QUE NÓIA!
O que se passou no Sporting com o Estádio, forrado a casa de banho por fora e ainda, por cima, a que leio em todo o lado, cheio de erros por dentro? Até corei a ler hoje o Jornal de Negócios. Aquela de colocarem os invisuais atrás de um placard nem no Burkina Faso seria possível.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
julho 30, 2003
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QUE NÓIA!
O que se passou no Sporting com o Estádio, forrado a casa de banho por fora e ainda, por cima, a que leio em todo o lado, cheio de erros por dentro? Até corei a ler hoje o Jornal de Negócios. Aquela de colocarem os invisuais atrás de um placard nem no Burkina Faso seria possível.
O que se passou no Sporting com o Estádio, forrado a casa de banho por fora e ainda, por cima, a que leio em todo o lado, cheio de erros por dentro? Até corei a ler hoje o Jornal de Negócios. Aquela de colocarem os invisuais atrás de um placard nem no Burkina Faso seria possível.
BOA PERGUNTA
Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.
Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.
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BOA PERGUNTA
Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.
Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.
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QUASE NADA
Há dias em que o calor é tanto que não apetece fazer quase nada a não ser pensar num sítio simpático, com ar condicionado e boa comida para o jantar. Acreditem que encontrar uma coisa destas no Algarve não é tarefa fácil.
Há dias em que o calor é tanto que não apetece fazer quase nada a não ser pensar num sítio simpático, com ar condicionado e boa comida para o jantar. Acreditem que encontrar uma coisa destas no Algarve não é tarefa fácil.
CURIOSIDADE
Vale a pena dar uma vista de olhos a esta notícia da Wired sobre uma nova forma de publicação virtual destinada a pequenas comunidades e à necessidade que elas têm de obter alguma informação especializada.
Vale a pena dar uma vista de olhos a esta notícia da Wired sobre uma nova forma de publicação virtual destinada a pequenas comunidades e à necessidade que elas têm de obter alguma informação especializada.
MAIS BRASIL
Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.
Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.
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MAIS BRASIL
Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.
Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.
julho 29, 2003
SERVIÇO PÚBLICO
Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.
Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.
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SERVIÇO PÚBLICO
Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.
Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.
OLHEM PARA BOB HOPE!
O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”
O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”
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OLHEM PARA BOB HOPE!
O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”
O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”
CURIOSIDADES
Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...
Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...
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CURIOSIDADES
Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...
Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...
HISTÓRIA
Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.
Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.
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HISTÓRIA
Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.
Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.
LIMITES
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.
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LIMITES
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.
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