julho 25, 2003

TENHO
Tenho pena, tenho tanta pena. Estou tão triste.

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TENHO

Tenho pena, tenho tanta pena. Estou tão triste.
TV INTERACTIVA
Belo artigo o da Wired sobre a televisão interactiva, a odisseia de já quase 20 anos de diversas formas de televisão não tradicional, desde a «enhanced tv» até aos dias de hoje. Excerto: "Audiences are lazy and TV still caters to the lowest common denominator," quipped Fifth Wheel and Blind Date Co-Executive Producer Harley Tat. "We're operating from a heady place where we're thinking about the future, but plenty of viewers don't have PCs and haven't upgraded their cell phones in years. If the information isn't right in front of them while they're microwaving mac and cheese, it's not going to happen. ETV has to be so simple that they can do it half-baked and horizontal on the couch."

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TV INTERACTIVA

Belo artigo o da Wired sobre a televisão interactiva, a odisseia de já quase 20 anos de diversas formas de televisão não tradicional, desde a «enhanced tv» até aos dias de hoje. Excerto: "Audiences are lazy and TV still caters to the lowest common denominator," quipped Fifth Wheel and Blind Date Co-Executive Producer Harley Tat. "We're operating from a heady place where we're thinking about the future, but plenty of viewers don't have PCs and haven't upgraded their cell phones in years. If the information isn't right in front of them while they're microwaving mac and cheese, it's not going to happen. ETV has to be so simple that they can do it half-baked and horizontal on the couch."



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BLOG CHIC
Encontrei o Nuno Artur Silva, com quem gosto sempre de falar - desde há muitos e bons anos. Vira-se ele para mim, confessa ser leitor assíduo deste blog. Pergunto-lhe: «já tens um?. E ele:« Isto está na fase em que toda a gente tem e eu achei melhor não ter. E eu: «Pareces o Pacheco Pereira a falar dos telemóveis». A conversa parece parva, mas o que é engraçado é que retrata um pouco o estado da nação nesta matéria: de facto os blogs explodiram e graças ao tradicional mecanismo de «I'll scratch your back, you'll scratch mine» que é tão típico em Portugal. Ganhar notoriedade com um blog não é muito difícil: bastam meia dúzia de citações nos blogs certos e, depois, as coisas sucedem em cascata - e o mecanismo das citações recíprocas ajuda a que tudo funcione em efeito de bola de neve. No meio de tudo fica uma questão: o mecanismo das citações recíprocas anula no entanto o efeito confessional essencial dos blogs - melhor, desvia-o do universo em geral para o universo exclusivo da blogosfera. Até que ponto isto tudo se vai tornar redutor é a dúvida que eu tenho.

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BLOG CHIC

Encontrei o Nuno Artur Silva, com quem gosto sempre de falar - desde há muitos e bons anos. Vira-se ele para mim, confessa ser leitor assíduo deste blog. Pergunto-lhe: «já tens um?. E ele:« Isto está na fase em que toda a gente tem e eu achei melhor não ter. E eu: «Pareces o Pacheco Pereira a falar dos telemóveis». A conversa parece parva, mas o que é engraçado é que retrata um pouco o estado da nação nesta matéria: de facto os blogs explodiram e graças ao tradicional mecanismo de «I'll scratch your back, you'll scratch mine» que é tão típico em Portugal. Ganhar notoriedade com um blog não é muito difícil: bastam meia dúzia de citações nos blogs certos e, depois, as coisas sucedem em cascata - e o mecanismo das citações recíprocas ajuda a que tudo funcione em efeito de bola de neve. No meio de tudo fica uma questão: o mecanismo das citações recíprocas anula no entanto o efeito confessional essencial dos blogs - melhor, desvia-o do universo em geral para o universo exclusivo da blogosfera. Até que ponto isto tudo se vai tornar redutor é a dúvida que eu tenho.



O QUE FALTOU
Dez horas em Lisboa, a correr de uma reunião para outra e no fim falhei o que eu mais queria.

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O QUE FALTOU

Dez horas em Lisboa, a correr de uma reunião para outra e no fim falhei o que eu mais queria.
O SEGREDO
Outro resultado da minha viagem foi a compra de «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, que o Nelson de Matos me avisou ter sido editado em Portugal pela D. Quixote. É de facto um livro fantástico. Já o comecei a devorar, espero acabar com ele hoje no areal. Em calhando, amanhã volto ao assunto. Para já cito o que Ian McEwan escreveu sobre ele:
um magnífico retrato da fraqueza humana, uma pequena obra-prima de observação e de estilo.

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O SEGREDO

Outro resultado da minha viagem foi a compra de «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, que o Nelson de Matos me avisou ter sido editado em Portugal pela D. Quixote. É de facto um livro fantástico. Já o comecei a devorar, espero acabar com ele hoje no areal. Em calhando, amanhã volto ao assunto. Para já cito o que Ian McEwan escreveu sobre ele:

um magnífico retrato da fraqueza humana, uma pequena obra-prima de observação e de estilo.
BOM RAW!
Ontem estive em Lisboa e finalmente consegui comprar «Raw», o disco de Kiko de que já se falou por aqui. Vim a ouvi-lo no regresso ao Algarve e dei por bem empregue o dinheiro. Grande voz, sensual, com «funk» a rodos, boa escolha de repertório (de Stevie Wonder a Irving Berlim, passando por Duke Ellington e Cole Porter. Destaque ainda para uma composição de Laurent Filipe, um dos músicos que integra (com Paulo Gomes, Paulo Pinto, Pedro Barreiros e Bruno Pedroso) a sólida formação que acompanha Kiko numa sucessão de arranjos muitíssimo bem conseguidos. Descubram a obra em kikojazz.

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BOM RAW!

Ontem estive em Lisboa e finalmente consegui comprar «Raw», o disco de Kiko de que já se falou por aqui. Vim a ouvi-lo no regresso ao Algarve e dei por bem empregue o dinheiro. Grande voz, sensual, com «funk» a rodos, boa escolha de repertório (de Stevie Wonder a Irving Berlim, passando por Duke Ellington e Cole Porter. Destaque ainda para uma composição de Laurent Filipe, um dos músicos que integra (com Paulo Gomes, Paulo Pinto, Pedro Barreiros e Bruno Pedroso) a sólida formação que acompanha Kiko numa sucessão de arranjos muitíssimo bem conseguidos. Descubram a obra em kikojazz.

julho 24, 2003

SILÊNCIO
Hoje estou em crise criativa. Espero voltar aos blogs amanhã. Quando não se tem nada para dizer, o melhor é estar calado.
Fico assim a pensar que esse é um dos problemas dos media tradicionais: é sempre preciso encontrar alguma coisa para dizer, matéria para encher as páginas de papel ou os minutos de rádio e de televisão. Aprendi o que sei nesta vida de comunicação numa agência noticiosa. O «lead» da notícia só podia ter 35 palavras - nem mais uma. Passar das 20 linhas de então (no tempo dos telex) era facto insólito. Habituei-me a ser parco nas palavras. A recolher apenas o essencial. A ver o que era notícia e podia usar as 20 linhas ou o que não era nada e não tinha lugar. A agência só emitia um telex se houvesse alguma coisa a dizer. Reportava, não inventava.
Vejo hoje as semelhanças que, de certo modo, existem com os blogs: aqui só vale a pena escrever quando há alguma coisa a dizer. Não há obrigatoriedade de que alguma coisa aconteça. Ainda bem.

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SILÊNCIO

Hoje estou em crise criativa. Espero voltar aos blogs amanhã. Quando não se tem nada para dizer, o melhor é estar calado.

Fico assim a pensar que esse é um dos problemas dos media tradicionais: é sempre preciso encontrar alguma coisa para dizer, matéria para encher as páginas de papel ou os minutos de rádio e de televisão. Aprendi o que sei nesta vida de comunicação numa agência noticiosa. O «lead» da notícia só podia ter 35 palavras - nem mais uma. Passar das 20 linhas de então (no tempo dos telex) era facto insólito. Habituei-me a ser parco nas palavras. A recolher apenas o essencial. A ver o que era notícia e podia usar as 20 linhas ou o que não era nada e não tinha lugar. A agência só emitia um telex se houvesse alguma coisa a dizer. Reportava, não inventava.

Vejo hoje as semelhanças que, de certo modo, existem com os blogs: aqui só vale a pena escrever quando há alguma coisa a dizer. Não há obrigatoriedade de que alguma coisa aconteça. Ainda bem.

ESCUTAS
Das duas uma: ou isto das escutas se resolve e esclarece ou vai acabar por destruir o próprio processo onde nasceram.
Das duas uma: ou o segredo de justiça começa a ser levado a sério, ou da maneira como as coisas estão hoje em dia vai deixar de haver justiça de vez.
Das duas uma: Ou este processo provoca resultados, ou o povo em geral deixa mesmo de acreditar nisto tudo.

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ESCUTAS

Das duas uma: ou isto das escutas se resolve e esclarece ou vai acabar por destruir o próprio processo onde nasceram.

Das duas uma: ou o segredo de justiça começa a ser levado a sério, ou da maneira como as coisas estão hoje em dia vai deixar de haver justiça de vez.

Das duas uma: Ou este processo provoca resultados, ou o povo em geral deixa mesmo de acreditar nisto tudo.
SAUDADES
Já tinha saudades de estar aqui com o meu blog, a olhar para vocês. É curiosa esta comunicação: nunca vos vejo, mas sei quantos são, de onde vêm, os contadores de visitas dão-me dados preciosos. É engraçado ver o fluxo de visitas ao longo do dia, perceber quais são as horas de ponta.
As reacções que se obtêm são completamente diferentes das dos jornais - durante anos escrevi colunas semanais que nunca motivaram grandes mails. Agora, tenho sempre alguém de novo à espreita no hotmail. Boa.

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SAUDADES

Já tinha saudades de estar aqui com o meu blog, a olhar para vocês. É curiosa esta comunicação: nunca vos vejo, mas sei quantos são, de onde vêm, os contadores de visitas dão-me dados preciosos. É engraçado ver o fluxo de visitas ao longo do dia, perceber quais são as horas de ponta.

As reacções que se obtêm são completamente diferentes das dos jornais - durante anos escrevi colunas semanais que nunca motivaram grandes mails. Agora, tenho sempre alguém de novo à espreita no hotmail. Boa.

julho 23, 2003

SILLY SEASON 4
Porque é que as mulheres param sempre em dupla fila frente à loja onde vão estar meia hora a provar trapos? E porque é que refilam quando um cidadão que ficou com o carro trancado com o delas faz má cara ao fim de dez minutos a buzinar sem ninguém aparecer? Porque é que as mulheres acham que os seus carros não devem seguir as regras de estacionamento aplicáveis ao geral da população?

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SILLY SEASON 4

Porque é que as mulheres param sempre em dupla fila frente à loja onde vão estar meia hora a provar trapos? E porque é que refilam quando um cidadão que ficou com o carro trancado com o delas faz má cara ao fim de dez minutos a buzinar sem ninguém aparecer? Porque é que as mulheres acham que os seus carros não devem seguir as regras de estacionamento aplicáveis ao geral da população?