SOBRE OS CRITÉRIOS EDITORIAIS
Cito um post do Abrupto que me parece ser uma síntese perfeita sobre os critérios editoriais, as linhas editoriais e as falsas virgens que lançam gritinhos de isenção, isenção para poderem fazer os seus pensamentos por factos. Aqui vai o que Pacheco Pereira escreveu: Sem querer avançar, para já, muito mais na discussão , ela própria um pouco viciada, sobre se os órgãos de comunicação social portugueses são de "direita" ou "esquerda" , duas das mais ambíguas palavras correntes no nosso vocabulário, acrescentaria um ponto que deveria ter colocado previamente e que talvez ajudasse a arrumar o debate. É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada?
Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional.
Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais , é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial.
É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. Contrariamente ao que se pensa , isso não prejudica em nada o pluralismo, e só clarifica a relação com o leitor, ouvinte ou telespectador. A TSF, por exemplo, deveria tê-lo feito quando do conflito iraquiano, definindo editorialmente a sua posição contra a intervenção da coligação.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
setembro 06, 2003
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SOBRE OS CRITÉRIOS EDITORIAIS
Cito um post do Abrupto que me parece ser uma síntese perfeita sobre os critérios editoriais, as linhas editoriais e as falsas virgens que lançam gritinhos de isenção, isenção para poderem fazer os seus pensamentos por factos. Aqui vai o que Pacheco Pereira escreveu: Sem querer avançar, para já, muito mais na discussão , ela própria um pouco viciada, sobre se os órgãos de comunicação social portugueses são de "direita" ou "esquerda" , duas das mais ambíguas palavras correntes no nosso vocabulário, acrescentaria um ponto que deveria ter colocado previamente e que talvez ajudasse a arrumar o debate. É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada?
Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional.
Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais , é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial.
É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. Contrariamente ao que se pensa , isso não prejudica em nada o pluralismo, e só clarifica a relação com o leitor, ouvinte ou telespectador. A TSF, por exemplo, deveria tê-lo feito quando do conflito iraquiano, definindo editorialmente a sua posição contra a intervenção da coligação.
Cito um post do Abrupto que me parece ser uma síntese perfeita sobre os critérios editoriais, as linhas editoriais e as falsas virgens que lançam gritinhos de isenção, isenção para poderem fazer os seus pensamentos por factos. Aqui vai o que Pacheco Pereira escreveu: Sem querer avançar, para já, muito mais na discussão , ela própria um pouco viciada, sobre se os órgãos de comunicação social portugueses são de "direita" ou "esquerda" , duas das mais ambíguas palavras correntes no nosso vocabulário, acrescentaria um ponto que deveria ter colocado previamente e que talvez ajudasse a arrumar o debate. É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada?
Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional.
Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais , é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial.
É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. Contrariamente ao que se pensa , isso não prejudica em nada o pluralismo, e só clarifica a relação com o leitor, ouvinte ou telespectador. A TSF, por exemplo, deveria tê-lo feito quando do conflito iraquiano, definindo editorialmente a sua posição contra a intervenção da coligação.
PARA OS DEVOTOS DA APPLE
O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.
According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.
"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.
Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.
"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."
O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.
According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.
"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.
Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.
"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."
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PARA OS DEVOTOS DA APPLE
O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.
According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.
"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.
Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.
"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."
O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.
According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.
"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.
Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.
"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."
BERLUSCONI NA SPECTATOR
A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’
A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’
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BERLUSCONI NA SPECTATOR
A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’
A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’
JUPITER MAIS PERTO
A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.
A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.
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JUPITER MAIS PERTO
A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.
A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.
A ESQUINA IMPRESSA
Como acontece todas as sextas, a Esquina teve ontem a sua edição impressa. Citações:
MATERIAL DE COLECÇÃO
A edição especial 150 da «Grande Reportagem», que vai deixar de ser mensal e será semanal, distribuída com o «Diário de Notícias» e o «Jornal de Notícias», merece ser guardada. Neste número destaque para três artigos, melhor, três ensaios: de José Pacheco Pereira sobre a política; de Gonçalo Ribeiro Telles sobre a vida nas cidades; e de Pedro Mexia sobre a Cultura. São três textos brilhantes. Citações:
José Pacheco Pereira: «A democracia enfrenta vários perigos, tal como a nossa vida: o peso dos média, a abundância da televisão no quotidiano, o populismo, a ideologia vulgar, a ideia de uma «felicidade terrestre» banal, as perversões da cultura de massas».
Gonçalo Ribeiro Telles: «Acumulámos erros sobre erros, desde a campanha do trigo à ocupação florestal destinada à celulose e aos incêndios. As cidades transformaram-se em ruínas do presente. A beleza desapareceu das preocupações dos vários planos de urbanização».
Pedro Mexia: «Para quem imagine uma sociedade generalizadamente culta, o futuro continua uma desilusão. As massas querem, e quererão sempre, pão e circo, e as novas possibilidades tecnológicas trazem um circo infindável. A democratização da cultura que o futuro trará é uma democratização na possibilidade de acesso, e não no acesso efectivo».
MATERIAL ESCOLAR
A edição desta semana da «Newsweek» aponta objectos tecnológicos que, garante, são o desejo de qualquer adolescente neste regresso às aulas. A saber: uma caneta e bloco notas electrónico da Logitech (Logitech® io™ Personal Digital Pen, www.logitech.com) que permitem escrever, desenhar, rabiscar e depois descarregar tudo para o computador – cheira-me que os notepads vão ficar ameaçados por isto; o já conhecido telemóvel Nokia 3300, que vem com um leitor de MP3 e um rádio FM, além da habitual parafernália polifónica e colorida; e a nova guitarra EZ-EG da Yamaha que permite que mesmo surdos crónicos aprendam rapidamente a tocar acordes graças a um método de auto-instrução no braço da guitarra que indica com sensores luminosos o local onde os dedos devem ser colocados – um sonho tornado realidade. Quer-me parecer que até eu vou andar à procura da guitarra e da caneta.
MATERIAL DE COZINHA
Na semana passada ofereceram-me um novo wok, uma daquelas caçarolas orientais, muito côncavas, que pela sua forma ajudam a tornar muito fácil a tarefa de misturar ingredientes ao mesmo tempo que se cozinham. O meu wok é lindíssimo, da Bodum, e tive ocasião de o experimentar com grande êxito logo no dia em que o desembrulhei. Já cá tinha literatura sobre o assunto, mas na FNAC do Chiado encontrei um precioso guia que aqui devo recomendar: «Cuisine Au Wok», um guia de receitas editado pela Hachette, da colecção «Petits Pratiques Cuisine».
Hoje a banda sonora da escrita da Esquina foi o CD « A Jazzar No Cinema Português» da Zé Eduardo Unit.
Como acontece todas as sextas, a Esquina teve ontem a sua edição impressa. Citações:
MATERIAL DE COLECÇÃO
A edição especial 150 da «Grande Reportagem», que vai deixar de ser mensal e será semanal, distribuída com o «Diário de Notícias» e o «Jornal de Notícias», merece ser guardada. Neste número destaque para três artigos, melhor, três ensaios: de José Pacheco Pereira sobre a política; de Gonçalo Ribeiro Telles sobre a vida nas cidades; e de Pedro Mexia sobre a Cultura. São três textos brilhantes. Citações:
José Pacheco Pereira: «A democracia enfrenta vários perigos, tal como a nossa vida: o peso dos média, a abundância da televisão no quotidiano, o populismo, a ideologia vulgar, a ideia de uma «felicidade terrestre» banal, as perversões da cultura de massas».
Gonçalo Ribeiro Telles: «Acumulámos erros sobre erros, desde a campanha do trigo à ocupação florestal destinada à celulose e aos incêndios. As cidades transformaram-se em ruínas do presente. A beleza desapareceu das preocupações dos vários planos de urbanização».
Pedro Mexia: «Para quem imagine uma sociedade generalizadamente culta, o futuro continua uma desilusão. As massas querem, e quererão sempre, pão e circo, e as novas possibilidades tecnológicas trazem um circo infindável. A democratização da cultura que o futuro trará é uma democratização na possibilidade de acesso, e não no acesso efectivo».
MATERIAL ESCOLAR
A edição desta semana da «Newsweek» aponta objectos tecnológicos que, garante, são o desejo de qualquer adolescente neste regresso às aulas. A saber: uma caneta e bloco notas electrónico da Logitech (Logitech® io™ Personal Digital Pen, www.logitech.com) que permitem escrever, desenhar, rabiscar e depois descarregar tudo para o computador – cheira-me que os notepads vão ficar ameaçados por isto; o já conhecido telemóvel Nokia 3300, que vem com um leitor de MP3 e um rádio FM, além da habitual parafernália polifónica e colorida; e a nova guitarra EZ-EG da Yamaha que permite que mesmo surdos crónicos aprendam rapidamente a tocar acordes graças a um método de auto-instrução no braço da guitarra que indica com sensores luminosos o local onde os dedos devem ser colocados – um sonho tornado realidade. Quer-me parecer que até eu vou andar à procura da guitarra e da caneta.
MATERIAL DE COZINHA
Na semana passada ofereceram-me um novo wok, uma daquelas caçarolas orientais, muito côncavas, que pela sua forma ajudam a tornar muito fácil a tarefa de misturar ingredientes ao mesmo tempo que se cozinham. O meu wok é lindíssimo, da Bodum, e tive ocasião de o experimentar com grande êxito logo no dia em que o desembrulhei. Já cá tinha literatura sobre o assunto, mas na FNAC do Chiado encontrei um precioso guia que aqui devo recomendar: «Cuisine Au Wok», um guia de receitas editado pela Hachette, da colecção «Petits Pratiques Cuisine».
Hoje a banda sonora da escrita da Esquina foi o CD « A Jazzar No Cinema Português» da Zé Eduardo Unit.
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A ESQUINA IMPRESSA
Como acontece todas as sextas, a Esquina teve ontem a sua edição impressa. Citações:
MATERIAL DE COLECÇÃO
A edição especial 150 da «Grande Reportagem», que vai deixar de ser mensal e será semanal, distribuída com o «Diário de Notícias» e o «Jornal de Notícias», merece ser guardada. Neste número destaque para três artigos, melhor, três ensaios: de José Pacheco Pereira sobre a política; de Gonçalo Ribeiro Telles sobre a vida nas cidades; e de Pedro Mexia sobre a Cultura. São três textos brilhantes. Citações:
José Pacheco Pereira: «A democracia enfrenta vários perigos, tal como a nossa vida: o peso dos média, a abundância da televisão no quotidiano, o populismo, a ideologia vulgar, a ideia de uma «felicidade terrestre» banal, as perversões da cultura de massas».
Gonçalo Ribeiro Telles: «Acumulámos erros sobre erros, desde a campanha do trigo à ocupação florestal destinada à celulose e aos incêndios. As cidades transformaram-se em ruínas do presente. A beleza desapareceu das preocupações dos vários planos de urbanização».
Pedro Mexia: «Para quem imagine uma sociedade generalizadamente culta, o futuro continua uma desilusão. As massas querem, e quererão sempre, pão e circo, e as novas possibilidades tecnológicas trazem um circo infindável. A democratização da cultura que o futuro trará é uma democratização na possibilidade de acesso, e não no acesso efectivo».
MATERIAL ESCOLAR
A edição desta semana da «Newsweek» aponta objectos tecnológicos que, garante, são o desejo de qualquer adolescente neste regresso às aulas. A saber: uma caneta e bloco notas electrónico da Logitech (Logitech® io™ Personal Digital Pen, www.logitech.com) que permitem escrever, desenhar, rabiscar e depois descarregar tudo para o computador – cheira-me que os notepads vão ficar ameaçados por isto; o já conhecido telemóvel Nokia 3300, que vem com um leitor de MP3 e um rádio FM, além da habitual parafernália polifónica e colorida; e a nova guitarra EZ-EG da Yamaha que permite que mesmo surdos crónicos aprendam rapidamente a tocar acordes graças a um método de auto-instrução no braço da guitarra que indica com sensores luminosos o local onde os dedos devem ser colocados – um sonho tornado realidade. Quer-me parecer que até eu vou andar à procura da guitarra e da caneta.
MATERIAL DE COZINHA
Na semana passada ofereceram-me um novo wok, uma daquelas caçarolas orientais, muito côncavas, que pela sua forma ajudam a tornar muito fácil a tarefa de misturar ingredientes ao mesmo tempo que se cozinham. O meu wok é lindíssimo, da Bodum, e tive ocasião de o experimentar com grande êxito logo no dia em que o desembrulhei. Já cá tinha literatura sobre o assunto, mas na FNAC do Chiado encontrei um precioso guia que aqui devo recomendar: «Cuisine Au Wok», um guia de receitas editado pela Hachette, da colecção «Petits Pratiques Cuisine».
Hoje a banda sonora da escrita da Esquina foi o CD « A Jazzar No Cinema Português» da Zé Eduardo Unit.
Como acontece todas as sextas, a Esquina teve ontem a sua edição impressa. Citações:
MATERIAL DE COLECÇÃO
A edição especial 150 da «Grande Reportagem», que vai deixar de ser mensal e será semanal, distribuída com o «Diário de Notícias» e o «Jornal de Notícias», merece ser guardada. Neste número destaque para três artigos, melhor, três ensaios: de José Pacheco Pereira sobre a política; de Gonçalo Ribeiro Telles sobre a vida nas cidades; e de Pedro Mexia sobre a Cultura. São três textos brilhantes. Citações:
José Pacheco Pereira: «A democracia enfrenta vários perigos, tal como a nossa vida: o peso dos média, a abundância da televisão no quotidiano, o populismo, a ideologia vulgar, a ideia de uma «felicidade terrestre» banal, as perversões da cultura de massas».
Gonçalo Ribeiro Telles: «Acumulámos erros sobre erros, desde a campanha do trigo à ocupação florestal destinada à celulose e aos incêndios. As cidades transformaram-se em ruínas do presente. A beleza desapareceu das preocupações dos vários planos de urbanização».
Pedro Mexia: «Para quem imagine uma sociedade generalizadamente culta, o futuro continua uma desilusão. As massas querem, e quererão sempre, pão e circo, e as novas possibilidades tecnológicas trazem um circo infindável. A democratização da cultura que o futuro trará é uma democratização na possibilidade de acesso, e não no acesso efectivo».
MATERIAL ESCOLAR
A edição desta semana da «Newsweek» aponta objectos tecnológicos que, garante, são o desejo de qualquer adolescente neste regresso às aulas. A saber: uma caneta e bloco notas electrónico da Logitech (Logitech® io™ Personal Digital Pen, www.logitech.com) que permitem escrever, desenhar, rabiscar e depois descarregar tudo para o computador – cheira-me que os notepads vão ficar ameaçados por isto; o já conhecido telemóvel Nokia 3300, que vem com um leitor de MP3 e um rádio FM, além da habitual parafernália polifónica e colorida; e a nova guitarra EZ-EG da Yamaha que permite que mesmo surdos crónicos aprendam rapidamente a tocar acordes graças a um método de auto-instrução no braço da guitarra que indica com sensores luminosos o local onde os dedos devem ser colocados – um sonho tornado realidade. Quer-me parecer que até eu vou andar à procura da guitarra e da caneta.
MATERIAL DE COZINHA
Na semana passada ofereceram-me um novo wok, uma daquelas caçarolas orientais, muito côncavas, que pela sua forma ajudam a tornar muito fácil a tarefa de misturar ingredientes ao mesmo tempo que se cozinham. O meu wok é lindíssimo, da Bodum, e tive ocasião de o experimentar com grande êxito logo no dia em que o desembrulhei. Já cá tinha literatura sobre o assunto, mas na FNAC do Chiado encontrei um precioso guia que aqui devo recomendar: «Cuisine Au Wok», um guia de receitas editado pela Hachette, da colecção «Petits Pratiques Cuisine».
Hoje a banda sonora da escrita da Esquina foi o CD « A Jazzar No Cinema Português» da Zé Eduardo Unit.
A ESQUINA NA SIC NOTÍCIAS
Um post deste blog sobre a sensação que envolve quem começa a trabalhar na RTP foi citado por Mário Crespo na edição do Jornal das 10 da Sic Notícias da passada quinta-feira. Os blogs passam pois a ser matéria de consulta e citação. Aqui está uma boa notícia. Sendo íntimo, o que aqui se escreve é, por natureza, público. Por isso é normal que assim aconteça.
Ainda sobre a RTP: se a certa altura as opções não se tivessem desviado do sentido do que deve ser uma estação de serviço público, as coisas não tinham chegado onde chegaram. E chegou-se lá apesar de todas as normas e regulamentos internos, de todos os pesados processos burocráticos, o que é bem a evidência de que eles não existem para prevenir problemas, mas servem para os esconder e para diluir responsabilidades.
Um post deste blog sobre a sensação que envolve quem começa a trabalhar na RTP foi citado por Mário Crespo na edição do Jornal das 10 da Sic Notícias da passada quinta-feira. Os blogs passam pois a ser matéria de consulta e citação. Aqui está uma boa notícia. Sendo íntimo, o que aqui se escreve é, por natureza, público. Por isso é normal que assim aconteça.
Ainda sobre a RTP: se a certa altura as opções não se tivessem desviado do sentido do que deve ser uma estação de serviço público, as coisas não tinham chegado onde chegaram. E chegou-se lá apesar de todas as normas e regulamentos internos, de todos os pesados processos burocráticos, o que é bem a evidência de que eles não existem para prevenir problemas, mas servem para os esconder e para diluir responsabilidades.
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A ESQUINA NA SIC NOTÍCIAS
Um post deste blog sobre a sensação que envolve quem começa a trabalhar na RTP foi citado por Mário Crespo na edição do Jornal das 10 da Sic Notícias da passada quinta-feira. Os blogs passam pois a ser matéria de consulta e citação. Aqui está uma boa notícia. Sendo íntimo, o que aqui se escreve é, por natureza, público. Por isso é normal que assim aconteça.
Ainda sobre a RTP: se a certa altura as opções não se tivessem desviado do sentido do que deve ser uma estação de serviço público, as coisas não tinham chegado onde chegaram. E chegou-se lá apesar de todas as normas e regulamentos internos, de todos os pesados processos burocráticos, o que é bem a evidência de que eles não existem para prevenir problemas, mas servem para os esconder e para diluir responsabilidades.
Um post deste blog sobre a sensação que envolve quem começa a trabalhar na RTP foi citado por Mário Crespo na edição do Jornal das 10 da Sic Notícias da passada quinta-feira. Os blogs passam pois a ser matéria de consulta e citação. Aqui está uma boa notícia. Sendo íntimo, o que aqui se escreve é, por natureza, público. Por isso é normal que assim aconteça.
Ainda sobre a RTP: se a certa altura as opções não se tivessem desviado do sentido do que deve ser uma estação de serviço público, as coisas não tinham chegado onde chegaram. E chegou-se lá apesar de todas as normas e regulamentos internos, de todos os pesados processos burocráticos, o que é bem a evidência de que eles não existem para prevenir problemas, mas servem para os esconder e para diluir responsabilidades.
setembro 04, 2003
SONHO
Continuo a acreditar que em todas as coisas que fazemos tem de existir uma dimensão de sonho, um patamar de desafio, de inconformismo. Sem isto, nunca existe mudança.
O sentido da vida passa por isto, por ajudar a fazer um mundo novo e melhor, por cada um de nós não se demitir da sua responsabilidade, de se empenhar em causas colectivas.
Hoje, a única citação que deixo é de Alexandre O'Neill:
Quem? O Infinito? Diz-lhe que entre. Faz bem ao infinito estar entre a gente
Continuo a acreditar que em todas as coisas que fazemos tem de existir uma dimensão de sonho, um patamar de desafio, de inconformismo. Sem isto, nunca existe mudança.
O sentido da vida passa por isto, por ajudar a fazer um mundo novo e melhor, por cada um de nós não se demitir da sua responsabilidade, de se empenhar em causas colectivas.
Hoje, a única citação que deixo é de Alexandre O'Neill:
Quem? O Infinito? Diz-lhe que entre. Faz bem ao infinito estar entre a gente
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SONHO
Continuo a acreditar que em todas as coisas que fazemos tem de existir uma dimensão de sonho, um patamar de desafio, de inconformismo. Sem isto, nunca existe mudança.
O sentido da vida passa por isto, por ajudar a fazer um mundo novo e melhor, por cada um de nós não se demitir da sua responsabilidade, de se empenhar em causas colectivas.
Hoje, a única citação que deixo é de Alexandre O'Neill:
Quem? O Infinito? Diz-lhe que entre. Faz bem ao infinito estar entre a gente
Continuo a acreditar que em todas as coisas que fazemos tem de existir uma dimensão de sonho, um patamar de desafio, de inconformismo. Sem isto, nunca existe mudança.
O sentido da vida passa por isto, por ajudar a fazer um mundo novo e melhor, por cada um de nós não se demitir da sua responsabilidade, de se empenhar em causas colectivas.
Hoje, a única citação que deixo é de Alexandre O'Neill:
Quem? O Infinito? Diz-lhe que entre. Faz bem ao infinito estar entre a gente
setembro 03, 2003
COUNTDOWN
Hoje sinto-me como o astronauta dentro do vai-vem espacial, no momento em que começa a contagem regressiva para o lançamento. O lançamento de que falo é o do novo canal 2, sobre o qual tenho lido tantas incorrecções e mentiras que nem vale a pena comentar - resta esperar que o tempo esclareça os factos. À medida que os dias foram passando ficou muito claro quem é que tem por objectivo principal evitar que alguma coisa mude e quem está genuinamente interessado em fazer a experiência de um canal de televisão que não tenha os olhos (e o espaço) fechados à sociedade e que seja humilde no relacionamento. Falar em humildade no mundo da televisão - sobretudo numa estrutura antiga e pesada como a RTP em que os pequenos poderes constituem um guia exaustivo do achincalhar do ser humano - releva de pura inconsciência. Tenho constatado um velho princípio: quanto mais insignificantes e recalcados mais cruéis se tornam, mais mesquinhamente se comportam, mais obstáculos inventam, mais burocraticamente se escondem atrás de normas e regulamentos. Hoje em dia acredito que boa parte do problema vem daquele edifício incrível da 5 de Outubro, que é em muito responsável pela cultura de empresa que se foi estabelecendo ao longo dos anos: conspirar nos gabinetes de portas fechadas e decidir no corredor. A estrutura do edifício (inicialmente era para ser um hotel) é feita para criar esconderijos, nichos de poder, preservar a conspiração. E quem lá vive há muitos anos habituou-se a isso: por vezes perde-se mais tempo a analisar a situação interna do que a trabalhar para o exterior. Não acham isto paradoxal num orgão de comunicação de massas?
Hoje sinto-me como o astronauta dentro do vai-vem espacial, no momento em que começa a contagem regressiva para o lançamento. O lançamento de que falo é o do novo canal 2, sobre o qual tenho lido tantas incorrecções e mentiras que nem vale a pena comentar - resta esperar que o tempo esclareça os factos. À medida que os dias foram passando ficou muito claro quem é que tem por objectivo principal evitar que alguma coisa mude e quem está genuinamente interessado em fazer a experiência de um canal de televisão que não tenha os olhos (e o espaço) fechados à sociedade e que seja humilde no relacionamento. Falar em humildade no mundo da televisão - sobretudo numa estrutura antiga e pesada como a RTP em que os pequenos poderes constituem um guia exaustivo do achincalhar do ser humano - releva de pura inconsciência. Tenho constatado um velho princípio: quanto mais insignificantes e recalcados mais cruéis se tornam, mais mesquinhamente se comportam, mais obstáculos inventam, mais burocraticamente se escondem atrás de normas e regulamentos. Hoje em dia acredito que boa parte do problema vem daquele edifício incrível da 5 de Outubro, que é em muito responsável pela cultura de empresa que se foi estabelecendo ao longo dos anos: conspirar nos gabinetes de portas fechadas e decidir no corredor. A estrutura do edifício (inicialmente era para ser um hotel) é feita para criar esconderijos, nichos de poder, preservar a conspiração. E quem lá vive há muitos anos habituou-se a isso: por vezes perde-se mais tempo a analisar a situação interna do que a trabalhar para o exterior. Não acham isto paradoxal num orgão de comunicação de massas?
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Hoje sinto-me como o astronauta dentro do vai-vem espacial, no momento em que começa a contagem regressiva para o lançamento. O lançamento de que falo é o do novo canal 2, sobre o qual tenho lido tantas incorrecções e mentiras que nem vale a pena comentar - resta esperar que o tempo esclareça os factos. À medida que os dias foram passando ficou muito claro quem é que tem por objectivo principal evitar que alguma coisa mude e quem está genuinamente interessado em fazer a experiência de um canal de televisão que não tenha os olhos (e o espaço) fechados à sociedade e que seja humilde no relacionamento. Falar em humildade no mundo da televisão - sobretudo numa estrutura antiga e pesada como a RTP em que os pequenos poderes constituem um guia exaustivo do achincalhar do ser humano - releva de pura inconsciência. Tenho constatado um velho princípio: quanto mais insignificantes e recalcados mais cruéis se tornam, mais mesquinhamente se comportam, mais obstáculos inventam, mais burocraticamente se escondem atrás de normas e regulamentos. Hoje em dia acredito que boa parte do problema vem daquele edifício incrível da 5 de Outubro, que é em muito responsável pela cultura de empresa que se foi estabelecendo ao longo dos anos: conspirar nos gabinetes de portas fechadas e decidir no corredor. A estrutura do edifício (inicialmente era para ser um hotel) é feita para criar esconderijos, nichos de poder, preservar a conspiração. E quem lá vive há muitos anos habituou-se a isso: por vezes perde-se mais tempo a analisar a situação interna do que a trabalhar para o exterior. Não acham isto paradoxal num orgão de comunicação de massas?
Hoje sinto-me como o astronauta dentro do vai-vem espacial, no momento em que começa a contagem regressiva para o lançamento. O lançamento de que falo é o do novo canal 2, sobre o qual tenho lido tantas incorrecções e mentiras que nem vale a pena comentar - resta esperar que o tempo esclareça os factos. À medida que os dias foram passando ficou muito claro quem é que tem por objectivo principal evitar que alguma coisa mude e quem está genuinamente interessado em fazer a experiência de um canal de televisão que não tenha os olhos (e o espaço) fechados à sociedade e que seja humilde no relacionamento. Falar em humildade no mundo da televisão - sobretudo numa estrutura antiga e pesada como a RTP em que os pequenos poderes constituem um guia exaustivo do achincalhar do ser humano - releva de pura inconsciência. Tenho constatado um velho princípio: quanto mais insignificantes e recalcados mais cruéis se tornam, mais mesquinhamente se comportam, mais obstáculos inventam, mais burocraticamente se escondem atrás de normas e regulamentos. Hoje em dia acredito que boa parte do problema vem daquele edifício incrível da 5 de Outubro, que é em muito responsável pela cultura de empresa que se foi estabelecendo ao longo dos anos: conspirar nos gabinetes de portas fechadas e decidir no corredor. A estrutura do edifício (inicialmente era para ser um hotel) é feita para criar esconderijos, nichos de poder, preservar a conspiração. E quem lá vive há muitos anos habituou-se a isso: por vezes perde-se mais tempo a analisar a situação interna do que a trabalhar para o exterior. Não acham isto paradoxal num orgão de comunicação de massas?
SOBRE A NATUREZA DA MULHER
At a dinner-party in Italy, from which country I have now returned, a question came up. This was, are women really bitchier than men, and, if so, why, when their behaviour can be so much more exemplary? For some reason this question was addressed to me. I hadn’t recalled, alas, saying a bad word about anyone that evening, but perhaps as the only female journalist present I was rashly considered by the others as some sort of oracle with regard to members of my sex.
. Esta delícia foi escrita por Petronella Wyatt e vem publicada no Spectator. Mais um excerto para abrir o apetite:For centuries women have been in the same position. Bitchy, racy or witty conversation rather than oratorical lectures remains a strong biological urge. At dinner-parties I have noticed that women shine more when there are fewer people. Their real art is that of repartee on any subject. Of course, at tables of 30 or more I have heard all those present grow silent as a woman dominates with her views on politics or literature, but usually her domination is all too brief as a man takes over and spouts on for anything up to half an hour.
At a dinner-party in Italy, from which country I have now returned, a question came up. This was, are women really bitchier than men, and, if so, why, when their behaviour can be so much more exemplary? For some reason this question was addressed to me. I hadn’t recalled, alas, saying a bad word about anyone that evening, but perhaps as the only female journalist present I was rashly considered by the others as some sort of oracle with regard to members of my sex.
. Esta delícia foi escrita por Petronella Wyatt e vem publicada no Spectator. Mais um excerto para abrir o apetite:For centuries women have been in the same position. Bitchy, racy or witty conversation rather than oratorical lectures remains a strong biological urge. At dinner-parties I have noticed that women shine more when there are fewer people. Their real art is that of repartee on any subject. Of course, at tables of 30 or more I have heard all those present grow silent as a woman dominates with her views on politics or literature, but usually her domination is all too brief as a man takes over and spouts on for anything up to half an hour.
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SOBRE A NATUREZA DA MULHER
At a dinner-party in Italy, from which country I have now returned, a question came up. This was, are women really bitchier than men, and, if so, why, when their behaviour can be so much more exemplary? For some reason this question was addressed to me. I hadn’t recalled, alas, saying a bad word about anyone that evening, but perhaps as the only female journalist present I was rashly considered by the others as some sort of oracle with regard to members of my sex.
. Esta delícia foi escrita por Petronella Wyatt e vem publicada no Spectator. Mais um excerto para abrir o apetite:For centuries women have been in the same position. Bitchy, racy or witty conversation rather than oratorical lectures remains a strong biological urge. At dinner-parties I have noticed that women shine more when there are fewer people. Their real art is that of repartee on any subject. Of course, at tables of 30 or more I have heard all those present grow silent as a woman dominates with her views on politics or literature, but usually her domination is all too brief as a man takes over and spouts on for anything up to half an hour.
At a dinner-party in Italy, from which country I have now returned, a question came up. This was, are women really bitchier than men, and, if so, why, when their behaviour can be so much more exemplary? For some reason this question was addressed to me. I hadn’t recalled, alas, saying a bad word about anyone that evening, but perhaps as the only female journalist present I was rashly considered by the others as some sort of oracle with regard to members of my sex.
. Esta delícia foi escrita por Petronella Wyatt e vem publicada no Spectator. Mais um excerto para abrir o apetite:For centuries women have been in the same position. Bitchy, racy or witty conversation rather than oratorical lectures remains a strong biological urge. At dinner-parties I have noticed that women shine more when there are fewer people. Their real art is that of repartee on any subject. Of course, at tables of 30 or more I have heard all those present grow silent as a woman dominates with her views on politics or literature, but usually her domination is all too brief as a man takes over and spouts on for anything up to half an hour.
INTERVALO
Ainda «No Mínimo» não resisto a recomendar uma visita à página de Tutty Vasques. Excertos:
Joaquim Ferreira dos Santos, autor da frase “os anos 70 não existiram”, deve estar passado. As orgias sexuais de Arnold Schwarzenegger em 1977 tiram qualquer dúvida sobre a existência da década.
Quando, enfim, George Bush vai perceber que o Iraque não precisa dos EUA para se destruir?
Os tablóides ingleses ainda não se deram conta disso, mas os abraços cada fez mais freqüentes entre David Beckham e Ronaldinho em campo têm abalado a ex Spice Girls Victoria.
Ainda «No Mínimo» não resisto a recomendar uma visita à página de Tutty Vasques. Excertos:
Joaquim Ferreira dos Santos, autor da frase “os anos 70 não existiram”, deve estar passado. As orgias sexuais de Arnold Schwarzenegger em 1977 tiram qualquer dúvida sobre a existência da década.
Quando, enfim, George Bush vai perceber que o Iraque não precisa dos EUA para se destruir?
Os tablóides ingleses ainda não se deram conta disso, mas os abraços cada fez mais freqüentes entre David Beckham e Ronaldinho em campo têm abalado a ex Spice Girls Victoria.
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Ainda «No Mínimo» não resisto a recomendar uma visita à página de Tutty Vasques. Excertos:
Joaquim Ferreira dos Santos, autor da frase “os anos 70 não existiram”, deve estar passado. As orgias sexuais de Arnold Schwarzenegger em 1977 tiram qualquer dúvida sobre a existência da década.
Quando, enfim, George Bush vai perceber que o Iraque não precisa dos EUA para se destruir?
Os tablóides ingleses ainda não se deram conta disso, mas os abraços cada fez mais freqüentes entre David Beckham e Ronaldinho em campo têm abalado a ex Spice Girls Victoria.
Ainda «No Mínimo» não resisto a recomendar uma visita à página de Tutty Vasques. Excertos:
Joaquim Ferreira dos Santos, autor da frase “os anos 70 não existiram”, deve estar passado. As orgias sexuais de Arnold Schwarzenegger em 1977 tiram qualquer dúvida sobre a existência da década.
Quando, enfim, George Bush vai perceber que o Iraque não precisa dos EUA para se destruir?
Os tablóides ingleses ainda não se deram conta disso, mas os abraços cada fez mais freqüentes entre David Beckham e Ronaldinho em campo têm abalado a ex Spice Girls Victoria.
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