developing world alike -- who drag their feet about opening markets. Maybe now, if the young, the hip and the free-thinking start pushing the other way, the ministers in their suits will be forced to listen too.
. Se querem ler o artigo inteiro vão aqui. E já agora espreitem o site de Applebaum.
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RADICAL CHIC
Anne Applebaum escreveu um interessante artigo para o «Washington Post» há uns dias atrás, a propósito dos protestos anti~globalização ocorridos na cimeira de Cancun. Mas as notas de Applebaum não se ficam por aí: ela procura paralelos com outras situações e introduz mesmo alguns dados interessantes, nomeadamente o surgimento nos últimos tempos de uma série de novos pensadores de direita, como o sueco Johan Norberg, um ex-anarquista que escreveu «In Defense Of Global Capitalism», uma obra que está em vias de se tornar um pequeno êxito internacional. Reparem no que diz Applebaum: Although there will be anti-globalizers in Cancun, the cutting edge has shifted -- and not a moment too soon. In a perverse way, the movement has in recent years provided a cushion for those politicians -- European, American, Japanese and developing world alike -- who drag their feet about opening markets. Maybe now, if the young, the hip and the free-thinking start pushing the other way, the ministers in their suits will be forced to listen too.
. Se querem ler o artigo inteiro vão aqui. E já agora espreitem o site de Applebaum.
Anne Applebaum escreveu um interessante artigo para o «Washington Post» há uns dias atrás, a propósito dos protestos anti~globalização ocorridos na cimeira de Cancun. Mas as notas de Applebaum não se ficam por aí: ela procura paralelos com outras situações e introduz mesmo alguns dados interessantes, nomeadamente o surgimento nos últimos tempos de uma série de novos pensadores de direita, como o sueco Johan Norberg, um ex-anarquista que escreveu «In Defense Of Global Capitalism», uma obra que está em vias de se tornar um pequeno êxito internacional. Reparem no que diz Applebaum: Although there will be anti-globalizers in Cancun, the cutting edge has shifted -- and not a moment too soon. In a perverse way, the movement has in recent years provided a cushion for those politicians -- European, American, Japanese and developing world alike -- who drag their feet about opening markets. Maybe now, if the young, the hip and the free-thinking start pushing the other way, the ministers in their suits will be forced to listen too.
. Se querem ler o artigo inteiro vão aqui. E já agora espreitem o site de Applebaum.
A ARTE DO INSULTO
Insultar alguém como deve ser pode ser uma arte - pelo menos é essa a tese defendida por Eric Gibson no «Wall Street Journal», que evoca alguns antecedentes históricos: Disraeli said of Robert Peel that he was like a poker except that "a poker gives off occasional signs of warmth." In the 1980s, Labour leader Michael Foot labeled Thatcher aide Norman Tebbit "a semi-housetrained polecat." Labour's Denis Healey said the experience of being attacked by the mild-mannered cabinet minister Geoffrey Howe was "like being savaged by a dead sheep.". Se querem ler mais sobre a arte do insulto na política leiam este artigo.
Insultar alguém como deve ser pode ser uma arte - pelo menos é essa a tese defendida por Eric Gibson no «Wall Street Journal», que evoca alguns antecedentes históricos: Disraeli said of Robert Peel that he was like a poker except that "a poker gives off occasional signs of warmth." In the 1980s, Labour leader Michael Foot labeled Thatcher aide Norman Tebbit "a semi-housetrained polecat." Labour's Denis Healey said the experience of being attacked by the mild-mannered cabinet minister Geoffrey Howe was "like being savaged by a dead sheep.". Se querem ler mais sobre a arte do insulto na política leiam este artigo.
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A ARTE DO INSULTO
Insultar alguém como deve ser pode ser uma arte - pelo menos é essa a tese defendida por Eric Gibson no «Wall Street Journal», que evoca alguns antecedentes históricos: Disraeli said of Robert Peel that he was like a poker except that "a poker gives off occasional signs of warmth." In the 1980s, Labour leader Michael Foot labeled Thatcher aide Norman Tebbit "a semi-housetrained polecat." Labour's Denis Healey said the experience of being attacked by the mild-mannered cabinet minister Geoffrey Howe was "like being savaged by a dead sheep.". Se querem ler mais sobre a arte do insulto na política leiam este artigo.
Insultar alguém como deve ser pode ser uma arte - pelo menos é essa a tese defendida por Eric Gibson no «Wall Street Journal», que evoca alguns antecedentes históricos: Disraeli said of Robert Peel that he was like a poker except that "a poker gives off occasional signs of warmth." In the 1980s, Labour leader Michael Foot labeled Thatcher aide Norman Tebbit "a semi-housetrained polecat." Labour's Denis Healey said the experience of being attacked by the mild-mannered cabinet minister Geoffrey Howe was "like being savaged by a dead sheep.". Se querem ler mais sobre a arte do insulto na política leiam este artigo.
setembro 14, 2003
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CANÇÕES
As grandes canções são como short-stories que davam grandes filmes. Mas a maior parte das boas canções acaba por ficar como bandas sonoras de momentos das nossas vidas. Únicos. Pego no alfabeto e de entre as que começam por C, lembro-me de «Come On Eileen», dos Dexys Midnight Runners.
As grandes canções são como short-stories que davam grandes filmes. Mas a maior parte das boas canções acaba por ficar como bandas sonoras de momentos das nossas vidas. Únicos. Pego no alfabeto e de entre as que começam por C, lembro-me de «Come On Eileen», dos Dexys Midnight Runners.
SERRA
Gosto da serra, de poder ver a vastidão do horizonte, de sentir que não é tudo igual, de ver o recorte da montanha. Estou sentado no jardim a meditar nas vantagens de hoje em dia poder ver mails em qualquer lado e mandá-los de qualquer lado. E escrever isto ao mesmo tempo. Eu sei que parece pateta, mas é um progresso enorme, o poder saber o que se passa, sentir o que nos toca, mostrar o que queremos.
Gosto da serra, de poder ver a vastidão do horizonte, de sentir que não é tudo igual, de ver o recorte da montanha. Estou sentado no jardim a meditar nas vantagens de hoje em dia poder ver mails em qualquer lado e mandá-los de qualquer lado. E escrever isto ao mesmo tempo. Eu sei que parece pateta, mas é um progresso enorme, o poder saber o que se passa, sentir o que nos toca, mostrar o que queremos.
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SERRA
Gosto da serra, de poder ver a vastidão do horizonte, de sentir que não é tudo igual, de ver o recorte da montanha. Estou sentado no jardim a meditar nas vantagens de hoje em dia poder ver mails em qualquer lado e mandá-los de qualquer lado. E escrever isto ao mesmo tempo. Eu sei que parece pateta, mas é um progresso enorme, o poder saber o que se passa, sentir o que nos toca, mostrar o que queremos.
Gosto da serra, de poder ver a vastidão do horizonte, de sentir que não é tudo igual, de ver o recorte da montanha. Estou sentado no jardim a meditar nas vantagens de hoje em dia poder ver mails em qualquer lado e mandá-los de qualquer lado. E escrever isto ao mesmo tempo. Eu sei que parece pateta, mas é um progresso enorme, o poder saber o que se passa, sentir o que nos toca, mostrar o que queremos.
setembro 13, 2003
REVISTA DE IMPRENSA
A rede de pedofilia domina toda a comunicação escrita. Existe uma dominante preocupante: a prevalência de rumores, a indicação de protagonistas com descrições precisas, as mais das vezes de uma forma excessivamente ligeira. O mais preocupante é o facto de se publicarem, na íntegra, escritos anónimos. Isto não é boa ideia. O boato e a especulação são as causas da decadência da imprensa portuguesa – mesmo quando vêm dentro de um saco de plástico.
A rede de pedofilia domina toda a comunicação escrita. Existe uma dominante preocupante: a prevalência de rumores, a indicação de protagonistas com descrições precisas, as mais das vezes de uma forma excessivamente ligeira. O mais preocupante é o facto de se publicarem, na íntegra, escritos anónimos. Isto não é boa ideia. O boato e a especulação são as causas da decadência da imprensa portuguesa – mesmo quando vêm dentro de um saco de plástico.
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REVISTA DE IMPRENSA
A rede de pedofilia domina toda a comunicação escrita. Existe uma dominante preocupante: a prevalência de rumores, a indicação de protagonistas com descrições precisas, as mais das vezes de uma forma excessivamente ligeira. O mais preocupante é o facto de se publicarem, na íntegra, escritos anónimos. Isto não é boa ideia. O boato e a especulação são as causas da decadência da imprensa portuguesa – mesmo quando vêm dentro de um saco de plástico.
A rede de pedofilia domina toda a comunicação escrita. Existe uma dominante preocupante: a prevalência de rumores, a indicação de protagonistas com descrições precisas, as mais das vezes de uma forma excessivamente ligeira. O mais preocupante é o facto de se publicarem, na íntegra, escritos anónimos. Isto não é boa ideia. O boato e a especulação são as causas da decadência da imprensa portuguesa – mesmo quando vêm dentro de um saco de plástico.
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