UMBIGO
Às vezes existe a tentação de ficar a olhar para o umbigo. De achar que o nosso mundo é mais importante que o mundo dos outros. Que as nossas razões são melhores que as de quaisquer outros. Às vezes há quem ache que o mundo gira à sua volta. Nunca é verdade. Quem fica a olhar para o umbigo em vez de observar em seu redor acaba por se perder.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
setembro 11, 2003
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UMBIGO
Às vezes existe a tentação de ficar a olhar para o umbigo. De achar que o nosso mundo é mais importante que o mundo dos outros. Que as nossas razões são melhores que as de quaisquer outros. Às vezes há quem ache que o mundo gira à sua volta. Nunca é verdade. Quem fica a olhar para o umbigo em vez de observar em seu redor acaba por se perder.
Às vezes existe a tentação de ficar a olhar para o umbigo. De achar que o nosso mundo é mais importante que o mundo dos outros. Que as nossas razões são melhores que as de quaisquer outros. Às vezes há quem ache que o mundo gira à sua volta. Nunca é verdade. Quem fica a olhar para o umbigo em vez de observar em seu redor acaba por se perder.
setembro 10, 2003
O CANTO DO BURACO NEGRO
Um buraco negro a 250 milhões de anos luz da Terra emite um som semelhante a uma melodia. Os astrónomos estão deliciados com a descoberta, reporta a Scientific American
Um buraco negro a 250 milhões de anos luz da Terra emite um som semelhante a uma melodia. Os astrónomos estão deliciados com a descoberta, reporta a Scientific American
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O CANTO DO BURACO NEGRO
Um buraco negro a 250 milhões de anos luz da Terra emite um som semelhante a uma melodia. Os astrónomos estão deliciados com a descoberta, reporta a Scientific American
Um buraco negro a 250 milhões de anos luz da Terra emite um som semelhante a uma melodia. Os astrónomos estão deliciados com a descoberta, reporta a Scientific American
ANTIGUIDADE INFORMÁTICA
Um dos modelos-culto da indústria de computadores, o Commodore 64, está a tornar-se numa peça de colecção. Um dos protótipos do modelo vai a leilão dentro em breve por bom dinheiro. Pormenores na Wired.
Um dos modelos-culto da indústria de computadores, o Commodore 64, está a tornar-se numa peça de colecção. Um dos protótipos do modelo vai a leilão dentro em breve por bom dinheiro. Pormenores na Wired.
O MESMO TEMA NA WIRED
A Wired News também fala do mesmo assunto num artigo com links para sítios como a Electronic Frontier Foundation e a Future Of Music Coalition. Vale mesmo a pena dar uma vista de olhos por lá.
A Wired News também fala do mesmo assunto num artigo com links para sítios como a Electronic Frontier Foundation e a Future Of Music Coalition. Vale mesmo a pena dar uma vista de olhos por lá.
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O MESMO TEMA NA WIRED
A Wired News também fala do mesmo assunto num artigo com links para sítios como a Electronic Frontier Foundation e a Future Of Music Coalition. Vale mesmo a pena dar uma vista de olhos por lá.
A Wired News também fala do mesmo assunto num artigo com links para sítios como a Electronic Frontier Foundation e a Future Of Music Coalition. Vale mesmo a pena dar uma vista de olhos por lá.
PIRATARIA
A indústria discográfica está apostada numa guerra contra a pirataria e o The Economist faz o ponto da situação. Vou aqui abrir uma polémica: na realidade acho que a pirataria mata a música. Quando se copia ilegalmente um disco está a contribuir-se para que novos discos não sejam gravados, para que novos talentos não sejam descobertos, para que a música deixe de ser a espiral de novidade e ciratividade que tem sido nos últimos 50 anos. Eu sei que é simpático ter-se a canção de que se gosta sem a pagar. Mas é isso que vai reduzir o universo musical aos grandes nomes que já estão feitos. Já repararam como nos últimos dois anos se reduziu o número de novidades verdadeiramente interessantes, criativas, inovadoras: não é o talento que desapareceu, é o investimento na descoberta que foi a primeira coisa a ser cortada pelas discográficas. Mas é claro que é preciso mudar muita coisa, a começar pelo preço dos discos: a Universal anunciou os primeiros passos. A ver vamos no que dá.
A indústria discográfica está apostada numa guerra contra a pirataria e o The Economist faz o ponto da situação. Vou aqui abrir uma polémica: na realidade acho que a pirataria mata a música. Quando se copia ilegalmente um disco está a contribuir-se para que novos discos não sejam gravados, para que novos talentos não sejam descobertos, para que a música deixe de ser a espiral de novidade e ciratividade que tem sido nos últimos 50 anos. Eu sei que é simpático ter-se a canção de que se gosta sem a pagar. Mas é isso que vai reduzir o universo musical aos grandes nomes que já estão feitos. Já repararam como nos últimos dois anos se reduziu o número de novidades verdadeiramente interessantes, criativas, inovadoras: não é o talento que desapareceu, é o investimento na descoberta que foi a primeira coisa a ser cortada pelas discográficas. Mas é claro que é preciso mudar muita coisa, a começar pelo preço dos discos: a Universal anunciou os primeiros passos. A ver vamos no que dá.
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PIRATARIA
A indústria discográfica está apostada numa guerra contra a pirataria e o The Economist faz o ponto da situação. Vou aqui abrir uma polémica: na realidade acho que a pirataria mata a música. Quando se copia ilegalmente um disco está a contribuir-se para que novos discos não sejam gravados, para que novos talentos não sejam descobertos, para que a música deixe de ser a espiral de novidade e ciratividade que tem sido nos últimos 50 anos. Eu sei que é simpático ter-se a canção de que se gosta sem a pagar. Mas é isso que vai reduzir o universo musical aos grandes nomes que já estão feitos. Já repararam como nos últimos dois anos se reduziu o número de novidades verdadeiramente interessantes, criativas, inovadoras: não é o talento que desapareceu, é o investimento na descoberta que foi a primeira coisa a ser cortada pelas discográficas. Mas é claro que é preciso mudar muita coisa, a começar pelo preço dos discos: a Universal anunciou os primeiros passos. A ver vamos no que dá.
A indústria discográfica está apostada numa guerra contra a pirataria e o The Economist faz o ponto da situação. Vou aqui abrir uma polémica: na realidade acho que a pirataria mata a música. Quando se copia ilegalmente um disco está a contribuir-se para que novos discos não sejam gravados, para que novos talentos não sejam descobertos, para que a música deixe de ser a espiral de novidade e ciratividade que tem sido nos últimos 50 anos. Eu sei que é simpático ter-se a canção de que se gosta sem a pagar. Mas é isso que vai reduzir o universo musical aos grandes nomes que já estão feitos. Já repararam como nos últimos dois anos se reduziu o número de novidades verdadeiramente interessantes, criativas, inovadoras: não é o talento que desapareceu, é o investimento na descoberta que foi a primeira coisa a ser cortada pelas discográficas. Mas é claro que é preciso mudar muita coisa, a começar pelo preço dos discos: a Universal anunciou os primeiros passos. A ver vamos no que dá.
NOVOS NEGÓCIOS
Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.
Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.
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NOVOS NEGÓCIOS
Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.
Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.
setembro 08, 2003
O NOVO GIGANTE DOS MEDIA
A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.
A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.
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O NOVO GIGANTE DOS MEDIA
A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.
A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.
O SEGREDO DE JOSEPHINE
O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.
O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.
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O SEGREDO DE JOSEPHINE
O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.
O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.
DEVE SER DELICIOSO
A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.
A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.
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DEVE SER DELICIOSO
A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.
A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.
setembro 07, 2003
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SCONES
Hoje tive direito a prenda: um sorriso da minha neta, acompanhado por scones acabados de fazer pela minha filha. É isto que nos faz velhos. Ainda por cima os scones estão bons, coisa que me leva a pensar que a capacidade de evolução do ser humano é mesmo fantástica.
Hoje tive direito a prenda: um sorriso da minha neta, acompanhado por scones acabados de fazer pela minha filha. É isto que nos faz velhos. Ainda por cima os scones estão bons, coisa que me leva a pensar que a capacidade de evolução do ser humano é mesmo fantástica.
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