O JANTAR
Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.
E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.
Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».
Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
julho 28, 2003
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O JANTAR
Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.
E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.
Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».
Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.
Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.
E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.
Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».
Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.
julho 27, 2003
DOMINGO
Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.
Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.
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DOMINGO
Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.
Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.
PILHAGENS
Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.
Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.
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PILHAGENS
Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.
Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.
HÁ MUITO TEMPO QUE NÃO ME DIVERTIA ASSIM
Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.
Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.
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HÁ MUITO TEMPO QUE NÃO ME DIVERTIA ASSIM
Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.
Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.
julho 26, 2003
JORNAIS
Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.
Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.
Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.
Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.
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JORNAIS
Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.
Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.
Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.
Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.
COMPRAS
Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.
Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.
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COMPRAS
Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.
Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.
INSÓNIAS
Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.
Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.
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INSÓNIAS
Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.
Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.
julho 25, 2003
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