MESMO
Sinto-te mesmo sem te ver.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
julho 21, 2003
E NÃO VI O KIKO
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
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E NÃO VI O KIKO
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
FALÉSIA A PIQUE
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
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FALÉSIA A PIQUE
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
CONVERSA DE CAFÉ
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
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CONVERSA DE CAFÉ
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
POR FALAR EM AEROPORTOS
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
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POR FALAR EM AEROPORTOS
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
SÉCULO XIX
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
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SÉCULO XIX
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
julho 20, 2003
VONTADE
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
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VONTADE
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
FAZER SEDE
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
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FAZER SEDE
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
PRAZO DE VALIDADE
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
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PRAZO DE VALIDADE
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
A INDÚSTRIA
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
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A INDÚSTRIA
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
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