GUERRA E PÁS (ASSIM MESMO)
Hoje sugiro-vos que não percam tempo comigo. Que não leiam o que aqui está. Que vão direitos ao Guerra e Pas. Este Blog, o melhor que alguma vez se escreveu sobre comunicação em Portugal, acabou na sexta-feira passada. Antes de terminar fez uma série de três posts, Porque é que os nossos telejornais são tão compridos? que é o melhor retrato alguma vez escrito sobre a inside story das estações de televisão portuguesas nos últimos cinco anos. Copiem-nos, imprimam-nos, dêem-nos a ler aos vossos amigos, façam-nos circular. Quem foi responsável por este blog sabe bem o que se passava. Não sei quem é, mas daqui lhe rendo a minha homenagem. Hei-de lê-lo e relê-lo.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
agosto 24, 2003
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GUERRA E PÁS (ASSIM MESMO)
Hoje sugiro-vos que não percam tempo comigo. Que não leiam o que aqui está. Que vão direitos ao Guerra e Pas. Este Blog, o melhor que alguma vez se escreveu sobre comunicação em Portugal, acabou na sexta-feira passada. Antes de terminar fez uma série de três posts, Porque é que os nossos telejornais são tão compridos? que é o melhor retrato alguma vez escrito sobre a inside story das estações de televisão portuguesas nos últimos cinco anos. Copiem-nos, imprimam-nos, dêem-nos a ler aos vossos amigos, façam-nos circular. Quem foi responsável por este blog sabe bem o que se passava. Não sei quem é, mas daqui lhe rendo a minha homenagem. Hei-de lê-lo e relê-lo.
Hoje sugiro-vos que não percam tempo comigo. Que não leiam o que aqui está. Que vão direitos ao Guerra e Pas. Este Blog, o melhor que alguma vez se escreveu sobre comunicação em Portugal, acabou na sexta-feira passada. Antes de terminar fez uma série de três posts, Porque é que os nossos telejornais são tão compridos? que é o melhor retrato alguma vez escrito sobre a inside story das estações de televisão portuguesas nos últimos cinco anos. Copiem-nos, imprimam-nos, dêem-nos a ler aos vossos amigos, façam-nos circular. Quem foi responsável por este blog sabe bem o que se passava. Não sei quem é, mas daqui lhe rendo a minha homenagem. Hei-de lê-lo e relê-lo.
agosto 23, 2003
VER O OUTRO LADO
Uma das coisas que me habituei nos últimos dias é a ler o Haaretz, um diário israelita onde o mundo, e em particular o médio oriente, é relatado de forma diferente do que é costume, um infeliz lema que se tornou num clássico da última metade do século xx: «os árabes são bons, os judeus são maus». O jornal mostra o outro lado das coisas, que muitas vezes é deliberadamente escondido, para que se fique eternamente a cantar a canção do desgraçadinho. Descobri o «Haaretz» graças ao Aviz, que felizmente existe e me ajuda a perceber que vale a pena tentar. Cada vez mais me sinto próximo daquilo que o Francisco lá escreve.
Uma das coisas que me habituei nos últimos dias é a ler o Haaretz, um diário israelita onde o mundo, e em particular o médio oriente, é relatado de forma diferente do que é costume, um infeliz lema que se tornou num clássico da última metade do século xx: «os árabes são bons, os judeus são maus». O jornal mostra o outro lado das coisas, que muitas vezes é deliberadamente escondido, para que se fique eternamente a cantar a canção do desgraçadinho. Descobri o «Haaretz» graças ao Aviz, que felizmente existe e me ajuda a perceber que vale a pena tentar. Cada vez mais me sinto próximo daquilo que o Francisco lá escreve.
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VER O OUTRO LADO
Uma das coisas que me habituei nos últimos dias é a ler o Haaretz, um diário israelita onde o mundo, e em particular o médio oriente, é relatado de forma diferente do que é costume, um infeliz lema que se tornou num clássico da última metade do século xx: «os árabes são bons, os judeus são maus». O jornal mostra o outro lado das coisas, que muitas vezes é deliberadamente escondido, para que se fique eternamente a cantar a canção do desgraçadinho. Descobri o «Haaretz» graças ao Aviz, que felizmente existe e me ajuda a perceber que vale a pena tentar. Cada vez mais me sinto próximo daquilo que o Francisco lá escreve.
Uma das coisas que me habituei nos últimos dias é a ler o Haaretz, um diário israelita onde o mundo, e em particular o médio oriente, é relatado de forma diferente do que é costume, um infeliz lema que se tornou num clássico da última metade do século xx: «os árabes são bons, os judeus são maus». O jornal mostra o outro lado das coisas, que muitas vezes é deliberadamente escondido, para que se fique eternamente a cantar a canção do desgraçadinho. Descobri o «Haaretz» graças ao Aviz, que felizmente existe e me ajuda a perceber que vale a pena tentar. Cada vez mais me sinto próximo daquilo que o Francisco lá escreve.
VENCER O DOGMA
Olho para o que escrevi nos últimos dias e são quase só citações. Em parte é normal porque sou um leitor compulsivo de revistas e de sites de revistas e, portanto, isso há-de reflectir-se de alguma forma. Mas por outro lado isso significa que deixei de contar o que se passa à minha volta, sem ser pela interposta pessoa da citação.
Na fase de arranque de projectos há sempre uma altura assim - que é a que me dá mais gozo- quando deixo de conseguir perceber o que se passa comigo. Existe um momento em que está tudo caótico, as coisas a fazer são notoriamente mais do que aquilo que o bom senso e o tempo que existe permitem. As equipas ainda não estão completas, as ideias continuam razoavelmente desarrumadas e o caos anuncia-se. Quando chego ao escritório de manhã e ligo o computador, abro um ficheiro de powerpoint que me habituei a utilizar como um lembrete permanente e que é uma espécie de lista de tarefas distribuídas por pessoas, entidades e áreas específicas de actuação. Vejo-o a crescer e a adicionar novas páginas ao longo da semana. É quase como entrar num quarto e virar do avesso um balde grande de lego cheio daquelas peças mais pequeninas: todos os dias de manhã é isso que acontece e lá me ponho a juntá-las até que fique montada alguma coisa com nexo.
Ontem mesmo percebi que para ter a trabalhar com a minha equipa uma pessoa que acredita no projecto, que os meus colaboradores querem, cuja saída é aceite pelo departamento onde está, cuja existência abstracta está prevista em todos os planos de organização, é preciso fazer um circuito burocrático que só existe para dar trabalho não produtivo a gigantescos departamentos administrativos, que tentam encravar, atrasar, dificultar, conservar o status quo, evitar a mudança - quanto mais não seja a fazer perder tempo e energias às equipas envolvidas em novos projectos.
Durante uns dias desta semana suspeitei que o balde de lego devia ter molas porque tinha uma tendência repetida para se virar e espalhar tudo de novo. Felizmente chego a este sábado com a sensação que ontem ficaram feitas algumas coisas, que as peças se começam a encaixar mesmo e que algumas ideias começam a concretizar-se. E, para mim, ver como algumas ideias que pareciam loucas se conseguem começar a realizar mesmo é a prova de que vale sempre a pena apostar nas ideias, sair dos limites de pensamento em que muitas vezes nos deixamos condicionar e acreditar que o velho dogma português «é assim porque sim, isso não se pode fazer porque não» foi mais uma vez vencido.
Olho para o que escrevi nos últimos dias e são quase só citações. Em parte é normal porque sou um leitor compulsivo de revistas e de sites de revistas e, portanto, isso há-de reflectir-se de alguma forma. Mas por outro lado isso significa que deixei de contar o que se passa à minha volta, sem ser pela interposta pessoa da citação.
Na fase de arranque de projectos há sempre uma altura assim - que é a que me dá mais gozo- quando deixo de conseguir perceber o que se passa comigo. Existe um momento em que está tudo caótico, as coisas a fazer são notoriamente mais do que aquilo que o bom senso e o tempo que existe permitem. As equipas ainda não estão completas, as ideias continuam razoavelmente desarrumadas e o caos anuncia-se. Quando chego ao escritório de manhã e ligo o computador, abro um ficheiro de powerpoint que me habituei a utilizar como um lembrete permanente e que é uma espécie de lista de tarefas distribuídas por pessoas, entidades e áreas específicas de actuação. Vejo-o a crescer e a adicionar novas páginas ao longo da semana. É quase como entrar num quarto e virar do avesso um balde grande de lego cheio daquelas peças mais pequeninas: todos os dias de manhã é isso que acontece e lá me ponho a juntá-las até que fique montada alguma coisa com nexo.
Ontem mesmo percebi que para ter a trabalhar com a minha equipa uma pessoa que acredita no projecto, que os meus colaboradores querem, cuja saída é aceite pelo departamento onde está, cuja existência abstracta está prevista em todos os planos de organização, é preciso fazer um circuito burocrático que só existe para dar trabalho não produtivo a gigantescos departamentos administrativos, que tentam encravar, atrasar, dificultar, conservar o status quo, evitar a mudança - quanto mais não seja a fazer perder tempo e energias às equipas envolvidas em novos projectos.
Durante uns dias desta semana suspeitei que o balde de lego devia ter molas porque tinha uma tendência repetida para se virar e espalhar tudo de novo. Felizmente chego a este sábado com a sensação que ontem ficaram feitas algumas coisas, que as peças se começam a encaixar mesmo e que algumas ideias começam a concretizar-se. E, para mim, ver como algumas ideias que pareciam loucas se conseguem começar a realizar mesmo é a prova de que vale sempre a pena apostar nas ideias, sair dos limites de pensamento em que muitas vezes nos deixamos condicionar e acreditar que o velho dogma português «é assim porque sim, isso não se pode fazer porque não» foi mais uma vez vencido.
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VENCER O DOGMA
Olho para o que escrevi nos últimos dias e são quase só citações. Em parte é normal porque sou um leitor compulsivo de revistas e de sites de revistas e, portanto, isso há-de reflectir-se de alguma forma. Mas por outro lado isso significa que deixei de contar o que se passa à minha volta, sem ser pela interposta pessoa da citação.
Na fase de arranque de projectos há sempre uma altura assim - que é a que me dá mais gozo- quando deixo de conseguir perceber o que se passa comigo. Existe um momento em que está tudo caótico, as coisas a fazer são notoriamente mais do que aquilo que o bom senso e o tempo que existe permitem. As equipas ainda não estão completas, as ideias continuam razoavelmente desarrumadas e o caos anuncia-se. Quando chego ao escritório de manhã e ligo o computador, abro um ficheiro de powerpoint que me habituei a utilizar como um lembrete permanente e que é uma espécie de lista de tarefas distribuídas por pessoas, entidades e áreas específicas de actuação. Vejo-o a crescer e a adicionar novas páginas ao longo da semana. É quase como entrar num quarto e virar do avesso um balde grande de lego cheio daquelas peças mais pequeninas: todos os dias de manhã é isso que acontece e lá me ponho a juntá-las até que fique montada alguma coisa com nexo.
Ontem mesmo percebi que para ter a trabalhar com a minha equipa uma pessoa que acredita no projecto, que os meus colaboradores querem, cuja saída é aceite pelo departamento onde está, cuja existência abstracta está prevista em todos os planos de organização, é preciso fazer um circuito burocrático que só existe para dar trabalho não produtivo a gigantescos departamentos administrativos, que tentam encravar, atrasar, dificultar, conservar o status quo, evitar a mudança - quanto mais não seja a fazer perder tempo e energias às equipas envolvidas em novos projectos.
Durante uns dias desta semana suspeitei que o balde de lego devia ter molas porque tinha uma tendência repetida para se virar e espalhar tudo de novo. Felizmente chego a este sábado com a sensação que ontem ficaram feitas algumas coisas, que as peças se começam a encaixar mesmo e que algumas ideias começam a concretizar-se. E, para mim, ver como algumas ideias que pareciam loucas se conseguem começar a realizar mesmo é a prova de que vale sempre a pena apostar nas ideias, sair dos limites de pensamento em que muitas vezes nos deixamos condicionar e acreditar que o velho dogma português «é assim porque sim, isso não se pode fazer porque não» foi mais uma vez vencido.
Olho para o que escrevi nos últimos dias e são quase só citações. Em parte é normal porque sou um leitor compulsivo de revistas e de sites de revistas e, portanto, isso há-de reflectir-se de alguma forma. Mas por outro lado isso significa que deixei de contar o que se passa à minha volta, sem ser pela interposta pessoa da citação.
Na fase de arranque de projectos há sempre uma altura assim - que é a que me dá mais gozo- quando deixo de conseguir perceber o que se passa comigo. Existe um momento em que está tudo caótico, as coisas a fazer são notoriamente mais do que aquilo que o bom senso e o tempo que existe permitem. As equipas ainda não estão completas, as ideias continuam razoavelmente desarrumadas e o caos anuncia-se. Quando chego ao escritório de manhã e ligo o computador, abro um ficheiro de powerpoint que me habituei a utilizar como um lembrete permanente e que é uma espécie de lista de tarefas distribuídas por pessoas, entidades e áreas específicas de actuação. Vejo-o a crescer e a adicionar novas páginas ao longo da semana. É quase como entrar num quarto e virar do avesso um balde grande de lego cheio daquelas peças mais pequeninas: todos os dias de manhã é isso que acontece e lá me ponho a juntá-las até que fique montada alguma coisa com nexo.
Ontem mesmo percebi que para ter a trabalhar com a minha equipa uma pessoa que acredita no projecto, que os meus colaboradores querem, cuja saída é aceite pelo departamento onde está, cuja existência abstracta está prevista em todos os planos de organização, é preciso fazer um circuito burocrático que só existe para dar trabalho não produtivo a gigantescos departamentos administrativos, que tentam encravar, atrasar, dificultar, conservar o status quo, evitar a mudança - quanto mais não seja a fazer perder tempo e energias às equipas envolvidas em novos projectos.
Durante uns dias desta semana suspeitei que o balde de lego devia ter molas porque tinha uma tendência repetida para se virar e espalhar tudo de novo. Felizmente chego a este sábado com a sensação que ontem ficaram feitas algumas coisas, que as peças se começam a encaixar mesmo e que algumas ideias começam a concretizar-se. E, para mim, ver como algumas ideias que pareciam loucas se conseguem começar a realizar mesmo é a prova de que vale sempre a pena apostar nas ideias, sair dos limites de pensamento em que muitas vezes nos deixamos condicionar e acreditar que o velho dogma português «é assim porque sim, isso não se pode fazer porque não» foi mais uma vez vencido.
agosto 22, 2003
ESCRITA IMPRESSA
Hoje, porque é sexta, a Esquina aparece na sua edição impressa, no «Jornal de Negócios». Excertos: É certo que esta semana estamos todos com os olhos postos em Bagdad, à procura de perceber como se pode sair da situação que se criou. Este Verão, em Bagdad, é escaldante e, quando há poucos dias atrás li um artigo sobre o quotidiano estival dessa cidade em guerra, senti que íamos ainda assistir a muito horror. Veio súbito, com o atentado contra a sede da ONU. Para contraste, a encabeçar o artigo uma fotografia, magnífica, de um soldado americano a mergulhar na piscina do palácio do filho de Saddam, Uday Hussein, descrita mais à frente como o único local de Bagdad onde é possível iludir o calor.
O artigo de que falo chama-se «Iraq’s Bloody Summer» e é uma longa reportagem de Jon Lee Anderson para a revista «The New Yorker», na sua edição de 11 de Agosto. É sem dúvida um dos melhores trabalhos de reportagem que tenho tido ocasião de ler. É o relato de um ocidental que se sente um alvo nas ruas de uma cidade, de um jornalista que sente como há uma resistência que se organiza, que relata conversas, como estas a propósito de atentados, tida com um Iman:«Que pensa desse género de acções?»- pergunta Anderson; e responde o Iman: «Esse é o sentir do povo».
É redutora certamente a conversa, muito mais este excerto, mas o que a reportagem de Anderson tem é conseguir tirar-nos do imediatismo noticioso, é distanciar-se dos factos isolados. Ao longo de 12 páginas Anderson traça um relato impressionista da cidade e da situação. Valia bem a pena que alguém publicasse por cá este texto.
Hoje, porque é sexta, a Esquina aparece na sua edição impressa, no «Jornal de Negócios». Excertos: É certo que esta semana estamos todos com os olhos postos em Bagdad, à procura de perceber como se pode sair da situação que se criou. Este Verão, em Bagdad, é escaldante e, quando há poucos dias atrás li um artigo sobre o quotidiano estival dessa cidade em guerra, senti que íamos ainda assistir a muito horror. Veio súbito, com o atentado contra a sede da ONU. Para contraste, a encabeçar o artigo uma fotografia, magnífica, de um soldado americano a mergulhar na piscina do palácio do filho de Saddam, Uday Hussein, descrita mais à frente como o único local de Bagdad onde é possível iludir o calor.
O artigo de que falo chama-se «Iraq’s Bloody Summer» e é uma longa reportagem de Jon Lee Anderson para a revista «The New Yorker», na sua edição de 11 de Agosto. É sem dúvida um dos melhores trabalhos de reportagem que tenho tido ocasião de ler. É o relato de um ocidental que se sente um alvo nas ruas de uma cidade, de um jornalista que sente como há uma resistência que se organiza, que relata conversas, como estas a propósito de atentados, tida com um Iman:«Que pensa desse género de acções?»- pergunta Anderson; e responde o Iman: «Esse é o sentir do povo».
É redutora certamente a conversa, muito mais este excerto, mas o que a reportagem de Anderson tem é conseguir tirar-nos do imediatismo noticioso, é distanciar-se dos factos isolados. Ao longo de 12 páginas Anderson traça um relato impressionista da cidade e da situação. Valia bem a pena que alguém publicasse por cá este texto.
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ESCRITA IMPRESSA
Hoje, porque é sexta, a Esquina aparece na sua edição impressa, no «Jornal de Negócios». Excertos: É certo que esta semana estamos todos com os olhos postos em Bagdad, à procura de perceber como se pode sair da situação que se criou. Este Verão, em Bagdad, é escaldante e, quando há poucos dias atrás li um artigo sobre o quotidiano estival dessa cidade em guerra, senti que íamos ainda assistir a muito horror. Veio súbito, com o atentado contra a sede da ONU. Para contraste, a encabeçar o artigo uma fotografia, magnífica, de um soldado americano a mergulhar na piscina do palácio do filho de Saddam, Uday Hussein, descrita mais à frente como o único local de Bagdad onde é possível iludir o calor.
O artigo de que falo chama-se «Iraq’s Bloody Summer» e é uma longa reportagem de Jon Lee Anderson para a revista «The New Yorker», na sua edição de 11 de Agosto. É sem dúvida um dos melhores trabalhos de reportagem que tenho tido ocasião de ler. É o relato de um ocidental que se sente um alvo nas ruas de uma cidade, de um jornalista que sente como há uma resistência que se organiza, que relata conversas, como estas a propósito de atentados, tida com um Iman:«Que pensa desse género de acções?»- pergunta Anderson; e responde o Iman: «Esse é o sentir do povo».
É redutora certamente a conversa, muito mais este excerto, mas o que a reportagem de Anderson tem é conseguir tirar-nos do imediatismo noticioso, é distanciar-se dos factos isolados. Ao longo de 12 páginas Anderson traça um relato impressionista da cidade e da situação. Valia bem a pena que alguém publicasse por cá este texto.
Hoje, porque é sexta, a Esquina aparece na sua edição impressa, no «Jornal de Negócios». Excertos: É certo que esta semana estamos todos com os olhos postos em Bagdad, à procura de perceber como se pode sair da situação que se criou. Este Verão, em Bagdad, é escaldante e, quando há poucos dias atrás li um artigo sobre o quotidiano estival dessa cidade em guerra, senti que íamos ainda assistir a muito horror. Veio súbito, com o atentado contra a sede da ONU. Para contraste, a encabeçar o artigo uma fotografia, magnífica, de um soldado americano a mergulhar na piscina do palácio do filho de Saddam, Uday Hussein, descrita mais à frente como o único local de Bagdad onde é possível iludir o calor.
O artigo de que falo chama-se «Iraq’s Bloody Summer» e é uma longa reportagem de Jon Lee Anderson para a revista «The New Yorker», na sua edição de 11 de Agosto. É sem dúvida um dos melhores trabalhos de reportagem que tenho tido ocasião de ler. É o relato de um ocidental que se sente um alvo nas ruas de uma cidade, de um jornalista que sente como há uma resistência que se organiza, que relata conversas, como estas a propósito de atentados, tida com um Iman:«Que pensa desse género de acções?»- pergunta Anderson; e responde o Iman: «Esse é o sentir do povo».
É redutora certamente a conversa, muito mais este excerto, mas o que a reportagem de Anderson tem é conseguir tirar-nos do imediatismo noticioso, é distanciar-se dos factos isolados. Ao longo de 12 páginas Anderson traça um relato impressionista da cidade e da situação. Valia bem a pena que alguém publicasse por cá este texto.
agosto 21, 2003
O APAGÃO NOS MEDIA
O site Poynteronline tem um belo artigo sobre a cobertura do apagão nos Estados Unidos. Vale a pena ler. Excertos:Of course, at one point, I was wondering who, exactly, was watching, seeing as no one had power. We considered simulcasting on radio, but didn't get much initial interest from stations and didn't pursue it too vigorously.
. Podem ler mais aqui.
O site Poynteronline tem um belo artigo sobre a cobertura do apagão nos Estados Unidos. Vale a pena ler. Excertos:Of course, at one point, I was wondering who, exactly, was watching, seeing as no one had power. We considered simulcasting on radio, but didn't get much initial interest from stations and didn't pursue it too vigorously.
. Podem ler mais aqui.
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O APAGÃO NOS MEDIA
O site Poynteronline tem um belo artigo sobre a cobertura do apagão nos Estados Unidos. Vale a pena ler. Excertos:Of course, at one point, I was wondering who, exactly, was watching, seeing as no one had power. We considered simulcasting on radio, but didn't get much initial interest from stations and didn't pursue it too vigorously.
. Podem ler mais aqui.
O site Poynteronline tem um belo artigo sobre a cobertura do apagão nos Estados Unidos. Vale a pena ler. Excertos:Of course, at one point, I was wondering who, exactly, was watching, seeing as no one had power. We considered simulcasting on radio, but didn't get much initial interest from stations and didn't pursue it too vigorously.
. Podem ler mais aqui.
JOGOS DE LETRAS
Art Buchwald é um dos melhores colunistas da imprensa americana e a sua forma de escrita é verdadeiramente exemplar. Ao visitar algumas das suas colunas recentes, dei com esta, intitulada «Starts With S, Ends with EX» que é verdadeiramente brilhante. Foi publicada dia 14 de Agosto no
Washington Post. Excerto:I was looking at the magazine stand and I noticed almost every magazine had the word "SEX" on the cover. It wasn't just Playboy and Penthouse -- every periodical from Cosmopolitan to House & Garden was using it so that I'd buy their magazine.
When I got home I turned on the television and darned if "Sex and the City" wasn't on the air. "That does it," I said to myself. "It is time to research the word."
Art Buchwald é um dos melhores colunistas da imprensa americana e a sua forma de escrita é verdadeiramente exemplar. Ao visitar algumas das suas colunas recentes, dei com esta, intitulada «Starts With S, Ends with EX» que é verdadeiramente brilhante. Foi publicada dia 14 de Agosto no
Washington Post. Excerto:I was looking at the magazine stand and I noticed almost every magazine had the word "SEX" on the cover. It wasn't just Playboy and Penthouse -- every periodical from Cosmopolitan to House & Garden was using it so that I'd buy their magazine.
When I got home I turned on the television and darned if "Sex and the City" wasn't on the air. "That does it," I said to myself. "It is time to research the word."
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JOGOS DE LETRAS
Art Buchwald é um dos melhores colunistas da imprensa americana e a sua forma de escrita é verdadeiramente exemplar. Ao visitar algumas das suas colunas recentes, dei com esta, intitulada «Starts With S, Ends with EX» que é verdadeiramente brilhante. Foi publicada dia 14 de Agosto no
Washington Post. Excerto:I was looking at the magazine stand and I noticed almost every magazine had the word "SEX" on the cover. It wasn't just Playboy and Penthouse -- every periodical from Cosmopolitan to House & Garden was using it so that I'd buy their magazine.
When I got home I turned on the television and darned if "Sex and the City" wasn't on the air. "That does it," I said to myself. "It is time to research the word."
Art Buchwald é um dos melhores colunistas da imprensa americana e a sua forma de escrita é verdadeiramente exemplar. Ao visitar algumas das suas colunas recentes, dei com esta, intitulada «Starts With S, Ends with EX» que é verdadeiramente brilhante. Foi publicada dia 14 de Agosto no
Washington Post. Excerto:I was looking at the magazine stand and I noticed almost every magazine had the word "SEX" on the cover. It wasn't just Playboy and Penthouse -- every periodical from Cosmopolitan to House & Garden was using it so that I'd buy their magazine.
When I got home I turned on the television and darned if "Sex and the City" wasn't on the air. "That does it," I said to myself. "It is time to research the word."
O HOMEM E A ARTE
Como nasceu a arte a partir do ser humano? A pergunta aflige muita gente. Num excelente artigo do Japan Times traça-se um paralelo entre a arte pré-histórica e nós próprios. Excerto: Picasso, on visiting Lascaux, reportedly remarked that "we have discovered nothing new in art in 17,000 years." As White comments in his book, "all of the major representational techniques were known at least by the Magdalenian [Period, beginning about 18,000 years ago]; oil- and water-based polychrome painting, engraving, bas-relief sculpture, sculpture in the round, charcoal and manganese crayon drawing, molded clay, fired ceramic figurines, shading, perspective drawing, false relief, brush painting, stamping and stenciling." The Grotte Chauvet even contains the image of a bison colored by dots of paint applied by hand, a technique that White describes as "pointillism -- 300 centuries before Seurat."
Como nasceu a arte a partir do ser humano? A pergunta aflige muita gente. Num excelente artigo do Japan Times traça-se um paralelo entre a arte pré-histórica e nós próprios. Excerto: Picasso, on visiting Lascaux, reportedly remarked that "we have discovered nothing new in art in 17,000 years." As White comments in his book, "all of the major representational techniques were known at least by the Magdalenian [Period, beginning about 18,000 years ago]; oil- and water-based polychrome painting, engraving, bas-relief sculpture, sculpture in the round, charcoal and manganese crayon drawing, molded clay, fired ceramic figurines, shading, perspective drawing, false relief, brush painting, stamping and stenciling." The Grotte Chauvet even contains the image of a bison colored by dots of paint applied by hand, a technique that White describes as "pointillism -- 300 centuries before Seurat."
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O HOMEM E A ARTE
Como nasceu a arte a partir do ser humano? A pergunta aflige muita gente. Num excelente artigo do Japan Times traça-se um paralelo entre a arte pré-histórica e nós próprios. Excerto: Picasso, on visiting Lascaux, reportedly remarked that "we have discovered nothing new in art in 17,000 years." As White comments in his book, "all of the major representational techniques were known at least by the Magdalenian [Period, beginning about 18,000 years ago]; oil- and water-based polychrome painting, engraving, bas-relief sculpture, sculpture in the round, charcoal and manganese crayon drawing, molded clay, fired ceramic figurines, shading, perspective drawing, false relief, brush painting, stamping and stenciling." The Grotte Chauvet even contains the image of a bison colored by dots of paint applied by hand, a technique that White describes as "pointillism -- 300 centuries before Seurat."
Como nasceu a arte a partir do ser humano? A pergunta aflige muita gente. Num excelente artigo do Japan Times traça-se um paralelo entre a arte pré-histórica e nós próprios. Excerto: Picasso, on visiting Lascaux, reportedly remarked that "we have discovered nothing new in art in 17,000 years." As White comments in his book, "all of the major representational techniques were known at least by the Magdalenian [Period, beginning about 18,000 years ago]; oil- and water-based polychrome painting, engraving, bas-relief sculpture, sculpture in the round, charcoal and manganese crayon drawing, molded clay, fired ceramic figurines, shading, perspective drawing, false relief, brush painting, stamping and stenciling." The Grotte Chauvet even contains the image of a bison colored by dots of paint applied by hand, a technique that White describes as "pointillism -- 300 centuries before Seurat."
GOVERNO ELECTRÓNICO
Dias 7 e 8 de Outubro, em Duesseldorf, Alemanha, vai decorrer a eGo2003, exclusivamente dedicada a mostrar as evoluções registadas na área do governo electrónico, com especial incidência nos municípios e num melhor realcionamento e harmonização entre os estados membros da União Europeia. Mais informações aqui.
Dias 7 e 8 de Outubro, em Duesseldorf, Alemanha, vai decorrer a eGo2003, exclusivamente dedicada a mostrar as evoluções registadas na área do governo electrónico, com especial incidência nos municípios e num melhor realcionamento e harmonização entre os estados membros da União Europeia. Mais informações aqui.
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GOVERNO ELECTRÓNICO
Dias 7 e 8 de Outubro, em Duesseldorf, Alemanha, vai decorrer a eGo2003, exclusivamente dedicada a mostrar as evoluções registadas na área do governo electrónico, com especial incidência nos municípios e num melhor realcionamento e harmonização entre os estados membros da União Europeia. Mais informações aqui.
Dias 7 e 8 de Outubro, em Duesseldorf, Alemanha, vai decorrer a eGo2003, exclusivamente dedicada a mostrar as evoluções registadas na área do governo electrónico, com especial incidência nos municípios e num melhor realcionamento e harmonização entre os estados membros da União Europeia. Mais informações aqui.
agosto 20, 2003
agosto 19, 2003
O CIRCO DO SOL
A mais recente produção do célebre «Cirque Du Soleil» chama-se «Varekay» e a «The Economist» relata-a assim: Cirque de Soleil, a unique blend of theatre, circus acts and sparkle, returns to Chicago with its latest extravaganza: “Varekai”. Expect a kaleidoscope of audacious costumes and colourful acts, including stupendous acrobatics, a triple trapeze and unconventional clowning. The troupe’s original take on the circus—ground zero of populist entertainment—has garnered a following large enough to fill the cavernous United Center, home of the Chicago Bulls basketball team.
A mais recente produção do célebre «Cirque Du Soleil» chama-se «Varekay» e a «The Economist» relata-a assim: Cirque de Soleil, a unique blend of theatre, circus acts and sparkle, returns to Chicago with its latest extravaganza: “Varekai”. Expect a kaleidoscope of audacious costumes and colourful acts, including stupendous acrobatics, a triple trapeze and unconventional clowning. The troupe’s original take on the circus—ground zero of populist entertainment—has garnered a following large enough to fill the cavernous United Center, home of the Chicago Bulls basketball team.
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O CIRCO DO SOL
A mais recente produção do célebre «Cirque Du Soleil» chama-se «Varekay» e a «The Economist» relata-a assim: Cirque de Soleil, a unique blend of theatre, circus acts and sparkle, returns to Chicago with its latest extravaganza: “Varekai”. Expect a kaleidoscope of audacious costumes and colourful acts, including stupendous acrobatics, a triple trapeze and unconventional clowning. The troupe’s original take on the circus—ground zero of populist entertainment—has garnered a following large enough to fill the cavernous United Center, home of the Chicago Bulls basketball team.
A mais recente produção do célebre «Cirque Du Soleil» chama-se «Varekay» e a «The Economist» relata-a assim: Cirque de Soleil, a unique blend of theatre, circus acts and sparkle, returns to Chicago with its latest extravaganza: “Varekai”. Expect a kaleidoscope of audacious costumes and colourful acts, including stupendous acrobatics, a triple trapeze and unconventional clowning. The troupe’s original take on the circus—ground zero of populist entertainment—has garnered a following large enough to fill the cavernous United Center, home of the Chicago Bulls basketball team.
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