agosto 03, 2003

MAIS NOTÍCIAS DOS INCÊNDIOS
Na imprensa de hoje salvam-se o «Público» e o «Correio da Manhã». O«Diário de Notícias», vá-se lá saber porquê, no dia de hoje, achou que o tema da quebra de turistas nudistas era o assunto principal. O «Jornal de Notícias» vem melhor, mas confuso. À primeira vista a cobertura mais exaustiva, com mais dados locais e informações concretas dos principais locais que viveram o perigo está mesmo no «Correio da Manhã» - que sendo tablóide trata o assunto à séria.

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MAIS NOTÍCIAS DOS INCÊNDIOS

Na imprensa de hoje salvam-se o «Público» e o «Correio da Manhã». O«Diário de Notícias», vá-se lá saber porquê, no dia de hoje, achou que o tema da quebra de turistas nudistas era o assunto principal. O «Jornal de Notícias» vem melhor, mas confuso. À primeira vista a cobertura mais exaustiva, com mais dados locais e informações concretas dos principais locais que viveram o perigo está mesmo no «Correio da Manhã» - que sendo tablóide trata o assunto à séria.

NOTÍCIAS DOS INCÊNDIOS
Vendo agora a coisa com calma percebe-se como o impressionismo e a exploração dos sentimentos dominou a cobertura noticiosa dos incêncios nas rádios e televisões durante o dia de ontem. Não houve capacidade de recuo, as sínteses de situação foram pobres, a compilação de dados e factos reais quase inexistente. Em regra as emoções foram colocadas à frente do relato objectivo dos factos, os depoimentos (os célebres depoimentos...o recurso preguiçoso à palavra dos outros) exploravam sentimentos de terror e de angústia e os repórteres no terreno, regra geral, tiveram dificuldade em ser objectivos e informativos, preferindo assumir eles próprios as naturais emoções que os rodeavam. Mas o pior foi a falta de apoio nas redacções, a enquadrar com dados, imagens, gráficos, histórico, sínteses o que se passava nos vários locais. Se os repórteres no terreno têm desculpa por carregarem na emoção, as redacções não têm: só o fizeram pelo gosto pelo sensacionalismo, por já não conseguirem distinguir o que é informação de tudo o resto, por serem elas próprias, pelos vistos, a incentivar, a exploração dos sentimentos sobre o relato objectivo dos factos.

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NOTÍCIAS DOS INCÊNDIOS

Vendo agora a coisa com calma percebe-se como o impressionismo e a exploração dos sentimentos dominou a cobertura noticiosa dos incêncios nas rádios e televisões durante o dia de ontem. Não houve capacidade de recuo, as sínteses de situação foram pobres, a compilação de dados e factos reais quase inexistente. Em regra as emoções foram colocadas à frente do relato objectivo dos factos, os depoimentos (os célebres depoimentos...o recurso preguiçoso à palavra dos outros) exploravam sentimentos de terror e de angústia e os repórteres no terreno, regra geral, tiveram dificuldade em ser objectivos e informativos, preferindo assumir eles próprios as naturais emoções que os rodeavam. Mas o pior foi a falta de apoio nas redacções, a enquadrar com dados, imagens, gráficos, histórico, sínteses o que se passava nos vários locais. Se os repórteres no terreno têm desculpa por carregarem na emoção, as redacções não têm: só o fizeram pelo gosto pelo sensacionalismo, por já não conseguirem distinguir o que é informação de tudo o resto, por serem elas próprias, pelos vistos, a incentivar, a exploração dos sentimentos sobre o relato objectivo dos factos.

agosto 02, 2003

MAIS GRUPO DOS OITO
É preciso dizer que os oito generais que jantaram sob o foco das televisões não têm legitimidade de qualquer espécie para pressionarem um Governo eleito como estão a fazer. Os militares têm sempre um apetite latente por exibirem a força que julgam deter - mas é preciso dizer, sobretudo nestas alturas onde eles julgam poder influenciar o destino das coisas - que os generais só se representam a eles próprios. Não foram eleitos, são apenas peças de uma cadeia hierárquica e não podem reivindicar representatividades ou legitimidades que não têm - sobretudo contra membros de um governo saído de eleições. Se não for assim, cai-se no terrível risco de permitir que grupos sem legitimidade democrática queiram condicionar o exercício do poder. É isto que querem os que apoiam os generais?

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MAIS GRUPO DOS OITO

É preciso dizer que os oito generais que jantaram sob o foco das televisões não têm legitimidade de qualquer espécie para pressionarem um Governo eleito como estão a fazer. Os militares têm sempre um apetite latente por exibirem a força que julgam deter - mas é preciso dizer, sobretudo nestas alturas onde eles julgam poder influenciar o destino das coisas - que os generais só se representam a eles próprios. Não foram eleitos, são apenas peças de uma cadeia hierárquica e não podem reivindicar representatividades ou legitimidades que não têm - sobretudo contra membros de um governo saído de eleições. Se não for assim, cai-se no terrível risco de permitir que grupos sem legitimidade democrática queiram condicionar o exercício do poder. É isto que querem os que apoiam os generais?

SOARES E O GRUPO DOS OITO
Soares não resistiu às recordações do seu papel no Grupo dos Nove, e, confundindo os tempos e as situações, apareceu a estimular a contestação ao Ministro da Defesa. Não me parece muito normal que um ex Presidente da República assuma os protestos de militares que não representam nada a não ser eles próprios, contra um membro de Um Governo democraticamente eleito.

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SOARES E O GRUPO DOS OITO

Soares não resistiu às recordações do seu papel no Grupo dos Nove, e, confundindo os tempos e as situações, apareceu a estimular a contestação ao Ministro da Defesa. Não me parece muito normal que um ex Presidente da República assuma os protestos de militares que não representam nada a não ser eles próprios, contra um membro de Um Governo democraticamente eleito.
AMIEIRA
Sou de Amieira do Tejo. Ou melhor, toda a minha família é de lá. A Amieira é uma das aldeias, do concelho de Nisa, que está hoje cercada pelo fogo. Cercada mesmo. Tudo à volta já ardeu - as hortas onde brinquei, os pinhais onde ía passear, a vinha onde passei tantas férias a ver fazer vinho. Tenho uma angústia difícil de explicar. Percebo agora o que é ver parte do passado esvair-se em fumo. Estou aqui em Lisboa e sei que não vale de nada lá ir - nem se consegue passar, a estrada está fechada. Já estive em muitos incêndios - durante anos, como jornalista, fiz dezenas de reportagens destas no Verão e sei como o fogo florestal é assustador, como o barulho que faz aterroriza, como as chamas mudam de direcção sem aviso. Imagino o que sentem todos os que lá estão.

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AMIEIRA

Sou de Amieira do Tejo. Ou melhor, toda a minha família é de lá. A Amieira é uma das aldeias, do concelho de Nisa, que está hoje cercada pelo fogo. Cercada mesmo. Tudo à volta já ardeu - as hortas onde brinquei, os pinhais onde ía passear, a vinha onde passei tantas férias a ver fazer vinho. Tenho uma angústia difícil de explicar. Percebo agora o que é ver parte do passado esvair-se em fumo. Estou aqui em Lisboa e sei que não vale de nada lá ir - nem se consegue passar, a estrada está fechada. Já estive em muitos incêndios - durante anos, como jornalista, fiz dezenas de reportagens destas no Verão e sei como o fogo florestal é assustador, como o barulho que faz aterroriza, como as chamas mudam de direcção sem aviso. Imagino o que sentem todos os que lá estão.
O GRUPO DOS OITO
Para falar verdade acho um bocadinho estranho o jantar dos senhores Chefes do Estado Maior do Exército. É certo que teve laivos de grande produção: montes de oportunidades para imagem, acesso facilitado a jornalistas. comunicado em forma no final. Nada foi feito para manter o encontro reservado. O ex-Grupo dos Nove~foi de uma comovente ingenuidade e amadorismo ao pé destes generais. Este encontro foi deliberadamente publicitado e organizado. Foi preparado ao pormenor. Teve o requinte de envolver um ex-Presidente da República (que se prestou a ser envolvido). Não é muito tranquilizador ter oito Chefes de Estado do Exército a conspirarem. Se somos todos iguais porque é que alguns continuam a querer ser mais iguais que os outros?

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O GRUPO DOS OITO

Para falar verdade acho um bocadinho estranho o jantar dos senhores Chefes do Estado Maior do Exército. É certo que teve laivos de grande produção: montes de oportunidades para imagem, acesso facilitado a jornalistas. comunicado em forma no final. Nada foi feito para manter o encontro reservado. O ex-Grupo dos Nove~foi de uma comovente ingenuidade e amadorismo ao pé destes generais. Este encontro foi deliberadamente publicitado e organizado. Foi preparado ao pormenor. Teve o requinte de envolver um ex-Presidente da República (que se prestou a ser envolvido). Não é muito tranquilizador ter oito Chefes de Estado do Exército a conspirarem. Se somos todos iguais porque é que alguns continuam a querer ser mais iguais que os outros?

LISBOA
Regresso a Lisboa depois de 15 dias. Muitas ruas que tinham buracos têm tapetes novos de alcatrão. Alfama está a voltar ao que era antes do desvario automóvel. O Intendente começou a ser recuperado. A cidade vai ficando melhor. Contra factos não há argumentos - nem sequer o anedotário produzido a propósito da cartinha dirigida a Machado de Assis.

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LISBOA

Regresso a Lisboa depois de 15 dias. Muitas ruas que tinham buracos têm tapetes novos de alcatrão. Alfama está a voltar ao que era antes do desvario automóvel. O Intendente começou a ser recuperado. A cidade vai ficando melhor. Contra factos não há argumentos - nem sequer o anedotário produzido a propósito da cartinha dirigida a Machado de Assis.
FRIGORÍFICO
O que é que pode ser melhor, num dia de calor, que um bom frigorífico, ainda por cima inteligente e com acesso remoto por telemóvel. Duvidam? Espreitem a última maravilha da Electrolux na Wired.

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FRIGORÍFICO

O que é que pode ser melhor, num dia de calor, que um bom frigorífico, ainda por cima inteligente e com acesso remoto por telemóvel. Duvidam? Espreitem a última maravilha da Electrolux na Wired.

agosto 01, 2003

PRECAUÇÃO
Estou a jantar numa cervejaria com o meu filho, que tem 14 anos. Entram dois amigos meus que não o conhecem e apresso-me a dizer: filho fala aos senhores para não acharem que sou pedófilo. Até eu já estou a dar em doido.

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PRECAUÇÃO

Estou a jantar numa cervejaria com o meu filho, que tem 14 anos. Entram dois amigos meus que não o conhecem e apresso-me a dizer: filho fala aos senhores para não acharem que sou pedófilo. Até eu já estou a dar em doido.
BOAVISTA
O Boavista joga com o Benfica na inauguração do estádio novo e o dito está às moscas. Promete, o pós-Euro. Recordem-me quem teve esta ideia dos estádios...

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BOAVISTA

O Boavista joga com o Benfica na inauguração do estádio novo e o dito está às moscas. Promete, o pós-Euro. Recordem-me quem teve esta ideia dos estádios...

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LERDOS

Detesto tipos lerdos, daquele género que acham que sabem tudo e que são superiores a todos e que depois não fazem nada senão falar dos outros. Em geral detesto quem fala sem nunca ter feito. Fico cada vez mais irritado com o género.

LERDOS
Detesto tipos lerdos, daquele género que acham que sabem tudo e que são superiores a todos e que depois não fazem nada senão falar dos outros. Em geral detesto quem fala sem nunca ter feito. Fico cada vez mais irritado com o género.
SUMMER
Green Tea finally appeared today in Mr. Coelhos's column in «Público». Oh dear, it was great.

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SUMMER

Green Tea finally appeared today in Mr. Coelhos's column in «Público». Oh dear, it was great.
ESCALDANTE
Com este calor não se consegue blogar. Também, na verdade é que há pouca coisa para blogar: tirando a justiça e os vários efeitos especiais das diversas produções em curso, pouco há a dizer. A ver se refresca, que é para as ideias também melhorarem.

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ESCALDANTE

Com este calor não se consegue blogar. Também, na verdade é que há pouca coisa para blogar: tirando a justiça e os vários efeitos especiais das diversas produções em curso, pouco há a dizer. A ver se refresca, que é para as ideias também melhorarem.

julho 31, 2003

BLOG THEORY
Eduardo Prado Coelho writes about blogs in «Horizon's Line», his regular editorial in «Público». The philosopher considers blogs a new trend for the current summer. Excerpt: «It is indeed a fact that there is a new mechanism, a new way to participate in the public spectrum and that this new way has a new feeling and a different energy».
The same article also indicated green tea as a new trend for this year's summer but said nothing else about it.
Before summer it was reported that Coelho would be himself a regular contributor to a new left-biased blog, but nothing seems to have happened until now. Close observers say that the delay is due to the heat wave.

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BLOG THEORY

Eduardo Prado Coelho writes about blogs in «Horizon's Line», his regular editorial in «Público». The philosopher considers blogs a new trend for the current summer. Excerpt: «It is indeed a fact that there is a new mechanism, a new way to participate in the public spectrum and that this new way has a new feeling and a different energy».

The same article also indicated green tea as a new trend for this year's summer but said nothing else about it.

Before summer it was reported that Coelho would be himself a regular contributor to a new left-biased blog, but nothing seems to have happened until now. Close observers say that the delay is due to the heat wave.
DÚVIDA
O que é preciso para convencer alguém a fazer uma coisa que à partida não quer? Argumentos? Raciocínios? Mensagens públicas num blog?

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DÚVIDA

O que é preciso para convencer alguém a fazer uma coisa que à partida não quer? Argumentos? Raciocínios? Mensagens públicas num blog?

QUASE
Férias quase a acabar. Último dia de praia. Apetece-me uma salada de mexilhões e uma cerveja.

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QUASE

Férias quase a acabar. Último dia de praia. Apetece-me uma salada de mexilhões e uma cerveja.

CALOR
Odeio calor a mais. Prefiro um pouco de frio que calor demais. Até a praia fica incómoda. Detesto estar a escrever e sentir a testa a ficar encharcada. Devia ter cortado o cabelo antes de vir para a praia?

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CALOR

Odeio calor a mais. Prefiro um pouco de frio que calor demais. Até a praia fica incómoda. Detesto estar a escrever e sentir a testa a ficar encharcada. Devia ter cortado o cabelo antes de vir para a praia?

julho 30, 2003

AMOR?
Pode o amor existir nos Blogs? Pode, se existir fora deles. Ou não é?

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AMOR?

Pode o amor existir nos Blogs? Pode, se existir fora deles. Ou não é?
QUE NÓIA!
O que se passou no Sporting com o Estádio, forrado a casa de banho por fora e ainda, por cima, a que leio em todo o lado, cheio de erros por dentro? Até corei a ler hoje o Jornal de Negócios. Aquela de colocarem os invisuais atrás de um placard nem no Burkina Faso seria possível.

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QUE NÓIA!

O que se passou no Sporting com o Estádio, forrado a casa de banho por fora e ainda, por cima, a que leio em todo o lado, cheio de erros por dentro? Até corei a ler hoje o Jornal de Negócios. Aquela de colocarem os invisuais atrás de um placard nem no Burkina Faso seria possível.

BOA PERGUNTA
Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.

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BOA PERGUNTA

Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.
QUASE NADA
Há dias em que o calor é tanto que não apetece fazer quase nada a não ser pensar num sítio simpático, com ar condicionado e boa comida para o jantar. Acreditem que encontrar uma coisa destas no Algarve não é tarefa fácil.

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QUASE NADA

Há dias em que o calor é tanto que não apetece fazer quase nada a não ser pensar num sítio simpático, com ar condicionado e boa comida para o jantar. Acreditem que encontrar uma coisa destas no Algarve não é tarefa fácil.
CURIOSIDADE
Vale a pena dar uma vista de olhos a esta notícia da Wired sobre uma nova forma de publicação virtual destinada a pequenas comunidades e à necessidade que elas têm de obter alguma informação especializada.

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CURIOSIDADE

Vale a pena dar uma vista de olhos a esta notícia da Wired sobre uma nova forma de publicação virtual destinada a pequenas comunidades e à necessidade que elas têm de obter alguma informação especializada.
MAIS BRASIL
Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.

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MAIS BRASIL

Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.

julho 29, 2003

SERVIÇO PÚBLICO
Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.

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SERVIÇO PÚBLICO

Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.
OLHEM PARA BOB HOPE!
O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”

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OLHEM PARA BOB HOPE!

O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”
CURIOSIDADES
Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...

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CURIOSIDADES

Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...
HISTÓRIA
Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.

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HISTÓRIA

Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.
LIMITES
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.

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LIMITES

A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.

julho 28, 2003

O JANTAR
Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.
E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.
Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».
Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.

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O JANTAR

Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.

E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.

Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».

Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.

julho 27, 2003

IGUAL
Cada vez que vejo um carro igual ao teu vejo-te lá dentro.

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IGUAL

Cada vez que vejo um carro igual ao teu vejo-te lá dentro.
DOMINGO
Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.

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DOMINGO

Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.

PILHAGENS
Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.

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PILHAGENS

Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.
HÁ MUITO TEMPO QUE NÃO ME DIVERTIA ASSIM
Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.

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HÁ MUITO TEMPO QUE NÃO ME DIVERTIA ASSIM

Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.

julho 26, 2003

FEELING
Nestes dias escaldantes, quando passa uma brisa, é como se me tocasses.

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FEELING

Nestes dias escaldantes, quando passa uma brisa, é como se me tocasses.
JORNAIS
Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.
Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.

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JORNAIS

Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.

Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.
COMPRAS
Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.

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COMPRAS

Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.
INSÓNIAS
Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.

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INSÓNIAS

Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.

julho 25, 2003

QUE
Gostava que acreditasses. Gostava tanto QUE acreditasses. Só.

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QUE

Gostava que acreditasses. Gostava tanto QUE acreditasses. Só.
TENHO
Tenho pena, tenho tanta pena. Estou tão triste.

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TENHO

Tenho pena, tenho tanta pena. Estou tão triste.
TV INTERACTIVA
Belo artigo o da Wired sobre a televisão interactiva, a odisseia de já quase 20 anos de diversas formas de televisão não tradicional, desde a «enhanced tv» até aos dias de hoje. Excerto: "Audiences are lazy and TV still caters to the lowest common denominator," quipped Fifth Wheel and Blind Date Co-Executive Producer Harley Tat. "We're operating from a heady place where we're thinking about the future, but plenty of viewers don't have PCs and haven't upgraded their cell phones in years. If the information isn't right in front of them while they're microwaving mac and cheese, it's not going to happen. ETV has to be so simple that they can do it half-baked and horizontal on the couch."

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TV INTERACTIVA

Belo artigo o da Wired sobre a televisão interactiva, a odisseia de já quase 20 anos de diversas formas de televisão não tradicional, desde a «enhanced tv» até aos dias de hoje. Excerto: "Audiences are lazy and TV still caters to the lowest common denominator," quipped Fifth Wheel and Blind Date Co-Executive Producer Harley Tat. "We're operating from a heady place where we're thinking about the future, but plenty of viewers don't have PCs and haven't upgraded their cell phones in years. If the information isn't right in front of them while they're microwaving mac and cheese, it's not going to happen. ETV has to be so simple that they can do it half-baked and horizontal on the couch."



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BLOG CHIC
Encontrei o Nuno Artur Silva, com quem gosto sempre de falar - desde há muitos e bons anos. Vira-se ele para mim, confessa ser leitor assíduo deste blog. Pergunto-lhe: «já tens um?. E ele:« Isto está na fase em que toda a gente tem e eu achei melhor não ter. E eu: «Pareces o Pacheco Pereira a falar dos telemóveis». A conversa parece parva, mas o que é engraçado é que retrata um pouco o estado da nação nesta matéria: de facto os blogs explodiram e graças ao tradicional mecanismo de «I'll scratch your back, you'll scratch mine» que é tão típico em Portugal. Ganhar notoriedade com um blog não é muito difícil: bastam meia dúzia de citações nos blogs certos e, depois, as coisas sucedem em cascata - e o mecanismo das citações recíprocas ajuda a que tudo funcione em efeito de bola de neve. No meio de tudo fica uma questão: o mecanismo das citações recíprocas anula no entanto o efeito confessional essencial dos blogs - melhor, desvia-o do universo em geral para o universo exclusivo da blogosfera. Até que ponto isto tudo se vai tornar redutor é a dúvida que eu tenho.

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BLOG CHIC

Encontrei o Nuno Artur Silva, com quem gosto sempre de falar - desde há muitos e bons anos. Vira-se ele para mim, confessa ser leitor assíduo deste blog. Pergunto-lhe: «já tens um?. E ele:« Isto está na fase em que toda a gente tem e eu achei melhor não ter. E eu: «Pareces o Pacheco Pereira a falar dos telemóveis». A conversa parece parva, mas o que é engraçado é que retrata um pouco o estado da nação nesta matéria: de facto os blogs explodiram e graças ao tradicional mecanismo de «I'll scratch your back, you'll scratch mine» que é tão típico em Portugal. Ganhar notoriedade com um blog não é muito difícil: bastam meia dúzia de citações nos blogs certos e, depois, as coisas sucedem em cascata - e o mecanismo das citações recíprocas ajuda a que tudo funcione em efeito de bola de neve. No meio de tudo fica uma questão: o mecanismo das citações recíprocas anula no entanto o efeito confessional essencial dos blogs - melhor, desvia-o do universo em geral para o universo exclusivo da blogosfera. Até que ponto isto tudo se vai tornar redutor é a dúvida que eu tenho.



O QUE FALTOU
Dez horas em Lisboa, a correr de uma reunião para outra e no fim falhei o que eu mais queria.

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O QUE FALTOU

Dez horas em Lisboa, a correr de uma reunião para outra e no fim falhei o que eu mais queria.
O SEGREDO
Outro resultado da minha viagem foi a compra de «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, que o Nelson de Matos me avisou ter sido editado em Portugal pela D. Quixote. É de facto um livro fantástico. Já o comecei a devorar, espero acabar com ele hoje no areal. Em calhando, amanhã volto ao assunto. Para já cito o que Ian McEwan escreveu sobre ele:
um magnífico retrato da fraqueza humana, uma pequena obra-prima de observação e de estilo.

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O SEGREDO

Outro resultado da minha viagem foi a compra de «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, que o Nelson de Matos me avisou ter sido editado em Portugal pela D. Quixote. É de facto um livro fantástico. Já o comecei a devorar, espero acabar com ele hoje no areal. Em calhando, amanhã volto ao assunto. Para já cito o que Ian McEwan escreveu sobre ele:

um magnífico retrato da fraqueza humana, uma pequena obra-prima de observação e de estilo.
BOM RAW!
Ontem estive em Lisboa e finalmente consegui comprar «Raw», o disco de Kiko de que já se falou por aqui. Vim a ouvi-lo no regresso ao Algarve e dei por bem empregue o dinheiro. Grande voz, sensual, com «funk» a rodos, boa escolha de repertório (de Stevie Wonder a Irving Berlim, passando por Duke Ellington e Cole Porter. Destaque ainda para uma composição de Laurent Filipe, um dos músicos que integra (com Paulo Gomes, Paulo Pinto, Pedro Barreiros e Bruno Pedroso) a sólida formação que acompanha Kiko numa sucessão de arranjos muitíssimo bem conseguidos. Descubram a obra em kikojazz.

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BOM RAW!

Ontem estive em Lisboa e finalmente consegui comprar «Raw», o disco de Kiko de que já se falou por aqui. Vim a ouvi-lo no regresso ao Algarve e dei por bem empregue o dinheiro. Grande voz, sensual, com «funk» a rodos, boa escolha de repertório (de Stevie Wonder a Irving Berlim, passando por Duke Ellington e Cole Porter. Destaque ainda para uma composição de Laurent Filipe, um dos músicos que integra (com Paulo Gomes, Paulo Pinto, Pedro Barreiros e Bruno Pedroso) a sólida formação que acompanha Kiko numa sucessão de arranjos muitíssimo bem conseguidos. Descubram a obra em kikojazz.

julho 24, 2003

SILÊNCIO
Hoje estou em crise criativa. Espero voltar aos blogs amanhã. Quando não se tem nada para dizer, o melhor é estar calado.
Fico assim a pensar que esse é um dos problemas dos media tradicionais: é sempre preciso encontrar alguma coisa para dizer, matéria para encher as páginas de papel ou os minutos de rádio e de televisão. Aprendi o que sei nesta vida de comunicação numa agência noticiosa. O «lead» da notícia só podia ter 35 palavras - nem mais uma. Passar das 20 linhas de então (no tempo dos telex) era facto insólito. Habituei-me a ser parco nas palavras. A recolher apenas o essencial. A ver o que era notícia e podia usar as 20 linhas ou o que não era nada e não tinha lugar. A agência só emitia um telex se houvesse alguma coisa a dizer. Reportava, não inventava.
Vejo hoje as semelhanças que, de certo modo, existem com os blogs: aqui só vale a pena escrever quando há alguma coisa a dizer. Não há obrigatoriedade de que alguma coisa aconteça. Ainda bem.

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SILÊNCIO

Hoje estou em crise criativa. Espero voltar aos blogs amanhã. Quando não se tem nada para dizer, o melhor é estar calado.

Fico assim a pensar que esse é um dos problemas dos media tradicionais: é sempre preciso encontrar alguma coisa para dizer, matéria para encher as páginas de papel ou os minutos de rádio e de televisão. Aprendi o que sei nesta vida de comunicação numa agência noticiosa. O «lead» da notícia só podia ter 35 palavras - nem mais uma. Passar das 20 linhas de então (no tempo dos telex) era facto insólito. Habituei-me a ser parco nas palavras. A recolher apenas o essencial. A ver o que era notícia e podia usar as 20 linhas ou o que não era nada e não tinha lugar. A agência só emitia um telex se houvesse alguma coisa a dizer. Reportava, não inventava.

Vejo hoje as semelhanças que, de certo modo, existem com os blogs: aqui só vale a pena escrever quando há alguma coisa a dizer. Não há obrigatoriedade de que alguma coisa aconteça. Ainda bem.

ESCUTAS
Das duas uma: ou isto das escutas se resolve e esclarece ou vai acabar por destruir o próprio processo onde nasceram.
Das duas uma: ou o segredo de justiça começa a ser levado a sério, ou da maneira como as coisas estão hoje em dia vai deixar de haver justiça de vez.
Das duas uma: Ou este processo provoca resultados, ou o povo em geral deixa mesmo de acreditar nisto tudo.

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ESCUTAS

Das duas uma: ou isto das escutas se resolve e esclarece ou vai acabar por destruir o próprio processo onde nasceram.

Das duas uma: ou o segredo de justiça começa a ser levado a sério, ou da maneira como as coisas estão hoje em dia vai deixar de haver justiça de vez.

Das duas uma: Ou este processo provoca resultados, ou o povo em geral deixa mesmo de acreditar nisto tudo.
SAUDADES
Já tinha saudades de estar aqui com o meu blog, a olhar para vocês. É curiosa esta comunicação: nunca vos vejo, mas sei quantos são, de onde vêm, os contadores de visitas dão-me dados preciosos. É engraçado ver o fluxo de visitas ao longo do dia, perceber quais são as horas de ponta.
As reacções que se obtêm são completamente diferentes das dos jornais - durante anos escrevi colunas semanais que nunca motivaram grandes mails. Agora, tenho sempre alguém de novo à espreita no hotmail. Boa.

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SAUDADES

Já tinha saudades de estar aqui com o meu blog, a olhar para vocês. É curiosa esta comunicação: nunca vos vejo, mas sei quantos são, de onde vêm, os contadores de visitas dão-me dados preciosos. É engraçado ver o fluxo de visitas ao longo do dia, perceber quais são as horas de ponta.

As reacções que se obtêm são completamente diferentes das dos jornais - durante anos escrevi colunas semanais que nunca motivaram grandes mails. Agora, tenho sempre alguém de novo à espreita no hotmail. Boa.

julho 23, 2003

SILLY SEASON 4
Porque é que as mulheres param sempre em dupla fila frente à loja onde vão estar meia hora a provar trapos? E porque é que refilam quando um cidadão que ficou com o carro trancado com o delas faz má cara ao fim de dez minutos a buzinar sem ninguém aparecer? Porque é que as mulheres acham que os seus carros não devem seguir as regras de estacionamento aplicáveis ao geral da população?

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SILLY SEASON 4

Porque é que as mulheres param sempre em dupla fila frente à loja onde vão estar meia hora a provar trapos? E porque é que refilam quando um cidadão que ficou com o carro trancado com o delas faz má cara ao fim de dez minutos a buzinar sem ninguém aparecer? Porque é que as mulheres acham que os seus carros não devem seguir as regras de estacionamento aplicáveis ao geral da população?
SILLY SEASON 3
Todos os dias começam da mesma maneira: frente à banca de jornais. Olho para os títulos, folheio alguns, levo outros. Na capa de uma revista leio que afinal o casamento de Alexandra Lencastre vai sobre rodas; noutra, mesmo ao lado, fico a saber que a estrela da versão hard da «Música no Coração», conhecida por «Ana & os Sete»está radiante no romance com o novo namorado. É de mim ou o calor afectou os cérebros?

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SILLY SEASON 3

Todos os dias começam da mesma maneira: frente à banca de jornais. Olho para os títulos, folheio alguns, levo outros. Na capa de uma revista leio que afinal o casamento de Alexandra Lencastre vai sobre rodas; noutra, mesmo ao lado, fico a saber que a estrela da versão hard da «Música no Coração», conhecida por «Ana & os Sete»está radiante no romance com o novo namorado. É de mim ou o calor afectou os cérebros?
SILLY SEASON 2
Descobriu-se agora o que já toda a gente sabia: o edifício do El Corte Inglés foi feito à revelia das normas legais, das licenças de construção e, ao que parece, de algumas normas de segurança. A coisa demorou ano e meio a descobrir-se, depois de um pedido de inquérito formulado pelo Bloco de Esquerda. Parece que a obra arrancou sem estar devidamente licenciada - mas como era coisa pequena ninguém na Câmara de então deve ter reparado. Só falta agora a Dra. Maria Barroso vir dizer que este ataque a João Soares é mais uma prova de que querem acabar com a família Soares na política portuguesa.

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SILLY SEASON 2

Descobriu-se agora o que já toda a gente sabia: o edifício do El Corte Inglés foi feito à revelia das normas legais, das licenças de construção e, ao que parece, de algumas normas de segurança. A coisa demorou ano e meio a descobrir-se, depois de um pedido de inquérito formulado pelo Bloco de Esquerda. Parece que a obra arrancou sem estar devidamente licenciada - mas como era coisa pequena ninguém na Câmara de então deve ter reparado. Só falta agora a Dra. Maria Barroso vir dizer que este ataque a João Soares é mais uma prova de que querem acabar com a família Soares na política portuguesa.