setembro 12, 2003

PONTO
O debate de ontem, na SIC Notícias, entre Pacheco Pereira e Mário Soares mostrou o que acontece a quem persiste em querer manter-se em cena para além do razoável. Mário Soares, que ajudou a consolidar a liberdade em que vivemos, não merece ser recordado por uma geração inteira que o não viu em 1975 ou na década de 80, com base na imagem que ontem dele passou.

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PONTO

O debate de ontem, na SIC Notícias, entre Pacheco Pereira e Mário Soares mostrou o que acontece a quem persiste em querer manter-se em cena para além do razoável. Mário Soares, que ajudou a consolidar a liberdade em que vivemos, não merece ser recordado por uma geração inteira que o não viu em 1975 ou na década de 80, com base na imagem que ontem dele passou.
ESQUINA EM PAPEL
Porque hoje é sexta, a «Esquina» tem a sua edição impressa, no suplemento «Privado» do «Jornal de Negócios».
Excertos:
COISAS PARA MUDAR
Com o correr do tempo há coisas que se vão instalando nas nossas vidas e que se dão por adquiridas e algumas por imutáveis. Gosto de encarar tudo como transitório. Fica-se mais à vontade para manter o espírito aberto à mudança. No mundo da comunicação, que é o meu há mais de duas décadas, a mudança faz parte da profissão: ou seja, editar implica escolher, alterar, ver o que correu mal e corrigir. Cedo aprendi que os jornais que aparentemente nunca mudam são de facto os que fazem permanentes ajustes de pormenor. Editar, programar, é um acto permanente, é uma avaliação constante, é um exercício lento, que se vai desenrolando. Nesta matéria certezas devem ser deixadas de lado, pura e simplesmente não existem.
...

TEMPO PARA MUDAR
Há uns anos o Governo do PS decidiu desajustar a nossa hora em relação à da Europa. Como resultado começamos a trabalhar de facto uma hora depois de toda a gente, perdemos tempo nos contactos, ao longo do dia o desacerto vai-se fazendo notar ainda mais. Pior, quando precisamos de ir a outro país, em grande parte dos casos precisamos de ir de véspera sempre que passamos para lá dos Pirinéus. Para fazer uma reunião no centro da Europa gastam-se quase três dias em vez de um ou dois. Amigos meus que percebem do assunto dizem-me que isto é um dos factores que reduz a nossa competitividade na Europa e por tudo o que vejo palpita-me que têm razão. Acho que fazia sentido um dia destes voltarmos à nossa hora antiga, aproximarmo-nos mais do ritmo do resto da Europa.

...

SEMANA PARA EXPERIMENTAR
Experimentar também é mudar, é descobrir coisas novas. Desde a fundação, é essa a vocação da experimentadesign. Para a semana arranca a edição deste ano, mais precisamente quarta dia 17. Um pouco por toda a cidade a Experimenta mostra como alguns sítios podem mudar, desde o velho edifício do «Record» no Bairro Alto, até ao cinema S.Jorge, que finalmente vai ganhar uma vocação – precisamente porque aceitou mudar, porque saíu do dogma. Sigam o programa da Experimenta. Vai valer a pena.

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ESQUINA EM PAPEL

Porque hoje é sexta, a «Esquina» tem a sua edição impressa, no suplemento «Privado» do «Jornal de Negócios».

Excertos:

COISAS PARA MUDAR

Com o correr do tempo há coisas que se vão instalando nas nossas vidas e que se dão por adquiridas e algumas por imutáveis. Gosto de encarar tudo como transitório. Fica-se mais à vontade para manter o espírito aberto à mudança. No mundo da comunicação, que é o meu há mais de duas décadas, a mudança faz parte da profissão: ou seja, editar implica escolher, alterar, ver o que correu mal e corrigir. Cedo aprendi que os jornais que aparentemente nunca mudam são de facto os que fazem permanentes ajustes de pormenor. Editar, programar, é um acto permanente, é uma avaliação constante, é um exercício lento, que se vai desenrolando. Nesta matéria certezas devem ser deixadas de lado, pura e simplesmente não existem.

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TEMPO PARA MUDAR

Há uns anos o Governo do PS decidiu desajustar a nossa hora em relação à da Europa. Como resultado começamos a trabalhar de facto uma hora depois de toda a gente, perdemos tempo nos contactos, ao longo do dia o desacerto vai-se fazendo notar ainda mais. Pior, quando precisamos de ir a outro país, em grande parte dos casos precisamos de ir de véspera sempre que passamos para lá dos Pirinéus. Para fazer uma reunião no centro da Europa gastam-se quase três dias em vez de um ou dois. Amigos meus que percebem do assunto dizem-me que isto é um dos factores que reduz a nossa competitividade na Europa e por tudo o que vejo palpita-me que têm razão. Acho que fazia sentido um dia destes voltarmos à nossa hora antiga, aproximarmo-nos mais do ritmo do resto da Europa.



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SEMANA PARA EXPERIMENTAR

Experimentar também é mudar, é descobrir coisas novas. Desde a fundação, é essa a vocação da experimentadesign. Para a semana arranca a edição deste ano, mais precisamente quarta dia 17. Um pouco por toda a cidade a Experimenta mostra como alguns sítios podem mudar, desde o velho edifício do «Record» no Bairro Alto, até ao cinema S.Jorge, que finalmente vai ganhar uma vocação – precisamente porque aceitou mudar, porque saíu do dogma. Sigam o programa da Experimenta. Vai valer a pena.



EXEMPLAR
Apesar de não ser um líder de vendas o diário britãnico «The Guardian» regista um êxito exemplar no domínio da sua operação na net, com uma capacidade de gerar visitantes que não pára de surpreender. Vejam a história aqui.

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EXEMPLAR

Apesar de não ser um líder de vendas o diário britãnico «The Guardian» regista um êxito exemplar no domínio da sua operação na net, com uma capacidade de gerar visitantes que não pára de surpreender. Vejam a história aqui.
CURIOSO
Em França vai uma pequena guerra entre a revista Telerama, a TV Guia lá do sítio, e a revista Inrockuptibles, um dos mais interessantes produtos editoriais europeus dos últimos anos. O Libération relata o sucedido.

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CURIOSO

Em França vai uma pequena guerra entre a revista Telerama, a TV Guia lá do sítio, e a revista Inrockuptibles, um dos mais interessantes produtos editoriais europeus dos últimos anos. O Libération relata o sucedido.
MUITO INTERESSANTE
Bom artigo o da revista The Economist, sobre as medidas tomadas nos Estados Unidos a propósito da concentração dos média. Excerto: The new rules, detailed in July, finally acknowledge the extra competition. They relax, in modest ways, some of the earlier restrictions. For example, America's four-biggest television networks are allowed to own stations whose broadcasts can reach 45% of the national audience, up from 35%. Within some local markets, some firms will be able to own three TV broadcasters instead of two. In most markets, media firms will be able to own both a TV station and a newspaper, lifting a blanket ban, although other restrictions will remain. The overall approach seems rather too cautious (the national-ownership cap would remain highly restrictive), but somewhat principled and likely at least to withstand scrutiny from the courts.
Há um outro artigo da mesma revista, sobre o mesmo tema, que também merece ser lido, este mais informativo.

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MUITO INTERESSANTE

Bom artigo o da revista The Economist, sobre as medidas tomadas nos Estados Unidos a propósito da concentração dos média. Excerto: The new rules, detailed in July, finally acknowledge the extra competition. They relax, in modest ways, some of the earlier restrictions. For example, America's four-biggest television networks are allowed to own stations whose broadcasts can reach 45% of the national audience, up from 35%. Within some local markets, some firms will be able to own three TV broadcasters instead of two. In most markets, media firms will be able to own both a TV station and a newspaper, lifting a blanket ban, although other restrictions will remain. The overall approach seems rather too cautious (the national-ownership cap would remain highly restrictive), but somewhat principled and likely at least to withstand scrutiny from the courts.

Há um outro artigo da mesma revista, sobre o mesmo tema, que também merece ser lido, este mais informativo.

setembro 11, 2003

11 DE SETEMBRO
HOJE, POEMAS

A edição desta semana da New Yorker publica um poema de Deborah Garrison, uma ex-jornalista da revista que se tornou na editora de poesia da Pantheon Books e da Alfred A. Knopf, uma das grandes casas de edição livreira dos Estados Unidos. Garrison é a autora de “A Working Girl Can’t Win and Other Poems.”Para a New Yorker escreveu «September Poem». Podem ainda ler outros poemas inspirados no atentado de 11 de Setembro numa secção que a New Yorker disponibiliza aqui.
Na mesma edição Garrison tem uma entrevista intitulada To Go On And Live.
Os artigos da revista sobre o atentado de 11 de Setembro e as suas consequências estão agrupados aqui no no arquivo da New Yorker.

September Poem
Deborah Garrison


Now can I say?
On that blackest day,


When I learned of
The uncountable, the hellbent obscenity,


I felt, with shame, a seed in me,
Powerful and inarticulate:


I wanted to be pregnant.
Women in the street flowing toward


Home, dazed with grief, and my daze
Admixed with jealous awe, I wondered


If they were,
Or wished for it, too,


To be full, to be forming,
To be giving our blood’s food


To the yet to be.
To feel the warp of morning’s


Hormonal chucking, the stutter kiss
Of first movement. At first,


The idea of sex a further horror:
To take pleasure in a collision


Of bodies was vile, self-centered, too lush.
But the pushy, ennobling pulse


Of the ordinary won’t halt
For good taste. Or knows nothing of tragedy.


Thus. Today I have a boy
A week old. Blessed surplus:


A third child.
Have you heard mothers,


Matter of fact, call the third
The insurance policy?


That wasn’t why.
And not because when so many people


Die we want, crudely pining,
To replace them with more people.


But for the wild, heaven-grazing
Pleasure and pain of the arrival.


The small head crushed and melony
After a journey


Out. Sheer cliff
Of the first day, flat in bed, gut-empty,


Ringed by memories and sharp cries.
Sharp bliss in proximity to the roundness,


The globe already a-spin, particular,
Of a whole new life.


Which might in any case
End in towering sorrow.

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11 DE SETEMBRO

HOJE, POEMAS



A edição desta semana da New Yorker publica um poema de Deborah Garrison, uma ex-jornalista da revista que se tornou na editora de poesia da Pantheon Books e da Alfred A. Knopf, uma das grandes casas de edição livreira dos Estados Unidos. Garrison é a autora de “A Working Girl Can’t Win and Other Poems.”Para a New Yorker escreveu «September Poem». Podem ainda ler outros poemas inspirados no atentado de 11 de Setembro numa secção que a New Yorker disponibiliza aqui.

Na mesma edição Garrison tem uma entrevista intitulada To Go On And Live.

Os artigos da revista sobre o atentado de 11 de Setembro e as suas consequências estão agrupados aqui no no arquivo da New Yorker.



September Poem

Deborah Garrison





Now can I say?

On that blackest day,





When I learned of

The uncountable, the hellbent obscenity,





I felt, with shame, a seed in me,

Powerful and inarticulate:





I wanted to be pregnant.

Women in the street flowing toward





Home, dazed with grief, and my daze

Admixed with jealous awe, I wondered





If they were,

Or wished for it, too,





To be full, to be forming,

To be giving our blood’s food





To the yet to be.

To feel the warp of morning’s





Hormonal chucking, the stutter kiss

Of first movement. At first,





The idea of sex a further horror:

To take pleasure in a collision





Of bodies was vile, self-centered, too lush.

But the pushy, ennobling pulse





Of the ordinary won’t halt

For good taste. Or knows nothing of tragedy.





Thus. Today I have a boy

A week old. Blessed surplus:





A third child.

Have you heard mothers,





Matter of fact, call the third

The insurance policy?





That wasn’t why.

And not because when so many people





Die we want, crudely pining,

To replace them with more people.





But for the wild, heaven-grazing

Pleasure and pain of the arrival.





The small head crushed and melony

After a journey





Out. Sheer cliff

Of the first day, flat in bed, gut-empty,





Ringed by memories and sharp cries.

Sharp bliss in proximity to the roundness,





The globe already a-spin, particular,

Of a whole new life.





Which might in any case

End in towering sorrow.



NOTÍCIAS DO CABO
Nos Estados Unidos a Federal Communications Commission emitiu novas recomendações sobre a distribuição de sinal digital através de redes de cabo. Uma delas prescinde das set-top boxes. Leia mais na Wired.

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NOTÍCIAS DO CABO

Nos Estados Unidos a Federal Communications Commission emitiu novas recomendações sobre a distribuição de sinal digital através de redes de cabo. Uma delas prescinde das set-top boxes. Leia mais na Wired.
MODERNO
Descubram esta revista.

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MODERNO

Descubram esta revista.
PREFABRICADOS
Não torçam o nariz à ideia de casas prefabricadas. Nos últimos tempos uma série de bons arquitectos internacionais tem trabalhado no assunto. Protótipos e modelos em comercializaçãoo, muitas vezes surpreendentes, podem ser vistos em fabprefab.com. Há várias secções que merecem ser exploradas, com muitas imagens de casas surpreendentes, até as feitas a partir de contentores de carga. Razõeses de ser do local: There is an eager market segment that desires to build and own a modernist dwelling, but cannot afford to commission a custom-designed solution. While kit or prefab homes are available in a range of either "traditional" or "alternative" forms, surprisingly few prefab homes exist that truly embrace modernist ideals. Predominant mass-market housing programs such as project homes or tract housing largely fail to meet the desires of people who appreciate a modernist design aesthetic.

At fabprefab we believe the market is ready for a "Model-T" modernist prefab dwelling. While the one-size-fits-all kit-house might seem anathema to some architects who are trained to respond uniquely to the needs of each client, site and climate, we believe an affordable pre-configured modernist structure will be embraced by the market and will open new opportunities for modernist dwellings that are more flexible or modular in configuration.

While architects are clearly interested in exploring the use of prefabrication methods in design and construction, this is only one piece of the puzzle. Marketing a turn-key prefab dwelling is as much about understanding a business model as being able to design a structure. “Commercialization� is traditionally the domain of developers rather than design professionals. So who will successfully bring these prefab projects to market? While we doubt that modernist prefab will ever be mainstream, as long as the design is expected to "sell itself", modernist prefab will remain a niche domain.

Our goal at fabprefab is to provide a forum for exploring developments in the modernist prefab marketplace. Community stakeholders include, amongst others, prospective owners, architects/designers, builders/contractors, suppliers, developers, city planners, lenders, insurers and various commentators.

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PREFABRICADOS

Não torçam o nariz à ideia de casas prefabricadas. Nos últimos tempos uma série de bons arquitectos internacionais tem trabalhado no assunto. Protótipos e modelos em comercializaçãoo, muitas vezes surpreendentes, podem ser vistos em fabprefab.com. Há várias secções que merecem ser exploradas, com muitas imagens de casas surpreendentes, até as feitas a partir de contentores de carga. Razõeses de ser do local: There is an eager market segment that desires to build and own a modernist dwelling, but cannot afford to commission a custom-designed solution. While kit or prefab homes are available in a range of either "traditional" or "alternative" forms, surprisingly few prefab homes exist that truly embrace modernist ideals. Predominant mass-market housing programs such as project homes or tract housing largely fail to meet the desires of people who appreciate a modernist design aesthetic.



At fabprefab we believe the market is ready for a "Model-T" modernist prefab dwelling. While the one-size-fits-all kit-house might seem anathema to some architects who are trained to respond uniquely to the needs of each client, site and climate, we believe an affordable pre-configured modernist structure will be embraced by the market and will open new opportunities for modernist dwellings that are more flexible or modular in configuration.



While architects are clearly interested in exploring the use of prefabrication methods in design and construction, this is only one piece of the puzzle. Marketing a turn-key prefab dwelling is as much about understanding a business model as being able to design a structure. “Commercialization� is traditionally the domain of developers rather than design professionals. So who will successfully bring these prefab projects to market? While we doubt that modernist prefab will ever be mainstream, as long as the design is expected to "sell itself", modernist prefab will remain a niche domain.



Our goal at fabprefab is to provide a forum for exploring developments in the modernist prefab marketplace. Community stakeholders include, amongst others, prospective owners, architects/designers, builders/contractors, suppliers, developers, city planners, lenders, insurers and various commentators.