setembro 15, 2005

NOTAS SOBRE LISBOA E CULTURA
No início de Junho - já depois de ter tornado claro que não estava interessado em paticipar no processo autárquico (ler post «Para Que Conste»)- elaborei, a pedido, umas notas sobre política cultural para Lisboa. As notas foram entregues à Directora da campanha de Carmona Rodrigues. Aqui as deixo, dentro de um espírito de debate sobre políticas culturais. E, já agora, para que se percebam melhor as coisas. E para que se comparem as diferenças com o que sobre esta matéria essa candidatura publicou.

«O programa da candidatura na área da Cultura deve ser uma bandeira em que os públicos da cidade se possam rever, que toda a gente das artes e espectáculos possa aceitar. Não é um programa só para o teatro, nem só para a música. Deve ser um programa que cative os cépticos e dote Lisboa de novos pólos de atracção. O exemplo de Serralves, de uma festa constante construída em torno da arte contemporânea, deve fazer reflectir. A Cultura é a área em que a Direita só tem a ganhar.

Lisboa não pode ser só a capital e sede de instituições culturais, tem que se ganhar a cidade para ser a montra do novo, o palco do espectáculo, a feira das artes, uma permanente festa dos sentidos.

É nesta cidade onde se canta o Fado, onde o Teatro é quase uma saudade, onde Almada Negreiros fez tremer Júlio Dantas e onde Fernando Pessoa cantou a alma de Portugal que todos queremos viver melhor. Queremos uma cidade onde os criadores modernos coexistam com a tradição, onde a recuperação do património esteja ao lado do apoio a novas formas de expressão e de experimentação. Queremos a cidade do S. Carlos, do D. Maria, do S. Luiz, mas também queremos a cidade da Bedeteca ou da Videoteca, de um S. Jorge retomado pelo público, de museus vivos e dinâmicos, de novos equipamentos para novos públicos, em circuitos naturais onde os visitantes possam descobrir uma nova razão para voltar a Lisboa, uma cidade virada para o Tejo e o futuro.

PROPOSTAS ESTRUTURANTES:
Criar um Conselho Metropolitano da Cultura e Turismo que fomente o destino turístico Lisboa na componente cultural e crie mecanismos de consensualização dos grandes Festivais e Festas dos diversos concelhos, articulando datas e fomentando um calendário sempre com atractivos.
A criação de uma Lisbon Film Commission podia estar ligada a esta entidade.

Lisboa concentra o maior número de equipamentos culturais de todo o país e, simultaneamente, o maior número de criadores e produtores artísticos – entre eles a maioria das instituições oficiais na área da museologia, música, teatro, dança e cinema para falar apenas de algumas áreas.

Em Lisboa, mas também e sobretudo nos concelhos limítrofes, nos anos mais recentes, surgiram uma série de novos equipamentos, desde bibliotecas a auditórios, passando por museus e galerias, diversos espaços dedicados a criadores e algumas iniciativas de carácter regular que têm vindo a ganhar crescente peso.

O objectivo não é fazer Lisboa entrar em competição com Oeiras, Cascais, Sintra, Loures ou Vila Franca, é antes fomentar a cooperação e proporcionar aos públicos de toda esta região uma oferta ainda mais diversificada, uma possibilidade de actuação mais alargada,, uma maior utilização de recursos comuns.

Da mesma forma justifica-se criar um órgão permanente de articulação entre organismos do Ministério da Cultura e a autarquia, nomeadamente o IPPAR, IPM, Instituto das Artes e Instituto do Património Arqueológico.

PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO LOCAL:
Transformação do Pavilhão de Portugal num pólo museológico que se torne numa das imagens de marca da cidade de Lisboa.

Conversão do Cinema S. Jorge numa sala multifuncional para música, cinema e conferências com 1500 lugares;

Recuperação do Pavilhão dos Desportos para sede e sala da Orquestra Metropolitana de Lisboa e afectação do edifício da Standard Eléctrica a áreas expositivas e ateliers.

Intervenção no Parque da Belavista para implantação de uma estrutura permanente de acolhimento de concertos ao ar livre (rockódoromo).

Intervenção num dos pavilhões ribeirinhos para criar um espaço vocacionado para as músicas alternativas com capacidade para cerca de 1000 lugares em pé, que coexista com um conjunto de salas de ensaio que possam ser alugadas à horas ou ao dia.

Criação de um espaço onde se desenrolem actividades que sublinhem a multiculturalidade da cidade e permita às várias etnias uma ocupação regular.

NOVAS PROPOSTAS DE ACÇÃO:
Lisbon Film Commission – O objectivo é ganhar notoriedade para Lisboa como destino de filmagens de publicidade, séries de televisão e cinema; Assegurar a participação em certames internacionais da indústria em moldes profissionais e abrangentes, assegurando uma efectiva representatividade nacional; Proporcionar um conjunto de instrumentos capazes de fornecer aos profissionais do sector todas as informações necessárias para a sua actividade;

Bienal Jovens Criadores da Lusofonia – Reforçar o papel dinâmico de Lisboa no relacionamento com as comunidades e países lusófonos, estabelecendo um ponto de encontro e reflexão de jovens criadores de áreas como as artes plásticas, a música, as artes cénicas e performativas, a fotografia, o vídeo, a moda e o design.

Poesia - Promover o grande Encontro dos Poetas Vivos como a melhor homenagem a Fernando Pessoa e introduzir a poesia na vida da cidade.

Criar um regime especial de Mecenato, em articulação com as Finanças, que permitam Lisboa fazer face aos custos que em matéria cultural ser uma Capital implica, nomeadamente no tocante a novas actividades.

Recuperar as Colectividades de Cultura e Recreio e torná-las no eixo de ligação da política cultural da autarquia aos bairros da cidade.

Manter a Lisboa Photo, a Moda Lisboa , a Experimenta Design e o Africa Festival. Retomar o Festival Internacional de Teatro ou, em substituição, criar a Mostra Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa.».

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NOTAS SOBRE LISBOA E CULTURA
No início de Junho - já depois de ter tornado claro que não estava interessado em paticipar no processo autárquico (ler post «Para Que Conste»)- elaborei, a pedido, umas notas sobre política cultural para Lisboa. As notas foram entregues à Directora da campanha de Carmona Rodrigues. Aqui as deixo, dentro de um espírito de debate sobre políticas culturais. E, já agora, para que se percebam melhor as coisas. E para que se comparem as diferenças com o que sobre esta matéria essa candidatura publicou.

«O programa da candidatura na área da Cultura deve ser uma bandeira em que os públicos da cidade se possam rever, que toda a gente das artes e espectáculos possa aceitar. Não é um programa só para o teatro, nem só para a música. Deve ser um programa que cative os cépticos e dote Lisboa de novos pólos de atracção. O exemplo de Serralves, de uma festa constante construída em torno da arte contemporânea, deve fazer reflectir. A Cultura é a área em que a Direita só tem a ganhar.

Lisboa não pode ser só a capital e sede de instituições culturais, tem que se ganhar a cidade para ser a montra do novo, o palco do espectáculo, a feira das artes, uma permanente festa dos sentidos.

É nesta cidade onde se canta o Fado, onde o Teatro é quase uma saudade, onde Almada Negreiros fez tremer Júlio Dantas e onde Fernando Pessoa cantou a alma de Portugal que todos queremos viver melhor. Queremos uma cidade onde os criadores modernos coexistam com a tradição, onde a recuperação do património esteja ao lado do apoio a novas formas de expressão e de experimentação. Queremos a cidade do S. Carlos, do D. Maria, do S. Luiz, mas também queremos a cidade da Bedeteca ou da Videoteca, de um S. Jorge retomado pelo público, de museus vivos e dinâmicos, de novos equipamentos para novos públicos, em circuitos naturais onde os visitantes possam descobrir uma nova razão para voltar a Lisboa, uma cidade virada para o Tejo e o futuro.

PROPOSTAS ESTRUTURANTES:
Criar um Conselho Metropolitano da Cultura e Turismo que fomente o destino turístico Lisboa na componente cultural e crie mecanismos de consensualização dos grandes Festivais e Festas dos diversos concelhos, articulando datas e fomentando um calendário sempre com atractivos.
A criação de uma Lisbon Film Commission podia estar ligada a esta entidade.

Lisboa concentra o maior número de equipamentos culturais de todo o país e, simultaneamente, o maior número de criadores e produtores artísticos – entre eles a maioria das instituições oficiais na área da museologia, música, teatro, dança e cinema para falar apenas de algumas áreas.

Em Lisboa, mas também e sobretudo nos concelhos limítrofes, nos anos mais recentes, surgiram uma série de novos equipamentos, desde bibliotecas a auditórios, passando por museus e galerias, diversos espaços dedicados a criadores e algumas iniciativas de carácter regular que têm vindo a ganhar crescente peso.

O objectivo não é fazer Lisboa entrar em competição com Oeiras, Cascais, Sintra, Loures ou Vila Franca, é antes fomentar a cooperação e proporcionar aos públicos de toda esta região uma oferta ainda mais diversificada, uma possibilidade de actuação mais alargada,, uma maior utilização de recursos comuns.

Da mesma forma justifica-se criar um órgão permanente de articulação entre organismos do Ministério da Cultura e a autarquia, nomeadamente o IPPAR, IPM, Instituto das Artes e Instituto do Património Arqueológico.

PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO LOCAL:
Transformação do Pavilhão de Portugal num pólo museológico que se torne numa das imagens de marca da cidade de Lisboa.

Conversão do Cinema S. Jorge numa sala multifuncional para música, cinema e conferências com 1500 lugares;

Recuperação do Pavilhão dos Desportos para sede e sala da Orquestra Metropolitana de Lisboa e afectação do edifício da Standard Eléctrica a áreas expositivas e ateliers.

Intervenção no Parque da Belavista para implantação de uma estrutura permanente de acolhimento de concertos ao ar livre (rockódoromo).

Intervenção num dos pavilhões ribeirinhos para criar um espaço vocacionado para as músicas alternativas com capacidade para cerca de 1000 lugares em pé, que coexista com um conjunto de salas de ensaio que possam ser alugadas à horas ou ao dia.

Criação de um espaço onde se desenrolem actividades que sublinhem a multiculturalidade da cidade e permita às várias etnias uma ocupação regular.

NOVAS PROPOSTAS DE ACÇÃO:
Lisbon Film Commission – O objectivo é ganhar notoriedade para Lisboa como destino de filmagens de publicidade, séries de televisão e cinema; Assegurar a participação em certames internacionais da indústria em moldes profissionais e abrangentes, assegurando uma efectiva representatividade nacional; Proporcionar um conjunto de instrumentos capazes de fornecer aos profissionais do sector todas as informações necessárias para a sua actividade;

Bienal Jovens Criadores da Lusofonia – Reforçar o papel dinâmico de Lisboa no relacionamento com as comunidades e países lusófonos, estabelecendo um ponto de encontro e reflexão de jovens criadores de áreas como as artes plásticas, a música, as artes cénicas e performativas, a fotografia, o vídeo, a moda e o design.

Poesia - Promover o grande Encontro dos Poetas Vivos como a melhor homenagem a Fernando Pessoa e introduzir a poesia na vida da cidade.

Criar um regime especial de Mecenato, em articulação com as Finanças, que permitam Lisboa fazer face aos custos que em matéria cultural ser uma Capital implica, nomeadamente no tocante a novas actividades.

Recuperar as Colectividades de Cultura e Recreio e torná-las no eixo de ligação da política cultural da autarquia aos bairros da cidade.

Manter a Lisboa Photo, a Moda Lisboa , a Experimenta Design e o Africa Festival. Retomar o Festival Internacional de Teatro ou, em substituição, criar a Mostra Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa.».

setembro 13, 2005

MARQUE JÁ NA SUA AGENDA
NOITES À DIREITA*
*projecto liberal

SALA DE INVERNO DO TEATRO S. LUÍS
DIA 22 DE SETEMBRO, 20H30.

"A DIREITA E A CULTURA"

ANTÓNIO MEGA FERREIRA. PEDRO MEXIA. RUI RAMOS

Moderador: este que se assina, MANUEL FALCÃO

CONTAMOS COM A INTERVENÇÃO DE TODOS.

Todas as informações, a toda a hora em Direita Liberal

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MARQUE JÁ NA SUA AGENDA
NOITES À DIREITA*
*projecto liberal

SALA DE INVERNO DO TEATRO S. LUÍS
DIA 22 DE SETEMBRO, 20H30.

"A DIREITA E A CULTURA"

ANTÓNIO MEGA FERREIRA. PEDRO MEXIA. RUI RAMOS

Moderador: este que se assina, MANUEL FALCÃO

CONTAMOS COM A INTERVENÇÃO DE TODOS.

Todas as informações, a toda a hora em Direita Liberal
COMENTÁRIOS
Durante uma semana resolvi abrir a possibilidade de leitores enviarem comentários aos posts. Este blog - e os seus posts - são assinados e o autor é conhecido. Infelizmente verifiquei que a quase totalidade dos comentários era anónina. Não sou fã de denúncias anónimas, mas não me incomodam os insultos nem as calúnias - ao longo dos anos habituei-me a ouvi-los já que eu assino o que escrevo. Não foram os comentários que me eram dirigidos que me fizeram alterar a sua existência e possibilidade - o problema é que terceiras pessoas começaram elas próprias a ser atacadas por anónimos (algumas até pessoas com quem estou em divergência total) e a isso não dou guarida. Quem quiser pode sempre enviar as suas opiniões, assinadas por favor, para aesquinadorio@hotmail.com . Para os anónimos desejo-lhes coragem, para um dia se assumirem.

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COMENTÁRIOS
Durante uma semana resolvi abrir a possibilidade de leitores enviarem comentários aos posts. Este blog - e os seus posts - são assinados e o autor é conhecido. Infelizmente verifiquei que a quase totalidade dos comentários era anónina. Não sou fã de denúncias anónimas, mas não me incomodam os insultos nem as calúnias - ao longo dos anos habituei-me a ouvi-los já que eu assino o que escrevo. Não foram os comentários que me eram dirigidos que me fizeram alterar a sua existência e possibilidade - o problema é que terceiras pessoas começaram elas próprias a ser atacadas por anónimos (algumas até pessoas com quem estou em divergência total) e a isso não dou guarida. Quem quiser pode sempre enviar as suas opiniões, assinadas por favor, para aesquinadorio@hotmail.com . Para os anónimos desejo-lhes coragem, para um dia se assumirem.
COMO APRESENTAR NOTÍCIAS
O último número da Spectator tem um interessante artigo sobre os ataques dos trabalhistas a um dos apresentadores de noticiários da BBC, John Humphrys. Como a coisa é muito oportuna por cá, aqui vai, com a devida vénia, a transcrição, autêntico manual de vilanagem que alguns spin-doctores e responsáveis de agências de comunicação praticam - conhecimento muito oportuno na situação portuguesa, aliás:

«The peculiar and very bitter New Labour vendetta against the BBC presenter, John Humphrys, has at last drawn blood. Our government really, really hates the man and it is being aided in its campaign by one or two sycophantic News International journalists and one or two naive or envious souls from within the BBC itself.

For the best part of a decade, New Labour has repeatedly accused the Today presenter of engendering within the listening public a cynical attitude towards politicians. It is, the spin doctors aver, the ‘Humphrys Problem’ and for seven years the Prime Minister has conspicuously avoided being interviewed by the man. That, I suspect, is at the heart of the issue: Labour does not like the relentless and forensic manner in which Humphrys (and, for that matter, Paxman) conducts interviews with government ministers; the refusal to sanction obfuscation and — you have to say — on occasion downright lying. There are some non-aligned journalists who have a degree of sympathy with Labour’s complaints — John Lloyd, for example. But the majority of those who attack the man are very much aligned indeed, such as Tom Baldwin at the Times, a close friend of Alastair Campbell (who these days is himself a Times journalist, of a sort). Within the Corporation, meanwhile, there are those who feel Mr Humphrys has got a bit above his station — the ludicrous former acting chairman of the governors, Lord Ryder, is one such. And as we have seen, there are others.

This last week the Times devoted two pages to an attack on Mr Humphrys, based on comments he is alleged to have made during a light-hearted address to a bunch of public relations executives aboard a cruise ship moored off the coast at Southampton. Short of being stuck in the New Orleans Superdome, I cannot imagine a much worse fate than to be imprisoned on a luxury Narrenschiff with 200 or so bibulous PR monkeys — one hopes Mr Humphrys was well paid for enduring such an appalling ordeal. Anyway, during the course of his unscripted address, the presenter suggested that Gordon Brown tended to come across as a little boring when being interviewed, that John Prescott made people laugh and that politicians who refused to lie would find it difficult to achieve Cabinet status. He also suggested that Andrew Gilligan had been almost entirely correct that the government had ‘sexed up’ intelligence reports about Saddam Hussein’s weapons of mass destruction. I suppose you might consider the first three statements a matter of conjecture, but the last is a simple fact.

Tom Baldwin, naturally, was the conduit for the report, which stuck the boot in not only over the remarks I have quoted above but also over the fact that — heaven forfend — Mr Humphrys used a couple of rude words during his address. Mr Baldwin said rather coyly that the Times had ‘obtained’ a copy of a video made of the speech; in fact it had been passed on to Mr Baldwin by his old mucker Tim Allan, a former No. 10 spin doctor who now runs his own PR firm (but was not on board ship for the speech). Earlier this year Mr Allan was contemplating a return to New Labour spin-doctoring but, in the end, decided against it. Mr Allan’s company, Portland PR, handles an account for a certain Rupert Murdoch and he has been espied within these pages writing articles calling for the privatisation of the BBC. By now you should have an idea of the general agenda and the twin motives of political animosity and commercial gain.

Communications Directors, the firm which hired Mr Humphrys, insists that Tim Allan got his video under false pretences, lied through his teeth to members of its staff and broke a confidentiality agreement by passing the video on to Mr Baldwin. Mr Allan — who may now face legal action as a result — denies these allegations. ‘I have nothing to apologise for,’ he told me. ‘John Humphrys is paid thousands of pounds by the BBC and he runs around the country saying that politicians are lying shits,’ he added, although these were not quite the words used by Mr Humphrys. In any case, I’m not sure what the implication is here; certainly not conflict of interest. If the BBC paid him thousands of pounds and he ran around the country saying that politicians were lovely, would that be OK? One could even argue that Mr Humphrys’s comments were a form of public transparency, albeit a well-remunerated one. But this much is true: John Humphrys is one of the very few presenters whose political allegiance I cannot remotely fathom, despite having known the man as a friend for the best part of 15 years. Elsewhere there are presenters who use the word ‘we’ when referring to New Labour and plenty of others who betray their political leanings (almost exclusively towards the Left) in every loaded question, every sneer and every nuance.

The Times seems now to have disowned Mr Baldwin’s article. In an editorial on Monday it announced that Mr Humphrys’s comments should not be taken seriously and we should simply ‘chuckle’ and move on. Which is a peculiar thing to say about a story to which your newspaper has devoted two whole pages, but there we are. But the Times is in concordance with the rest of Fleet Street, Right and Left — there was no harm in Mr Humphrys’s remarks. And yet the BBC, or some of its management pygmies, has now seen fit publicly to rebuke the man.

It is worth remembering that it was Mr Baldwin who was the lucky recipient of the tape-recording which did for the Conservative MP Howard Flight, shortly before the last election. Mr Flight had been surreptitiously recorded suggesting that tax cuts were not a wholly bad thing and, when Mr Baldwin’s story hit the news-stands, Mr Flight was (illegally, I suspect) deselected on the orders of his party leader, Michael Howard. Mr Flight told me: ‘Tom Baldwin wrote the story; he got the recording. The Labour party did not deny that it had been the source of the tape at the time.’ Indeed, the Labour party put out a statement saying that Howard Flight had been sacked for telling the truth. How’s that for hypocrisy?

It is becoming a familiar mode of attack and one which is entirely fitting for New Labour: hang people when they are revealed to have spoken what they believe to be the truth. Sneak around and get friendly journalists to do your dirty work for you. There are certainly enough journalists willing to do it, although few have been quite so reliable, over the years, as Mr Baldwin.

Meanwhile the BBC, still in its post-Hutton trauma, has reacted with a predictable lack of spine. Both the chairman of the BBC, Michael Grade, and the editor of the Today programme, Kevin Marsh, have demanded to see a ‘full transcript’ of Mr Humphrys’s address. And having done so, they’ve come to exactly the opposite conclusion to the rest of the journalistic world. Is the BBC really so insecure that it needs to make such obeisance to the government?

You assume that with this sort of response, one of these days New Labour will get its wish and Mr Humphrys will be sacked. And we’ll be left listening to presenters who are on altogether more convivial terms with the ministers whom they are interviewing.»

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COMO APRESENTAR NOTÍCIAS
O último número da Spectator tem um interessante artigo sobre os ataques dos trabalhistas a um dos apresentadores de noticiários da BBC, John Humphrys. Como a coisa é muito oportuna por cá, aqui vai, com a devida vénia, a transcrição, autêntico manual de vilanagem que alguns spin-doctores e responsáveis de agências de comunicação praticam - conhecimento muito oportuno na situação portuguesa, aliás:

«The peculiar and very bitter New Labour vendetta against the BBC presenter, John Humphrys, has at last drawn blood. Our government really, really hates the man and it is being aided in its campaign by one or two sycophantic News International journalists and one or two naive or envious souls from within the BBC itself.

For the best part of a decade, New Labour has repeatedly accused the Today presenter of engendering within the listening public a cynical attitude towards politicians. It is, the spin doctors aver, the ‘Humphrys Problem’ and for seven years the Prime Minister has conspicuously avoided being interviewed by the man. That, I suspect, is at the heart of the issue: Labour does not like the relentless and forensic manner in which Humphrys (and, for that matter, Paxman) conducts interviews with government ministers; the refusal to sanction obfuscation and — you have to say — on occasion downright lying. There are some non-aligned journalists who have a degree of sympathy with Labour’s complaints — John Lloyd, for example. But the majority of those who attack the man are very much aligned indeed, such as Tom Baldwin at the Times, a close friend of Alastair Campbell (who these days is himself a Times journalist, of a sort). Within the Corporation, meanwhile, there are those who feel Mr Humphrys has got a bit above his station — the ludicrous former acting chairman of the governors, Lord Ryder, is one such. And as we have seen, there are others.

This last week the Times devoted two pages to an attack on Mr Humphrys, based on comments he is alleged to have made during a light-hearted address to a bunch of public relations executives aboard a cruise ship moored off the coast at Southampton. Short of being stuck in the New Orleans Superdome, I cannot imagine a much worse fate than to be imprisoned on a luxury Narrenschiff with 200 or so bibulous PR monkeys — one hopes Mr Humphrys was well paid for enduring such an appalling ordeal. Anyway, during the course of his unscripted address, the presenter suggested that Gordon Brown tended to come across as a little boring when being interviewed, that John Prescott made people laugh and that politicians who refused to lie would find it difficult to achieve Cabinet status. He also suggested that Andrew Gilligan had been almost entirely correct that the government had ‘sexed up’ intelligence reports about Saddam Hussein’s weapons of mass destruction. I suppose you might consider the first three statements a matter of conjecture, but the last is a simple fact.

Tom Baldwin, naturally, was the conduit for the report, which stuck the boot in not only over the remarks I have quoted above but also over the fact that — heaven forfend — Mr Humphrys used a couple of rude words during his address. Mr Baldwin said rather coyly that the Times had ‘obtained’ a copy of a video made of the speech; in fact it had been passed on to Mr Baldwin by his old mucker Tim Allan, a former No. 10 spin doctor who now runs his own PR firm (but was not on board ship for the speech). Earlier this year Mr Allan was contemplating a return to New Labour spin-doctoring but, in the end, decided against it. Mr Allan’s company, Portland PR, handles an account for a certain Rupert Murdoch and he has been espied within these pages writing articles calling for the privatisation of the BBC. By now you should have an idea of the general agenda and the twin motives of political animosity and commercial gain.

Communications Directors, the firm which hired Mr Humphrys, insists that Tim Allan got his video under false pretences, lied through his teeth to members of its staff and broke a confidentiality agreement by passing the video on to Mr Baldwin. Mr Allan — who may now face legal action as a result — denies these allegations. ‘I have nothing to apologise for,’ he told me. ‘John Humphrys is paid thousands of pounds by the BBC and he runs around the country saying that politicians are lying shits,’ he added, although these were not quite the words used by Mr Humphrys. In any case, I’m not sure what the implication is here; certainly not conflict of interest. If the BBC paid him thousands of pounds and he ran around the country saying that politicians were lovely, would that be OK? One could even argue that Mr Humphrys’s comments were a form of public transparency, albeit a well-remunerated one. But this much is true: John Humphrys is one of the very few presenters whose political allegiance I cannot remotely fathom, despite having known the man as a friend for the best part of 15 years. Elsewhere there are presenters who use the word ‘we’ when referring to New Labour and plenty of others who betray their political leanings (almost exclusively towards the Left) in every loaded question, every sneer and every nuance.

The Times seems now to have disowned Mr Baldwin’s article. In an editorial on Monday it announced that Mr Humphrys’s comments should not be taken seriously and we should simply ‘chuckle’ and move on. Which is a peculiar thing to say about a story to which your newspaper has devoted two whole pages, but there we are. But the Times is in concordance with the rest of Fleet Street, Right and Left — there was no harm in Mr Humphrys’s remarks. And yet the BBC, or some of its management pygmies, has now seen fit publicly to rebuke the man.

It is worth remembering that it was Mr Baldwin who was the lucky recipient of the tape-recording which did for the Conservative MP Howard Flight, shortly before the last election. Mr Flight had been surreptitiously recorded suggesting that tax cuts were not a wholly bad thing and, when Mr Baldwin’s story hit the news-stands, Mr Flight was (illegally, I suspect) deselected on the orders of his party leader, Michael Howard. Mr Flight told me: ‘Tom Baldwin wrote the story; he got the recording. The Labour party did not deny that it had been the source of the tape at the time.’ Indeed, the Labour party put out a statement saying that Howard Flight had been sacked for telling the truth. How’s that for hypocrisy?

It is becoming a familiar mode of attack and one which is entirely fitting for New Labour: hang people when they are revealed to have spoken what they believe to be the truth. Sneak around and get friendly journalists to do your dirty work for you. There are certainly enough journalists willing to do it, although few have been quite so reliable, over the years, as Mr Baldwin.

Meanwhile the BBC, still in its post-Hutton trauma, has reacted with a predictable lack of spine. Both the chairman of the BBC, Michael Grade, and the editor of the Today programme, Kevin Marsh, have demanded to see a ‘full transcript’ of Mr Humphrys’s address. And having done so, they’ve come to exactly the opposite conclusion to the rest of the journalistic world. Is the BBC really so insecure that it needs to make such obeisance to the government?

You assume that with this sort of response, one of these days New Labour will get its wish and Mr Humphrys will be sacked. And we’ll be left listening to presenters who are on altogether more convivial terms with the ministers whom they are interviewing.»
PARA MUDAR DE TEMA... Descobrir o Google
«The Search» é o título de um livro do jornalista John Battelle. A Wired News dedica-lha o artigo «How Google Got Its Groove On», onde nomeadamente pode ler:

Battelle's book shows how search is pushing technology toward the dream of artificial intelligence. He explains how thousands of small businesses thrive and die by the quirks of search-engine algorithms, and details how an unorganized consortium of nonprofits, bloggers and corporations are rebuilding the Library of Alexandria in a digital, distributed and democratic form.

Battelle, who launched one of the internet's seminal business magazines, The Industry Standard, and co-founded Wired magazine, is certainly qualified to tell the story of how pure search triumphed over bloated portals and in the process revitalized the dream of a revolutionary wired world.

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PARA MUDAR DE TEMA... Descobrir o Google
«The Search» é o título de um livro do jornalista John Battelle. A Wired News dedica-lha o artigo «How Google Got Its Groove On», onde nomeadamente pode ler:

Battelle's book shows how search is pushing technology toward the dream of artificial intelligence. He explains how thousands of small businesses thrive and die by the quirks of search-engine algorithms, and details how an unorganized consortium of nonprofits, bloggers and corporations are rebuilding the Library of Alexandria in a digital, distributed and democratic form.

Battelle, who launched one of the internet's seminal business magazines, The Industry Standard, and co-founded Wired magazine, is certainly qualified to tell the story of how pure search triumphed over bloated portals and in the process revitalized the dream of a revolutionary wired world.

PARA QUE CONSTE
No dia 6 de Maio - há muito tempo portanto - o jornal «Semanário» publicou uma peça onde se referia que eu iria participar e integrar a lista do Prof Carmona Rodrigues à Câmara de Lisboa. Nesse mesmo dia enviei ao Director daquele jornal uma nota que abaixo reproduzo na íntegra, e que foi publicada na edição seguinte do «Semanário», a 13 de Maio. Recordo-a aqui para que algumas almas caridosas que vivem da pequena calúnia tenham bem presente a ordem das coisas:
«O jornal que dirige publicou na sua edição de hoje, página 3, uma peça onde o meu nome é envolvido e onde são feitas afirmações, em relação à minha pessoa, que não correspondem à verdade.
Assim:
- Não estou nem estarei em qualquer lista de candidatos autárquicos;
- Não participei nem participarei em qualquer reunião de definição de estratégias para os próximos actos eleitorais.
Por consequência, em minha casa não se realizou qualquer reunião com a minha presença.
A minha intervenção nos últimos anos tem-se cingindo apenas a questões do fôro de políticas culturais e não tenciono ter qualquer intervenção política, nem em actos eleitorais, nem em quaisquer questões partidárias.
Conheço e estimo o Professor Carmona Rodrigues, mas para além desta estima e amizade não existe mais nenhuma relação – muito menos as conspirativas que apareciam descritas.
Tão pouco comento outras acusações, igualmente falsas, de fonte anónima (que penso no entanto saber quem possa ser, pelo estilo mesquinho e medíocre que o caracteriza).
O tempo se encarregará de demonstrar como a referida peça, pelo menos em relação a mim, não era verdadeira. Mas como o tempo é volátil, peço-lhe que rectifique as informações que sobre mim publicou.
Com os melhores cumprimentos
Manuel Falcão»

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PARA QUE CONSTE
No dia 6 de Maio - há muito tempo portanto - o jornal «Semanário» publicou uma peça onde se referia que eu iria participar e integrar a lista do Prof Carmona Rodrigues à Câmara de Lisboa. Nesse mesmo dia enviei ao Director daquele jornal uma nota que abaixo reproduzo na íntegra, e que foi publicada na edição seguinte do «Semanário», a 13 de Maio. Recordo-a aqui para que algumas almas caridosas que vivem da pequena calúnia tenham bem presente a ordem das coisas:
«O jornal que dirige publicou na sua edição de hoje, página 3, uma peça onde o meu nome é envolvido e onde são feitas afirmações, em relação à minha pessoa, que não correspondem à verdade.
Assim:
- Não estou nem estarei em qualquer lista de candidatos autárquicos;
- Não participei nem participarei em qualquer reunião de definição de estratégias para os próximos actos eleitorais.
Por consequência, em minha casa não se realizou qualquer reunião com a minha presença.
A minha intervenção nos últimos anos tem-se cingindo apenas a questões do fôro de políticas culturais e não tenciono ter qualquer intervenção política, nem em actos eleitorais, nem em quaisquer questões partidárias.
Conheço e estimo o Professor Carmona Rodrigues, mas para além desta estima e amizade não existe mais nenhuma relação – muito menos as conspirativas que apareciam descritas.
Tão pouco comento outras acusações, igualmente falsas, de fonte anónima (que penso no entanto saber quem possa ser, pelo estilo mesquinho e medíocre que o caracteriza).
O tempo se encarregará de demonstrar como a referida peça, pelo menos em relação a mim, não era verdadeira. Mas como o tempo é volátil, peço-lhe que rectifique as informações que sobre mim publicou.
Com os melhores cumprimentos
Manuel Falcão»

setembro 12, 2005

POLÍTICA E POLÍTICOS
Como podem ver alguns dos comentários aos posts mais recentes mostram estranheza pelas posições neles expressas. Eu acho que esses comentários reflectem uma visão clubística da política, um dos males que aflige o nosso sistema. Os partidos políticos não são clubes de futebol e devem ao seu eleitorado, apoiantes e militantes um dever de coerência e constância. Não podem andar aos zigue zagues, mudando de posição sobre os assuntos. E os políticos - os que são líderes pelo menos - devem apontar um caminho e não viver permanentemente à boleia do vento. Um político não é quem se senta numa cadeira à espera que os problemas se resolvam por si. É quem os detecta antes de serem evidentes e os resolve antes de surgirem.
Eu acho que são os partidos e os políticos - apareçam como independentes ou não - que têm permanentemente de mostrar que são merecedores da confiança e apoio das pessoas, e não o contrário. As eleições são o escrutínio dos candidatos - não são um passeio triunfal. Cada voto conquista-se, cada apoio ganha-se: pela coerência das posições, pelo realismo das propostas, pela utilidade dos programas. Quando isto não existe - ou não é evidente - o mais natural é que as coisas comecem a correr mal. Mas isso é porque alguém errou. Numa democracia o problema nunca é de quem vota; é de quem se apresenta a votos.

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POLÍTICA E POLÍTICOS
Como podem ver alguns dos comentários aos posts mais recentes mostram estranheza pelas posições neles expressas. Eu acho que esses comentários reflectem uma visão clubística da política, um dos males que aflige o nosso sistema. Os partidos políticos não são clubes de futebol e devem ao seu eleitorado, apoiantes e militantes um dever de coerência e constância. Não podem andar aos zigue zagues, mudando de posição sobre os assuntos. E os políticos - os que são líderes pelo menos - devem apontar um caminho e não viver permanentemente à boleia do vento. Um político não é quem se senta numa cadeira à espera que os problemas se resolvam por si. É quem os detecta antes de serem evidentes e os resolve antes de surgirem.
Eu acho que são os partidos e os políticos - apareçam como independentes ou não - que têm permanentemente de mostrar que são merecedores da confiança e apoio das pessoas, e não o contrário. As eleições são o escrutínio dos candidatos - não são um passeio triunfal. Cada voto conquista-se, cada apoio ganha-se: pela coerência das posições, pelo realismo das propostas, pela utilidade dos programas. Quando isto não existe - ou não é evidente - o mais natural é que as coisas comecem a correr mal. Mas isso é porque alguém errou. Numa democracia o problema nunca é de quem vota; é de quem se apresenta a votos.

setembro 11, 2005

LISBOA – Quanto mais a campanha avança, mais ficam claras as fragilidades de vários candidatos. Da superficialidade de Sá Fernandes à pesporrência de Carrilho, passando pelo voluntarismo sem estratégia de Carmona Rodrigues, já apareceu de tudo. Até agora, salvam-se Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho, claramente os dois candidatos que melhor conhecem Lisboa e que têm ideias mais assentes sobre o assunto – por muito que isto choque os bem pensantes e os funcionários partidários muito politicamente correctos que vão enchendo as restantes campanhas de disparates.

BACK TO BASICS – Quando se diz que sim a tudo, acaba por não se fazer nada.

DEPENDENTES – Um estudo britânico prevê que em 2010 cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo sejam assinantes de serviços de imagem e televisão para os seus telemóveis e as receitas daí provenientes representarão cerca de 51% do total da facturação das empresas de telecomunicações.

CINÉFILOS – Apesar da crise, o número de portugueses que compram filmes em DVD com regularidade aumentou em cerca de um milhão entre 2004 e 2005, segundo a Marktest. Neste ano cerca de 2 320 000 portugueses com mais de 15 anos compraram um DVD. O comprador tipo vive em Lisboa e Porto, tem entre 18 e 34 anos e é homem.

PALADAR – Integrado no complexo do Casino Estoril, na parte de baixo, de frente para o jardim do Parque do Estoril e o mar, fica o restaurante Estoril Mandarim. Os entendidos dizem que é o melhor restaurante chinês de Portugal e um dos melhores da Europa. Se lá forem esqueçam o que é hábito encontrar na maioria dos restaurantes de origem chinesa que por cá se podem encontrar e preparem-se para descobrir um mundo de sabores subtis e envolventes como no «Dim Sum», ou o ritual do pato à Pequim. A cozinha reivindica a tradição culinária da província de Guangdong e o chefe de mesa é um excelente guia para lhe fazer sugestões de descoberta deste novo mundo. O restaurante tem uma sala ampla com alguns espaços reservados e uma esplanada para os bons dias deste Outono. O telefone é o 214 667 270.

SURPRESA – A primeira vez que ouvi o pianista Domingos António foi há cerca de ano e meio, num recital em que ele participou, numa tarde de fim de semana, no pequeno salão de festas do Liceu Maria Amália em Lisboa. Lembro-me da surpresa que tive perante a intensidade das suas interpretações, da forma como ele fazia soar o piano, mesmo num espaço tão limitado como aquele. Pois acontece que Domingos António gravou agora um disco para a EMI Classics que será editado dentro de semanas. O CD inclui interpretações de peças de Liszt, Beethoven, Mussorgsky (a integral de «Pictures At Na Exhibition») eScriabin. Domingos António, de origens transmontanas, 27 anos, estudou piano durante dez anos no Conservatório de Tchaikovsky, em Moscovo, onde obteve a classificação máxima e conquistou três primeiros prémios. Neste seu primeiro disco consegue fazer passar a mesma energia e emoção que senti quando tive a sorte de o poder ver a tocar ao vivo. Sigam o assunto, este disco vai fazer História.

CLÁSSICO – Já saiu a edição de 2006 do «Borda D’Água». Tem 24 páginas (para abrir com cuidado com uma faquinha afiada), custa 1,25 euros e lá dentro encontra boas recomendações para cada mês, desde a jardinagem ás fases da Lua ou a ditos populares. É um manual de sabedoria tradicional todos os anos lançado pela Editorial Minerva. No habitual texto de contra-capa Pedro Teixeira da Mota fala sobre a situação do país e traça um autêntico guia para o Governo. Se fosse seguido, a coisa podia correr bem melhor por estas bandas.

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LISBOA – Quanto mais a campanha avança, mais ficam claras as fragilidades de vários candidatos. Da superficialidade de Sá Fernandes à pesporrência de Carrilho, passando pelo voluntarismo sem estratégia de Carmona Rodrigues, já apareceu de tudo. Até agora, salvam-se Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho, claramente os dois candidatos que melhor conhecem Lisboa e que têm ideias mais assentes sobre o assunto – por muito que isto choque os bem pensantes e os funcionários partidários muito politicamente correctos que vão enchendo as restantes campanhas de disparates.

BACK TO BASICS – Quando se diz que sim a tudo, acaba por não se fazer nada.

DEPENDENTES – Um estudo britânico prevê que em 2010 cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo sejam assinantes de serviços de imagem e televisão para os seus telemóveis e as receitas daí provenientes representarão cerca de 51% do total da facturação das empresas de telecomunicações.

CINÉFILOS – Apesar da crise, o número de portugueses que compram filmes em DVD com regularidade aumentou em cerca de um milhão entre 2004 e 2005, segundo a Marktest. Neste ano cerca de 2 320 000 portugueses com mais de 15 anos compraram um DVD. O comprador tipo vive em Lisboa e Porto, tem entre 18 e 34 anos e é homem.

PALADAR – Integrado no complexo do Casino Estoril, na parte de baixo, de frente para o jardim do Parque do Estoril e o mar, fica o restaurante Estoril Mandarim. Os entendidos dizem que é o melhor restaurante chinês de Portugal e um dos melhores da Europa. Se lá forem esqueçam o que é hábito encontrar na maioria dos restaurantes de origem chinesa que por cá se podem encontrar e preparem-se para descobrir um mundo de sabores subtis e envolventes como no «Dim Sum», ou o ritual do pato à Pequim. A cozinha reivindica a tradição culinária da província de Guangdong e o chefe de mesa é um excelente guia para lhe fazer sugestões de descoberta deste novo mundo. O restaurante tem uma sala ampla com alguns espaços reservados e uma esplanada para os bons dias deste Outono. O telefone é o 214 667 270.

SURPRESA – A primeira vez que ouvi o pianista Domingos António foi há cerca de ano e meio, num recital em que ele participou, numa tarde de fim de semana, no pequeno salão de festas do Liceu Maria Amália em Lisboa. Lembro-me da surpresa que tive perante a intensidade das suas interpretações, da forma como ele fazia soar o piano, mesmo num espaço tão limitado como aquele. Pois acontece que Domingos António gravou agora um disco para a EMI Classics que será editado dentro de semanas. O CD inclui interpretações de peças de Liszt, Beethoven, Mussorgsky (a integral de «Pictures At Na Exhibition») eScriabin. Domingos António, de origens transmontanas, 27 anos, estudou piano durante dez anos no Conservatório de Tchaikovsky, em Moscovo, onde obteve a classificação máxima e conquistou três primeiros prémios. Neste seu primeiro disco consegue fazer passar a mesma energia e emoção que senti quando tive a sorte de o poder ver a tocar ao vivo. Sigam o assunto, este disco vai fazer História.

CLÁSSICO – Já saiu a edição de 2006 do «Borda D’Água». Tem 24 páginas (para abrir com cuidado com uma faquinha afiada), custa 1,25 euros e lá dentro encontra boas recomendações para cada mês, desde a jardinagem ás fases da Lua ou a ditos populares. É um manual de sabedoria tradicional todos os anos lançado pela Editorial Minerva. No habitual texto de contra-capa Pedro Teixeira da Mota fala sobre a situação do país e traça um autêntico guia para o Governo. Se fosse seguido, a coisa podia correr bem melhor por estas bandas.

setembro 10, 2005

AUTÁRQUICAS
Esta semana andei um bom bocado por estradas secundárias nos arredores de Lisboa e na zona do Alto Alentejo e Ribatejo. A paisagem é dominada por cartazes de propaganda eleitoral para as autárquicas. Não é só nas cidades que eles aparecem, nas vilas e até em aldeias lá está uma carinha, um slogan, um cartaz. O mais curioso de tudo é que não há dois iguais e só muito dificilmente se conseguem notar semelhanças. Nem no material do mesmo partido se encontram com facilidade identidades gráficas- às vezes até no mesmo distrito. Parece que foi seguido o princípio da descentralização absoluta, o que redunda na maior confusão. Não há imagens comuns, não existe associação de ideias possível, não há linhas de continuidade. E, na esmagadora maioria dos casos, os tipos de letra e os grafismos são pura e simplesmente de mau gosto. Alguns, foleiros mesmo. É a imagem do poder autárquico no seu pior: de mau gosto desde a raiz.
O único ponto comum que encontro – mas isso também se reflecte, por exemplo, em Lisboa – é a péssima qualidade das fotografias dos candidatos. Flash de chapão, caras encenadas demais, brilho por todo o lado, tonalidades alteradas. Enfim, uma galeria de horrores. Longe vão os tempos em que a fotografia era cuidada, em que se faziam retratos em vez de se baterem chapas.
Lisboa apresenta um caso curioso, sobretudo se compararmos com as autárquicas de 2001. Nessa altura João Soares fez uma campanha de frases vagas e abrangentes, muito baseada em si próprio. Em contraponto, Santana Lopes aparecia com cartazes onde a dominante eram a elencagem de problemas, propostas concretas, medidas a tomar. É curioso ver como hoje o candidato de Marques Mendes a Lisboa escolheu o caminho de João Soares, e o candidato do PS escolheu o caminho de Santana Lopes. A ver vamos no que isto dá.

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AUTÁRQUICAS
Esta semana andei um bom bocado por estradas secundárias nos arredores de Lisboa e na zona do Alto Alentejo e Ribatejo. A paisagem é dominada por cartazes de propaganda eleitoral para as autárquicas. Não é só nas cidades que eles aparecem, nas vilas e até em aldeias lá está uma carinha, um slogan, um cartaz. O mais curioso de tudo é que não há dois iguais e só muito dificilmente se conseguem notar semelhanças. Nem no material do mesmo partido se encontram com facilidade identidades gráficas- às vezes até no mesmo distrito. Parece que foi seguido o princípio da descentralização absoluta, o que redunda na maior confusão. Não há imagens comuns, não existe associação de ideias possível, não há linhas de continuidade. E, na esmagadora maioria dos casos, os tipos de letra e os grafismos são pura e simplesmente de mau gosto. Alguns, foleiros mesmo. É a imagem do poder autárquico no seu pior: de mau gosto desde a raiz.
O único ponto comum que encontro – mas isso também se reflecte, por exemplo, em Lisboa – é a péssima qualidade das fotografias dos candidatos. Flash de chapão, caras encenadas demais, brilho por todo o lado, tonalidades alteradas. Enfim, uma galeria de horrores. Longe vão os tempos em que a fotografia era cuidada, em que se faziam retratos em vez de se baterem chapas.
Lisboa apresenta um caso curioso, sobretudo se compararmos com as autárquicas de 2001. Nessa altura João Soares fez uma campanha de frases vagas e abrangentes, muito baseada em si próprio. Em contraponto, Santana Lopes aparecia com cartazes onde a dominante eram a elencagem de problemas, propostas concretas, medidas a tomar. É curioso ver como hoje o candidato de Marques Mendes a Lisboa escolheu o caminho de João Soares, e o candidato do PS escolheu o caminho de Santana Lopes. A ver vamos no que isto dá.

setembro 09, 2005

DEMÉRITO
Se tudo correr como até agora o candidato de Marques Mendes à Câmara de Lisboa pode ganhar as eleições na capital. Não será por mérito preóprio, infelizmente; antes por demérito do adversário que lhe está mais próximo nas sondagens, Carrilho. Bem pode o PSD acender umas velinhas para que ninguém leia o programa ou siga a campanha do seu candidato, não vá o diabo tecê-las e alguém acordar.

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DEMÉRITO
Se tudo correr como até agora o candidato de Marques Mendes à Câmara de Lisboa pode ganhar as eleições na capital. Não será por mérito preóprio, infelizmente; antes por demérito do adversário que lhe está mais próximo nas sondagens, Carrilho. Bem pode o PSD acender umas velinhas para que ninguém leia o programa ou siga a campanha do seu candidato, não vá o diabo tecê-las e alguém acordar.

setembro 08, 2005

ESTAMOS IMPLODIDOS!
Durante horas o país asistiu atónito ao espectáculo de altíssimas individualidades a acompanharem o Primeiro Ministro no acto de fazer deflagrar uma explosão. Percebeu-se que a explosão tinha demorado oito anos a preparar. Percebeu-se que a técnica usada tem décadas e é corriqueira lá fora. Por cá foi espectáculo. Pour épater le bourgeois...

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ESTAMOS IMPLODIDOS!
Durante horas o país asistiu atónito ao espectáculo de altíssimas individualidades a acompanharem o Primeiro Ministro no acto de fazer deflagrar uma explosão. Percebeu-se que a explosão tinha demorado oito anos a preparar. Percebeu-se que a técnica usada tem décadas e é corriqueira lá fora. Por cá foi espectáculo. Pour épater le bourgeois...
O PARQUE MAYER
Se houve coisa que não ficou bem explicada no debate Sá Fernandes - Carmona Rodrigues foi a forma como se resolveu a permuta entre os terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular. Ficou margem para dúvida - e bastante - sobre a vantagem do negócio para os contribuintes autárquicos.
Mas o pior de tudo é que o moderador não perguntou para que serve investir os milhões que o arquitecto americano Frank Gehry vai cobrar num buraco que não se vê, e de utilidade duvidosa face ao que para lá está proposto.
Não interessa se os custos são pagos por A ou por B, o que interessa é que, por melhor que seja o projecto de arquitectura, o que está previsto para ali é um disparate. E disto é que se fala pouco.E é isto a subatância. E é disto que Carmona nunca fala porque não lhe interessa.O velho romance do Teatro de Revista é em si uma balela.
Como é que o candidato de Marques Mendes consegue defender a criação de tanto novo «equipamento cultural» em Lisboa, do Parque Mayer, ao ex-cinema Europa, parece que ao Paris, sem se pronunciar sequer sobre a reanimação dos equipamentos que já existem? É a política das promessas, da satisfação de interessezinhos locais, da falta de estratégia - não admira aliás, basta ler o que sobre Cultura se diz no seu programa.

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O PARQUE MAYER
Se houve coisa que não ficou bem explicada no debate Sá Fernandes - Carmona Rodrigues foi a forma como se resolveu a permuta entre os terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular. Ficou margem para dúvida - e bastante - sobre a vantagem do negócio para os contribuintes autárquicos.
Mas o pior de tudo é que o moderador não perguntou para que serve investir os milhões que o arquitecto americano Frank Gehry vai cobrar num buraco que não se vê, e de utilidade duvidosa face ao que para lá está proposto.
Não interessa se os custos são pagos por A ou por B, o que interessa é que, por melhor que seja o projecto de arquitectura, o que está previsto para ali é um disparate. E disto é que se fala pouco.E é isto a subatância. E é disto que Carmona nunca fala porque não lhe interessa.O velho romance do Teatro de Revista é em si uma balela.
Como é que o candidato de Marques Mendes consegue defender a criação de tanto novo «equipamento cultural» em Lisboa, do Parque Mayer, ao ex-cinema Europa, parece que ao Paris, sem se pronunciar sequer sobre a reanimação dos equipamentos que já existem? É a política das promessas, da satisfação de interessezinhos locais, da falta de estratégia - não admira aliás, basta ler o que sobre Cultura se diz no seu programa.

setembro 07, 2005

OS CANDIDATOS
Ontem na SIC Notícias decorreu aquele que foi até agora o mais interessante debate sobre Lisboa. A coisa não é de estranhar porque na liça estavam os dois melhores candidatos à Câmara da Capital, Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho : de todos os que se apresentam são os que melhor conhecem a cidade e os seus problemas e os que têm demonstrado ao longo da vida maior capacidade de concretização de projectos. Foi bom ouvir falar de assuntos concretos, sobretudo da esfera social, em vez das demagogias populistas habituais e das guerras politiqueiras dos outros candidatos.

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OS CANDIDATOS
Ontem na SIC Notícias decorreu aquele que foi até agora o mais interessante debate sobre Lisboa. A coisa não é de estranhar porque na liça estavam os dois melhores candidatos à Câmara da Capital, Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho : de todos os que se apresentam são os que melhor conhecem a cidade e os seus problemas e os que têm demonstrado ao longo da vida maior capacidade de concretização de projectos. Foi bom ouvir falar de assuntos concretos, sobretudo da esfera social, em vez das demagogias populistas habituais e das guerras politiqueiras dos outros candidatos.
O EUROPA
O candidato Carmona Rodrigues apareceu a colar-se a um movimento campo-ouriquense chamado «SOS Cinema Europa», assumindo a defesa do edifício. Isto só pode ter acontecido em mais um dos gestos de oportunismo político eleitoral que caracterizam o candidato escolhido por Marques Mendes para Lisboa. O Cinema Europa deixou há muitos anos de existir, é um edifício sem valor de especial, o seu interior foi transformado em improvisado estúdio de televisão. Não faz sentido fazer ali seja o que fôr relacionado com entretenimento, sobretudo se se pensar no que custará a manutenção e programação de mais uma sala deste género. E já nem falo da recuperação do ex-Cinema Paris (que dista uns 500 metros do Europa) também para criar mais um «espaço cultural» - quando não se sabe do que se fala, cai-se nisto: promessas. Razão tinha Fátima Bonifácio na entrevista à revista «Pública»: a chapelada eleitoral do século XIX tem o seu paralelo contemporâneo nas promessas irrealistas feitas em campanha eleitoral apenas para sonegar votos. Até me arrepio de pensar em quanto este disparate poderá custar. Vai ser o preço mais caro por voto destas eleições.

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O EUROPA
O candidato Carmona Rodrigues apareceu a colar-se a um movimento campo-ouriquense chamado «SOS Cinema Europa», assumindo a defesa do edifício. Isto só pode ter acontecido em mais um dos gestos de oportunismo político eleitoral que caracterizam o candidato escolhido por Marques Mendes para Lisboa. O Cinema Europa deixou há muitos anos de existir, é um edifício sem valor de especial, o seu interior foi transformado em improvisado estúdio de televisão. Não faz sentido fazer ali seja o que fôr relacionado com entretenimento, sobretudo se se pensar no que custará a manutenção e programação de mais uma sala deste género. E já nem falo da recuperação do ex-Cinema Paris (que dista uns 500 metros do Europa) também para criar mais um «espaço cultural» - quando não se sabe do que se fala, cai-se nisto: promessas. Razão tinha Fátima Bonifácio na entrevista à revista «Pública»: a chapelada eleitoral do século XIX tem o seu paralelo contemporâneo nas promessas irrealistas feitas em campanha eleitoral apenas para sonegar votos. Até me arrepio de pensar em quanto este disparate poderá custar. Vai ser o preço mais caro por voto destas eleições.

setembro 06, 2005

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CARA
Que quererá dizer dar a cara por Lisboa? Alguém me explica qual o significado disto?
Numa ordem lógica das coisas, na campanha de Carmona Rodrigues houve o «Vamos a Isto», seguido do «Dar a Cara Por Lisboa». Quer dizer portanto que o isto era a cara. Como programa parece-me pouco. Como campanha é lamentável.Como exercício de banalidade é, no entanto, estimável.
CARA
Que quererá dizer dar a cara por Lisboa? Alguém me explica qual o significado disto?
Numa ordem lógica das coisas, na campanha de Carmona Rodrigues houve o «Vamos a Isto», seguido do «Dar a Cara Por Lisboa». Quer dizer portanto que o isto era a cara. Como programa parece-me pouco. Como campanha é lamentável.Como exercício de banalidade é, no entanto, estimável.

setembro 05, 2005

ENTRE ESPANHA E ISTAMBUL

AUDIOVISUAL – O Governo Zapatero iniciou o processo de reforma do sector audiovisual público. A ideia é fazer contratos-programa de três anos de duração entre a RTVE e o Estado onde são definidos objectivos de missão, gestão e administração e a contra-prestação económica correspondente, baseado num financiamento misto compatível com a legislação comunitária, proveniente de uma subvenção pública e de receitas comerciais (publicidade e vendas), embora no caso da publicidade vão existir limites e restrições. A actividade do audiovisual, público e privado, será fiscalizada por um Conselho Estatal dos Meios Audiovisuais, que assumirá todas as matérias do sector que hoje estão no Ministério da Indústria, Turismo e Comércio. Em Espanha a trasição do sistema analógico para o digital terrestre foi estabelecida para Abril de 2010 como limite, mas entretanto foi autorizado um novo canal nacional em modo analógico que tem uma cobertura possível de 70% da população.

DEFICIT – Por falar no audiovisual espanhol, tudo é mais fácil quando nuestros hermanos se preparam para, em vez de um deficit no Orçamento do Estado, terem um superavit. Quando me lembro de como a Espanha era há 25 anos e como é agora fico com uma enorme dose de raiva. Tínhamos tudo para, pelo menos, irmos a par – e estávamos até mais à frente nalguns domínios. E, no entanto, fomos ultrapassados. Daquele lado da fronteira a festa e o fulgor; daqui a trsiteza e a lassidão. Na edição de Domingo da «Pública», Fátima Bonifácio desenvolve uma interessante teoria: a chapelada eleitoral do século XIX tem o seu equivalente contemporâneo nas promessas eleitorais que não são para cumprir e que ela classifica como crimes de mentira qualificada cometidos pelos políticos. Olhamos à volta e há poucas razões para nos animarmos: na capa da «Newsweek» da semana passada o foco era a Turquia e o título era «Cool Istambul», a cidade onde parece que tudo está a acontecer. Abre-se uma edição de uma revista de arte deste mês e ali está uma enxurrada de iniciativas de cruzamento de culturas entre oriente e ocidente na capital turca. E nós por cá enchemos a boca de lusofonia mas um trabalho sério a tornar Lisboa na plataforma por excelência do cruzamento de culturas com África é que é coisinha de somenos.

OMBUDSBLOG – A CBS contratou uma espécie de provedor do espectador que tem por missão fazer um blog que explicará como as notícias são feitas, descrevendo os bastidores da redacção. A decisão surge na sequência da polémica surgida no ano passado sobre o programa «60 Minutes», que levou à saída de Dan Rather. O blog chama-se «Public Eye» e será acessível a partir de meados de Setembro em www.cbsnews.com, sendo assegurado por Vaughn Verners, até aqui coordenador do programa «Hotline». O objectivo é que seja feita uma observação rigorosa do trabalho jornalístico efectuado pela estação. No blog podem ainda aparecer entrevistas com repórteres, editores, etc, explicando como nascem e se desenvolvem algumas das histórias que depois acabam nos noticiários.

LOCAL – Em pleno Largo de Camões fica o novo Bairro Alto Hotel. Lá dentro opta-se por um restaurante «Flores» com conceitos diferentes ao almoço e jantar. Experimentei o jantar e não me arrependi da excelente confecção e qualidade do filete de cherne assado com tomate recheado de chouriço, coulis de ervilha e hortelã. A garrafeira é pequena mas bem escolhida e o vinho da casa (Quinta de Camarate branco e tinto) é uma boa escolha. Serviço excelente, sala simpática (com belas fotografias de Rui Calçada bastos), a única coisa a destoar foi a sobremesa, creme brulée de erva cidreira e framboesa, que notoriamente ainda vinha a sentir frigorífico. Ao lado fica o café bar Garrett, que se desenvolve em três áreas diferentes, todas surpreendentes do ponto de vista visual. Com sorte, a coisa promete. Tel. 213408252.

MÚSICA – B.B. King faz 80 anos no dia 16 de Setembro e tem um novo disco, «BB King & Friends», que inclui duetos do rei dos Blues com Eric Clapton, Van Morrison, Sheryl Crow, Roger Daltrey, Elton John, Mark Knopfler. Com Eric Clapton ele faz uma recriação excelente de «The Thrill Is Gone» e com Elton John uma versão surpreendente de «Rock This House», a última faixa do disco. Se fosse a Mário Soares pegava nesta faixa e fazia-a hino de campanha – afinal ele e BB King são da mesma idade.

PERGUNTA – Como é que um país que se organizou para construir tantos estádios de futebol novinhos em folha não se consegue organizar para combater incêndios?

BACK TO BASICS – Quem está na política tem que ter paciência para os cidadãos sobretudo fora das campanhas eleitorais.

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ENTRE ESPANHA E ISTAMBUL

AUDIOVISUAL – O Governo Zapatero iniciou o processo de reforma do sector audiovisual público. A ideia é fazer contratos-programa de três anos de duração entre a RTVE e o Estado onde são definidos objectivos de missão, gestão e administração e a contra-prestação económica correspondente, baseado num financiamento misto compatível com a legislação comunitária, proveniente de uma subvenção pública e de receitas comerciais (publicidade e vendas), embora no caso da publicidade vão existir limites e restrições. A actividade do audiovisual, público e privado, será fiscalizada por um Conselho Estatal dos Meios Audiovisuais, que assumirá todas as matérias do sector que hoje estão no Ministério da Indústria, Turismo e Comércio. Em Espanha a trasição do sistema analógico para o digital terrestre foi estabelecida para Abril de 2010 como limite, mas entretanto foi autorizado um novo canal nacional em modo analógico que tem uma cobertura possível de 70% da população.

DEFICIT – Por falar no audiovisual espanhol, tudo é mais fácil quando nuestros hermanos se preparam para, em vez de um deficit no Orçamento do Estado, terem um superavit. Quando me lembro de como a Espanha era há 25 anos e como é agora fico com uma enorme dose de raiva. Tínhamos tudo para, pelo menos, irmos a par – e estávamos até mais à frente nalguns domínios. E, no entanto, fomos ultrapassados. Daquele lado da fronteira a festa e o fulgor; daqui a trsiteza e a lassidão. Na edição de Domingo da «Pública», Fátima Bonifácio desenvolve uma interessante teoria: a chapelada eleitoral do século XIX tem o seu equivalente contemporâneo nas promessas eleitorais que não são para cumprir e que ela classifica como crimes de mentira qualificada cometidos pelos políticos. Olhamos à volta e há poucas razões para nos animarmos: na capa da «Newsweek» da semana passada o foco era a Turquia e o título era «Cool Istambul», a cidade onde parece que tudo está a acontecer. Abre-se uma edição de uma revista de arte deste mês e ali está uma enxurrada de iniciativas de cruzamento de culturas entre oriente e ocidente na capital turca. E nós por cá enchemos a boca de lusofonia mas um trabalho sério a tornar Lisboa na plataforma por excelência do cruzamento de culturas com África é que é coisinha de somenos.

OMBUDSBLOG – A CBS contratou uma espécie de provedor do espectador que tem por missão fazer um blog que explicará como as notícias são feitas, descrevendo os bastidores da redacção. A decisão surge na sequência da polémica surgida no ano passado sobre o programa «60 Minutes», que levou à saída de Dan Rather. O blog chama-se «Public Eye» e será acessível a partir de meados de Setembro em www.cbsnews.com, sendo assegurado por Vaughn Verners, até aqui coordenador do programa «Hotline». O objectivo é que seja feita uma observação rigorosa do trabalho jornalístico efectuado pela estação. No blog podem ainda aparecer entrevistas com repórteres, editores, etc, explicando como nascem e se desenvolvem algumas das histórias que depois acabam nos noticiários.

LOCAL – Em pleno Largo de Camões fica o novo Bairro Alto Hotel. Lá dentro opta-se por um restaurante «Flores» com conceitos diferentes ao almoço e jantar. Experimentei o jantar e não me arrependi da excelente confecção e qualidade do filete de cherne assado com tomate recheado de chouriço, coulis de ervilha e hortelã. A garrafeira é pequena mas bem escolhida e o vinho da casa (Quinta de Camarate branco e tinto) é uma boa escolha. Serviço excelente, sala simpática (com belas fotografias de Rui Calçada bastos), a única coisa a destoar foi a sobremesa, creme brulée de erva cidreira e framboesa, que notoriamente ainda vinha a sentir frigorífico. Ao lado fica o café bar Garrett, que se desenvolve em três áreas diferentes, todas surpreendentes do ponto de vista visual. Com sorte, a coisa promete. Tel. 213408252.

MÚSICA – B.B. King faz 80 anos no dia 16 de Setembro e tem um novo disco, «BB King & Friends», que inclui duetos do rei dos Blues com Eric Clapton, Van Morrison, Sheryl Crow, Roger Daltrey, Elton John, Mark Knopfler. Com Eric Clapton ele faz uma recriação excelente de «The Thrill Is Gone» e com Elton John uma versão surpreendente de «Rock This House», a última faixa do disco. Se fosse a Mário Soares pegava nesta faixa e fazia-a hino de campanha – afinal ele e BB King são da mesma idade.

PERGUNTA – Como é que um país que se organizou para construir tantos estádios de futebol novinhos em folha não se consegue organizar para combater incêndios?

BACK TO BASICS – Quem está na política tem que ter paciência para os cidadãos sobretudo fora das campanhas eleitorais.

setembro 02, 2005

TELE DESEJO
Ao princípio eram umas mensagens de voz que se deixavam, fazendo de forma a que o telemóvel nem tocasse e fosse direito ao gravador. Depois foram as sms num crescendo gigante. Agora são as mensagens multimedia. Milhares de imagens de fragmentos de corpos são enviadas como mensagens de amor e de desejo. A imagem de um ombro, de um pescoço, de um seio, de um sexo. Os sms criaram uma nova forma de linguagem, abreviada - as mensagens multimedia (e muito em breve os filmes e os video blogs) - vão criar uma nova forma de comunicação visual. É curioso que o motor de aceleração de todos este sistema é o desejo - e a sua tradução, a sua exteriorzação vão levar-nos a caminhos nunca dantes navegado. Poderemos estar numa reunião a receber a imagem de um mamilo, assim oferecido, a prescindir das palavras, mas a deixar a mensagem: «anda cá, estou aqui, desejo-te». Uma imagem vale mil palavras, sobretudo quando o assunto é o desejo. Recíproco, espera-se.

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TELE DESEJO
Ao princípio eram umas mensagens de voz que se deixavam, fazendo de forma a que o telemóvel nem tocasse e fosse direito ao gravador. Depois foram as sms num crescendo gigante. Agora são as mensagens multimedia. Milhares de imagens de fragmentos de corpos são enviadas como mensagens de amor e de desejo. A imagem de um ombro, de um pescoço, de um seio, de um sexo. Os sms criaram uma nova forma de linguagem, abreviada - as mensagens multimedia (e muito em breve os filmes e os video blogs) - vão criar uma nova forma de comunicação visual. É curioso que o motor de aceleração de todos este sistema é o desejo - e a sua tradução, a sua exteriorzação vão levar-nos a caminhos nunca dantes navegado. Poderemos estar numa reunião a receber a imagem de um mamilo, assim oferecido, a prescindir das palavras, mas a deixar a mensagem: «anda cá, estou aqui, desejo-te». Uma imagem vale mil palavras, sobretudo quando o assunto é o desejo. Recíproco, espera-se.

setembro 01, 2005

MALDIÇÃO AMERICANA
Já vamos quase em dois meses sem um significativo leque de revistas norte-americanas disponíveis em Portugal: da «Wired» à «Harvard Business Review», falta de tudo um pouco, graças - dizem-me nas tabacarias - á falência de mais um distribuidor. Reza a história que devido a um acumular de dívidas junto dos fornecedores nos Estados Unidos, o distribuidor português foi cortado da lista. E nóa, aqui, é que sofremos com o assunto.

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MALDIÇÃO AMERICANA
Já vamos quase em dois meses sem um significativo leque de revistas norte-americanas disponíveis em Portugal: da «Wired» à «Harvard Business Review», falta de tudo um pouco, graças - dizem-me nas tabacarias - á falência de mais um distribuidor. Reza a história que devido a um acumular de dívidas junto dos fornecedores nos Estados Unidos, o distribuidor português foi cortado da lista. E nóa, aqui, é que sofremos com o assunto.

agosto 29, 2005

RELATO DA BOLA

Há uns 15 dias convenceram-me a ir ao futebol, ver o arranque da Liga no estádio do Sporting, que por acaso é o meu clube – quer dizer, isto é uma coisa vaga porque não ligo muito ao assunto. Digamos que é uma questão de fé. Não costumo ir à bola, não vou aos estádios.
Bem sentado no camarote, entre amigos, comecei a reparar nalgumas coisas. Em primeiro lugar nos comentários. Acho que são parecidos com algumas análises políticas. O comentário de que gostei mais é um clássico: «se tem entrado, era golo!». Faz-me parecer uma declaração solene de qualquer membro, de qualquer governo, face a uma crise. Fez-me parecer uma daquelas explicações cabalísticas sobre a razão de não acontecer o que se anuncia.
Mas aquilo de que que gostei mais foi de ver o movimento. Os jogadores a fazer aquecimento, o trabalho dos apanha-bolas, os vigilantes das claques. Num estádio passam-se muitas coisas ao mesmo tempo, há acções a decorrer em paralelo, e no entanto na televisão só vemos uma delas, que é o jogo propriamente dito. Se calhar um estádio dava uma boa série de ficção – há mundos cruzados que chegam para isso – no camarote ao lado do meu, por exemplo, estavam mulheres e namoradas dos jogadores e, evidentemente, davam nas vistas. Achei muito engraçado o papel dos treinadores: levantam-se, gesticulam, gritam. Não acredito que aquilo tenha efeito prático – mas espera-se que eles façam isso, que façam um papel assim no estádio e eles desempenham emoções. No fundo é como um quelquer primeiro-ministro, tem que estar sempre na ribalta, a dar que falar, a fazer-se visto e ouvido.
No fim do jogo dei por mim a pensar que ver um jogo no estádio ou segui-lo pela televisão é bem diferente. É como saber o que se passa no país ou viver apenas dos relatos e imagens de jornais e televisões. É uma realidade moldada. Não é a verdade.

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RELATO DA BOLA

Há uns 15 dias convenceram-me a ir ao futebol, ver o arranque da Liga no estádio do Sporting, que por acaso é o meu clube – quer dizer, isto é uma coisa vaga porque não ligo muito ao assunto. Digamos que é uma questão de fé. Não costumo ir à bola, não vou aos estádios.
Bem sentado no camarote, entre amigos, comecei a reparar nalgumas coisas. Em primeiro lugar nos comentários. Acho que são parecidos com algumas análises políticas. O comentário de que gostei mais é um clássico: «se tem entrado, era golo!». Faz-me parecer uma declaração solene de qualquer membro, de qualquer governo, face a uma crise. Fez-me parecer uma daquelas explicações cabalísticas sobre a razão de não acontecer o que se anuncia.
Mas aquilo de que que gostei mais foi de ver o movimento. Os jogadores a fazer aquecimento, o trabalho dos apanha-bolas, os vigilantes das claques. Num estádio passam-se muitas coisas ao mesmo tempo, há acções a decorrer em paralelo, e no entanto na televisão só vemos uma delas, que é o jogo propriamente dito. Se calhar um estádio dava uma boa série de ficção – há mundos cruzados que chegam para isso – no camarote ao lado do meu, por exemplo, estavam mulheres e namoradas dos jogadores e, evidentemente, davam nas vistas. Achei muito engraçado o papel dos treinadores: levantam-se, gesticulam, gritam. Não acredito que aquilo tenha efeito prático – mas espera-se que eles façam isso, que façam um papel assim no estádio e eles desempenham emoções. No fundo é como um quelquer primeiro-ministro, tem que estar sempre na ribalta, a dar que falar, a fazer-se visto e ouvido.
No fim do jogo dei por mim a pensar que ver um jogo no estádio ou segui-lo pela televisão é bem diferente. É como saber o que se passa no país ou viver apenas dos relatos e imagens de jornais e televisões. É uma realidade moldada. Não é a verdade.
PÚBLICO E PRIVADO

TV - Nos Estados Unidos desenvolve-se uma polémica sobre o sentido da existência da PBS, a Corporation For Public Broadcasting. Quando a PBS surgiu nos anos 60 existiam três grandes networks nacionais, hoje a realidade é a existência naquele país de cerca de 500 canais de cabo com expressão, alguns dos quais têm programação que rivaliza em interesse público com a PBS. Nessas condições, porquê atribuir 400 milhões de dólares por ano de fundos federais atribuídos pelo Congresso à PBS? – esta é a pergunta que começa a ganhar peso e que levou mesmo a uma tentativa, não conseguida, de redução de 25% deste montante por parte de uma comissão do Congresso. Os responsáveis da PBS têm argumentado que a inexistência de compromissos comerciais lhes tem permitido manter uma posição independente, quer na investigação de grandes temas, quer nos critérios de programação. Mais cedo ou mais tarde esta é a discussão que vai tocar os operadores públicos europeus.

PRODUÇÃO - Desde há muitos anos que a Califórnia é a central de produção de filmes norte-americanos e as finanças desse Estado têm beneficiado muito com a indústria audiovisual. Acontece que agora estão a perceber que cada vez que um filme é produzido noutro local, o prejuízo estadual é de milhões de dólares. O Governador da Califórnia, o actor Arnold Schwarzenegger pretende introduzir vantagens fiscais que tornem o seu Estado competitivo em relação ao Canadá e outros Estados norte-americanos onde os incentivos de natureza fiscal tornam a produção muito mais barata que na Califórnia. Querem um exemplo: na Louisiana o investimento privado em produção audiovisual passou de 12 m ilhões de dólares em 2002 para 330 milhões em 2004 depois de o Estado ter criado incentivos. Um estudo da Califórnia Film Commission mostra que além de perder receitas, o Estado perde empregos quando a produção de filmes e de programas de televisão se desloca para outros locais. O mesmo estudo mostra que um filme com um orçamento de 70 milhões de dólares contribui com 10 milhões em taxas e impostos para a riqueza do Estado e um episódio de uma série de ficção de uma hora para televisão, tipicamente com um orçamento de 2.2 milhões de dólares, gera 260 000 de receitas fiscais, A polémica é antiga e aplica-se a muitos lados. Porque é que em Portugal não há uma Film Commission? – a resposta é simples, o Ministério das Finanças nunca quis encarar incentivos fiscais. Só por curiosidade vão ver o que se passa na Irlanda.

EXECUTIVO - Governar não é fácil – que o digam os actuais governantes que no ano passado criticavam o que se passava com os incêndios e este ano se viram a braços com uma crise gigante. Estar na oposição a mandar bocas é sempre mais fácil que aplicar medidas que dêem resultados palpáveis. E já nem falo da comparação do tom dos media a analisar as acções dos governos sobre os incêndios em 2003, 2004 e 2005. Um finalista de comunicação bem que poderá fazer a sua tese sobre este assunto – vai ser giro de ler.

FOGOS - Começo a concordar com aqueles que dizem que o melhor será tornar integralmente públicos os meios de combates a incêndios. Há quem diga que o negócio à volta desses meios pode estar ligado ao surgimento de tanto incêndio não explicado. Pode parecer cruel mas nestas coisas revela-se o pior da natureza humana. E na dúvida o melhor é fazer como em Espanha - onde os meios privados já não existem. Não era pior fazer um estudo comparativo do que se passa na Europa nesta matéria e também nas responsabilidades inerentes à propriedade da terra. Começo também a concordar com o exemplo dos países do norte da Europa que fizeram alterações à lei da propriedade, permitindo expropriações de heranças não reclamadas nem tratadas, por forma a evitar a proliferação do mato.

IRRA - Não sei quem teve a ideia do slogan «Portugal Marca», mas certamente foi alguém que se distrai e aceitou perfilhar a mesma ideia que a Espanha usou há poucos anos para se promover. Eu até gosto de Espanha, não gosto é de cópias e de barretes. E esta campanha junta as duas coisas.

BOA IDEIA – As garrafas de 25 cl de Mateus Rose.

DÚVIDA – Existe relação entre Peseiro e Pézudo?

OUVIR – O CD da banda sonora de Six Feet Under com os Lamb, Stereo MC’s, PJ Harvey e a grande Peggy Lee, entre outros.

BACK TO BASICS – Recado a alguns candidatos autárquicos: mais vale estar calado que dizer asneiras.

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PÚBLICO E PRIVADO

TV - Nos Estados Unidos desenvolve-se uma polémica sobre o sentido da existência da PBS, a Corporation For Public Broadcasting. Quando a PBS surgiu nos anos 60 existiam três grandes networks nacionais, hoje a realidade é a existência naquele país de cerca de 500 canais de cabo com expressão, alguns dos quais têm programação que rivaliza em interesse público com a PBS. Nessas condições, porquê atribuir 400 milhões de dólares por ano de fundos federais atribuídos pelo Congresso à PBS? – esta é a pergunta que começa a ganhar peso e que levou mesmo a uma tentativa, não conseguida, de redução de 25% deste montante por parte de uma comissão do Congresso. Os responsáveis da PBS têm argumentado que a inexistência de compromissos comerciais lhes tem permitido manter uma posição independente, quer na investigação de grandes temas, quer nos critérios de programação. Mais cedo ou mais tarde esta é a discussão que vai tocar os operadores públicos europeus.

PRODUÇÃO - Desde há muitos anos que a Califórnia é a central de produção de filmes norte-americanos e as finanças desse Estado têm beneficiado muito com a indústria audiovisual. Acontece que agora estão a perceber que cada vez que um filme é produzido noutro local, o prejuízo estadual é de milhões de dólares. O Governador da Califórnia, o actor Arnold Schwarzenegger pretende introduzir vantagens fiscais que tornem o seu Estado competitivo em relação ao Canadá e outros Estados norte-americanos onde os incentivos de natureza fiscal tornam a produção muito mais barata que na Califórnia. Querem um exemplo: na Louisiana o investimento privado em produção audiovisual passou de 12 m ilhões de dólares em 2002 para 330 milhões em 2004 depois de o Estado ter criado incentivos. Um estudo da Califórnia Film Commission mostra que além de perder receitas, o Estado perde empregos quando a produção de filmes e de programas de televisão se desloca para outros locais. O mesmo estudo mostra que um filme com um orçamento de 70 milhões de dólares contribui com 10 milhões em taxas e impostos para a riqueza do Estado e um episódio de uma série de ficção de uma hora para televisão, tipicamente com um orçamento de 2.2 milhões de dólares, gera 260 000 de receitas fiscais, A polémica é antiga e aplica-se a muitos lados. Porque é que em Portugal não há uma Film Commission? – a resposta é simples, o Ministério das Finanças nunca quis encarar incentivos fiscais. Só por curiosidade vão ver o que se passa na Irlanda.

EXECUTIVO - Governar não é fácil – que o digam os actuais governantes que no ano passado criticavam o que se passava com os incêndios e este ano se viram a braços com uma crise gigante. Estar na oposição a mandar bocas é sempre mais fácil que aplicar medidas que dêem resultados palpáveis. E já nem falo da comparação do tom dos media a analisar as acções dos governos sobre os incêndios em 2003, 2004 e 2005. Um finalista de comunicação bem que poderá fazer a sua tese sobre este assunto – vai ser giro de ler.

FOGOS - Começo a concordar com aqueles que dizem que o melhor será tornar integralmente públicos os meios de combates a incêndios. Há quem diga que o negócio à volta desses meios pode estar ligado ao surgimento de tanto incêndio não explicado. Pode parecer cruel mas nestas coisas revela-se o pior da natureza humana. E na dúvida o melhor é fazer como em Espanha - onde os meios privados já não existem. Não era pior fazer um estudo comparativo do que se passa na Europa nesta matéria e também nas responsabilidades inerentes à propriedade da terra. Começo também a concordar com o exemplo dos países do norte da Europa que fizeram alterações à lei da propriedade, permitindo expropriações de heranças não reclamadas nem tratadas, por forma a evitar a proliferação do mato.

IRRA - Não sei quem teve a ideia do slogan «Portugal Marca», mas certamente foi alguém que se distrai e aceitou perfilhar a mesma ideia que a Espanha usou há poucos anos para se promover. Eu até gosto de Espanha, não gosto é de cópias e de barretes. E esta campanha junta as duas coisas.

BOA IDEIA – As garrafas de 25 cl de Mateus Rose.

DÚVIDA – Existe relação entre Peseiro e Pézudo?

OUVIR – O CD da banda sonora de Six Feet Under com os Lamb, Stereo MC’s, PJ Harvey e a grande Peggy Lee, entre outros.

BACK TO BASICS – Recado a alguns candidatos autárquicos: mais vale estar calado que dizer asneiras.

agosto 21, 2005

NADA VAI FICAR COMO ERA

FUTEBOL NA TV – A Comissão Europeia avisou formalmente a Premier League britânica, formulando reservas sobre a forma como os direitos de transmissões televisivas estão a ser negociados. A autoridade reguladora europeia avisou a Liga que a partir de 2007 nenhuma estação pode ter mais que 50% das transmissões dos jogos. A BSkyB tem os direitos exclusivos da Liga há mais de uma década.

SOPRANOS – Os «Sopranos» vão ter uma série especial de oito episódios extra, que vai estrear nos Estados Unidos em Janeiro. A série normal de doze episódios, com estreia norte-americana prevista para Março do próximo ano. Esta táctica de uma série especial a anteceder a série normal foi pela primeira vez experimentada c om a série «Sex In The City». Em Portugal os «Sopranos» são exibidos na 2:.

LUCROS – A Alliance Atlantis Communications, empresa responsável pela distribuição de todas as séries da marca CSI, subiu os seus lucros do segundo trimestre deste ano para 10.7 milhões de dólares, comparados com os 3.2 milhões do período homólogo do ano anterior. Em Portugal a série pertence à SIC.

CHINA – A série norte-americana «Desperate Housewives» vai ser exibida na televisão chinesa no Outono deste ano. A estreia está prevista para uma televisão de Pequim, a CCTV-8, que foi comprada por uma empresa norte-americana, a Zone Vision.

NOVA TV – Finalmente está no ar a estação de televisão que conta entre os seus promotores com o ex-vice- presidente dos Estados Unidos, Al Gore. A Current TV propõe-se ser um ecrã aberto às colaborações de todos os que queiram participar numa nova forma de fazer televisão e o respectivo site, www.current.tv, é um dos mais perfeitos manuais de como se pode começar a pensar em produzir televisão com meios reduzidos. A Current Tv pretende dar espaço a uma nova forma de jornalismo, reportagens e programas, assegurados pelos espectadores e por pessoas interessadas em explorar esta nova forma de relacionamengto entre uma estação, quem a vê e quem a faz. É simplesmente aliciante e o site merece uma visita atenta.

OUVIR – Esta semana tirei a barriga de misérias em matéria de blues. Apetecia-me ter ido a Paredes de Coura ouvir os Pixies, como não conseguia encomendei da Amazon um original de John Mayall de 1968, o histórico, único e irresistível «Blues From The Laurel Canyon». Há uns 20 anos que não ouvia este disco – ainda tenho o original de vinil – mas senti-me fresco e saltitante quando recebi o CD esta semana. Foi um daqueles apetites súbitos que me levou à loja da Amazon para ter este disco que assinalou o fim dos Bluesbreakers e que foi gravado em apenas três semanas em no verão de 68. Todas as composições são de Mayall, que as descreve como uma «impressão musical de Los Angeles», e a acompanhá-lo e às suas teclas estão o grande Mick Taylor na guitarra, Stephen Thomson no baixo e Collin Allen na bateria.

POR CAUSA DAS COISAS –Há cerca de uns seis meses elogiei aqui nestas páginas o então novo disco dos Wray Gunn, «Eclesiastes 1.11», agora em vias de se tornar num ícone. Eles merecem. São de Coimbra e portugueses, têm caminhos cruzados com os Bellechese Hotel. Comprem o disco, é um dever patriótico. E um prazer garantido para quem goste de rock.

COMIDINHA - Hoje há petiscos, grelhados de peixe e de carne, simpatia no servir e ambiente descontraído. Tem batatas fritas honestas e saladas viçosas. Falo do Entre Copos, na linha de separação entre a Rua de Entre Campos e o Campo Pequeno, do lado deste último. Durante anos ali foi uma das mais simpáticas e calorosas tascas de Lisboa, hoje é um bom restaurante, com matéria prima de enaltecer. Bom para jantares arrastados em noites tépidas, obviamente em boa companhia. Rua de Entrecampos 11, telefone 217966638.

PRECONCEITO – Quantos jornalistas olham para a actuação deste Governo com o mesmo espírito crítico que tinham em relação ao anterior? Quantos olham para o que se passa em Israel, na retirada da faixa de Gaza, com o mesmo espírito com que olharam para incidentes fronteiriços há um ano atrás? O preconceito mata a notícia e arruína o jornalismo.

MONARQUIA – Até quando vão os monárquicos portugueses permitir que as suas ideias sejam politicamente assumidas pelo bando que tomou conta do PPM? Até quando vão permitir que autarcas e políticos façam alianças espúrias e inúteis com essa gente?

BACK TO BASICS – A memória não é curta; os princípios não são plasticina.

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NADA VAI FICAR COMO ERA

FUTEBOL NA TV – A Comissão Europeia avisou formalmente a Premier League britânica, formulando reservas sobre a forma como os direitos de transmissões televisivas estão a ser negociados. A autoridade reguladora europeia avisou a Liga que a partir de 2007 nenhuma estação pode ter mais que 50% das transmissões dos jogos. A BSkyB tem os direitos exclusivos da Liga há mais de uma década.

SOPRANOS – Os «Sopranos» vão ter uma série especial de oito episódios extra, que vai estrear nos Estados Unidos em Janeiro. A série normal de doze episódios, com estreia norte-americana prevista para Março do próximo ano. Esta táctica de uma série especial a anteceder a série normal foi pela primeira vez experimentada c om a série «Sex In The City». Em Portugal os «Sopranos» são exibidos na 2:.

LUCROS – A Alliance Atlantis Communications, empresa responsável pela distribuição de todas as séries da marca CSI, subiu os seus lucros do segundo trimestre deste ano para 10.7 milhões de dólares, comparados com os 3.2 milhões do período homólogo do ano anterior. Em Portugal a série pertence à SIC.

CHINA – A série norte-americana «Desperate Housewives» vai ser exibida na televisão chinesa no Outono deste ano. A estreia está prevista para uma televisão de Pequim, a CCTV-8, que foi comprada por uma empresa norte-americana, a Zone Vision.

NOVA TV – Finalmente está no ar a estação de televisão que conta entre os seus promotores com o ex-vice- presidente dos Estados Unidos, Al Gore. A Current TV propõe-se ser um ecrã aberto às colaborações de todos os que queiram participar numa nova forma de fazer televisão e o respectivo site, www.current.tv, é um dos mais perfeitos manuais de como se pode começar a pensar em produzir televisão com meios reduzidos. A Current Tv pretende dar espaço a uma nova forma de jornalismo, reportagens e programas, assegurados pelos espectadores e por pessoas interessadas em explorar esta nova forma de relacionamengto entre uma estação, quem a vê e quem a faz. É simplesmente aliciante e o site merece uma visita atenta.

OUVIR – Esta semana tirei a barriga de misérias em matéria de blues. Apetecia-me ter ido a Paredes de Coura ouvir os Pixies, como não conseguia encomendei da Amazon um original de John Mayall de 1968, o histórico, único e irresistível «Blues From The Laurel Canyon». Há uns 20 anos que não ouvia este disco – ainda tenho o original de vinil – mas senti-me fresco e saltitante quando recebi o CD esta semana. Foi um daqueles apetites súbitos que me levou à loja da Amazon para ter este disco que assinalou o fim dos Bluesbreakers e que foi gravado em apenas três semanas em no verão de 68. Todas as composições são de Mayall, que as descreve como uma «impressão musical de Los Angeles», e a acompanhá-lo e às suas teclas estão o grande Mick Taylor na guitarra, Stephen Thomson no baixo e Collin Allen na bateria.

POR CAUSA DAS COISAS –Há cerca de uns seis meses elogiei aqui nestas páginas o então novo disco dos Wray Gunn, «Eclesiastes 1.11», agora em vias de se tornar num ícone. Eles merecem. São de Coimbra e portugueses, têm caminhos cruzados com os Bellechese Hotel. Comprem o disco, é um dever patriótico. E um prazer garantido para quem goste de rock.

COMIDINHA - Hoje há petiscos, grelhados de peixe e de carne, simpatia no servir e ambiente descontraído. Tem batatas fritas honestas e saladas viçosas. Falo do Entre Copos, na linha de separação entre a Rua de Entre Campos e o Campo Pequeno, do lado deste último. Durante anos ali foi uma das mais simpáticas e calorosas tascas de Lisboa, hoje é um bom restaurante, com matéria prima de enaltecer. Bom para jantares arrastados em noites tépidas, obviamente em boa companhia. Rua de Entrecampos 11, telefone 217966638.

PRECONCEITO – Quantos jornalistas olham para a actuação deste Governo com o mesmo espírito crítico que tinham em relação ao anterior? Quantos olham para o que se passa em Israel, na retirada da faixa de Gaza, com o mesmo espírito com que olharam para incidentes fronteiriços há um ano atrás? O preconceito mata a notícia e arruína o jornalismo.

MONARQUIA – Até quando vão os monárquicos portugueses permitir que as suas ideias sejam politicamente assumidas pelo bando que tomou conta do PPM? Até quando vão permitir que autarcas e políticos façam alianças espúrias e inúteis com essa gente?

BACK TO BASICS – A memória não é curta; os princípios não são plasticina.

agosto 16, 2005

GAZA
Será que todos os comentadores de esquerda estão de férias ou a falta dos seus comentários sobre a retirada israelita da faixa de Gaza deve-se a qualquer outra coisa?

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GAZA
Será que todos os comentadores de esquerda estão de férias ou a falta dos seus comentários sobre a retirada israelita da faixa de Gaza deve-se a qualquer outra coisa?
TUGA – Mais um êxito de origem nacional: um site de imagens fotográficas, enviadas de todo o mundo, com custos de utilização baixos, o www.gimmestock.com foi idealizado, programado e desenvolvido por portugueses e o seu banco de imagens, já com mais de 10 000 fotografias, está dividido em secções como arquitectura, cidades, natureza, objectos, pessoas, texturas, tecnologia, transportes e alimentos. Este trabalho já se tornou notado pela revista Design How e tem referências no seu site, howdesign.com e na respectiva newsletter electrónica. Agências de publicidade e ateliers gráficos independentes são alguns dos destinatários aí recomendados para este gimmestock.com. Visitem a página e vejam como continua a haver espírito criativo por estas bandas.


NATUREZA - «March Of The Penguins», um documentário da National Geographic, está em exibição em cerca de duas mil salas de cinema dos Estados Unidos e as receitas de bilheteira já colocaram esta produção no segundo lugar dos documentários mais vistos, logo a seguir a «Fahrenheit 9/11» de Michael Moore. Este épico da vida animal, filmado na Antártida, destronou o anterior nº2, outro filme de Moore, «Bowling For Columbine».

TELENOVELAS – A Sony Pictures Television International tornou-se líder da produção de telenovelas na Rússia, e obteve já sucesso com «Poor Anastasia», «Dear Marsha» e «Talisman Of Love», com mais de uma centena de episódios cada. Os guiões são escritos por uma equipa mista de russos e americanos que comunicam pela net e garantem cinco episódios por semana.

A MILHAS - A cadeia de televisão norte-americana ABC vai passar a oferecer aos utilizadores de telemóveis conteúdo inédito de séries como «Alias». Melodias de toques, imagens gráficas e segmentos de texto para SMS são as ofertas iniciais que a ABC fará através da Proteus, um fornecedor de conteúdos para telefones móveis. O objectivo é possibilitar aos utilizadores que personalizem os telemóveis de acordo com os seus programas favoritos da ABC.

SINAIS – Os jogos de vídeo são responsáveis por um decréscimo do tempo gasto pelos norte-americanos frente à televisão: das 18 horas por semana em 2004, o valor passou para 16 horas em 2005, uma redução de 11 por cento. De acordo com o estudo da «Digital Gaming In America», nos Estados Unidos existem cerca de 76 milhões de pessoas que regularmente fazem vídeo-jogos .

PARA VER E OUVIR – O realizador Jonathan Demme vai filmar um documentário baseado em dois concertos de Neil Young em Nashville que têm lugar nos dias 18 e 19 de Agosto. Sob a forma de um documentário, o filme terá o mesmo nome que o próximo álbum de inéditos de Young , «Prairie Wind», que será lançado dia 19 de Setembro. Devo aqui fazer uma declaração de interesse: para mim, Young, 59 anos, é um dos nomes maiores da música e Demme foi o responsável por filmes como «The Silence Of The Lambs» ou «Philadelphia» e pela gravação de concertos como «Stop Making Sense», dos Talking Heads.

COMIDINHA – Pois experimente ir pela Marginal até Paço de Arcos e entre no desvio que dá acesso à estação dos comboios. Há-de chegar à Rua Costa Pinto, uma rua de restaurantes. Logo no início, lado esquerdo, tem a Casa do Dízimo. Depois, tem O Carula, a seguir Os Arcos, um pouco para cima a Casa Gallega e num terraço fronteiro um belo restaurante italiano, simples e muito simpático. Mas o que hoje nos interessa é mesmo O Carula, no nº 39 dessa rua. É uma sala ampla, que termina numa parede de vidro, com vista sobre o mar. o serviço é simpático, a garrafeira é razoável, a qualidade do peixe é primorosa e a habilidade de quem maneja a grelha igualmente. Para entreter tem uma bela salada de polvo, que é de chorar por mais. Mas é nos peixes grelhados que a casa se faz notada e é por eles que vale a pena ir lá. Muito boa relação qualidade-preço. Encerra às quartas para o jantar, telefone 21 443 22 06.

BACK TO BASICS – «Com o presidente que tem, o governo de Lula só poderia dar no que deu. Ele é despreparado e leviano. (…) Nesta crise, ele mostrou que é capaz de fazer qualquer coisa para não fazer nada.» - Marcos Sá Correa, jornalista (retirado do site brasileiro «No Mínimo», uma exemplar recolha de textos, reportagens e opiniões).

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TUGA – Mais um êxito de origem nacional: um site de imagens fotográficas, enviadas de todo o mundo, com custos de utilização baixos, o www.gimmestock.com foi idealizado, programado e desenvolvido por portugueses e o seu banco de imagens, já com mais de 10 000 fotografias, está dividido em secções como arquitectura, cidades, natureza, objectos, pessoas, texturas, tecnologia, transportes e alimentos. Este trabalho já se tornou notado pela revista Design How e tem referências no seu site, howdesign.com e na respectiva newsletter electrónica. Agências de publicidade e ateliers gráficos independentes são alguns dos destinatários aí recomendados para este gimmestock.com. Visitem a página e vejam como continua a haver espírito criativo por estas bandas.


NATUREZA - «March Of The Penguins», um documentário da National Geographic, está em exibição em cerca de duas mil salas de cinema dos Estados Unidos e as receitas de bilheteira já colocaram esta produção no segundo lugar dos documentários mais vistos, logo a seguir a «Fahrenheit 9/11» de Michael Moore. Este épico da vida animal, filmado na Antártida, destronou o anterior nº2, outro filme de Moore, «Bowling For Columbine».

TELENOVELAS – A Sony Pictures Television International tornou-se líder da produção de telenovelas na Rússia, e obteve já sucesso com «Poor Anastasia», «Dear Marsha» e «Talisman Of Love», com mais de uma centena de episódios cada. Os guiões são escritos por uma equipa mista de russos e americanos que comunicam pela net e garantem cinco episódios por semana.

A MILHAS - A cadeia de televisão norte-americana ABC vai passar a oferecer aos utilizadores de telemóveis conteúdo inédito de séries como «Alias». Melodias de toques, imagens gráficas e segmentos de texto para SMS são as ofertas iniciais que a ABC fará através da Proteus, um fornecedor de conteúdos para telefones móveis. O objectivo é possibilitar aos utilizadores que personalizem os telemóveis de acordo com os seus programas favoritos da ABC.

SINAIS – Os jogos de vídeo são responsáveis por um decréscimo do tempo gasto pelos norte-americanos frente à televisão: das 18 horas por semana em 2004, o valor passou para 16 horas em 2005, uma redução de 11 por cento. De acordo com o estudo da «Digital Gaming In America», nos Estados Unidos existem cerca de 76 milhões de pessoas que regularmente fazem vídeo-jogos .

PARA VER E OUVIR – O realizador Jonathan Demme vai filmar um documentário baseado em dois concertos de Neil Young em Nashville que têm lugar nos dias 18 e 19 de Agosto. Sob a forma de um documentário, o filme terá o mesmo nome que o próximo álbum de inéditos de Young , «Prairie Wind», que será lançado dia 19 de Setembro. Devo aqui fazer uma declaração de interesse: para mim, Young, 59 anos, é um dos nomes maiores da música e Demme foi o responsável por filmes como «The Silence Of The Lambs» ou «Philadelphia» e pela gravação de concertos como «Stop Making Sense», dos Talking Heads.

COMIDINHA – Pois experimente ir pela Marginal até Paço de Arcos e entre no desvio que dá acesso à estação dos comboios. Há-de chegar à Rua Costa Pinto, uma rua de restaurantes. Logo no início, lado esquerdo, tem a Casa do Dízimo. Depois, tem O Carula, a seguir Os Arcos, um pouco para cima a Casa Gallega e num terraço fronteiro um belo restaurante italiano, simples e muito simpático. Mas o que hoje nos interessa é mesmo O Carula, no nº 39 dessa rua. É uma sala ampla, que termina numa parede de vidro, com vista sobre o mar. o serviço é simpático, a garrafeira é razoável, a qualidade do peixe é primorosa e a habilidade de quem maneja a grelha igualmente. Para entreter tem uma bela salada de polvo, que é de chorar por mais. Mas é nos peixes grelhados que a casa se faz notada e é por eles que vale a pena ir lá. Muito boa relação qualidade-preço. Encerra às quartas para o jantar, telefone 21 443 22 06.

BACK TO BASICS – «Com o presidente que tem, o governo de Lula só poderia dar no que deu. Ele é despreparado e leviano. (…) Nesta crise, ele mostrou que é capaz de fazer qualquer coisa para não fazer nada.» - Marcos Sá Correa, jornalista (retirado do site brasileiro «No Mínimo», uma exemplar recolha de textos, reportagens e opiniões).