setembro 15, 2003

RADICAL CHIC
Anne Applebaum escreveu um interessante artigo para o «Washington Post» há uns dias atrás, a propósito dos protestos anti~globalização ocorridos na cimeira de Cancun. Mas as notas de Applebaum não se ficam por aí: ela procura paralelos com outras situações e introduz mesmo alguns dados interessantes, nomeadamente o surgimento nos últimos tempos de uma série de novos pensadores de direita, como o sueco Johan Norberg, um ex-anarquista que escreveu «In Defense Of Global Capitalism», uma obra que está em vias de se tornar um pequeno êxito internacional. Reparem no que diz Applebaum: Although there will be anti-globalizers in Cancun, the cutting edge has shifted -- and not a moment too soon. In a perverse way, the movement has in recent years provided a cushion for those politicians -- European, American, Japanese and developing world alike -- who drag their feet about opening markets. Maybe now, if the young, the hip and the free-thinking start pushing the other way, the ministers in their suits will be forced to listen too.
. Se querem ler o artigo inteiro vão aqui. E já agora espreitem o site de Applebaum.

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RADICAL CHIC

Anne Applebaum escreveu um interessante artigo para o «Washington Post» há uns dias atrás, a propósito dos protestos anti~globalização ocorridos na cimeira de Cancun. Mas as notas de Applebaum não se ficam por aí: ela procura paralelos com outras situações e introduz mesmo alguns dados interessantes, nomeadamente o surgimento nos últimos tempos de uma série de novos pensadores de direita, como o sueco Johan Norberg, um ex-anarquista que escreveu «In Defense Of Global Capitalism», uma obra que está em vias de se tornar um pequeno êxito internacional. Reparem no que diz Applebaum: Although there will be anti-globalizers in Cancun, the cutting edge has shifted -- and not a moment too soon. In a perverse way, the movement has in recent years provided a cushion for those politicians -- European, American, Japanese and developing world alike -- who drag their feet about opening markets. Maybe now, if the young, the hip and the free-thinking start pushing the other way, the ministers in their suits will be forced to listen too.

. Se querem ler o artigo inteiro vão aqui. E já agora espreitem o site de Applebaum.
A ARTE DO INSULTO
Insultar alguém como deve ser pode ser uma arte - pelo menos é essa a tese defendida por Eric Gibson no «Wall Street Journal», que evoca alguns antecedentes históricos: Disraeli said of Robert Peel that he was like a poker except that "a poker gives off occasional signs of warmth." In the 1980s, Labour leader Michael Foot labeled Thatcher aide Norman Tebbit "a semi-housetrained polecat." Labour's Denis Healey said the experience of being attacked by the mild-mannered cabinet minister Geoffrey Howe was "like being savaged by a dead sheep.". Se querem ler mais sobre a arte do insulto na política leiam este artigo.

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A ARTE DO INSULTO

Insultar alguém como deve ser pode ser uma arte - pelo menos é essa a tese defendida por Eric Gibson no «Wall Street Journal», que evoca alguns antecedentes históricos: Disraeli said of Robert Peel that he was like a poker except that "a poker gives off occasional signs of warmth." In the 1980s, Labour leader Michael Foot labeled Thatcher aide Norman Tebbit "a semi-housetrained polecat." Labour's Denis Healey said the experience of being attacked by the mild-mannered cabinet minister Geoffrey Howe was "like being savaged by a dead sheep.". Se querem ler mais sobre a arte do insulto na política leiam este artigo.

setembro 14, 2003

CANÇÕES
As grandes canções são como short-stories que davam grandes filmes. Mas a maior parte das boas canções acaba por ficar como bandas sonoras de momentos das nossas vidas. Únicos. Pego no alfabeto e de entre as que começam por C, lembro-me de «Come On Eileen», dos Dexys Midnight Runners.

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CANÇÕES

As grandes canções são como short-stories que davam grandes filmes. Mas a maior parte das boas canções acaba por ficar como bandas sonoras de momentos das nossas vidas. Únicos. Pego no alfabeto e de entre as que começam por C, lembro-me de «Come On Eileen», dos Dexys Midnight Runners.
SERRA
Gosto da serra, de poder ver a vastidão do horizonte, de sentir que não é tudo igual, de ver o recorte da montanha. Estou sentado no jardim a meditar nas vantagens de hoje em dia poder ver mails em qualquer lado e mandá-los de qualquer lado. E escrever isto ao mesmo tempo. Eu sei que parece pateta, mas é um progresso enorme, o poder saber o que se passa, sentir o que nos toca, mostrar o que queremos.

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SERRA

Gosto da serra, de poder ver a vastidão do horizonte, de sentir que não é tudo igual, de ver o recorte da montanha. Estou sentado no jardim a meditar nas vantagens de hoje em dia poder ver mails em qualquer lado e mandá-los de qualquer lado. E escrever isto ao mesmo tempo. Eu sei que parece pateta, mas é um progresso enorme, o poder saber o que se passa, sentir o que nos toca, mostrar o que queremos.

setembro 13, 2003

REVISTA DE IMPRENSA
A rede de pedofilia domina toda a comunicação escrita. Existe uma dominante preocupante: a prevalência de rumores, a indicação de protagonistas com descrições precisas, as mais das vezes de uma forma excessivamente ligeira. O mais preocupante é o facto de se publicarem, na íntegra, escritos anónimos. Isto não é boa ideia. O boato e a especulação são as causas da decadência da imprensa portuguesa – mesmo quando vêm dentro de um saco de plástico.

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REVISTA DE IMPRENSA

A rede de pedofilia domina toda a comunicação escrita. Existe uma dominante preocupante: a prevalência de rumores, a indicação de protagonistas com descrições precisas, as mais das vezes de uma forma excessivamente ligeira. O mais preocupante é o facto de se publicarem, na íntegra, escritos anónimos. Isto não é boa ideia. O boato e a especulação são as causas da decadência da imprensa portuguesa – mesmo quando vêm dentro de um saco de plástico.



Sentir
Este post é para ti. Sabes bem porquê.

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Sentir

Este post é para ti. Sabes bem porquê.

setembro 12, 2003

PONTO
O debate de ontem, na SIC Notícias, entre Pacheco Pereira e Mário Soares mostrou o que acontece a quem persiste em querer manter-se em cena para além do razoável. Mário Soares, que ajudou a consolidar a liberdade em que vivemos, não merece ser recordado por uma geração inteira que o não viu em 1975 ou na década de 80, com base na imagem que ontem dele passou.

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PONTO

O debate de ontem, na SIC Notícias, entre Pacheco Pereira e Mário Soares mostrou o que acontece a quem persiste em querer manter-se em cena para além do razoável. Mário Soares, que ajudou a consolidar a liberdade em que vivemos, não merece ser recordado por uma geração inteira que o não viu em 1975 ou na década de 80, com base na imagem que ontem dele passou.
ESQUINA EM PAPEL
Porque hoje é sexta, a «Esquina» tem a sua edição impressa, no suplemento «Privado» do «Jornal de Negócios».
Excertos:
COISAS PARA MUDAR
Com o correr do tempo há coisas que se vão instalando nas nossas vidas e que se dão por adquiridas e algumas por imutáveis. Gosto de encarar tudo como transitório. Fica-se mais à vontade para manter o espírito aberto à mudança. No mundo da comunicação, que é o meu há mais de duas décadas, a mudança faz parte da profissão: ou seja, editar implica escolher, alterar, ver o que correu mal e corrigir. Cedo aprendi que os jornais que aparentemente nunca mudam são de facto os que fazem permanentes ajustes de pormenor. Editar, programar, é um acto permanente, é uma avaliação constante, é um exercício lento, que se vai desenrolando. Nesta matéria certezas devem ser deixadas de lado, pura e simplesmente não existem.
...

TEMPO PARA MUDAR
Há uns anos o Governo do PS decidiu desajustar a nossa hora em relação à da Europa. Como resultado começamos a trabalhar de facto uma hora depois de toda a gente, perdemos tempo nos contactos, ao longo do dia o desacerto vai-se fazendo notar ainda mais. Pior, quando precisamos de ir a outro país, em grande parte dos casos precisamos de ir de véspera sempre que passamos para lá dos Pirinéus. Para fazer uma reunião no centro da Europa gastam-se quase três dias em vez de um ou dois. Amigos meus que percebem do assunto dizem-me que isto é um dos factores que reduz a nossa competitividade na Europa e por tudo o que vejo palpita-me que têm razão. Acho que fazia sentido um dia destes voltarmos à nossa hora antiga, aproximarmo-nos mais do ritmo do resto da Europa.

...

SEMANA PARA EXPERIMENTAR
Experimentar também é mudar, é descobrir coisas novas. Desde a fundação, é essa a vocação da experimentadesign. Para a semana arranca a edição deste ano, mais precisamente quarta dia 17. Um pouco por toda a cidade a Experimenta mostra como alguns sítios podem mudar, desde o velho edifício do «Record» no Bairro Alto, até ao cinema S.Jorge, que finalmente vai ganhar uma vocação – precisamente porque aceitou mudar, porque saíu do dogma. Sigam o programa da Experimenta. Vai valer a pena.

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ESQUINA EM PAPEL

Porque hoje é sexta, a «Esquina» tem a sua edição impressa, no suplemento «Privado» do «Jornal de Negócios».

Excertos:

COISAS PARA MUDAR

Com o correr do tempo há coisas que se vão instalando nas nossas vidas e que se dão por adquiridas e algumas por imutáveis. Gosto de encarar tudo como transitório. Fica-se mais à vontade para manter o espírito aberto à mudança. No mundo da comunicação, que é o meu há mais de duas décadas, a mudança faz parte da profissão: ou seja, editar implica escolher, alterar, ver o que correu mal e corrigir. Cedo aprendi que os jornais que aparentemente nunca mudam são de facto os que fazem permanentes ajustes de pormenor. Editar, programar, é um acto permanente, é uma avaliação constante, é um exercício lento, que se vai desenrolando. Nesta matéria certezas devem ser deixadas de lado, pura e simplesmente não existem.

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TEMPO PARA MUDAR

Há uns anos o Governo do PS decidiu desajustar a nossa hora em relação à da Europa. Como resultado começamos a trabalhar de facto uma hora depois de toda a gente, perdemos tempo nos contactos, ao longo do dia o desacerto vai-se fazendo notar ainda mais. Pior, quando precisamos de ir a outro país, em grande parte dos casos precisamos de ir de véspera sempre que passamos para lá dos Pirinéus. Para fazer uma reunião no centro da Europa gastam-se quase três dias em vez de um ou dois. Amigos meus que percebem do assunto dizem-me que isto é um dos factores que reduz a nossa competitividade na Europa e por tudo o que vejo palpita-me que têm razão. Acho que fazia sentido um dia destes voltarmos à nossa hora antiga, aproximarmo-nos mais do ritmo do resto da Europa.



...



SEMANA PARA EXPERIMENTAR

Experimentar também é mudar, é descobrir coisas novas. Desde a fundação, é essa a vocação da experimentadesign. Para a semana arranca a edição deste ano, mais precisamente quarta dia 17. Um pouco por toda a cidade a Experimenta mostra como alguns sítios podem mudar, desde o velho edifício do «Record» no Bairro Alto, até ao cinema S.Jorge, que finalmente vai ganhar uma vocação – precisamente porque aceitou mudar, porque saíu do dogma. Sigam o programa da Experimenta. Vai valer a pena.



EXEMPLAR
Apesar de não ser um líder de vendas o diário britãnico «The Guardian» regista um êxito exemplar no domínio da sua operação na net, com uma capacidade de gerar visitantes que não pára de surpreender. Vejam a história aqui.

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EXEMPLAR

Apesar de não ser um líder de vendas o diário britãnico «The Guardian» regista um êxito exemplar no domínio da sua operação na net, com uma capacidade de gerar visitantes que não pára de surpreender. Vejam a história aqui.
CURIOSO
Em França vai uma pequena guerra entre a revista Telerama, a TV Guia lá do sítio, e a revista Inrockuptibles, um dos mais interessantes produtos editoriais europeus dos últimos anos. O Libération relata o sucedido.

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CURIOSO

Em França vai uma pequena guerra entre a revista Telerama, a TV Guia lá do sítio, e a revista Inrockuptibles, um dos mais interessantes produtos editoriais europeus dos últimos anos. O Libération relata o sucedido.
MUITO INTERESSANTE
Bom artigo o da revista The Economist, sobre as medidas tomadas nos Estados Unidos a propósito da concentração dos média. Excerto: The new rules, detailed in July, finally acknowledge the extra competition. They relax, in modest ways, some of the earlier restrictions. For example, America's four-biggest television networks are allowed to own stations whose broadcasts can reach 45% of the national audience, up from 35%. Within some local markets, some firms will be able to own three TV broadcasters instead of two. In most markets, media firms will be able to own both a TV station and a newspaper, lifting a blanket ban, although other restrictions will remain. The overall approach seems rather too cautious (the national-ownership cap would remain highly restrictive), but somewhat principled and likely at least to withstand scrutiny from the courts.
Há um outro artigo da mesma revista, sobre o mesmo tema, que também merece ser lido, este mais informativo.

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MUITO INTERESSANTE

Bom artigo o da revista The Economist, sobre as medidas tomadas nos Estados Unidos a propósito da concentração dos média. Excerto: The new rules, detailed in July, finally acknowledge the extra competition. They relax, in modest ways, some of the earlier restrictions. For example, America's four-biggest television networks are allowed to own stations whose broadcasts can reach 45% of the national audience, up from 35%. Within some local markets, some firms will be able to own three TV broadcasters instead of two. In most markets, media firms will be able to own both a TV station and a newspaper, lifting a blanket ban, although other restrictions will remain. The overall approach seems rather too cautious (the national-ownership cap would remain highly restrictive), but somewhat principled and likely at least to withstand scrutiny from the courts.

Há um outro artigo da mesma revista, sobre o mesmo tema, que também merece ser lido, este mais informativo.

setembro 11, 2003

11 DE SETEMBRO
HOJE, POEMAS

A edição desta semana da New Yorker publica um poema de Deborah Garrison, uma ex-jornalista da revista que se tornou na editora de poesia da Pantheon Books e da Alfred A. Knopf, uma das grandes casas de edição livreira dos Estados Unidos. Garrison é a autora de “A Working Girl Can’t Win and Other Poems.”Para a New Yorker escreveu «September Poem». Podem ainda ler outros poemas inspirados no atentado de 11 de Setembro numa secção que a New Yorker disponibiliza aqui.
Na mesma edição Garrison tem uma entrevista intitulada To Go On And Live.
Os artigos da revista sobre o atentado de 11 de Setembro e as suas consequências estão agrupados aqui no no arquivo da New Yorker.

September Poem
Deborah Garrison


Now can I say?
On that blackest day,


When I learned of
The uncountable, the hellbent obscenity,


I felt, with shame, a seed in me,
Powerful and inarticulate:


I wanted to be pregnant.
Women in the street flowing toward


Home, dazed with grief, and my daze
Admixed with jealous awe, I wondered


If they were,
Or wished for it, too,


To be full, to be forming,
To be giving our blood’s food


To the yet to be.
To feel the warp of morning’s


Hormonal chucking, the stutter kiss
Of first movement. At first,


The idea of sex a further horror:
To take pleasure in a collision


Of bodies was vile, self-centered, too lush.
But the pushy, ennobling pulse


Of the ordinary won’t halt
For good taste. Or knows nothing of tragedy.


Thus. Today I have a boy
A week old. Blessed surplus:


A third child.
Have you heard mothers,


Matter of fact, call the third
The insurance policy?


That wasn’t why.
And not because when so many people


Die we want, crudely pining,
To replace them with more people.


But for the wild, heaven-grazing
Pleasure and pain of the arrival.


The small head crushed and melony
After a journey


Out. Sheer cliff
Of the first day, flat in bed, gut-empty,


Ringed by memories and sharp cries.
Sharp bliss in proximity to the roundness,


The globe already a-spin, particular,
Of a whole new life.


Which might in any case
End in towering sorrow.

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11 DE SETEMBRO

HOJE, POEMAS



A edição desta semana da New Yorker publica um poema de Deborah Garrison, uma ex-jornalista da revista que se tornou na editora de poesia da Pantheon Books e da Alfred A. Knopf, uma das grandes casas de edição livreira dos Estados Unidos. Garrison é a autora de “A Working Girl Can’t Win and Other Poems.”Para a New Yorker escreveu «September Poem». Podem ainda ler outros poemas inspirados no atentado de 11 de Setembro numa secção que a New Yorker disponibiliza aqui.

Na mesma edição Garrison tem uma entrevista intitulada To Go On And Live.

Os artigos da revista sobre o atentado de 11 de Setembro e as suas consequências estão agrupados aqui no no arquivo da New Yorker.



September Poem

Deborah Garrison





Now can I say?

On that blackest day,





When I learned of

The uncountable, the hellbent obscenity,





I felt, with shame, a seed in me,

Powerful and inarticulate:





I wanted to be pregnant.

Women in the street flowing toward





Home, dazed with grief, and my daze

Admixed with jealous awe, I wondered





If they were,

Or wished for it, too,





To be full, to be forming,

To be giving our blood’s food





To the yet to be.

To feel the warp of morning’s





Hormonal chucking, the stutter kiss

Of first movement. At first,





The idea of sex a further horror:

To take pleasure in a collision





Of bodies was vile, self-centered, too lush.

But the pushy, ennobling pulse





Of the ordinary won’t halt

For good taste. Or knows nothing of tragedy.





Thus. Today I have a boy

A week old. Blessed surplus:





A third child.

Have you heard mothers,





Matter of fact, call the third

The insurance policy?





That wasn’t why.

And not because when so many people





Die we want, crudely pining,

To replace them with more people.





But for the wild, heaven-grazing

Pleasure and pain of the arrival.





The small head crushed and melony

After a journey





Out. Sheer cliff

Of the first day, flat in bed, gut-empty,





Ringed by memories and sharp cries.

Sharp bliss in proximity to the roundness,





The globe already a-spin, particular,

Of a whole new life.





Which might in any case

End in towering sorrow.



NOTÍCIAS DO CABO
Nos Estados Unidos a Federal Communications Commission emitiu novas recomendações sobre a distribuição de sinal digital através de redes de cabo. Uma delas prescinde das set-top boxes. Leia mais na Wired.

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NOTÍCIAS DO CABO

Nos Estados Unidos a Federal Communications Commission emitiu novas recomendações sobre a distribuição de sinal digital através de redes de cabo. Uma delas prescinde das set-top boxes. Leia mais na Wired.
MODERNO
Descubram esta revista.

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MODERNO

Descubram esta revista.
PREFABRICADOS
Não torçam o nariz à ideia de casas prefabricadas. Nos últimos tempos uma série de bons arquitectos internacionais tem trabalhado no assunto. Protótipos e modelos em comercializaçãoo, muitas vezes surpreendentes, podem ser vistos em fabprefab.com. Há várias secções que merecem ser exploradas, com muitas imagens de casas surpreendentes, até as feitas a partir de contentores de carga. Razõeses de ser do local: There is an eager market segment that desires to build and own a modernist dwelling, but cannot afford to commission a custom-designed solution. While kit or prefab homes are available in a range of either "traditional" or "alternative" forms, surprisingly few prefab homes exist that truly embrace modernist ideals. Predominant mass-market housing programs such as project homes or tract housing largely fail to meet the desires of people who appreciate a modernist design aesthetic.

At fabprefab we believe the market is ready for a "Model-T" modernist prefab dwelling. While the one-size-fits-all kit-house might seem anathema to some architects who are trained to respond uniquely to the needs of each client, site and climate, we believe an affordable pre-configured modernist structure will be embraced by the market and will open new opportunities for modernist dwellings that are more flexible or modular in configuration.

While architects are clearly interested in exploring the use of prefabrication methods in design and construction, this is only one piece of the puzzle. Marketing a turn-key prefab dwelling is as much about understanding a business model as being able to design a structure. “Commercialization� is traditionally the domain of developers rather than design professionals. So who will successfully bring these prefab projects to market? While we doubt that modernist prefab will ever be mainstream, as long as the design is expected to "sell itself", modernist prefab will remain a niche domain.

Our goal at fabprefab is to provide a forum for exploring developments in the modernist prefab marketplace. Community stakeholders include, amongst others, prospective owners, architects/designers, builders/contractors, suppliers, developers, city planners, lenders, insurers and various commentators.

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PREFABRICADOS

Não torçam o nariz à ideia de casas prefabricadas. Nos últimos tempos uma série de bons arquitectos internacionais tem trabalhado no assunto. Protótipos e modelos em comercializaçãoo, muitas vezes surpreendentes, podem ser vistos em fabprefab.com. Há várias secções que merecem ser exploradas, com muitas imagens de casas surpreendentes, até as feitas a partir de contentores de carga. Razõeses de ser do local: There is an eager market segment that desires to build and own a modernist dwelling, but cannot afford to commission a custom-designed solution. While kit or prefab homes are available in a range of either "traditional" or "alternative" forms, surprisingly few prefab homes exist that truly embrace modernist ideals. Predominant mass-market housing programs such as project homes or tract housing largely fail to meet the desires of people who appreciate a modernist design aesthetic.



At fabprefab we believe the market is ready for a "Model-T" modernist prefab dwelling. While the one-size-fits-all kit-house might seem anathema to some architects who are trained to respond uniquely to the needs of each client, site and climate, we believe an affordable pre-configured modernist structure will be embraced by the market and will open new opportunities for modernist dwellings that are more flexible or modular in configuration.



While architects are clearly interested in exploring the use of prefabrication methods in design and construction, this is only one piece of the puzzle. Marketing a turn-key prefab dwelling is as much about understanding a business model as being able to design a structure. “Commercialization� is traditionally the domain of developers rather than design professionals. So who will successfully bring these prefab projects to market? While we doubt that modernist prefab will ever be mainstream, as long as the design is expected to "sell itself", modernist prefab will remain a niche domain.



Our goal at fabprefab is to provide a forum for exploring developments in the modernist prefab marketplace. Community stakeholders include, amongst others, prospective owners, architects/designers, builders/contractors, suppliers, developers, city planners, lenders, insurers and various commentators.
UMBIGO
Às vezes existe a tentação de ficar a olhar para o umbigo. De achar que o nosso mundo é mais importante que o mundo dos outros. Que as nossas razões são melhores que as de quaisquer outros. Às vezes há quem ache que o mundo gira à sua volta. Nunca é verdade. Quem fica a olhar para o umbigo em vez de observar em seu redor acaba por se perder.

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UMBIGO

Às vezes existe a tentação de ficar a olhar para o umbigo. De achar que o nosso mundo é mais importante que o mundo dos outros. Que as nossas razões são melhores que as de quaisquer outros. Às vezes há quem ache que o mundo gira à sua volta. Nunca é verdade. Quem fica a olhar para o umbigo em vez de observar em seu redor acaba por se perder.

setembro 10, 2003

O CANTO DO BURACO NEGRO
Um buraco negro a 250 milhões de anos luz da Terra emite um som semelhante a uma melodia. Os astrónomos estão deliciados com a descoberta, reporta a Scientific American

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O CANTO DO BURACO NEGRO

Um buraco negro a 250 milhões de anos luz da Terra emite um som semelhante a uma melodia. Os astrónomos estão deliciados com a descoberta, reporta a Scientific American
ANTIGUIDADE INFORMÁTICA
Um dos modelos-culto da indústria de computadores, o Commodore 64, está a tornar-se numa peça de colecção. Um dos protótipos do modelo vai a leilão dentro em breve por bom dinheiro. Pormenores na Wired.

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ANTIGUIDADE INFORMÁTICA

Um dos modelos-culto da indústria de computadores, o Commodore 64, está a tornar-se numa peça de colecção. Um dos protótipos do modelo vai a leilão dentro em breve por bom dinheiro. Pormenores na Wired.
O MESMO TEMA NA WIRED
A Wired News também fala do mesmo assunto num artigo com links para sítios como a Electronic Frontier Foundation e a Future Of Music Coalition. Vale mesmo a pena dar uma vista de olhos por lá.

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O MESMO TEMA NA WIRED

A Wired News também fala do mesmo assunto num artigo com links para sítios como a Electronic Frontier Foundation e a Future Of Music Coalition. Vale mesmo a pena dar uma vista de olhos por lá.

PIRATARIA
A indústria discográfica está apostada numa guerra contra a pirataria e o The Economist faz o ponto da situação. Vou aqui abrir uma polémica: na realidade acho que a pirataria mata a música. Quando se copia ilegalmente um disco está a contribuir-se para que novos discos não sejam gravados, para que novos talentos não sejam descobertos, para que a música deixe de ser a espiral de novidade e ciratividade que tem sido nos últimos 50 anos. Eu sei que é simpático ter-se a canção de que se gosta sem a pagar. Mas é isso que vai reduzir o universo musical aos grandes nomes que já estão feitos. Já repararam como nos últimos dois anos se reduziu o número de novidades verdadeiramente interessantes, criativas, inovadoras: não é o talento que desapareceu, é o investimento na descoberta que foi a primeira coisa a ser cortada pelas discográficas. Mas é claro que é preciso mudar muita coisa, a começar pelo preço dos discos: a Universal anunciou os primeiros passos. A ver vamos no que dá.

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PIRATARIA

A indústria discográfica está apostada numa guerra contra a pirataria e o The Economist faz o ponto da situação. Vou aqui abrir uma polémica: na realidade acho que a pirataria mata a música. Quando se copia ilegalmente um disco está a contribuir-se para que novos discos não sejam gravados, para que novos talentos não sejam descobertos, para que a música deixe de ser a espiral de novidade e ciratividade que tem sido nos últimos 50 anos. Eu sei que é simpático ter-se a canção de que se gosta sem a pagar. Mas é isso que vai reduzir o universo musical aos grandes nomes que já estão feitos. Já repararam como nos últimos dois anos se reduziu o número de novidades verdadeiramente interessantes, criativas, inovadoras: não é o talento que desapareceu, é o investimento na descoberta que foi a primeira coisa a ser cortada pelas discográficas. Mas é claro que é preciso mudar muita coisa, a começar pelo preço dos discos: a Universal anunciou os primeiros passos. A ver vamos no que dá.
NOVOS NEGÓCIOS
Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.

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NOVOS NEGÓCIOS

Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.

setembro 08, 2003

O NOVO GIGANTE DOS MEDIA
A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.

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O NOVO GIGANTE DOS MEDIA

A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.



O SEGREDO DE JOSEPHINE
O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.

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O SEGREDO DE JOSEPHINE

O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.
DEVE SER DELICIOSO
A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.

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DEVE SER DELICIOSO

A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.

setembro 07, 2003

SCONES
Hoje tive direito a prenda: um sorriso da minha neta, acompanhado por scones acabados de fazer pela minha filha. É isto que nos faz velhos. Ainda por cima os scones estão bons, coisa que me leva a pensar que a capacidade de evolução do ser humano é mesmo fantástica.

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SCONES

Hoje tive direito a prenda: um sorriso da minha neta, acompanhado por scones acabados de fazer pela minha filha. É isto que nos faz velhos. Ainda por cima os scones estão bons, coisa que me leva a pensar que a capacidade de evolução do ser humano é mesmo fantástica.

setembro 06, 2003

SOBRE OS CRITÉRIOS EDITORIAIS
Cito um post do Abrupto que me parece ser uma síntese perfeita sobre os critérios editoriais, as linhas editoriais e as falsas virgens que lançam gritinhos de isenção, isenção para poderem fazer os seus pensamentos por factos. Aqui vai o que Pacheco Pereira escreveu: Sem querer avançar, para já, muito mais na discussão , ela própria um pouco viciada, sobre se os órgãos de comunicação social portugueses são de "direita" ou "esquerda" , duas das mais ambíguas palavras correntes no nosso vocabulário, acrescentaria um ponto que deveria ter colocado previamente e que talvez ajudasse a arrumar o debate. É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada?

Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional.

Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais , é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial.

É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. Contrariamente ao que se pensa , isso não prejudica em nada o pluralismo, e só clarifica a relação com o leitor, ouvinte ou telespectador. A TSF, por exemplo, deveria tê-lo feito quando do conflito iraquiano, definindo editorialmente a sua posição contra a intervenção da coligação.

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SOBRE OS CRITÉRIOS EDITORIAIS

Cito um post do Abrupto que me parece ser uma síntese perfeita sobre os critérios editoriais, as linhas editoriais e as falsas virgens que lançam gritinhos de isenção, isenção para poderem fazer os seus pensamentos por factos. Aqui vai o que Pacheco Pereira escreveu: Sem querer avançar, para já, muito mais na discussão , ela própria um pouco viciada, sobre se os órgãos de comunicação social portugueses são de "direita" ou "esquerda" , duas das mais ambíguas palavras correntes no nosso vocabulário, acrescentaria um ponto que deveria ter colocado previamente e que talvez ajudasse a arrumar o debate. É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada?



Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional.



Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais , é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial.



É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. Contrariamente ao que se pensa , isso não prejudica em nada o pluralismo, e só clarifica a relação com o leitor, ouvinte ou telespectador. A TSF, por exemplo, deveria tê-lo feito quando do conflito iraquiano, definindo editorialmente a sua posição contra a intervenção da coligação.



PARA OS DEVOTOS DA APPLE
O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.

According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.

"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.

Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.

"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."

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PARA OS DEVOTOS DA APPLE

O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.



According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.



"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.



Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.



"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."



BERLUSCONI NA SPECTATOR
A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’

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BERLUSCONI NA SPECTATOR

A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’

JUPITER MAIS PERTO
A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.

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JUPITER MAIS PERTO

A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.



A ESQUINA IMPRESSA
Como acontece todas as sextas, a Esquina teve ontem a sua edição impressa. Citações:
MATERIAL DE COLECÇÃO
A edição especial 150 da «Grande Reportagem», que vai deixar de ser mensal e será semanal, distribuída com o «Diário de Notícias» e o «Jornal de Notícias», merece ser guardada. Neste número destaque para três artigos, melhor, três ensaios: de José Pacheco Pereira sobre a política; de Gonçalo Ribeiro Telles sobre a vida nas cidades; e de Pedro Mexia sobre a Cultura. São três textos brilhantes. Citações:
José Pacheco Pereira: «A democracia enfrenta vários perigos, tal como a nossa vida: o peso dos média, a abundância da televisão no quotidiano, o populismo, a ideologia vulgar, a ideia de uma «felicidade terrestre» banal, as perversões da cultura de massas».
Gonçalo Ribeiro Telles: «Acumulámos erros sobre erros, desde a campanha do trigo à ocupação florestal destinada à celulose e aos incêndios. As cidades transformaram-se em ruínas do presente. A beleza desapareceu das preocupações dos vários planos de urbanização».
Pedro Mexia: «Para quem imagine uma sociedade generalizadamente culta, o futuro continua uma desilusão. As massas querem, e quererão sempre, pão e circo, e as novas possibilidades tecnológicas trazem um circo infindável. A democratização da cultura que o futuro trará é uma democratização na possibilidade de acesso, e não no acesso efectivo».

MATERIAL ESCOLAR
A edição desta semana da «Newsweek» aponta objectos tecnológicos que, garante, são o desejo de qualquer adolescente neste regresso às aulas. A saber: uma caneta e bloco notas electrónico da Logitech (Logitech® io™ Personal Digital Pen, www.logitech.com) que permitem escrever, desenhar, rabiscar e depois descarregar tudo para o computador – cheira-me que os notepads vão ficar ameaçados por isto; o já conhecido telemóvel Nokia 3300, que vem com um leitor de MP3 e um rádio FM, além da habitual parafernália polifónica e colorida; e a nova guitarra EZ-EG da Yamaha que permite que mesmo surdos crónicos aprendam rapidamente a tocar acordes graças a um método de auto-instrução no braço da guitarra que indica com sensores luminosos o local onde os dedos devem ser colocados – um sonho tornado realidade. Quer-me parecer que até eu vou andar à procura da guitarra e da caneta.

MATERIAL DE COZINHA
Na semana passada ofereceram-me um novo wok, uma daquelas caçarolas orientais, muito côncavas, que pela sua forma ajudam a tornar muito fácil a tarefa de misturar ingredientes ao mesmo tempo que se cozinham. O meu wok é lindíssimo, da Bodum, e tive ocasião de o experimentar com grande êxito logo no dia em que o desembrulhei. Já cá tinha literatura sobre o assunto, mas na FNAC do Chiado encontrei um precioso guia que aqui devo recomendar: «Cuisine Au Wok», um guia de receitas editado pela Hachette, da colecção «Petits Pratiques Cuisine».

Hoje a banda sonora da escrita da Esquina foi o CD « A Jazzar No Cinema Português» da Zé Eduardo Unit.

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A ESQUINA IMPRESSA

Como acontece todas as sextas, a Esquina teve ontem a sua edição impressa. Citações:

MATERIAL DE COLECÇÃO

A edição especial 150 da «Grande Reportagem», que vai deixar de ser mensal e será semanal, distribuída com o «Diário de Notícias» e o «Jornal de Notícias», merece ser guardada. Neste número destaque para três artigos, melhor, três ensaios: de José Pacheco Pereira sobre a política; de Gonçalo Ribeiro Telles sobre a vida nas cidades; e de Pedro Mexia sobre a Cultura. São três textos brilhantes. Citações:

José Pacheco Pereira: «A democracia enfrenta vários perigos, tal como a nossa vida: o peso dos média, a abundância da televisão no quotidiano, o populismo, a ideologia vulgar, a ideia de uma «felicidade terrestre» banal, as perversões da cultura de massas».

Gonçalo Ribeiro Telles: «Acumulámos erros sobre erros, desde a campanha do trigo à ocupação florestal destinada à celulose e aos incêndios. As cidades transformaram-se em ruínas do presente. A beleza desapareceu das preocupações dos vários planos de urbanização».

Pedro Mexia: «Para quem imagine uma sociedade generalizadamente culta, o futuro continua uma desilusão. As massas querem, e quererão sempre, pão e circo, e as novas possibilidades tecnológicas trazem um circo infindável. A democratização da cultura que o futuro trará é uma democratização na possibilidade de acesso, e não no acesso efectivo».



MATERIAL ESCOLAR

A edição desta semana da «Newsweek» aponta objectos tecnológicos que, garante, são o desejo de qualquer adolescente neste regresso às aulas. A saber: uma caneta e bloco notas electrónico da Logitech (Logitech® io™ Personal Digital Pen, www.logitech.com) que permitem escrever, desenhar, rabiscar e depois descarregar tudo para o computador – cheira-me que os notepads vão ficar ameaçados por isto; o já conhecido telemóvel Nokia 3300, que vem com um leitor de MP3 e um rádio FM, além da habitual parafernália polifónica e colorida; e a nova guitarra EZ-EG da Yamaha que permite que mesmo surdos crónicos aprendam rapidamente a tocar acordes graças a um método de auto-instrução no braço da guitarra que indica com sensores luminosos o local onde os dedos devem ser colocados – um sonho tornado realidade. Quer-me parecer que até eu vou andar à procura da guitarra e da caneta.



MATERIAL DE COZINHA

Na semana passada ofereceram-me um novo wok, uma daquelas caçarolas orientais, muito côncavas, que pela sua forma ajudam a tornar muito fácil a tarefa de misturar ingredientes ao mesmo tempo que se cozinham. O meu wok é lindíssimo, da Bodum, e tive ocasião de o experimentar com grande êxito logo no dia em que o desembrulhei. Já cá tinha literatura sobre o assunto, mas na FNAC do Chiado encontrei um precioso guia que aqui devo recomendar: «Cuisine Au Wok», um guia de receitas editado pela Hachette, da colecção «Petits Pratiques Cuisine».



Hoje a banda sonora da escrita da Esquina foi o CD « A Jazzar No Cinema Português» da Zé Eduardo Unit.



A ESQUINA NA SIC NOTÍCIAS
Um post deste blog sobre a sensação que envolve quem começa a trabalhar na RTP foi citado por Mário Crespo na edição do Jornal das 10 da Sic Notícias da passada quinta-feira. Os blogs passam pois a ser matéria de consulta e citação. Aqui está uma boa notícia. Sendo íntimo, o que aqui se escreve é, por natureza, público. Por isso é normal que assim aconteça.
Ainda sobre a RTP: se a certa altura as opções não se tivessem desviado do sentido do que deve ser uma estação de serviço público, as coisas não tinham chegado onde chegaram. E chegou-se lá apesar de todas as normas e regulamentos internos, de todos os pesados processos burocráticos, o que é bem a evidência de que eles não existem para prevenir problemas, mas servem para os esconder e para diluir responsabilidades.

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A ESQUINA NA SIC NOTÍCIAS

Um post deste blog sobre a sensação que envolve quem começa a trabalhar na RTP foi citado por Mário Crespo na edição do Jornal das 10 da Sic Notícias da passada quinta-feira. Os blogs passam pois a ser matéria de consulta e citação. Aqui está uma boa notícia. Sendo íntimo, o que aqui se escreve é, por natureza, público. Por isso é normal que assim aconteça.

Ainda sobre a RTP: se a certa altura as opções não se tivessem desviado do sentido do que deve ser uma estação de serviço público, as coisas não tinham chegado onde chegaram. E chegou-se lá apesar de todas as normas e regulamentos internos, de todos os pesados processos burocráticos, o que é bem a evidência de que eles não existem para prevenir problemas, mas servem para os esconder e para diluir responsabilidades.

setembro 04, 2003

SONHO
Continuo a acreditar que em todas as coisas que fazemos tem de existir uma dimensão de sonho, um patamar de desafio, de inconformismo. Sem isto, nunca existe mudança.
O sentido da vida passa por isto, por ajudar a fazer um mundo novo e melhor, por cada um de nós não se demitir da sua responsabilidade, de se empenhar em causas colectivas.
Hoje, a única citação que deixo é de Alexandre O'Neill:
Quem? O Infinito? Diz-lhe que entre. Faz bem ao infinito estar entre a gente

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SONHO

Continuo a acreditar que em todas as coisas que fazemos tem de existir uma dimensão de sonho, um patamar de desafio, de inconformismo. Sem isto, nunca existe mudança.

O sentido da vida passa por isto, por ajudar a fazer um mundo novo e melhor, por cada um de nós não se demitir da sua responsabilidade, de se empenhar em causas colectivas.

Hoje, a única citação que deixo é de Alexandre O'Neill:

Quem? O Infinito? Diz-lhe que entre. Faz bem ao infinito estar entre a gente

setembro 03, 2003

COUNTDOWN
Hoje sinto-me como o astronauta dentro do vai-vem espacial, no momento em que começa a contagem regressiva para o lançamento. O lançamento de que falo é o do novo canal 2, sobre o qual tenho lido tantas incorrecções e mentiras que nem vale a pena comentar - resta esperar que o tempo esclareça os factos. À medida que os dias foram passando ficou muito claro quem é que tem por objectivo principal evitar que alguma coisa mude e quem está genuinamente interessado em fazer a experiência de um canal de televisão que não tenha os olhos (e o espaço) fechados à sociedade e que seja humilde no relacionamento. Falar em humildade no mundo da televisão - sobretudo numa estrutura antiga e pesada como a RTP em que os pequenos poderes constituem um guia exaustivo do achincalhar do ser humano - releva de pura inconsciência. Tenho constatado um velho princípio: quanto mais insignificantes e recalcados mais cruéis se tornam, mais mesquinhamente se comportam, mais obstáculos inventam, mais burocraticamente se escondem atrás de normas e regulamentos. Hoje em dia acredito que boa parte do problema vem daquele edifício incrível da 5 de Outubro, que é em muito responsável pela cultura de empresa que se foi estabelecendo ao longo dos anos: conspirar nos gabinetes de portas fechadas e decidir no corredor. A estrutura do edifício (inicialmente era para ser um hotel) é feita para criar esconderijos, nichos de poder, preservar a conspiração. E quem lá vive há muitos anos habituou-se a isso: por vezes perde-se mais tempo a analisar a situação interna do que a trabalhar para o exterior. Não acham isto paradoxal num orgão de comunicação de massas?

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Hoje sinto-me como o astronauta dentro do vai-vem espacial, no momento em que começa a contagem regressiva para o lançamento. O lançamento de que falo é o do novo canal 2, sobre o qual tenho lido tantas incorrecções e mentiras que nem vale a pena comentar - resta esperar que o tempo esclareça os factos. À medida que os dias foram passando ficou muito claro quem é que tem por objectivo principal evitar que alguma coisa mude e quem está genuinamente interessado em fazer a experiência de um canal de televisão que não tenha os olhos (e o espaço) fechados à sociedade e que seja humilde no relacionamento. Falar em humildade no mundo da televisão - sobretudo numa estrutura antiga e pesada como a RTP em que os pequenos poderes constituem um guia exaustivo do achincalhar do ser humano - releva de pura inconsciência. Tenho constatado um velho princípio: quanto mais insignificantes e recalcados mais cruéis se tornam, mais mesquinhamente se comportam, mais obstáculos inventam, mais burocraticamente se escondem atrás de normas e regulamentos. Hoje em dia acredito que boa parte do problema vem daquele edifício incrível da 5 de Outubro, que é em muito responsável pela cultura de empresa que se foi estabelecendo ao longo dos anos: conspirar nos gabinetes de portas fechadas e decidir no corredor. A estrutura do edifício (inicialmente era para ser um hotel) é feita para criar esconderijos, nichos de poder, preservar a conspiração. E quem lá vive há muitos anos habituou-se a isso: por vezes perde-se mais tempo a analisar a situação interna do que a trabalhar para o exterior. Não acham isto paradoxal num orgão de comunicação de massas?
SOBRE A NATUREZA DA MULHER
At a dinner-party in Italy, from which country I have now returned, a question came up. This was, are women really bitchier than men, and, if so, why, when their behaviour can be so much more exemplary? For some reason this question was addressed to me. I hadn’t recalled, alas, saying a bad word about anyone that evening, but perhaps as the only female journalist present I was rashly considered by the others as some sort of oracle with regard to members of my sex.
. Esta delícia foi escrita por Petronella Wyatt e vem publicada no Spectator. Mais um excerto para abrir o apetite:For centuries women have been in the same position. Bitchy, racy or witty conversation rather than oratorical lectures remains a strong biological urge. At dinner-parties I have noticed that women shine more when there are fewer people. Their real art is that of repartee on any subject. Of course, at tables of 30 or more I have heard all those present grow silent as a woman dominates with her views on politics or literature, but usually her domination is all too brief as a man takes over and spouts on for anything up to half an hour.

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SOBRE A NATUREZA DA MULHER

At a dinner-party in Italy, from which country I have now returned, a question came up. This was, are women really bitchier than men, and, if so, why, when their behaviour can be so much more exemplary? For some reason this question was addressed to me. I hadn’t recalled, alas, saying a bad word about anyone that evening, but perhaps as the only female journalist present I was rashly considered by the others as some sort of oracle with regard to members of my sex.

. Esta delícia foi escrita por Petronella Wyatt e vem publicada no Spectator. Mais um excerto para abrir o apetite:For centuries women have been in the same position. Bitchy, racy or witty conversation rather than oratorical lectures remains a strong biological urge. At dinner-parties I have noticed that women shine more when there are fewer people. Their real art is that of repartee on any subject. Of course, at tables of 30 or more I have heard all those present grow silent as a woman dominates with her views on politics or literature, but usually her domination is all too brief as a man takes over and spouts on for anything up to half an hour.



INTERVALO
Ainda «No Mínimo» não resisto a recomendar uma visita à página de Tutty Vasques. Excertos:
Joaquim Ferreira dos Santos, autor da frase “os anos 70 não existiram”, deve estar passado. As orgias sexuais de Arnold Schwarzenegger em 1977 tiram qualquer dúvida sobre a existência da década.

Quando, enfim, George Bush vai perceber que o Iraque não precisa dos EUA para se destruir?


Os tablóides ingleses ainda não se deram conta disso, mas os abraços cada fez mais freqüentes entre David Beckham e Ronaldinho em campo têm abalado a ex Spice Girls Victoria.

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INTERVALO

Ainda «No Mínimo» não resisto a recomendar uma visita à página de Tutty Vasques. Excertos:

Joaquim Ferreira dos Santos, autor da frase “os anos 70 não existiram”, deve estar passado. As orgias sexuais de Arnold Schwarzenegger em 1977 tiram qualquer dúvida sobre a existência da década.



Quando, enfim, George Bush vai perceber que o Iraque não precisa dos EUA para se destruir?





Os tablóides ingleses ainda não se deram conta disso, mas os abraços cada fez mais freqüentes entre David Beckham e Ronaldinho em campo têm abalado a ex Spice Girls Victoria.

A IDADE
É delicioso o texto de Zuenir Ventura, intitulado «Um Sonho de Consumo», e que pode ser lido em No Mí­nimo. Excerto: o sonho de todo mundo é acabar com a sí­ndrome das segundas-feiras, aquela ressaca que ataca mesmo quando não se bebe. O problema é que pôr fim a esse penoso dia significa também abolir as sextas-feiras, ou seja, acabar com aquele gostoso, incomparável prazer que é a véspera. Melhor do que o fim de semana é esperar por ele.

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A IDADE

É delicioso o texto de Zuenir Ventura, intitulado «Um Sonho de Consumo», e que pode ser lido em No Mí­nimo. Excerto: o sonho de todo mundo é acabar com a sí­ndrome das segundas-feiras, aquela ressaca que ataca mesmo quando não se bebe. O problema é que pôr fim a esse penoso dia significa também abolir as sextas-feiras, ou seja, acabar com aquele gostoso, incomparável prazer que é a véspera. Melhor do que o fim de semana é esperar por ele.

setembro 02, 2003

INQUÉRITO
O propósito é simples - investigar as circunstâncias da morte de David Kelly. Lord Sutton conduz um inquérito, que tem um sítio, na net que se tornou num dos mais visitados da Gã Bretanha, como relata o Guardian

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INQUÉRITO

O propósito é simples - investigar as circunstâncias da morte de David Kelly. Lord Sutton conduz um inquérito, que tem um sítio, na net que se tornou num dos mais visitados da Gã Bretanha, como relata o Guardian
O BEIJO GLOBAL
Já repararam que este ano ninguém sabe quem ganhou os prémios MTV? Qual foi o melhor video? A melhor Canção? A melhor Banda? É certo que o mundo da música anda em dificuldades, mas o linguado de Madonna a Briney Spears passou a discussão para outro plano como conta a Slate

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O BEIJO GLOBAL

Já repararam que este ano ninguém sabe quem ganhou os prémios MTV? Qual foi o melhor video? A melhor Canção? A melhor Banda? É certo que o mundo da música anda em dificuldades, mas o linguado de Madonna a Briney Spears passou a discussão para outro plano como conta a Slate
PIRATARIA
Depois de ter dado cabo dos fundamentos da indústria discográfica, a pirataria começa agora a atacar a indústria cinematográfica. Hollywood está em transe. Da mesma forma que na música a pirataria afastou investimentos para o desenvolvimento de novos projectos, o que se passa nos filmes pode comprometer o desenvolvimento futuro da magia do cinema, explica o The Economist com um retrato implacável do que falta fazer nesta área.

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PIRATARIA

Depois de ter dado cabo dos fundamentos da indústria discográfica, a pirataria começa agora a atacar a indústria cinematográfica. Hollywood está em transe. Da mesma forma que na música a pirataria afastou investimentos para o desenvolvimento de novos projectos, o que se passa nos filmes pode comprometer o desenvolvimento futuro da magia do cinema, explica o The Economist com um retrato implacável do que falta fazer nesta área.
CÍNICOS
Uma das coisas que mais me enoja é encontrar alguém nos corredores que soube ter andado a intrigar contra o que estou a fazer e ouvir dele uma frase simpática, como se nada se tivesse passado. Tenho para mim que não passa de uma forma reles de cobardia.

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CÍNICOS

Uma das coisas que mais me enoja é encontrar alguém nos corredores que soube ter andado a intrigar contra o que estou a fazer e ouvir dele uma frase simpática, como se nada se tivesse passado. Tenho para mim que não passa de uma forma reles de cobardia.

HOMEM MADURO
Hugh Hefner tem 77 anos e fundou a revista«Playboy» há cinco décadas. Continua a gostar de raparigas com vinte anos e sem apreciar as belezas das mulheres de 40. Até o Washington Post escreveu sobre o assunto.

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HOMEM MADURO

Hugh Hefner tem 77 anos e fundou a revista«Playboy» há cinco décadas. Continua a gostar de raparigas com vinte anos e sem apreciar as belezas das mulheres de 40. Até o Washington Post escreveu sobre o assunto.
AUTO ESPACIAL
A Nasa está a desenvolver um modelo de vai-vem espacial para transporte de astronautas de e para estações orbitais com a capacidade de apenas quatro lugares. Daqui a cinco anos a coisa deve estar operacional, relata a WIRED

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AUTO ESPACIAL

A Nasa está a desenvolver um modelo de vai-vem espacial para transporte de astronautas de e para estações orbitais com a capacidade de apenas quatro lugares. Daqui a cinco anos a coisa deve estar operacional, relata a WIRED

agosto 31, 2003

GRANDE DOMINGO
Acordei cedo, cheio de boas intenções, a pensar em caminhar um bocado. Ainda estava na preguiça, veio a chuvada. Comecei a telefonar, ninguém se animava nas circunstâncias pluviais para uma incursão pelo campo. Percebi que era hoje que se esgotavam as desculpas para poder evitar arrumar o escritório. Eu explico: arrumar o meu escritório de casa é a pior coisa que me podem dizer para fazer. Sigo o princípio de meter numa pilha as cartas que chegam com os extractos dos bancos, as contas domésticas, os avisos do condomínio, as facturas da farmácia e por aí fora. Uma vez por ano, mais ou menos, arrumo tudo. Hoje deitei fora dois sacos do supermercado heios de papéis e cerca de um metro de altura de revistas diversas que vou guardando nunca percebi bem porquê, porque é raro voltar a folheá-las depois de as ter lido.
O resultado da aventura é que estive durante três horas a arrumar papelada. No fim o escritório estava irreconhecível: havia espaço no sofá para eu me sentar, em cima da secretária só ficou o computador, até encontrei receitas de petiscos alentejanos que às vezes peço à minha mãe para me escrever - e lá vou guardando os papéis pelo meio das correspondências. Recuperei uma receita de boleima e umas notas sobre a massada de peixe à moda da Nazaré, surgidas no fim de um jantar num tasco no Algarve há mais de um ano.
O dia não terminou sem desbastar duas semanas de jornais da sala - e nunca como nesse momento tive a sensação que foi gasto tanto papel para tão pouco.

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GRANDE DOMINGO

Acordei cedo, cheio de boas intenções, a pensar em caminhar um bocado. Ainda estava na preguiça, veio a chuvada. Comecei a telefonar, ninguém se animava nas circunstâncias pluviais para uma incursão pelo campo. Percebi que era hoje que se esgotavam as desculpas para poder evitar arrumar o escritório. Eu explico: arrumar o meu escritório de casa é a pior coisa que me podem dizer para fazer. Sigo o princípio de meter numa pilha as cartas que chegam com os extractos dos bancos, as contas domésticas, os avisos do condomínio, as facturas da farmácia e por aí fora. Uma vez por ano, mais ou menos, arrumo tudo. Hoje deitei fora dois sacos do supermercado heios de papéis e cerca de um metro de altura de revistas diversas que vou guardando nunca percebi bem porquê, porque é raro voltar a folheá-las depois de as ter lido.

O resultado da aventura é que estive durante três horas a arrumar papelada. No fim o escritório estava irreconhecível: havia espaço no sofá para eu me sentar, em cima da secretária só ficou o computador, até encontrei receitas de petiscos alentejanos que às vezes peço à minha mãe para me escrever - e lá vou guardando os papéis pelo meio das correspondências. Recuperei uma receita de boleima e umas notas sobre a massada de peixe à moda da Nazaré, surgidas no fim de um jantar num tasco no Algarve há mais de um ano.

O dia não terminou sem desbastar duas semanas de jornais da sala - e nunca como nesse momento tive a sensação que foi gasto tanto papel para tão pouco.

agosto 30, 2003

PERDIGUEIROS DO RIO
Consegui finalmente voltar ao teu bar Zé, depois de teres ido dar aquela volta. Já não é bem a mesma coisa - faltam miminhos na lista, até os pimentos padrones estavam falhos nesta tarde de sexta-feira.
Mas continua a ser um sítio bonito. É claro que nunca perceberei porque é que a Martini coloca publicidade onde pouca gente deve beber Martini, mas ele há segredos no mundo da publicidade. Não resisto a contar uma velha história de barmen que, salvo erro, o Miguel Esteves Cardoso me mostrou escrita num livro precioso sobre cocktails. Rezava mais ou menos assim: Durante anos, no centro de New York, um tipo com ar de executivo chegava por volta das seis da tarde sempre ao mesmo bar e pedia um dry Martini. Deliciava-se com a coisa, pagava, cumprimentava o barman, e saía. Acontece que o cidadão foi deslocalizado para outra cidade qualquer e esteve uns anos sem dar à costa em New York. Lá voltou um dia, dirigiu-se à mesma rua, entrou no mesmo bar, onde estava o mesmo barman. Pediu-lhe um Dry Martini, beberricou-o extasiado, revirou os olhos de prazer e no fim perguntou: «-Ouça lá, estive anos noutra cidade, experimentei milhares de Dry Martinis e nenhum tem o paladar do seu. Qual é o seu segredo?». Detrás de um imenso sorriso, o barman respondeu-lhe, cotovelo apoiado no bar: « - Repare, coloco o gin, deixo cair a pequena raspa de casca de limão, ponho a azeitona a nadar um pedaço, e depois pego na garrafa de Martini seco, destapo-a e passo com ela,meio inclinada, com o gargalo por cima do copo, com todo o cuidado de não deixar cair nem uma gota no Gin...».
Para me recompôr com a existência bastou-me ver aquele casal que chegou e se sentou ao pé das espreguiçadeiras e se pôs logo, cada um para seu canto, a ler uma revista diferente. A dele tinha fotografias de carros, a dela de casas. Mas pareciam felizes.
Claro que a existência ficou pior quando um rapaz do «Portugal Diário», que é um simulacro de informação que circula na net, me telefonou. Queria uma reacção: expliquei-lhe que achava que notoriamente escreviam mentiras e disse-lhe que optava por não falar com ele. Vai daí escreveu que eu não quis comentar um determinado texto. Como se vê, o rapaz percebe mal o português: não era uma questão de não querer comentar, era uma questão de preferir não o fazer para aquele media.
Adiante - a tarde recuperou quando o Carlos Oliveira Santos apareceu, vindo do estrangeiro, e me falou de ti - percebi que estávamos ali ao mesmo. Adeus menino, que se faz tarde, porta-te mal, cá voltarei um dia destes.

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PERDIGUEIROS DO RIO

Consegui finalmente voltar ao teu bar Zé, depois de teres ido dar aquela volta. Já não é bem a mesma coisa - faltam miminhos na lista, até os pimentos padrones estavam falhos nesta tarde de sexta-feira.

Mas continua a ser um sítio bonito. É claro que nunca perceberei porque é que a Martini coloca publicidade onde pouca gente deve beber Martini, mas ele há segredos no mundo da publicidade. Não resisto a contar uma velha história de barmen que, salvo erro, o Miguel Esteves Cardoso me mostrou escrita num livro precioso sobre cocktails. Rezava mais ou menos assim: Durante anos, no centro de New York, um tipo com ar de executivo chegava por volta das seis da tarde sempre ao mesmo bar e pedia um dry Martini. Deliciava-se com a coisa, pagava, cumprimentava o barman, e saía. Acontece que o cidadão foi deslocalizado para outra cidade qualquer e esteve uns anos sem dar à costa em New York. Lá voltou um dia, dirigiu-se à mesma rua, entrou no mesmo bar, onde estava o mesmo barman. Pediu-lhe um Dry Martini, beberricou-o extasiado, revirou os olhos de prazer e no fim perguntou: «-Ouça lá, estive anos noutra cidade, experimentei milhares de Dry Martinis e nenhum tem o paladar do seu. Qual é o seu segredo?». Detrás de um imenso sorriso, o barman respondeu-lhe, cotovelo apoiado no bar: « - Repare, coloco o gin, deixo cair a pequena raspa de casca de limão, ponho a azeitona a nadar um pedaço, e depois pego na garrafa de Martini seco, destapo-a e passo com ela,meio inclinada, com o gargalo por cima do copo, com todo o cuidado de não deixar cair nem uma gota no Gin...».

Para me recompôr com a existência bastou-me ver aquele casal que chegou e se sentou ao pé das espreguiçadeiras e se pôs logo, cada um para seu canto, a ler uma revista diferente. A dele tinha fotografias de carros, a dela de casas. Mas pareciam felizes.

Claro que a existência ficou pior quando um rapaz do «Portugal Diário», que é um simulacro de informação que circula na net, me telefonou. Queria uma reacção: expliquei-lhe que achava que notoriamente escreviam mentiras e disse-lhe que optava por não falar com ele. Vai daí escreveu que eu não quis comentar um determinado texto. Como se vê, o rapaz percebe mal o português: não era uma questão de não querer comentar, era uma questão de preferir não o fazer para aquele media.

Adiante - a tarde recuperou quando o Carlos Oliveira Santos apareceu, vindo do estrangeiro, e me falou de ti - percebi que estávamos ali ao mesmo. Adeus menino, que se faz tarde, porta-te mal, cá voltarei um dia destes.



MARCAS
Porque é que todos os tipos com ar de jogadores de futebolistas falhados e com a barriguinha a despontar vestem camisolas da marca «Umbro» de côr berrante?

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MARCAS

Porque é que todos os tipos com ar de jogadores de futebolistas falhados e com a barriguinha a despontar vestem camisolas da marca «Umbro» de côr berrante?
BOM ARTIGO
Muito bom o artigo de Paulo Teixeira Pinto em «O Independente», sob o título «Do Oráculo da Polis». Excertos: «Política é a distância que vai da mera gestão da conveniência pessoal ou tribal à real opção pelo bem comum...Na política, só um conselho é útil:não abrandar nunca o exercício do que é suposto dever fazer, nem por mau tempo ou por má sorte....Consta da própria definição das regras do jogo político que não há nunca empates. Só há dois resultados possíveis:perder ou ganhar. E o que se ganha é sempre algo que a prazo, por natureza, estará também inelutavelmente perdido - o poder...É louvável viver com e para a política. É censurável sobreviver só da política». E o resto vai por aí fora. às Vezes sabe bem voltar aos princípios porque «é nos princípios que residem os fins últimos da política».

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BOM ARTIGO

Muito bom o artigo de Paulo Teixeira Pinto em «O Independente», sob o título «Do Oráculo da Polis». Excertos: «Política é a distância que vai da mera gestão da conveniência pessoal ou tribal à real opção pelo bem comum...Na política, só um conselho é útil:não abrandar nunca o exercício do que é suposto dever fazer, nem por mau tempo ou por má sorte....Consta da própria definição das regras do jogo político que não há nunca empates. Só há dois resultados possíveis:perder ou ganhar. E o que se ganha é sempre algo que a prazo, por natureza, estará também inelutavelmente perdido - o poder...É louvável viver com e para a política. É censurável sobreviver só da política». E o resto vai por aí fora. às Vezes sabe bem voltar aos princípios porque «é nos princípios que residem os fins últimos da política».

agosto 29, 2003

ESQUINA NO PAPEL
Hoje, como todas as sextas-feiras, é dia de «Esquina» no papel do Jornal de Negócios. Excerto: O Partido Socialista considera desde o fim de semana passado que o grande argumento contra o Governo é acusá-lo de ser movido por um radicalismo de direita. A propósito arregimentou imagens retóricas da ditadura. O resultado não se fez esperar: PC e Bloco de Esquerda juntaram-se-lhe em côro gritando contra as ameaças de fascismo. Está recriada a Frente Popular, o velho sonho dos anos 30 e 40 que, de mãos dadas com os nazis em determinadas circunstâncias, e por mera reacção noutras, levou a Europa à guerra. Nunca nada me pareceu tão patético em política como exagerar na análise para provocar reacções também elas exageradas. O exagero, a hipérbole retórica, é geralmente sinal de falta de honestidade intelectual. Praticamente 30 anos depois do 25 de Abril a esquerda ainda quer deliberadamente confundir direita com fascismo, nacionalismo com ditadura, e verifica-se, sem surpresa, confesso, que é bem mais intolerante para quem não pensa como ela do que normalmente quem é de direita, em relação a quem é de esquerda.

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ESQUINA NO PAPEL

Hoje, como todas as sextas-feiras, é dia de «Esquina» no papel do Jornal de Negócios. Excerto: O Partido Socialista considera desde o fim de semana passado que o grande argumento contra o Governo é acusá-lo de ser movido por um radicalismo de direita. A propósito arregimentou imagens retóricas da ditadura. O resultado não se fez esperar: PC e Bloco de Esquerda juntaram-se-lhe em côro gritando contra as ameaças de fascismo. Está recriada a Frente Popular, o velho sonho dos anos 30 e 40 que, de mãos dadas com os nazis em determinadas circunstâncias, e por mera reacção noutras, levou a Europa à guerra. Nunca nada me pareceu tão patético em política como exagerar na análise para provocar reacções também elas exageradas. O exagero, a hipérbole retórica, é geralmente sinal de falta de honestidade intelectual. Praticamente 30 anos depois do 25 de Abril a esquerda ainda quer deliberadamente confundir direita com fascismo, nacionalismo com ditadura, e verifica-se, sem surpresa, confesso, que é bem mais intolerante para quem não pensa como ela do que normalmente quem é de direita, em relação a quem é de esquerda.

ART BUCHWALD
Confesso que sou admirador confesso deste cronista norte-americano que implacavelmente observa o mundo ao seu redor nas páginas do «Washington Post». Houve um tempo em que um jornal português publicava crónicas suas e foi aí que me habituei a deliciar-me com a sua escrita. Nesse tempo, já lá vão muitos anos mesmo, havia jornais em Portugal que falavam do mundo e não apenas das curiosidades e superficialidades que ocupam a maioria dos dias do pequeno rectângulo. Depois do 25 de Abril tornámo-nos tão obcecados conosco próprios, que começámos a ser incapazes de olhar em redor, sobretudo quando os ecos das últimas notas de «A Internacional» se desvaneceram por completo. Parte do exercício que me dá gozo e me leva a escrever estes posts é ter conseguido voltar a estabelecer uma rotina de pesquiase notí­cias, opiniões e comentários por esse mundo fora. Deliciem-se com este Buchwald.

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ART BUCHWALD

Confesso que sou admirador confesso deste cronista norte-americano que implacavelmente observa o mundo ao seu redor nas páginas do «Washington Post». Houve um tempo em que um jornal português publicava crónicas suas e foi aí que me habituei a deliciar-me com a sua escrita. Nesse tempo, já lá vão muitos anos mesmo, havia jornais em Portugal que falavam do mundo e não apenas das curiosidades e superficialidades que ocupam a maioria dos dias do pequeno rectângulo. Depois do 25 de Abril tornámo-nos tão obcecados conosco próprios, que começámos a ser incapazes de olhar em redor, sobretudo quando os ecos das últimas notas de «A Internacional» se desvaneceram por completo. Parte do exercício que me dá gozo e me leva a escrever estes posts é ter conseguido voltar a estabelecer uma rotina de pesquiase notí­cias, opiniões e comentários por esse mundo fora. Deliciem-se com este Buchwald.
HÁBITOS EUROPEUS
Um estudo europeu sobre os hábitos de consumo de media nos diversos países da Comunidade merece atenção. A versão integral pode ser consultada aqui e lá poderão ver que Portugal tem em matéria de consumo de televisão um consumo semelhante à Irlanda, com as séries e novelas a aparecerem em segundo lugar das preferências e os documentários a não constarem da lista dos mais vistos, ao contrário do que acontece na maioria dos países da Europa. Em matéria televisiva os telejornais e o desporto são os outros programas mais procurados - na verdade 75,7% das pessoas depende dos televisores em termos informativos.
Mais grave é o facto de 74,7% dos portugueses não utilizarem o computador e apenas 10,1% afirma utilizá-lo diariamente. O pior sector é o da imprensa, como já se temia: apenas 25,1% dos portugueses tem hábitos regulares de leitura de jornais diários - nesta desgraça somos acompanhados pela Grácia (20,3%) e a Espanha (24,8%).
Foi o Abrupto, de José Pacheco Pereira, que chamou a atenção para este documento e é dele a síntese da situação que, com a devida vénia, aqui se reproduz:"TV
Almost all Europeans (97.6%) watch television. 99% have at least one TV set at home.
The four types of programmes that Europeans mostly watch are: news and current affairs (88.9%), films (84.3%), documentaries (61.6%), sports (50.3%).

Radio
Almost 60% of the citizens within the European Union listen to radio every day.
Radio programmes that Europeans prefer are: music (86.3%), news and current affairs (52.9%), sports (17.4%).

Newspapers
46% of Europeans read newspapers 5 to 7 times a week. The highest rates are found in Finland, Sweden, Germany and Luxembourg where 77.8%, 77.7%, 65.5% and 62.7% people read newspapers 5 to 7 times a week. On the other hand in Greece, Spain and Portugal only 20.3%, 24.8% and 25.1%, respectively, do so. It is also in these three countries that the proportion of people saying that they never read newspapers is higher than in other countries (30.5%, 23.4% and 25.5% respectively).

Computer
A majority of Europeans (53.3%) does not use a computer. This is especially the case for Greece (75.3%) and Portugal (74.7%). On the other hand, more than one fifth (22.5%) uses it every day. This proportion reaches 36.7% in Sweden, 36.6% in Denmark and 32.2% in the Netherlands. A smaller proportion (14%) uses it several times a week.

Internet
34.5% of the interviewed surf the Internet: 13.5% several times a week and another 8.8% every day. Swedes (66.5%), Danes (59.4%), Dutch (53.8%) and Finns (51.4%) use the Internet more than other Europeans. On the other hand, the proportion of Internet usage is the lowest in Portugal and Greece (14.8% and 15.1%, respectively)."

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HÁBITOS EUROPEUS

Um estudo europeu sobre os hábitos de consumo de media nos diversos países da Comunidade merece atenção. A versão integral pode ser consultada aqui e lá poderão ver que Portugal tem em matéria de consumo de televisão um consumo semelhante à Irlanda, com as séries e novelas a aparecerem em segundo lugar das preferências e os documentários a não constarem da lista dos mais vistos, ao contrário do que acontece na maioria dos países da Europa. Em matéria televisiva os telejornais e o desporto são os outros programas mais procurados - na verdade 75,7% das pessoas depende dos televisores em termos informativos.

Mais grave é o facto de 74,7% dos portugueses não utilizarem o computador e apenas 10,1% afirma utilizá-lo diariamente. O pior sector é o da imprensa, como já se temia: apenas 25,1% dos portugueses tem hábitos regulares de leitura de jornais diários - nesta desgraça somos acompanhados pela Grácia (20,3%) e a Espanha (24,8%).

Foi o Abrupto, de José Pacheco Pereira, que chamou a atenção para este documento e é dele a síntese da situação que, com a devida vénia, aqui se reproduz:"TV

Almost all Europeans (97.6%) watch television. 99% have at least one TV set at home.

The four types of programmes that Europeans mostly watch are: news and current affairs (88.9%), films (84.3%), documentaries (61.6%), sports (50.3%).



Radio

Almost 60% of the citizens within the European Union listen to radio every day.

Radio programmes that Europeans prefer are: music (86.3%), news and current affairs (52.9%), sports (17.4%).



Newspapers

46% of Europeans read newspapers 5 to 7 times a week. The highest rates are found in Finland, Sweden, Germany and Luxembourg where 77.8%, 77.7%, 65.5% and 62.7% people read newspapers 5 to 7 times a week. On the other hand in Greece, Spain and Portugal only 20.3%, 24.8% and 25.1%, respectively, do so. It is also in these three countries that the proportion of people saying that they never read newspapers is higher than in other countries (30.5%, 23.4% and 25.5% respectively).



Computer

A majority of Europeans (53.3%) does not use a computer. This is especially the case for Greece (75.3%) and Portugal (74.7%). On the other hand, more than one fifth (22.5%) uses it every day. This proportion reaches 36.7% in Sweden, 36.6% in Denmark and 32.2% in the Netherlands. A smaller proportion (14%) uses it several times a week.



Internet

34.5% of the interviewed surf the Internet: 13.5% several times a week and another 8.8% every day. Swedes (66.5%), Danes (59.4%), Dutch (53.8%) and Finns (51.4%) use the Internet more than other Europeans. On the other hand, the proportion of Internet usage is the lowest in Portugal and Greece (14.8% and 15.1%, respectively)."



agosto 28, 2003

EM DIRECÇÃO À SERRA
Parece que o meu elogio às enguias da Costa Nova deixou alguns outros amigos meus em polvorosa - do lado da serra queixam-se que eu só ligo ao litoral - esta é uma velha questão que atravessa a sociedade portuguesa. Já se sabe que o litoral é a zona mais povoada, com mais emprego, com melhores acessos, com mais oferta em geral. Em contrapartida o interior vive ainda das memórias do tempo em que se demorava quase um dia inteiro a chegar de Lisboa a qualquer ponto para lá de Coimbra, perdidos por estradas onde a ideia de recta era inexistente e em que a existência de viadutos ou terraplanagens parecia ter sido integralmente ignorada.
Era no entanto este o estado do país há não mais de 15 anos. Não havia auto-estrada Lisboa-Porto, nem Lisboa-Algarve, nem Via do Infante, nem ligação Torres Novas -Covilhã. Para que se saiba, há 15 anos havia uma amostra de auto-estrada à saída de Lisboa em direcção a norte, outra até Setúbal, outra até ao Estoril e depois um arremedo de auto-estrada a umas dezenas de quilómetros do Porto. O total dos troços então existentes não devia sequer chegar aos 200 quilómetros.
Serve tudo isto para dizer que agora o interior tem melhores ligações e aproveito para daqui deixar o recado aos meus amigos da serra que espero ser convidado para a matança do bicho e repastos de festim.

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EM DIRECÇÃO À SERRA

Parece que o meu elogio às enguias da Costa Nova deixou alguns outros amigos meus em polvorosa - do lado da serra queixam-se que eu só ligo ao litoral - esta é uma velha questão que atravessa a sociedade portuguesa. Já se sabe que o litoral é a zona mais povoada, com mais emprego, com melhores acessos, com mais oferta em geral. Em contrapartida o interior vive ainda das memórias do tempo em que se demorava quase um dia inteiro a chegar de Lisboa a qualquer ponto para lá de Coimbra, perdidos por estradas onde a ideia de recta era inexistente e em que a existência de viadutos ou terraplanagens parecia ter sido integralmente ignorada.

Era no entanto este o estado do país há não mais de 15 anos. Não havia auto-estrada Lisboa-Porto, nem Lisboa-Algarve, nem Via do Infante, nem ligação Torres Novas -Covilhã. Para que se saiba, há 15 anos havia uma amostra de auto-estrada à saída de Lisboa em direcção a norte, outra até Setúbal, outra até ao Estoril e depois um arremedo de auto-estrada a umas dezenas de quilómetros do Porto. O total dos troços então existentes não devia sequer chegar aos 200 quilómetros.

Serve tudo isto para dizer que agora o interior tem melhores ligações e aproveito para daqui deixar o recado aos meus amigos da serra que espero ser convidado para a matança do bicho e repastos de festim.