julho 18, 2003

POESIA
Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que
a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.
O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.

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POESIA

Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que

a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.

O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.

A PRIMEIRA SONDAGEM NO IRAQUE
A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.


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A PRIMEIRA SONDAGEM NO IRAQUE

A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.





A CASA BRANCA
Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...

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A CASA BRANCA

Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...



FRIENDSTERS
O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.

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FRIENDSTERS

O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.

julho 17, 2003

ANÁLISE DE IMPRENSA
Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.

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ANÁLISE DE IMPRENSA

Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.
TU
É por ti que escrevo. Para prolongar os nossos encontros, na esquina do rio.

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TU

É por ti que escrevo. Para prolongar os nossos encontros, na esquina do rio.
O DIA ANTES
Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».
A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.
Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.
Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.

A PARTILHA

Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.
Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.
Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.

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O DIA ANTES

Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».

A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.

Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.

Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.



A PARTILHA



Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.

Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.

Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.

YAHOO COM MAIS NOTÍCIAS
A Yahoo passou a incluir na sua área noticiosa material do Washington Post. Vem tudo explicadoaqui.

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YAHOO COM MAIS NOTÍCIAS

A Yahoo passou a incluir na sua área noticiosa material do Washington Post. Vem tudo explicadoaqui.
A NOVA IMPRENSA REGIONAL
Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto

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A NOVA IMPRENSA REGIONAL

Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto
JORNALISMO NA NET: OS CONSELHOS DA BBC
Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui

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JORNALISMO NA NET: OS CONSELHOS DA BBC

Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui