PARA TI
Tenho saudades de tudo o que ainda falta.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
julho 13, 2003
COISAS DE FLOR
«PARA A SEMANA É QUE É: Várias pessoas peroraram já sobre a primeira página da última edição do Expresso. O Expresso noticia as indecisões autorais de Freitas do Amaral e dedica uma caixa inteira às lamúrias da ex-mulher de Pinto da Costa. Umas páginas à frente, o Expresso publica um avassalador código de conduta que, entre outros aspectos, destaca o interesse público que, necessariamente, deve existir nas notícias deste jornal. Disto tudo, só podemos, evidentemente, tirar uma conclusão: o código de conduta do Expresso entra em vigor na próxima semana. » - mais uma brilahnte nota na
Flor de Obsessão
«PARA A SEMANA É QUE É: Várias pessoas peroraram já sobre a primeira página da última edição do Expresso. O Expresso noticia as indecisões autorais de Freitas do Amaral e dedica uma caixa inteira às lamúrias da ex-mulher de Pinto da Costa. Umas páginas à frente, o Expresso publica um avassalador código de conduta que, entre outros aspectos, destaca o interesse público que, necessariamente, deve existir nas notícias deste jornal. Disto tudo, só podemos, evidentemente, tirar uma conclusão: o código de conduta do Expresso entra em vigor na próxima semana. » - mais uma brilahnte nota na
Flor de Obsessão
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COISAS DE FLOR
«PARA A SEMANA É QUE É: Várias pessoas peroraram já sobre a primeira página da última edição do Expresso. O Expresso noticia as indecisões autorais de Freitas do Amaral e dedica uma caixa inteira às lamúrias da ex-mulher de Pinto da Costa. Umas páginas à frente, o Expresso publica um avassalador código de conduta que, entre outros aspectos, destaca o interesse público que, necessariamente, deve existir nas notícias deste jornal. Disto tudo, só podemos, evidentemente, tirar uma conclusão: o código de conduta do Expresso entra em vigor na próxima semana. » - mais uma brilahnte nota na
Flor de Obsessão
«PARA A SEMANA É QUE É: Várias pessoas peroraram já sobre a primeira página da última edição do Expresso. O Expresso noticia as indecisões autorais de Freitas do Amaral e dedica uma caixa inteira às lamúrias da ex-mulher de Pinto da Costa. Umas páginas à frente, o Expresso publica um avassalador código de conduta que, entre outros aspectos, destaca o interesse público que, necessariamente, deve existir nas notícias deste jornal. Disto tudo, só podemos, evidentemente, tirar uma conclusão: o código de conduta do Expresso entra em vigor na próxima semana. » - mais uma brilahnte nota na
Flor de Obsessão
COISAS DO DICIONÁRIO
«FAÇAM O QUE EU DIGO, NÃO FAÇAM O QUE EU FAÇO: O Expresso publica um código de conduta? Acho óptimo, vou estudá-lo com o maior interesse. Mas na mesma edição em que entrevista a (ainda) mulher de Pinto da Costa a contar histórias exclusivamente da vida privada de ambos? Haja vergonha. » O Dicionário do Diabo está em grande forma.
«FAÇAM O QUE EU DIGO, NÃO FAÇAM O QUE EU FAÇO: O Expresso publica um código de conduta? Acho óptimo, vou estudá-lo com o maior interesse. Mas na mesma edição em que entrevista a (ainda) mulher de Pinto da Costa a contar histórias exclusivamente da vida privada de ambos? Haja vergonha. » O Dicionário do Diabo está em grande forma.
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COISAS DO DICIONÁRIO
«FAÇAM O QUE EU DIGO, NÃO FAÇAM O QUE EU FAÇO: O Expresso publica um código de conduta? Acho óptimo, vou estudá-lo com o maior interesse. Mas na mesma edição em que entrevista a (ainda) mulher de Pinto da Costa a contar histórias exclusivamente da vida privada de ambos? Haja vergonha. » O Dicionário do Diabo está em grande forma.
«FAÇAM O QUE EU DIGO, NÃO FAÇAM O QUE EU FAÇO: O Expresso publica um código de conduta? Acho óptimo, vou estudá-lo com o maior interesse. Mas na mesma edição em que entrevista a (ainda) mulher de Pinto da Costa a contar histórias exclusivamente da vida privada de ambos? Haja vergonha. » O Dicionário do Diabo está em grande forma.
QUE RAIO DE SEMANA
A «Spectator» tem uma coluna regular intitulada «Portrait Of The Week» que se revela sempre de uma leitura deliciosa. Não resisto a transcrever parte da que saíu na edição mais recente da revista: «Silvio Berlusconi, Prime Minister of Italy, annoyed the Germans by telling Martin Schulz, a German MEP: ‘Mr Schulz, there is a producer in Italy making a film on the Nazi concentration camps. I shall have to recommend you for the role of commandant. You would be perfect.’ Mr Berlusconi, who was responding to claims that he is unfit to represent the European Union during Italy’s six-month presidency, explained that he was making an ‘ironic’ joke, but Chancellor Gerhard Schröder of Germany demanded an apology. Mr Berlusconi declined to do more than express ‘regret’ that he had been misinterpreted. Mr Schröder threatened to cancel his summer holiday in Italy. Two young Chechen women killed themselves and 15 other people by detonating explosive-filled belts at a rock festival in Moscow. Laleh and Ladan Bijani, Siamese twins joined at the head, died aged 29 on the third day of an operation in Singapore to separate them. Several American soldiers and a young British journalist, Richard Wild, were killed in Iraq. Arab broadcasters played two taped messages of support, apparently from Saddam Hussein, for ‘the heroic resistance fighters’ in Iraq. The Foreign Office and the House of Commons expressed concern about Washington’s decision to put two Britons held at Guantanamo Bay — Feroz Abbasi from Croydon and Moazam Begg from Birmingham — on trial before an American military tribunal. The chief executive of Hong Kong, Tung Chee-Hwa, was forced to bow to popular pressure and delay an anti-subversion law. In South Korea, a father hurled his daughter’s computer out of a 12th-floor window, annoyed that she was surfing the Internet instead of greeting him. The computer landed on a four-year-old girl, inflicting severe facial injuries. »
A «Spectator» tem uma coluna regular intitulada «Portrait Of The Week» que se revela sempre de uma leitura deliciosa. Não resisto a transcrever parte da que saíu na edição mais recente da revista: «Silvio Berlusconi, Prime Minister of Italy, annoyed the Germans by telling Martin Schulz, a German MEP: ‘Mr Schulz, there is a producer in Italy making a film on the Nazi concentration camps. I shall have to recommend you for the role of commandant. You would be perfect.’ Mr Berlusconi, who was responding to claims that he is unfit to represent the European Union during Italy’s six-month presidency, explained that he was making an ‘ironic’ joke, but Chancellor Gerhard Schröder of Germany demanded an apology. Mr Berlusconi declined to do more than express ‘regret’ that he had been misinterpreted. Mr Schröder threatened to cancel his summer holiday in Italy. Two young Chechen women killed themselves and 15 other people by detonating explosive-filled belts at a rock festival in Moscow. Laleh and Ladan Bijani, Siamese twins joined at the head, died aged 29 on the third day of an operation in Singapore to separate them. Several American soldiers and a young British journalist, Richard Wild, were killed in Iraq. Arab broadcasters played two taped messages of support, apparently from Saddam Hussein, for ‘the heroic resistance fighters’ in Iraq. The Foreign Office and the House of Commons expressed concern about Washington’s decision to put two Britons held at Guantanamo Bay — Feroz Abbasi from Croydon and Moazam Begg from Birmingham — on trial before an American military tribunal. The chief executive of Hong Kong, Tung Chee-Hwa, was forced to bow to popular pressure and delay an anti-subversion law. In South Korea, a father hurled his daughter’s computer out of a 12th-floor window, annoyed that she was surfing the Internet instead of greeting him. The computer landed on a four-year-old girl, inflicting severe facial injuries. »
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QUE RAIO DE SEMANA
A «Spectator» tem uma coluna regular intitulada «Portrait Of The Week» que se revela sempre de uma leitura deliciosa. Não resisto a transcrever parte da que saíu na edição mais recente da revista: «Silvio Berlusconi, Prime Minister of Italy, annoyed the Germans by telling Martin Schulz, a German MEP: ‘Mr Schulz, there is a producer in Italy making a film on the Nazi concentration camps. I shall have to recommend you for the role of commandant. You would be perfect.’ Mr Berlusconi, who was responding to claims that he is unfit to represent the European Union during Italy’s six-month presidency, explained that he was making an ‘ironic’ joke, but Chancellor Gerhard Schröder of Germany demanded an apology. Mr Berlusconi declined to do more than express ‘regret’ that he had been misinterpreted. Mr Schröder threatened to cancel his summer holiday in Italy. Two young Chechen women killed themselves and 15 other people by detonating explosive-filled belts at a rock festival in Moscow. Laleh and Ladan Bijani, Siamese twins joined at the head, died aged 29 on the third day of an operation in Singapore to separate them. Several American soldiers and a young British journalist, Richard Wild, were killed in Iraq. Arab broadcasters played two taped messages of support, apparently from Saddam Hussein, for ‘the heroic resistance fighters’ in Iraq. The Foreign Office and the House of Commons expressed concern about Washington’s decision to put two Britons held at Guantanamo Bay — Feroz Abbasi from Croydon and Moazam Begg from Birmingham — on trial before an American military tribunal. The chief executive of Hong Kong, Tung Chee-Hwa, was forced to bow to popular pressure and delay an anti-subversion law. In South Korea, a father hurled his daughter’s computer out of a 12th-floor window, annoyed that she was surfing the Internet instead of greeting him. The computer landed on a four-year-old girl, inflicting severe facial injuries. »
A «Spectator» tem uma coluna regular intitulada «Portrait Of The Week» que se revela sempre de uma leitura deliciosa. Não resisto a transcrever parte da que saíu na edição mais recente da revista: «Silvio Berlusconi, Prime Minister of Italy, annoyed the Germans by telling Martin Schulz, a German MEP: ‘Mr Schulz, there is a producer in Italy making a film on the Nazi concentration camps. I shall have to recommend you for the role of commandant. You would be perfect.’ Mr Berlusconi, who was responding to claims that he is unfit to represent the European Union during Italy’s six-month presidency, explained that he was making an ‘ironic’ joke, but Chancellor Gerhard Schröder of Germany demanded an apology. Mr Berlusconi declined to do more than express ‘regret’ that he had been misinterpreted. Mr Schröder threatened to cancel his summer holiday in Italy. Two young Chechen women killed themselves and 15 other people by detonating explosive-filled belts at a rock festival in Moscow. Laleh and Ladan Bijani, Siamese twins joined at the head, died aged 29 on the third day of an operation in Singapore to separate them. Several American soldiers and a young British journalist, Richard Wild, were killed in Iraq. Arab broadcasters played two taped messages of support, apparently from Saddam Hussein, for ‘the heroic resistance fighters’ in Iraq. The Foreign Office and the House of Commons expressed concern about Washington’s decision to put two Britons held at Guantanamo Bay — Feroz Abbasi from Croydon and Moazam Begg from Birmingham — on trial before an American military tribunal. The chief executive of Hong Kong, Tung Chee-Hwa, was forced to bow to popular pressure and delay an anti-subversion law. In South Korea, a father hurled his daughter’s computer out of a 12th-floor window, annoyed that she was surfing the Internet instead of greeting him. The computer landed on a four-year-old girl, inflicting severe facial injuries. »
ARTE ILEGAL
Na Galeria dos Artistas do Museu de Arte Moderna de São Francisco abriu uma exposição intitulada «Illegal Art» que exibe uma série de trabalhos de artistas que desafiam as restrições actuais de utilização de marcas protegidas e das leis que regulamentam o copyright. A Wired tem uma reportagem sobre o assunto que vale a pena ler, com vários links (inclusive para a própria exposição) que vale a pena ver. Um dos organizadores classifica a mostra como um acto de desobediência civil. A organização coube à revista «Freedom Of Expression» e vem colocar de novo em cima da mesa os limites de utilização de materiais é imagens do domínio publico na criatividade artística - algo que tem também muito a ver com o que aparece em alguns (bons) blogs.
Na Galeria dos Artistas do Museu de Arte Moderna de São Francisco abriu uma exposição intitulada «Illegal Art» que exibe uma série de trabalhos de artistas que desafiam as restrições actuais de utilização de marcas protegidas e das leis que regulamentam o copyright. A Wired tem uma reportagem sobre o assunto que vale a pena ler, com vários links (inclusive para a própria exposição) que vale a pena ver. Um dos organizadores classifica a mostra como um acto de desobediência civil. A organização coube à revista «Freedom Of Expression» e vem colocar de novo em cima da mesa os limites de utilização de materiais é imagens do domínio publico na criatividade artística - algo que tem também muito a ver com o que aparece em alguns (bons) blogs.
TAMAGOSHI
Agora, cada vez que me sento pela manhã frente ao computador e abro o programa do Blogger, sinto-me como se estivesse a alimentar o meu Tamagoshi. Começo a descobrir que desenvolvo uma relação pessoal de afectividade com o meu blog (e com alguns blogs de outros, até de pessoas que não conheço). Dou por mim a guardar durante o dia ideias para o blog, a tomar nota de coisas (já tenho um caderninho para o blog). Qunado viajo na blogosfera surpreendo-me com o que encontro, com as coisas que os bloggers escolhem para as suas páginas, com o cuidado plástico que muitos colocam, com o que já descobri nos últimos tempos graça ao blog - desde o reencontro de velhos amigos, até à descoberta de novos fotógrafos, passando por boas polémicas, muito humor e bastante sentimento. O dia já não é bem o mesmo quando não alimento logo o meu tamagoshi.
Agora, cada vez que me sento pela manhã frente ao computador e abro o programa do Blogger, sinto-me como se estivesse a alimentar o meu Tamagoshi. Começo a descobrir que desenvolvo uma relação pessoal de afectividade com o meu blog (e com alguns blogs de outros, até de pessoas que não conheço). Dou por mim a guardar durante o dia ideias para o blog, a tomar nota de coisas (já tenho um caderninho para o blog). Qunado viajo na blogosfera surpreendo-me com o que encontro, com as coisas que os bloggers escolhem para as suas páginas, com o cuidado plástico que muitos colocam, com o que já descobri nos últimos tempos graça ao blog - desde o reencontro de velhos amigos, até à descoberta de novos fotógrafos, passando por boas polémicas, muito humor e bastante sentimento. O dia já não é bem o mesmo quando não alimento logo o meu tamagoshi.
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ARTE ILEGAL
Na Galeria dos Artistas do Museu de Arte Moderna de São Francisco abriu uma exposição intitulada «Illegal Art» que exibe uma série de trabalhos de artistas que desafiam as restrições actuais de utilização de marcas protegidas e das leis que regulamentam o copyright. A Wired tem uma reportagem sobre o assunto que vale a pena ler, com vários links (inclusive para a própria exposição) que vale a pena ver. Um dos organizadores classifica a mostra como um acto de desobediência civil. A organização coube à revista «Freedom Of Expression» e vem colocar de novo em cima da mesa os limites de utilização de materiais é imagens do domínio publico na criatividade artística - algo que tem também muito a ver com o que aparece em alguns (bons) blogs.
Na Galeria dos Artistas do Museu de Arte Moderna de São Francisco abriu uma exposição intitulada «Illegal Art» que exibe uma série de trabalhos de artistas que desafiam as restrições actuais de utilização de marcas protegidas e das leis que regulamentam o copyright. A Wired tem uma reportagem sobre o assunto que vale a pena ler, com vários links (inclusive para a própria exposição) que vale a pena ver. Um dos organizadores classifica a mostra como um acto de desobediência civil. A organização coube à revista «Freedom Of Expression» e vem colocar de novo em cima da mesa os limites de utilização de materiais é imagens do domínio publico na criatividade artística - algo que tem também muito a ver com o que aparece em alguns (bons) blogs.
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TAMAGOSHI
Agora, cada vez que me sento pela manhã frente ao computador e abro o programa do Blogger, sinto-me como se estivesse a alimentar o meu Tamagoshi. Começo a descobrir que desenvolvo uma relação pessoal de afectividade com o meu blog (e com alguns blogs de outros, até de pessoas que não conheço). Dou por mim a guardar durante o dia ideias para o blog, a tomar nota de coisas (já tenho um caderninho para o blog). Qunado viajo na blogosfera surpreendo-me com o que encontro, com as coisas que os bloggers escolhem para as suas páginas, com o cuidado plástico que muitos colocam, com o que já descobri nos últimos tempos graça ao blog - desde o reencontro de velhos amigos, até à descoberta de novos fotógrafos, passando por boas polémicas, muito humor e bastante sentimento. O dia já não é bem o mesmo quando não alimento logo o meu tamagoshi.
Agora, cada vez que me sento pela manhã frente ao computador e abro o programa do Blogger, sinto-me como se estivesse a alimentar o meu Tamagoshi. Começo a descobrir que desenvolvo uma relação pessoal de afectividade com o meu blog (e com alguns blogs de outros, até de pessoas que não conheço). Dou por mim a guardar durante o dia ideias para o blog, a tomar nota de coisas (já tenho um caderninho para o blog). Qunado viajo na blogosfera surpreendo-me com o que encontro, com as coisas que os bloggers escolhem para as suas páginas, com o cuidado plástico que muitos colocam, com o que já descobri nos últimos tempos graça ao blog - desde o reencontro de velhos amigos, até à descoberta de novos fotógrafos, passando por boas polémicas, muito humor e bastante sentimento. O dia já não é bem o mesmo quando não alimento logo o meu tamagoshi.
julho 12, 2003
MAIS UMA IMAGEM
Na capa da edição on line da New Yorker está uma fotografia de Arnold Schwarzenegger feita por Richard Avedon. O pretexto é o artigo (imperdível) que vem lá dentro sobre o Terminator 3:
When the T-X finds a bloody dressing that has fallen from the wounded John Connor, she touches it with her tongue, analyzes the DNA in a second, and lets out a momentary “Aaah” of what, if she were a practicing vampire, one would have to call pleasure. As for the scatterings of visual wit, I would not choose to be the person who tells Arnold Schwarzenegger that the fine details of Terminator style—the leathers, the bike, the boots, and, yes, a pair of shades dusted with spangles—are now within an inch of a gay fetish.
Na capa da edição on line da New Yorker está uma fotografia de Arnold Schwarzenegger feita por Richard Avedon. O pretexto é o artigo (imperdível) que vem lá dentro sobre o Terminator 3:
When the T-X finds a bloody dressing that has fallen from the wounded John Connor, she touches it with her tongue, analyzes the DNA in a second, and lets out a momentary “Aaah” of what, if she were a practicing vampire, one would have to call pleasure. As for the scatterings of visual wit, I would not choose to be the person who tells Arnold Schwarzenegger that the fine details of Terminator style—the leathers, the bike, the boots, and, yes, a pair of shades dusted with spangles—are now within an inch of a gay fetish.
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MAIS UMA IMAGEM
Na capa da edição on line da New Yorker está uma fotografia de Arnold Schwarzenegger feita por Richard Avedon. O pretexto é o artigo (imperdível) que vem lá dentro sobre o Terminator 3:
When the T-X finds a bloody dressing that has fallen from the wounded John Connor, she touches it with her tongue, analyzes the DNA in a second, and lets out a momentary “Aaah” of what, if she were a practicing vampire, one would have to call pleasure. As for the scatterings of visual wit, I would not choose to be the person who tells Arnold Schwarzenegger that the fine details of Terminator style—the leathers, the bike, the boots, and, yes, a pair of shades dusted with spangles—are now within an inch of a gay fetish.
Na capa da edição on line da New Yorker está uma fotografia de Arnold Schwarzenegger feita por Richard Avedon. O pretexto é o artigo (imperdível) que vem lá dentro sobre o Terminator 3:
When the T-X finds a bloody dressing that has fallen from the wounded John Connor, she touches it with her tongue, analyzes the DNA in a second, and lets out a momentary “Aaah” of what, if she were a practicing vampire, one would have to call pleasure. As for the scatterings of visual wit, I would not choose to be the person who tells Arnold Schwarzenegger that the fine details of Terminator style—the leathers, the bike, the boots, and, yes, a pair of shades dusted with spangles—are now within an inch of a gay fetish.
A Wired publica on line um belo artigo assinado por Katie Dean : os voluntários de ONG's de carácter humanitário, em missões no estrangeiro, utilizam os seus blogs como diários de uma experiência que sobretudo constituem crónicas sobre o que é a vida das pessoas em sociedades despadaçadas por conflitos. Na verdade, observa a autora, esses blogs destinam-se a alertar as sociedades ocidentais, na esperança que elas reajam e prestem auxílio. O artigo contém bons links com excelentes exemplos do que Katie Dean diz.
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A Wired publica on line um belo artigo assinado por Katie Dean : os voluntários de ONG's de carácter humanitário, em missões no estrangeiro, utilizam os seus blogs como diários de uma experiência que sobretudo constituem crónicas sobre o que é a vida das pessoas em sociedades despadaçadas por conflitos. Na verdade, observa a autora, esses blogs destinam-se a alertar as sociedades ocidentais, na esperança que elas reajam e prestem auxílio. O artigo contém bons links com excelentes exemplos do que Katie Dean diz.
JORNAIS DE SÁBADO 2
E pronto, aí está o diálogo entre um jornal e um blog. O meu velho amigo Pedro Rolo Duarte escreve-me hoje, no seu diário publicado no DNA. Desafia-me para um almoço no Magnolia Café. A ideia parece-me excelente, já estou a salivar com a imagem da salada de rosbife - ainda por cima acompanhada por uma boa conversa. Combinado Pedro, falamos ao telefone para acertar as coisas.
E pronto, aí está o diálogo entre um jornal e um blog. O meu velho amigo Pedro Rolo Duarte escreve-me hoje, no seu diário publicado no DNA. Desafia-me para um almoço no Magnolia Café. A ideia parece-me excelente, já estou a salivar com a imagem da salada de rosbife - ainda por cima acompanhada por uma boa conversa. Combinado Pedro, falamos ao telefone para acertar as coisas.
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JORNAIS DE SÁBADO 2
E pronto, aí está o diálogo entre um jornal e um blog. O meu velho amigo Pedro Rolo Duarte escreve-me hoje, no seu diário publicado no DNA. Desafia-me para um almoço no Magnolia Café. A ideia parece-me excelente, já estou a salivar com a imagem da salada de rosbife - ainda por cima acompanhada por uma boa conversa. Combinado Pedro, falamos ao telefone para acertar as coisas.
E pronto, aí está o diálogo entre um jornal e um blog. O meu velho amigo Pedro Rolo Duarte escreve-me hoje, no seu diário publicado no DNA. Desafia-me para um almoço no Magnolia Café. A ideia parece-me excelente, já estou a salivar com a imagem da salada de rosbife - ainda por cima acompanhada por uma boa conversa. Combinado Pedro, falamos ao telefone para acertar as coisas.
JORNAIS DE SÁBADO 1
A coisa que mais me impressiona no «Expresso» é a ligeireza com que publica notícias. Fez do boato uma arma poderosa e incorporou-a no seu Livro de Estilo. Esta semana tocou-me à porta: mesmo depois de ter sido feito um desmentido formal na quinta-feira sobre rumores que circulavam a propósito do fim do programa «Bombordo», da actual RTP 2, eis que abro o «Expresso» e lá vejo, na última página, o dado adquirido: o «Bombordo» vai acabar. Aproveito o meu blog para esclarecer: o «Bombordo», como outros programas que existem na RTP 2, vai mudar o método de produção, o processo de produção. Mas o «Bombordo» não vai acabar. Pelo contrário, o «Bombordo» - e a temática do ambiente, da vida marítima e dos oceanos - vai ser melhor tratada na futura grelha que tem sido na actual.
A coisa que mais me impressiona no «Expresso» é a ligeireza com que publica notícias. Fez do boato uma arma poderosa e incorporou-a no seu Livro de Estilo. Esta semana tocou-me à porta: mesmo depois de ter sido feito um desmentido formal na quinta-feira sobre rumores que circulavam a propósito do fim do programa «Bombordo», da actual RTP 2, eis que abro o «Expresso» e lá vejo, na última página, o dado adquirido: o «Bombordo» vai acabar. Aproveito o meu blog para esclarecer: o «Bombordo», como outros programas que existem na RTP 2, vai mudar o método de produção, o processo de produção. Mas o «Bombordo» não vai acabar. Pelo contrário, o «Bombordo» - e a temática do ambiente, da vida marítima e dos oceanos - vai ser melhor tratada na futura grelha que tem sido na actual.
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JORNAIS DE SÁBADO 1
A coisa que mais me impressiona no «Expresso» é a ligeireza com que publica notícias. Fez do boato uma arma poderosa e incorporou-a no seu Livro de Estilo. Esta semana tocou-me à porta: mesmo depois de ter sido feito um desmentido formal na quinta-feira sobre rumores que circulavam a propósito do fim do programa «Bombordo», da actual RTP 2, eis que abro o «Expresso» e lá vejo, na última página, o dado adquirido: o «Bombordo» vai acabar. Aproveito o meu blog para esclarecer: o «Bombordo», como outros programas que existem na RTP 2, vai mudar o método de produção, o processo de produção. Mas o «Bombordo» não vai acabar. Pelo contrário, o «Bombordo» - e a temática do ambiente, da vida marítima e dos oceanos - vai ser melhor tratada na futura grelha que tem sido na actual.
A coisa que mais me impressiona no «Expresso» é a ligeireza com que publica notícias. Fez do boato uma arma poderosa e incorporou-a no seu Livro de Estilo. Esta semana tocou-me à porta: mesmo depois de ter sido feito um desmentido formal na quinta-feira sobre rumores que circulavam a propósito do fim do programa «Bombordo», da actual RTP 2, eis que abro o «Expresso» e lá vejo, na última página, o dado adquirido: o «Bombordo» vai acabar. Aproveito o meu blog para esclarecer: o «Bombordo», como outros programas que existem na RTP 2, vai mudar o método de produção, o processo de produção. Mas o «Bombordo» não vai acabar. Pelo contrário, o «Bombordo» - e a temática do ambiente, da vida marítima e dos oceanos - vai ser melhor tratada na futura grelha que tem sido na actual.
julho 11, 2003
FOTOGRAFIAS
Pedro Guimarães é um dos novos fotógrafos portugueses cujo trabalho vale a pena seguir. Foi um outro devoto da fotografia, que comigo tem feito causas comuns, o João Bafo, que me chamou a atenção para o trabalho de Pedro Guimarães. Ganhou o Prémio FNAC e o seu portfolio pode ser visto aqui .
Pedro Guimarães é um dos novos fotógrafos portugueses cujo trabalho vale a pena seguir. Foi um outro devoto da fotografia, que comigo tem feito causas comuns, o João Bafo, que me chamou a atenção para o trabalho de Pedro Guimarães. Ganhou o Prémio FNAC e o seu portfolio pode ser visto aqui .
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FOTOGRAFIAS
Pedro Guimarães é um dos novos fotógrafos portugueses cujo trabalho vale a pena seguir. Foi um outro devoto da fotografia, que comigo tem feito causas comuns, o João Bafo, que me chamou a atenção para o trabalho de Pedro Guimarães. Ganhou o Prémio FNAC e o seu portfolio pode ser visto aqui .
Pedro Guimarães é um dos novos fotógrafos portugueses cujo trabalho vale a pena seguir. Foi um outro devoto da fotografia, que comigo tem feito causas comuns, o João Bafo, que me chamou a atenção para o trabalho de Pedro Guimarães. Ganhou o Prémio FNAC e o seu portfolio pode ser visto aqui .
8 PESSOAS SIMPÁTICAS
Apresentam-se assim: têm experiência, são escritores, estão no desemprego há mais de um ano, começam a ficar aflitos e têm muito que contar. Fizeram um site, a que chamam «a nova realidade». Vale a pena ver descobrir estas histórias, acompanhar, como eles dizem as suas aventuras no 8 Good People .
Apresentam-se assim: têm experiência, são escritores, estão no desemprego há mais de um ano, começam a ficar aflitos e têm muito que contar. Fizeram um site, a que chamam «a nova realidade». Vale a pena ver descobrir estas histórias, acompanhar, como eles dizem as suas aventuras no 8 Good People .
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8 PESSOAS SIMPÁTICAS
Apresentam-se assim: têm experiência, são escritores, estão no desemprego há mais de um ano, começam a ficar aflitos e têm muito que contar. Fizeram um site, a que chamam «a nova realidade». Vale a pena ver descobrir estas histórias, acompanhar, como eles dizem as suas aventuras no 8 Good People .
Apresentam-se assim: têm experiência, são escritores, estão no desemprego há mais de um ano, começam a ficar aflitos e têm muito que contar. Fizeram um site, a que chamam «a nova realidade». Vale a pena ver descobrir estas histórias, acompanhar, como eles dizem as suas aventuras no 8 Good People .
FAST FAST
Dois dias cheios, de reuniões, opiniões, muitas discussões. A de ontem - uma mesa redonda no Convento da Arrábida sobre «Televisão - Estado, mercado e sociedade civil» correu bem: os cépticos foram cépticos, os especuladores foram especuladores e os atentos foram muito atentos. Assim até dá gosto, ainda para mais com a Arrábida por pano de fundo - é mesmo dos sítios mais bonitos de Portugal.
Dois dias cheios, de reuniões, opiniões, muitas discussões. A de ontem - uma mesa redonda no Convento da Arrábida sobre «Televisão - Estado, mercado e sociedade civil» correu bem: os cépticos foram cépticos, os especuladores foram especuladores e os atentos foram muito atentos. Assim até dá gosto, ainda para mais com a Arrábida por pano de fundo - é mesmo dos sítios mais bonitos de Portugal.
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FAST FAST
Dois dias cheios, de reuniões, opiniões, muitas discussões. A de ontem - uma mesa redonda no Convento da Arrábida sobre «Televisão - Estado, mercado e sociedade civil» correu bem: os cépticos foram cépticos, os especuladores foram especuladores e os atentos foram muito atentos. Assim até dá gosto, ainda para mais com a Arrábida por pano de fundo - é mesmo dos sítios mais bonitos de Portugal.
Dois dias cheios, de reuniões, opiniões, muitas discussões. A de ontem - uma mesa redonda no Convento da Arrábida sobre «Televisão - Estado, mercado e sociedade civil» correu bem: os cépticos foram cépticos, os especuladores foram especuladores e os atentos foram muito atentos. Assim até dá gosto, ainda para mais com a Arrábida por pano de fundo - é mesmo dos sítios mais bonitos de Portugal.
HOJE A ESQUINA ESTÁ IMPRESSA...
Como hoje é sexta a Esquina tem a versão impressa no «Jornal de Negócios», com as habituais Recomendações:
Para hoje: Jazz com o Quinteto de Ralph Peterson no Parque de Palmela, Cascais, 21h30.
Para amanhã: Tito Andrónico, de Shakespeare, numa encenação de Luis Miguel Cintra, Teatro Nacional D. Maria II, 21h00.
Para depois de amanhã: Não perca a exposição sobre a obra de arquitectura e design Mies Van Der Rohe, exposta no Centro Cultural de Belém até dia 27.
Para sempre: Restaurante «A Galeria Gemelli», Rua de S.Bento 334, telefone 213882016.
Como hoje é sexta a Esquina tem a versão impressa no «Jornal de Negócios», com as habituais Recomendações:
Para hoje: Jazz com o Quinteto de Ralph Peterson no Parque de Palmela, Cascais, 21h30.
Para amanhã: Tito Andrónico, de Shakespeare, numa encenação de Luis Miguel Cintra, Teatro Nacional D. Maria II, 21h00.
Para depois de amanhã: Não perca a exposição sobre a obra de arquitectura e design Mies Van Der Rohe, exposta no Centro Cultural de Belém até dia 27.
Para sempre: Restaurante «A Galeria Gemelli», Rua de S.Bento 334, telefone 213882016.
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HOJE A ESQUINA ESTÁ IMPRESSA...
Como hoje é sexta a Esquina tem a versão impressa no «Jornal de Negócios», com as habituais Recomendações:
Para hoje: Jazz com o Quinteto de Ralph Peterson no Parque de Palmela, Cascais, 21h30.
Para amanhã: Tito Andrónico, de Shakespeare, numa encenação de Luis Miguel Cintra, Teatro Nacional D. Maria II, 21h00.
Para depois de amanhã: Não perca a exposição sobre a obra de arquitectura e design Mies Van Der Rohe, exposta no Centro Cultural de Belém até dia 27.
Para sempre: Restaurante «A Galeria Gemelli», Rua de S.Bento 334, telefone 213882016.
Como hoje é sexta a Esquina tem a versão impressa no «Jornal de Negócios», com as habituais Recomendações:
Para hoje: Jazz com o Quinteto de Ralph Peterson no Parque de Palmela, Cascais, 21h30.
Para amanhã: Tito Andrónico, de Shakespeare, numa encenação de Luis Miguel Cintra, Teatro Nacional D. Maria II, 21h00.
Para depois de amanhã: Não perca a exposição sobre a obra de arquitectura e design Mies Van Der Rohe, exposta no Centro Cultural de Belém até dia 27.
Para sempre: Restaurante «A Galeria Gemelli», Rua de S.Bento 334, telefone 213882016.
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CONDUTAS...
Parece que o «Expresso» desta semana vai publicar um «Código de Conduta». A dúvida está em saber como regulamentam a publicação de fretes e em conhecer o livro de estilo da publicação de escutas telefónicas.
Parece que o «Expresso» desta semana vai publicar um «Código de Conduta». A dúvida está em saber como regulamentam a publicação de fretes e em conhecer o livro de estilo da publicação de escutas telefónicas.
julho 10, 2003
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Ooops...
Dia difícil para pensar. Apetecia-me ficar a olhar para um ecrã de televisão que passasse um grande plano de um peixe a nadar num aquário.
Dia difícil para pensar. Apetecia-me ficar a olhar para um ecrã de televisão que passasse um grande plano de um peixe a nadar num aquário.
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O CÉU
Ele há dias em que não se vislumbra o azul do céu e o mundo é dominado por quatro paredes.
Ele há dias em que não se vislumbra o azul do céu e o mundo é dominado por quatro paredes.
julho 09, 2003
QUEM DISSE CARAMBA?
Melhor citação sobre o tema:
«Bolas
O presidente disse "caramba"?
Dassssse!»
In o incontornável jaquinzinhos
Melhor citação sobre o tema:
«Bolas
O presidente disse "caramba"?
Dassssse!»
In o incontornável jaquinzinhos
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QUEM DISSE CARAMBA?
Melhor citação sobre o tema:
«Bolas
O presidente disse "caramba"?
Dassssse!»
In o incontornável jaquinzinhos
Melhor citação sobre o tema:
«Bolas
O presidente disse "caramba"?
Dassssse!»
In o incontornável jaquinzinhos
LAVAR A VISTA
Quando precisarem de aliviar o pensamento e tonificar a vista dirijam-se ao ABsurdo e deliciem-se com a magnífica galeria de imagens que lá está, de fotografias a cartazes de cinema.
Quando precisarem de aliviar o pensamento e tonificar a vista dirijam-se ao ABsurdo e deliciem-se com a magnífica galeria de imagens que lá está, de fotografias a cartazes de cinema.
NOTÍCIAS ON LINE
Ora espreitem lá isto AQUI para permanecerem informados acerca das últimas notícias sobre a influência da net no jornalismo e os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos e de edição.
Ora espreitem lá isto AQUI para permanecerem informados acerca das últimas notícias sobre a influência da net no jornalismo e os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos e de edição.
DUPLA FILA
A coisa me me transtorna mais no meio do caos do trânsito lisboeta é a mania de parar em segunda fila, entupindo o trânsito. Para-se em segunda fila para ir tomar um café, para-se em segunda fila para ir comprar um jornal, para-se em segunda fila para ir buscar uma coisa à loja: outro dia um amigo meu garantiu-me ser impensável abrir qualquer loja cujo público fundamental seja feminino num local onde não se possa parar em segunda fila - é que, as mulheres, dizia ele, nunca vão aos parques de estacionamento e gostam sempre de entrar e sair a correr dos sítios. Na vida já tinha notado isso, reperei depois que também em relação ao trânsito esta característica feminina se mantém imutável.
Para cúmulo hoje de manhã até vi um carro dá polícia parado em segunda fila, enquanto o guarda tinha ido á tabacaria - talvez jogar no totoloto, digo eu.
A coisa me me transtorna mais no meio do caos do trânsito lisboeta é a mania de parar em segunda fila, entupindo o trânsito. Para-se em segunda fila para ir tomar um café, para-se em segunda fila para ir comprar um jornal, para-se em segunda fila para ir buscar uma coisa à loja: outro dia um amigo meu garantiu-me ser impensável abrir qualquer loja cujo público fundamental seja feminino num local onde não se possa parar em segunda fila - é que, as mulheres, dizia ele, nunca vão aos parques de estacionamento e gostam sempre de entrar e sair a correr dos sítios. Na vida já tinha notado isso, reperei depois que também em relação ao trânsito esta característica feminina se mantém imutável.
Para cúmulo hoje de manhã até vi um carro dá polícia parado em segunda fila, enquanto o guarda tinha ido á tabacaria - talvez jogar no totoloto, digo eu.
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DUPLA FILA
A coisa me me transtorna mais no meio do caos do trânsito lisboeta é a mania de parar em segunda fila, entupindo o trânsito. Para-se em segunda fila para ir tomar um café, para-se em segunda fila para ir comprar um jornal, para-se em segunda fila para ir buscar uma coisa à loja: outro dia um amigo meu garantiu-me ser impensável abrir qualquer loja cujo público fundamental seja feminino num local onde não se possa parar em segunda fila - é que, as mulheres, dizia ele, nunca vão aos parques de estacionamento e gostam sempre de entrar e sair a correr dos sítios. Na vida já tinha notado isso, reperei depois que também em relação ao trânsito esta característica feminina se mantém imutável.
Para cúmulo hoje de manhã até vi um carro dá polícia parado em segunda fila, enquanto o guarda tinha ido á tabacaria - talvez jogar no totoloto, digo eu.
A coisa me me transtorna mais no meio do caos do trânsito lisboeta é a mania de parar em segunda fila, entupindo o trânsito. Para-se em segunda fila para ir tomar um café, para-se em segunda fila para ir comprar um jornal, para-se em segunda fila para ir buscar uma coisa à loja: outro dia um amigo meu garantiu-me ser impensável abrir qualquer loja cujo público fundamental seja feminino num local onde não se possa parar em segunda fila - é que, as mulheres, dizia ele, nunca vão aos parques de estacionamento e gostam sempre de entrar e sair a correr dos sítios. Na vida já tinha notado isso, reperei depois que também em relação ao trânsito esta característica feminina se mantém imutável.
Para cúmulo hoje de manhã até vi um carro dá polícia parado em segunda fila, enquanto o guarda tinha ido á tabacaria - talvez jogar no totoloto, digo eu.
POR CONTA
Esta coisas de haver quem não queira pagar impostos irrita-me bastante. É claro que é mais simpático não ter que se pagar - mas nesse caso não se pode esperar que o Estado faça o que quer que seja - e sobretudo não se pode repensar toda a fiscalidade se não se encontrar forma de levar a pagar os que sistematicamente não pagam. A mim vão-me ao ordenado todos os meses e eu não refilo: porque é que quem trabalha por conta própria não há-de ter que pagar, ainda por cima uma média de 20 contos por mês? Demagogia pura e simples é o que os taxistas andam a fazer, com o elucidativo apoio de todos os que andam por trás à espreita - são no fundo os mesmos de sempre.
Esta coisas de haver quem não queira pagar impostos irrita-me bastante. É claro que é mais simpático não ter que se pagar - mas nesse caso não se pode esperar que o Estado faça o que quer que seja - e sobretudo não se pode repensar toda a fiscalidade se não se encontrar forma de levar a pagar os que sistematicamente não pagam. A mim vão-me ao ordenado todos os meses e eu não refilo: porque é que quem trabalha por conta própria não há-de ter que pagar, ainda por cima uma média de 20 contos por mês? Demagogia pura e simples é o que os taxistas andam a fazer, com o elucidativo apoio de todos os que andam por trás à espreita - são no fundo os mesmos de sempre.
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POR CONTA
Esta coisas de haver quem não queira pagar impostos irrita-me bastante. É claro que é mais simpático não ter que se pagar - mas nesse caso não se pode esperar que o Estado faça o que quer que seja - e sobretudo não se pode repensar toda a fiscalidade se não se encontrar forma de levar a pagar os que sistematicamente não pagam. A mim vão-me ao ordenado todos os meses e eu não refilo: porque é que quem trabalha por conta própria não há-de ter que pagar, ainda por cima uma média de 20 contos por mês? Demagogia pura e simples é o que os taxistas andam a fazer, com o elucidativo apoio de todos os que andam por trás à espreita - são no fundo os mesmos de sempre.
Esta coisas de haver quem não queira pagar impostos irrita-me bastante. É claro que é mais simpático não ter que se pagar - mas nesse caso não se pode esperar que o Estado faça o que quer que seja - e sobretudo não se pode repensar toda a fiscalidade se não se encontrar forma de levar a pagar os que sistematicamente não pagam. A mim vão-me ao ordenado todos os meses e eu não refilo: porque é que quem trabalha por conta própria não há-de ter que pagar, ainda por cima uma média de 20 contos por mês? Demagogia pura e simples é o que os taxistas andam a fazer, com o elucidativo apoio de todos os que andam por trás à espreita - são no fundo os mesmos de sempre.
julho 08, 2003
A IMAGEM
Só para ver a histórica fotografia que Richard Avedon fez há uns anos de Katherine Hepburn vale a pena ir à homepage da New Yorker E já que lá está leia a belíssima evocação da carreira da actriz escrita por Claudia Roth Pierpont, assim como a revisitação dos filmes que marcaram a sua carreira.
Só para ver a histórica fotografia que Richard Avedon fez há uns anos de Katherine Hepburn vale a pena ir à homepage da New Yorker E já que lá está leia a belíssima evocação da carreira da actriz escrita por Claudia Roth Pierpont, assim como a revisitação dos filmes que marcaram a sua carreira.
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A IMAGEM
Só para ver a histórica fotografia que Richard Avedon fez há uns anos de Katherine Hepburn vale a pena ir à homepage da New Yorker E já que lá está leia a belíssima evocação da carreira da actriz escrita por Claudia Roth Pierpont, assim como a revisitação dos filmes que marcaram a sua carreira.
Só para ver a histórica fotografia que Richard Avedon fez há uns anos de Katherine Hepburn vale a pena ir à homepage da New Yorker E já que lá está leia a belíssima evocação da carreira da actriz escrita por Claudia Roth Pierpont, assim como a revisitação dos filmes que marcaram a sua carreira.
RADAR & TERTÚLIA
Qual pode ser a semelhança entre o radar e um blog? Ambos são instrumentos de detecção: o radar é-o por função, o blog torna-se num por vocação.
Passo a explicar: Nos últimos dias tenho andado a espiolhar uma série de blogs que aparecem no fenómeno cascata (o das citações mútuas sucessivas) e rapidamente se conclui que em muitos deles é fácil detectar o estado de espírito dos respectivos autores. As mais das vezes reflectem-se paixões, descobertas, mas também desilusões. Os blogs, por serem tão confessionais, são o espelho perfeito de quem os escreve e mostram, quando são verdadeiramente bons, como estão os bloggers quando os escrevem. Um daqueles que mais me tem captado a atenção é o deslizar no sonho, onde se vai percebendo a matriz das principais preocupações, a recorrência de assuntos, mas muito principalmente a utilização de citações para fazer uma transferência de estados de espírito. Outras vezes, frases súbitas, irrompem com força para mostrar a dor: Primeiro o sentimento é de indignação que se transforma em raiva, depois permanece uma dolorosa decepção pelo leviano julgamento ou comentários impiedosos dos outros.
Uma das coisas curiosas nos blogs e nos bloggers é a relação de extrema cumplicidade que se estabelece entre o exibicionismo e o voyeurismo. Cada blogger é as duas coisas em permanência, como bem mostra a bomba inteligente. Um blogger alimenta sempre a esperança de ser lido, por mais intimista e confessional que seja o seu blog (por isso o expõe num espaço público), e gosta de partir à descoberta de outros seus semelhantes e, sobretudo, de quem o lê - e a tarefa é facilitada pelos motores de busca de utilizadores.
Um blog é ao mesmo tempo um grito e um posto de observação, é uma espécie de castelo medieval de refúgio para trovadores - deve ser por isso que existem tantas referências poéticas.
Esta partilha de sentimentos constante que os blogs proporcionam é um dos maiores factores de atracção - e o que tem permitido que os blogs sejam mais que um grupo solto e desconexo de identidades e se tornem em comunidades e em meio de comunicação entre elas. Na verdade, o blog é o novo espaço da tertúlia, o novo ponto de encontro - ao contrário dos chats e dos sms, os blogs são conteúdos que ficam, que permanecem, que são infinitamente partilháveis. É desta partilha que nascem todas as cumplicidades. Será assim?
Qual pode ser a semelhança entre o radar e um blog? Ambos são instrumentos de detecção: o radar é-o por função, o blog torna-se num por vocação.
Passo a explicar: Nos últimos dias tenho andado a espiolhar uma série de blogs que aparecem no fenómeno cascata (o das citações mútuas sucessivas) e rapidamente se conclui que em muitos deles é fácil detectar o estado de espírito dos respectivos autores. As mais das vezes reflectem-se paixões, descobertas, mas também desilusões. Os blogs, por serem tão confessionais, são o espelho perfeito de quem os escreve e mostram, quando são verdadeiramente bons, como estão os bloggers quando os escrevem. Um daqueles que mais me tem captado a atenção é o deslizar no sonho, onde se vai percebendo a matriz das principais preocupações, a recorrência de assuntos, mas muito principalmente a utilização de citações para fazer uma transferência de estados de espírito. Outras vezes, frases súbitas, irrompem com força para mostrar a dor: Primeiro o sentimento é de indignação que se transforma em raiva, depois permanece uma dolorosa decepção pelo leviano julgamento ou comentários impiedosos dos outros.
Uma das coisas curiosas nos blogs e nos bloggers é a relação de extrema cumplicidade que se estabelece entre o exibicionismo e o voyeurismo. Cada blogger é as duas coisas em permanência, como bem mostra a bomba inteligente. Um blogger alimenta sempre a esperança de ser lido, por mais intimista e confessional que seja o seu blog (por isso o expõe num espaço público), e gosta de partir à descoberta de outros seus semelhantes e, sobretudo, de quem o lê - e a tarefa é facilitada pelos motores de busca de utilizadores.
Um blog é ao mesmo tempo um grito e um posto de observação, é uma espécie de castelo medieval de refúgio para trovadores - deve ser por isso que existem tantas referências poéticas.
Esta partilha de sentimentos constante que os blogs proporcionam é um dos maiores factores de atracção - e o que tem permitido que os blogs sejam mais que um grupo solto e desconexo de identidades e se tornem em comunidades e em meio de comunicação entre elas. Na verdade, o blog é o novo espaço da tertúlia, o novo ponto de encontro - ao contrário dos chats e dos sms, os blogs são conteúdos que ficam, que permanecem, que são infinitamente partilháveis. É desta partilha que nascem todas as cumplicidades. Será assim?
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RADAR & TERTÚLIA
Qual pode ser a semelhança entre o radar e um blog? Ambos são instrumentos de detecção: o radar é-o por função, o blog torna-se num por vocação.
Passo a explicar: Nos últimos dias tenho andado a espiolhar uma série de blogs que aparecem no fenómeno cascata (o das citações mútuas sucessivas) e rapidamente se conclui que em muitos deles é fácil detectar o estado de espírito dos respectivos autores. As mais das vezes reflectem-se paixões, descobertas, mas também desilusões. Os blogs, por serem tão confessionais, são o espelho perfeito de quem os escreve e mostram, quando são verdadeiramente bons, como estão os bloggers quando os escrevem. Um daqueles que mais me tem captado a atenção é o deslizar no sonho, onde se vai percebendo a matriz das principais preocupações, a recorrência de assuntos, mas muito principalmente a utilização de citações para fazer uma transferência de estados de espírito. Outras vezes, frases súbitas, irrompem com força para mostrar a dor: Primeiro o sentimento é de indignação que se transforma em raiva, depois permanece uma dolorosa decepção pelo leviano julgamento ou comentários impiedosos dos outros.
Uma das coisas curiosas nos blogs e nos bloggers é a relação de extrema cumplicidade que se estabelece entre o exibicionismo e o voyeurismo. Cada blogger é as duas coisas em permanência, como bem mostra a bomba inteligente. Um blogger alimenta sempre a esperança de ser lido, por mais intimista e confessional que seja o seu blog (por isso o expõe num espaço público), e gosta de partir à descoberta de outros seus semelhantes e, sobretudo, de quem o lê - e a tarefa é facilitada pelos motores de busca de utilizadores.
Um blog é ao mesmo tempo um grito e um posto de observação, é uma espécie de castelo medieval de refúgio para trovadores - deve ser por isso que existem tantas referências poéticas.
Esta partilha de sentimentos constante que os blogs proporcionam é um dos maiores factores de atracção - e o que tem permitido que os blogs sejam mais que um grupo solto e desconexo de identidades e se tornem em comunidades e em meio de comunicação entre elas. Na verdade, o blog é o novo espaço da tertúlia, o novo ponto de encontro - ao contrário dos chats e dos sms, os blogs são conteúdos que ficam, que permanecem, que são infinitamente partilháveis. É desta partilha que nascem todas as cumplicidades. Será assim?
Qual pode ser a semelhança entre o radar e um blog? Ambos são instrumentos de detecção: o radar é-o por função, o blog torna-se num por vocação.
Passo a explicar: Nos últimos dias tenho andado a espiolhar uma série de blogs que aparecem no fenómeno cascata (o das citações mútuas sucessivas) e rapidamente se conclui que em muitos deles é fácil detectar o estado de espírito dos respectivos autores. As mais das vezes reflectem-se paixões, descobertas, mas também desilusões. Os blogs, por serem tão confessionais, são o espelho perfeito de quem os escreve e mostram, quando são verdadeiramente bons, como estão os bloggers quando os escrevem. Um daqueles que mais me tem captado a atenção é o deslizar no sonho, onde se vai percebendo a matriz das principais preocupações, a recorrência de assuntos, mas muito principalmente a utilização de citações para fazer uma transferência de estados de espírito. Outras vezes, frases súbitas, irrompem com força para mostrar a dor: Primeiro o sentimento é de indignação que se transforma em raiva, depois permanece uma dolorosa decepção pelo leviano julgamento ou comentários impiedosos dos outros.
Uma das coisas curiosas nos blogs e nos bloggers é a relação de extrema cumplicidade que se estabelece entre o exibicionismo e o voyeurismo. Cada blogger é as duas coisas em permanência, como bem mostra a bomba inteligente. Um blogger alimenta sempre a esperança de ser lido, por mais intimista e confessional que seja o seu blog (por isso o expõe num espaço público), e gosta de partir à descoberta de outros seus semelhantes e, sobretudo, de quem o lê - e a tarefa é facilitada pelos motores de busca de utilizadores.
Um blog é ao mesmo tempo um grito e um posto de observação, é uma espécie de castelo medieval de refúgio para trovadores - deve ser por isso que existem tantas referências poéticas.
Esta partilha de sentimentos constante que os blogs proporcionam é um dos maiores factores de atracção - e o que tem permitido que os blogs sejam mais que um grupo solto e desconexo de identidades e se tornem em comunidades e em meio de comunicação entre elas. Na verdade, o blog é o novo espaço da tertúlia, o novo ponto de encontro - ao contrário dos chats e dos sms, os blogs são conteúdos que ficam, que permanecem, que são infinitamente partilháveis. É desta partilha que nascem todas as cumplicidades. Será assim?
julho 07, 2003
O QUE É A OBJECTIVIDADE?
Muito oportuno o artigo de capa da edição mais recente da Columbia Journalism Review, sobre o que é a objectividade Re-thinking Objectivity. Partindo dos acontecimentos à volta da Guerra do Iraque e da cobertura que foi feita, o autor do artigo, Brent Cunningham, analisa seriamente uma das mais cruciais questões do jornalismo contemporâneo e que bem aguda se tem vindo a tornar em Portugal nos últimos tempos - de facto proliferam as notícias escritas a partir de uma posição pré-estabelecida, na realidade tendenciosas, o que muitas vezes distorce a realidade dos factos e a importância relativa das coisas - a posição pró-Bloco de Esquerda de numero considerável de jornalistas teve uma influência assinalável no invulgarmente rápido ganho de notoriedade desta organização política antes das últimas eleições. Uma pequena citação para abrir o apetite para o texto que está lo link acima: «The test, though, should not be whether it is tendentious, but whether it is true. There are those who will argue that if you start fooling around with the standard of objectivity you open the door to partisanship. But mainstream reporters by and large are not ideological warriors. They are imperfect people performing a difficult job that is crucial to society. Letting them write what they know and encouraging them to dig toward some deeper understanding of things is not biased, it is essential. Reporters should feel free, as Daniel Bice says, to "call it as we see it, but not be committed to one side or the other." Their professional values make them, Herbert Gans argues, akin to reformers, and they should embrace that aspect of what they do, not hide it for fear of being slapped with a bias charge. And when actual bias seeps in - as it surely will - the self-policing in the newsroom must be vigorous. Witness the memo John Carroll, editor of the Los Angeles Times, wrote last month to his staff after a front-page piece on a new Texas abortion law veered left of center: "I want everyone to understand how serious I am about purging all political bias from our coverage." ».
Muito oportuno o artigo de capa da edição mais recente da Columbia Journalism Review, sobre o que é a objectividade Re-thinking Objectivity. Partindo dos acontecimentos à volta da Guerra do Iraque e da cobertura que foi feita, o autor do artigo, Brent Cunningham, analisa seriamente uma das mais cruciais questões do jornalismo contemporâneo e que bem aguda se tem vindo a tornar em Portugal nos últimos tempos - de facto proliferam as notícias escritas a partir de uma posição pré-estabelecida, na realidade tendenciosas, o que muitas vezes distorce a realidade dos factos e a importância relativa das coisas - a posição pró-Bloco de Esquerda de numero considerável de jornalistas teve uma influência assinalável no invulgarmente rápido ganho de notoriedade desta organização política antes das últimas eleições. Uma pequena citação para abrir o apetite para o texto que está lo link acima: «The test, though, should not be whether it is tendentious, but whether it is true. There are those who will argue that if you start fooling around with the standard of objectivity you open the door to partisanship. But mainstream reporters by and large are not ideological warriors. They are imperfect people performing a difficult job that is crucial to society. Letting them write what they know and encouraging them to dig toward some deeper understanding of things is not biased, it is essential. Reporters should feel free, as Daniel Bice says, to "call it as we see it, but not be committed to one side or the other." Their professional values make them, Herbert Gans argues, akin to reformers, and they should embrace that aspect of what they do, not hide it for fear of being slapped with a bias charge. And when actual bias seeps in - as it surely will - the self-policing in the newsroom must be vigorous. Witness the memo John Carroll, editor of the Los Angeles Times, wrote last month to his staff after a front-page piece on a new Texas abortion law veered left of center: "I want everyone to understand how serious I am about purging all political bias from our coverage." ».
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O QUE É A OBJECTIVIDADE?
Muito oportuno o artigo de capa da edição mais recente da Columbia Journalism Review, sobre o que é a objectividade Re-thinking Objectivity. Partindo dos acontecimentos à volta da Guerra do Iraque e da cobertura que foi feita, o autor do artigo, Brent Cunningham, analisa seriamente uma das mais cruciais questões do jornalismo contemporâneo e que bem aguda se tem vindo a tornar em Portugal nos últimos tempos - de facto proliferam as notícias escritas a partir de uma posição pré-estabelecida, na realidade tendenciosas, o que muitas vezes distorce a realidade dos factos e a importância relativa das coisas - a posição pró-Bloco de Esquerda de numero considerável de jornalistas teve uma influência assinalável no invulgarmente rápido ganho de notoriedade desta organização política antes das últimas eleições. Uma pequena citação para abrir o apetite para o texto que está lo link acima: «The test, though, should not be whether it is tendentious, but whether it is true. There are those who will argue that if you start fooling around with the standard of objectivity you open the door to partisanship. But mainstream reporters by and large are not ideological warriors. They are imperfect people performing a difficult job that is crucial to society. Letting them write what they know and encouraging them to dig toward some deeper understanding of things is not biased, it is essential. Reporters should feel free, as Daniel Bice says, to "call it as we see it, but not be committed to one side or the other." Their professional values make them, Herbert Gans argues, akin to reformers, and they should embrace that aspect of what they do, not hide it for fear of being slapped with a bias charge. And when actual bias seeps in - as it surely will - the self-policing in the newsroom must be vigorous. Witness the memo John Carroll, editor of the Los Angeles Times, wrote last month to his staff after a front-page piece on a new Texas abortion law veered left of center: "I want everyone to understand how serious I am about purging all political bias from our coverage." ».
Muito oportuno o artigo de capa da edição mais recente da Columbia Journalism Review, sobre o que é a objectividade Re-thinking Objectivity. Partindo dos acontecimentos à volta da Guerra do Iraque e da cobertura que foi feita, o autor do artigo, Brent Cunningham, analisa seriamente uma das mais cruciais questões do jornalismo contemporâneo e que bem aguda se tem vindo a tornar em Portugal nos últimos tempos - de facto proliferam as notícias escritas a partir de uma posição pré-estabelecida, na realidade tendenciosas, o que muitas vezes distorce a realidade dos factos e a importância relativa das coisas - a posição pró-Bloco de Esquerda de numero considerável de jornalistas teve uma influência assinalável no invulgarmente rápido ganho de notoriedade desta organização política antes das últimas eleições. Uma pequena citação para abrir o apetite para o texto que está lo link acima: «The test, though, should not be whether it is tendentious, but whether it is true. There are those who will argue that if you start fooling around with the standard of objectivity you open the door to partisanship. But mainstream reporters by and large are not ideological warriors. They are imperfect people performing a difficult job that is crucial to society. Letting them write what they know and encouraging them to dig toward some deeper understanding of things is not biased, it is essential. Reporters should feel free, as Daniel Bice says, to "call it as we see it, but not be committed to one side or the other." Their professional values make them, Herbert Gans argues, akin to reformers, and they should embrace that aspect of what they do, not hide it for fear of being slapped with a bias charge. And when actual bias seeps in - as it surely will - the self-policing in the newsroom must be vigorous. Witness the memo John Carroll, editor of the Los Angeles Times, wrote last month to his staff after a front-page piece on a new Texas abortion law veered left of center: "I want everyone to understand how serious I am about purging all political bias from our coverage." ».
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RÁDIO À MEDIDA
Um dos problemas das estações de rádio hoje em dia é o da formatação das play-lists, que repetem vezes sem conta as mesmas canções e que dificultam a descoberta de novos valores novas produções. Uma rádio de internet londrina, last.fm, parece ter resolvido o problema, criando um filtro especial que permite adequar a emissão aos gostos de cada ouvinte. A história vem contada na Wired e pode ligar-se à rádio clicando no seu nome last.fm
Um dos problemas das estações de rádio hoje em dia é o da formatação das play-lists, que repetem vezes sem conta as mesmas canções e que dificultam a descoberta de novos valores novas produções. Uma rádio de internet londrina, last.fm, parece ter resolvido o problema, criando um filtro especial que permite adequar a emissão aos gostos de cada ouvinte. A história vem contada na Wired e pode ligar-se à rádio clicando no seu nome last.fm
RÁDIO À MEDIDA
Um dos problemas das estações de rádio hoje em dia é o da formatação das play-lists, que repetem vezes sem conta as mesmas canções e que dificultam a descoberta de novos valores novas produções. Uma rádio de internet londrina, last.fm, parece ter resolvido o problema, criando um filtro especial que permite adequar a emissão aos gostos de cada ouvinte. A história vem contada na Wired e pode ligar-se à rádio clicando no seu nome last.fm
Um dos problemas das estações de rádio hoje em dia é o da formatação das play-lists, que repetem vezes sem conta as mesmas canções e que dificultam a descoberta de novos valores novas produções. Uma rádio de internet londrina, last.fm, parece ter resolvido o problema, criando um filtro especial que permite adequar a emissão aos gostos de cada ouvinte. A história vem contada na Wired e pode ligar-se à rádio clicando no seu nome last.fm
A VOZ DE McBEAL
Acabei de saber que Barry White, o cantor negro da voz aveludada e das canções românticas, morreu sexta-feira passada com 58 anos. Com uma carreira construída ao longo de três décadas, White foi redescoberto há poucos anos por novos públicos quando algumas das suas canções foram usadas como banda sonora da série de televisão «Ally McBeal». Em 2000 ganhou um Grammy pela interpretação do tema «Staying Power». Com a sua voz forte de barítono e canções hiper-românticas, White serviu ambém de banda sonora a muitas paixões que se desenvolveram ao som de temas como "You're the First, the Last, My Everything" e "Can't Get Enough of Your Love, Babe." Foi ainda um dos precursores do fenómeno disco-sound com o seu «Love Theme», de 1973, que se tornou uma das fontes de samplagem para uma geração de rappers.
Acabei de saber que Barry White, o cantor negro da voz aveludada e das canções românticas, morreu sexta-feira passada com 58 anos. Com uma carreira construída ao longo de três décadas, White foi redescoberto há poucos anos por novos públicos quando algumas das suas canções foram usadas como banda sonora da série de televisão «Ally McBeal». Em 2000 ganhou um Grammy pela interpretação do tema «Staying Power». Com a sua voz forte de barítono e canções hiper-românticas, White serviu ambém de banda sonora a muitas paixões que se desenvolveram ao som de temas como "You're the First, the Last, My Everything" e "Can't Get Enough of Your Love, Babe." Foi ainda um dos precursores do fenómeno disco-sound com o seu «Love Theme», de 1973, que se tornou uma das fontes de samplagem para uma geração de rappers.
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A VOZ DE McBEAL
Acabei de saber que Barry White, o cantor negro da voz aveludada e das canções românticas, morreu sexta-feira passada com 58 anos. Com uma carreira construída ao longo de três décadas, White foi redescoberto há poucos anos por novos públicos quando algumas das suas canções foram usadas como banda sonora da série de televisão «Ally McBeal». Em 2000 ganhou um Grammy pela interpretação do tema «Staying Power». Com a sua voz forte de barítono e canções hiper-românticas, White serviu ambém de banda sonora a muitas paixões que se desenvolveram ao som de temas como "You're the First, the Last, My Everything" e "Can't Get Enough of Your Love, Babe." Foi ainda um dos precursores do fenómeno disco-sound com o seu «Love Theme», de 1973, que se tornou uma das fontes de samplagem para uma geração de rappers.
Acabei de saber que Barry White, o cantor negro da voz aveludada e das canções românticas, morreu sexta-feira passada com 58 anos. Com uma carreira construída ao longo de três décadas, White foi redescoberto há poucos anos por novos públicos quando algumas das suas canções foram usadas como banda sonora da série de televisão «Ally McBeal». Em 2000 ganhou um Grammy pela interpretação do tema «Staying Power». Com a sua voz forte de barítono e canções hiper-românticas, White serviu ambém de banda sonora a muitas paixões que se desenvolveram ao som de temas como "You're the First, the Last, My Everything" e "Can't Get Enough of Your Love, Babe." Foi ainda um dos precursores do fenómeno disco-sound com o seu «Love Theme», de 1973, que se tornou uma das fontes de samplagem para uma geração de rappers.
O BOLETIM DAS ESCUTAS
Opinião pessoal de velho leitor e ex-jornalista da casa: o «Expresso» está a tornar-se na folha oficial do departamento de escutas telefónicas das polícias. É uma variante do «Diário da República», género que também vai praticando intermitentemente. No editorial de sábado passado o director do boletim das escutas falava, a propósito da misteriosa e suspeita morte de um autarca de Almodôvar, do crime perfeito. Bastava olhar para as primeiras páginas de algumas das suas edições para ver como o crime perfeito existe mesmo a seu lado, levemente disfarçado de investigação jornalística, na verdade pouco mais que um amplificador de telefonemas de «fontes de confiança» feitos sexta-feira em cima da hora de fecho e que são publicados como se de verdades provadas se tratasse porque muita gente por lá acha que isso é que é bom jornalismo e ninguém está para ter muitas maçadas.
Desde há uns anos tenho um passatempo: olho para as primeiras páginas do «Expresso» e desato a tentar adivinhar quem plantou como notícias algumas das coisas que lá estão. Depois vou às colunas de opinião da casa e imagino quem andou a almoçar no com quem - tenho agora uma dúvida, depois da mudança das instalações para os subúrbios que sítio terá substituído o «Pabe» para estes encontros?
Opinião pessoal de velho leitor e ex-jornalista da casa: o «Expresso» está a tornar-se na folha oficial do departamento de escutas telefónicas das polícias. É uma variante do «Diário da República», género que também vai praticando intermitentemente. No editorial de sábado passado o director do boletim das escutas falava, a propósito da misteriosa e suspeita morte de um autarca de Almodôvar, do crime perfeito. Bastava olhar para as primeiras páginas de algumas das suas edições para ver como o crime perfeito existe mesmo a seu lado, levemente disfarçado de investigação jornalística, na verdade pouco mais que um amplificador de telefonemas de «fontes de confiança» feitos sexta-feira em cima da hora de fecho e que são publicados como se de verdades provadas se tratasse porque muita gente por lá acha que isso é que é bom jornalismo e ninguém está para ter muitas maçadas.
Desde há uns anos tenho um passatempo: olho para as primeiras páginas do «Expresso» e desato a tentar adivinhar quem plantou como notícias algumas das coisas que lá estão. Depois vou às colunas de opinião da casa e imagino quem andou a almoçar no com quem - tenho agora uma dúvida, depois da mudança das instalações para os subúrbios que sítio terá substituído o «Pabe» para estes encontros?
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O BOLETIM DAS ESCUTAS
Opinião pessoal de velho leitor e ex-jornalista da casa: o «Expresso» está a tornar-se na folha oficial do departamento de escutas telefónicas das polícias. É uma variante do «Diário da República», género que também vai praticando intermitentemente. No editorial de sábado passado o director do boletim das escutas falava, a propósito da misteriosa e suspeita morte de um autarca de Almodôvar, do crime perfeito. Bastava olhar para as primeiras páginas de algumas das suas edições para ver como o crime perfeito existe mesmo a seu lado, levemente disfarçado de investigação jornalística, na verdade pouco mais que um amplificador de telefonemas de «fontes de confiança» feitos sexta-feira em cima da hora de fecho e que são publicados como se de verdades provadas se tratasse porque muita gente por lá acha que isso é que é bom jornalismo e ninguém está para ter muitas maçadas.
Desde há uns anos tenho um passatempo: olho para as primeiras páginas do «Expresso» e desato a tentar adivinhar quem plantou como notícias algumas das coisas que lá estão. Depois vou às colunas de opinião da casa e imagino quem andou a almoçar no com quem - tenho agora uma dúvida, depois da mudança das instalações para os subúrbios que sítio terá substituído o «Pabe» para estes encontros?
Opinião pessoal de velho leitor e ex-jornalista da casa: o «Expresso» está a tornar-se na folha oficial do departamento de escutas telefónicas das polícias. É uma variante do «Diário da República», género que também vai praticando intermitentemente. No editorial de sábado passado o director do boletim das escutas falava, a propósito da misteriosa e suspeita morte de um autarca de Almodôvar, do crime perfeito. Bastava olhar para as primeiras páginas de algumas das suas edições para ver como o crime perfeito existe mesmo a seu lado, levemente disfarçado de investigação jornalística, na verdade pouco mais que um amplificador de telefonemas de «fontes de confiança» feitos sexta-feira em cima da hora de fecho e que são publicados como se de verdades provadas se tratasse porque muita gente por lá acha que isso é que é bom jornalismo e ninguém está para ter muitas maçadas.
Desde há uns anos tenho um passatempo: olho para as primeiras páginas do «Expresso» e desato a tentar adivinhar quem plantou como notícias algumas das coisas que lá estão. Depois vou às colunas de opinião da casa e imagino quem andou a almoçar no com quem - tenho agora uma dúvida, depois da mudança das instalações para os subúrbios que sítio terá substituído o «Pabe» para estes encontros?
julho 06, 2003
HAIKAI
Pela primeira vez desde há uma semana estive umas 12 horas sem tocar no Blog. Sem ver o que se passava. Sem espiolhar. Um blog implica uma exposição da intimidade - e às vezes não é fácil viver com isso.
Nesta semana descobri que a essência do blog é a partilha - das ideias, dos pensamentos, dos disparates - mas a partilha do que nos vai na cabeça. Muito mais que qualquer outra coisa, um blog é isto: partilha. Um blog é um jornal de parede. Escreve-se e toda a gente que passe nesta esquina pode ir lê-lo. Gosto desta ideia: o espaço de partilha que se aplica num jornal de parede.
«José Luis Borges
devia gostar de blogues», escreveu JPP no abrupto , sublinhando que há uma estranha semelhança entre o que se pode fazer num blog e um haiaki. É uma ideia que já me tinha passado pela cabeça, os blogs permitem deixar cair duas ou três palavras, sem mais. E fica tudo dito. Melhor, parece que fica tudo dito. Também nos haikai existe esta dimensão, contida, fragmentada, da partilha de nós.
Pela primeira vez desde há uma semana estive umas 12 horas sem tocar no Blog. Sem ver o que se passava. Sem espiolhar. Um blog implica uma exposição da intimidade - e às vezes não é fácil viver com isso.
Nesta semana descobri que a essência do blog é a partilha - das ideias, dos pensamentos, dos disparates - mas a partilha do que nos vai na cabeça. Muito mais que qualquer outra coisa, um blog é isto: partilha. Um blog é um jornal de parede. Escreve-se e toda a gente que passe nesta esquina pode ir lê-lo. Gosto desta ideia: o espaço de partilha que se aplica num jornal de parede.
«José Luis Borges
devia gostar de blogues», escreveu JPP no abrupto , sublinhando que há uma estranha semelhança entre o que se pode fazer num blog e um haiaki. É uma ideia que já me tinha passado pela cabeça, os blogs permitem deixar cair duas ou três palavras, sem mais. E fica tudo dito. Melhor, parece que fica tudo dito. Também nos haikai existe esta dimensão, contida, fragmentada, da partilha de nós.
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HAIKAI
Pela primeira vez desde há uma semana estive umas 12 horas sem tocar no Blog. Sem ver o que se passava. Sem espiolhar. Um blog implica uma exposição da intimidade - e às vezes não é fácil viver com isso.
Nesta semana descobri que a essência do blog é a partilha - das ideias, dos pensamentos, dos disparates - mas a partilha do que nos vai na cabeça. Muito mais que qualquer outra coisa, um blog é isto: partilha. Um blog é um jornal de parede. Escreve-se e toda a gente que passe nesta esquina pode ir lê-lo. Gosto desta ideia: o espaço de partilha que se aplica num jornal de parede.
«José Luis Borges
devia gostar de blogues», escreveu JPP no abrupto , sublinhando que há uma estranha semelhança entre o que se pode fazer num blog e um haiaki. É uma ideia que já me tinha passado pela cabeça, os blogs permitem deixar cair duas ou três palavras, sem mais. E fica tudo dito. Melhor, parece que fica tudo dito. Também nos haikai existe esta dimensão, contida, fragmentada, da partilha de nós.
Pela primeira vez desde há uma semana estive umas 12 horas sem tocar no Blog. Sem ver o que se passava. Sem espiolhar. Um blog implica uma exposição da intimidade - e às vezes não é fácil viver com isso.
Nesta semana descobri que a essência do blog é a partilha - das ideias, dos pensamentos, dos disparates - mas a partilha do que nos vai na cabeça. Muito mais que qualquer outra coisa, um blog é isto: partilha. Um blog é um jornal de parede. Escreve-se e toda a gente que passe nesta esquina pode ir lê-lo. Gosto desta ideia: o espaço de partilha que se aplica num jornal de parede.
«José Luis Borges
devia gostar de blogues», escreveu JPP no abrupto , sublinhando que há uma estranha semelhança entre o que se pode fazer num blog e um haiaki. É uma ideia que já me tinha passado pela cabeça, os blogs permitem deixar cair duas ou três palavras, sem mais. E fica tudo dito. Melhor, parece que fica tudo dito. Também nos haikai existe esta dimensão, contida, fragmentada, da partilha de nós.
A PÓLVORA ESTÁ NO ARMAZÉM...
Razão tem o abrupto:
Esfrego as mãos e mantenho a pólvora seca à espera da Causa Nossa, o blogue da Cosa Nostra Neo Socialista Independente e Intelectual. São normalmente aqueles em que dá mais gosto bater (metaforicamente claro), Nem sabem no que se vão meter. Crestas !
Razão tem o abrupto:
Esfrego as mãos e mantenho a pólvora seca à espera da Causa Nossa, o blogue da Cosa Nostra Neo Socialista Independente e Intelectual. São normalmente aqueles em que dá mais gosto bater (metaforicamente claro), Nem sabem no que se vão meter. Crestas !
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A PÓLVORA ESTÁ NO ARMAZÉM...
Razão tem o abrupto:
Esfrego as mãos e mantenho a pólvora seca à espera da Causa Nossa, o blogue da Cosa Nostra Neo Socialista Independente e Intelectual. São normalmente aqueles em que dá mais gosto bater (metaforicamente claro), Nem sabem no que se vão meter. Crestas !
Razão tem o abrupto:
Esfrego as mãos e mantenho a pólvora seca à espera da Causa Nossa, o blogue da Cosa Nostra Neo Socialista Independente e Intelectual. São normalmente aqueles em que dá mais gosto bater (metaforicamente claro), Nem sabem no que se vão meter. Crestas !
julho 05, 2003
CAIXA DE CORREIO
ABsurdo mandou-me uma bela fotografia de Berlusconi, publicada em «O Comércio do porto» em que o novo presidente em exercício da União Europeia faz cornos como os putos nos retraos da escola. Giro. Diz ABsurdo, replicando a um blog que aqui deixei sobre Berlusconi há uns dias: partindo do princípio que percebi a sua ironia (com a qual concordo, se tiver percebido bem), envio-lhe uma fotografia publicada hoje n' O Comércio do Porto que, para mim, é mais esclarecedora que muitas palavras.
João Bafo, bom e velho amigo, mailou-me com preciosas observações:Não estou nada de acordo com o teu post crítico
sobre a brasileira que lia rilke e falava de mercedes e ferraris.Embora prefira "maseratis", uma "gaja"
que lê rilke, a falar de "bombas" deve ser interessante. Talvez também leia a The New Yorker ( belissimo
retrato do Cartier Bresson do poeta Robert Lowell publicada no penúltimo numero que recebi.
A Susana W. Paiva mandou-me o link para o seu blog a carta roubada, que vivamente recomendo. Cito dela um blog que me pareceu especialmente curioso: A fabulosa história da “Fabulosa Hot Babe” passa-se entre Boston e Memphis, à distância proporcionada pela rede.
Um homem, C, tem 43 anos, tem uma vida monótona, uma mulher monótona e não se sabe se filhos monótonos. C tem também um computador aberto à world wide web que se revela pouco ou até nada monótono pois permite-lhe descobrir, casualmente online, uma jovem de Memphis, a “Fabulous Hot Babe” que mantém com ele, dia após dia, os mais íntimos diálogos. Entre confidências e “tiny sex”, o homem da vida monótona “descobre” que a “Hot Babe” é, na verdade, um homem com 80 anos que tendo uma vida monótona, pinta a manta possível com uma notável capacidade de simulação.
O “caso” durou cerca de dois anos, mais coisa menos coisa, e as horas a que C se ligava a “Hot Babe” eram preciosas para ambos, mas não só. No lar onde “Hot Babe” passava os seus dias e onde o computador era uma das distracções para a vida monótona dos residentes, as “conversas” online com C eram também partilhadas pelo grupo de idosos, para quem aqueles momentos representavam um salto para a fantasia perdida algures entre a vida, idade e tédio. A “hora do recreio” de C, coincidia com a “hora do recreio” de “Hot Babe” e amigos. Durante algum tempo, a monotonia andou maquilhada a preceito até ao momento em que todos escorregaram no tapete da realidade e a experiência traumática produziu o seu estrondo no mundo ora vazio, ora cheio.
Tal como as marés? No início da ligação identifica-se a maré vazia e um areal extenso; durante a ligação assiste-se à maré cheia, eufórica; no final, as ondas retiram-se de novo, revelando pedras no extenso areal.
Uma coisa engraçada nos Blogas é que depois de os lermos ficamos sempre a imaginar como serão, ao vivo, as pessoas que os escrevem. Este espaço de fabtasia que os próprios blogs induzem não deixa de ser um dos lados interessantes deste pequeno prazer que obsessivamente se repete - por acaso exactamente quando nos apetece (o que é coisa rara nos prazeres).
ABsurdo mandou-me uma bela fotografia de Berlusconi, publicada em «O Comércio do porto» em que o novo presidente em exercício da União Europeia faz cornos como os putos nos retraos da escola. Giro. Diz ABsurdo, replicando a um blog que aqui deixei sobre Berlusconi há uns dias: partindo do princípio que percebi a sua ironia (com a qual concordo, se tiver percebido bem), envio-lhe uma fotografia publicada hoje n' O Comércio do Porto que, para mim, é mais esclarecedora que muitas palavras.
João Bafo, bom e velho amigo, mailou-me com preciosas observações:Não estou nada de acordo com o teu post crítico
sobre a brasileira que lia rilke e falava de mercedes e ferraris.Embora prefira "maseratis", uma "gaja"
que lê rilke, a falar de "bombas" deve ser interessante. Talvez também leia a The New Yorker ( belissimo
retrato do Cartier Bresson do poeta Robert Lowell publicada no penúltimo numero que recebi.
A Susana W. Paiva mandou-me o link para o seu blog a carta roubada, que vivamente recomendo. Cito dela um blog que me pareceu especialmente curioso: A fabulosa história da “Fabulosa Hot Babe” passa-se entre Boston e Memphis, à distância proporcionada pela rede.
Um homem, C, tem 43 anos, tem uma vida monótona, uma mulher monótona e não se sabe se filhos monótonos. C tem também um computador aberto à world wide web que se revela pouco ou até nada monótono pois permite-lhe descobrir, casualmente online, uma jovem de Memphis, a “Fabulous Hot Babe” que mantém com ele, dia após dia, os mais íntimos diálogos. Entre confidências e “tiny sex”, o homem da vida monótona “descobre” que a “Hot Babe” é, na verdade, um homem com 80 anos que tendo uma vida monótona, pinta a manta possível com uma notável capacidade de simulação.
O “caso” durou cerca de dois anos, mais coisa menos coisa, e as horas a que C se ligava a “Hot Babe” eram preciosas para ambos, mas não só. No lar onde “Hot Babe” passava os seus dias e onde o computador era uma das distracções para a vida monótona dos residentes, as “conversas” online com C eram também partilhadas pelo grupo de idosos, para quem aqueles momentos representavam um salto para a fantasia perdida algures entre a vida, idade e tédio. A “hora do recreio” de C, coincidia com a “hora do recreio” de “Hot Babe” e amigos. Durante algum tempo, a monotonia andou maquilhada a preceito até ao momento em que todos escorregaram no tapete da realidade e a experiência traumática produziu o seu estrondo no mundo ora vazio, ora cheio.
Tal como as marés? No início da ligação identifica-se a maré vazia e um areal extenso; durante a ligação assiste-se à maré cheia, eufórica; no final, as ondas retiram-se de novo, revelando pedras no extenso areal.
Uma coisa engraçada nos Blogas é que depois de os lermos ficamos sempre a imaginar como serão, ao vivo, as pessoas que os escrevem. Este espaço de fabtasia que os próprios blogs induzem não deixa de ser um dos lados interessantes deste pequeno prazer que obsessivamente se repete - por acaso exactamente quando nos apetece (o que é coisa rara nos prazeres).
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CAIXA DE CORREIO
ABsurdo mandou-me uma bela fotografia de Berlusconi, publicada em «O Comércio do porto» em que o novo presidente em exercício da União Europeia faz cornos como os putos nos retraos da escola. Giro. Diz ABsurdo, replicando a um blog que aqui deixei sobre Berlusconi há uns dias: partindo do princípio que percebi a sua ironia (com a qual concordo, se tiver percebido bem), envio-lhe uma fotografia publicada hoje n' O Comércio do Porto que, para mim, é mais esclarecedora que muitas palavras.
João Bafo, bom e velho amigo, mailou-me com preciosas observações:Não estou nada de acordo com o teu post crítico
sobre a brasileira que lia rilke e falava de mercedes e ferraris.Embora prefira "maseratis", uma "gaja"
que lê rilke, a falar de "bombas" deve ser interessante. Talvez também leia a The New Yorker ( belissimo
retrato do Cartier Bresson do poeta Robert Lowell publicada no penúltimo numero que recebi.
A Susana W. Paiva mandou-me o link para o seu blog a carta roubada, que vivamente recomendo. Cito dela um blog que me pareceu especialmente curioso: A fabulosa história da “Fabulosa Hot Babe” passa-se entre Boston e Memphis, à distância proporcionada pela rede.
Um homem, C, tem 43 anos, tem uma vida monótona, uma mulher monótona e não se sabe se filhos monótonos. C tem também um computador aberto à world wide web que se revela pouco ou até nada monótono pois permite-lhe descobrir, casualmente online, uma jovem de Memphis, a “Fabulous Hot Babe” que mantém com ele, dia após dia, os mais íntimos diálogos. Entre confidências e “tiny sex”, o homem da vida monótona “descobre” que a “Hot Babe” é, na verdade, um homem com 80 anos que tendo uma vida monótona, pinta a manta possível com uma notável capacidade de simulação.
O “caso” durou cerca de dois anos, mais coisa menos coisa, e as horas a que C se ligava a “Hot Babe” eram preciosas para ambos, mas não só. No lar onde “Hot Babe” passava os seus dias e onde o computador era uma das distracções para a vida monótona dos residentes, as “conversas” online com C eram também partilhadas pelo grupo de idosos, para quem aqueles momentos representavam um salto para a fantasia perdida algures entre a vida, idade e tédio. A “hora do recreio” de C, coincidia com a “hora do recreio” de “Hot Babe” e amigos. Durante algum tempo, a monotonia andou maquilhada a preceito até ao momento em que todos escorregaram no tapete da realidade e a experiência traumática produziu o seu estrondo no mundo ora vazio, ora cheio.
Tal como as marés? No início da ligação identifica-se a maré vazia e um areal extenso; durante a ligação assiste-se à maré cheia, eufórica; no final, as ondas retiram-se de novo, revelando pedras no extenso areal.
Uma coisa engraçada nos Blogas é que depois de os lermos ficamos sempre a imaginar como serão, ao vivo, as pessoas que os escrevem. Este espaço de fabtasia que os próprios blogs induzem não deixa de ser um dos lados interessantes deste pequeno prazer que obsessivamente se repete - por acaso exactamente quando nos apetece (o que é coisa rara nos prazeres).
ABsurdo mandou-me uma bela fotografia de Berlusconi, publicada em «O Comércio do porto» em que o novo presidente em exercício da União Europeia faz cornos como os putos nos retraos da escola. Giro. Diz ABsurdo, replicando a um blog que aqui deixei sobre Berlusconi há uns dias: partindo do princípio que percebi a sua ironia (com a qual concordo, se tiver percebido bem), envio-lhe uma fotografia publicada hoje n' O Comércio do Porto que, para mim, é mais esclarecedora que muitas palavras.
João Bafo, bom e velho amigo, mailou-me com preciosas observações:Não estou nada de acordo com o teu post crítico
sobre a brasileira que lia rilke e falava de mercedes e ferraris.Embora prefira "maseratis", uma "gaja"
que lê rilke, a falar de "bombas" deve ser interessante. Talvez também leia a The New Yorker ( belissimo
retrato do Cartier Bresson do poeta Robert Lowell publicada no penúltimo numero que recebi.
A Susana W. Paiva mandou-me o link para o seu blog a carta roubada, que vivamente recomendo. Cito dela um blog que me pareceu especialmente curioso: A fabulosa história da “Fabulosa Hot Babe” passa-se entre Boston e Memphis, à distância proporcionada pela rede.
Um homem, C, tem 43 anos, tem uma vida monótona, uma mulher monótona e não se sabe se filhos monótonos. C tem também um computador aberto à world wide web que se revela pouco ou até nada monótono pois permite-lhe descobrir, casualmente online, uma jovem de Memphis, a “Fabulous Hot Babe” que mantém com ele, dia após dia, os mais íntimos diálogos. Entre confidências e “tiny sex”, o homem da vida monótona “descobre” que a “Hot Babe” é, na verdade, um homem com 80 anos que tendo uma vida monótona, pinta a manta possível com uma notável capacidade de simulação.
O “caso” durou cerca de dois anos, mais coisa menos coisa, e as horas a que C se ligava a “Hot Babe” eram preciosas para ambos, mas não só. No lar onde “Hot Babe” passava os seus dias e onde o computador era uma das distracções para a vida monótona dos residentes, as “conversas” online com C eram também partilhadas pelo grupo de idosos, para quem aqueles momentos representavam um salto para a fantasia perdida algures entre a vida, idade e tédio. A “hora do recreio” de C, coincidia com a “hora do recreio” de “Hot Babe” e amigos. Durante algum tempo, a monotonia andou maquilhada a preceito até ao momento em que todos escorregaram no tapete da realidade e a experiência traumática produziu o seu estrondo no mundo ora vazio, ora cheio.
Tal como as marés? No início da ligação identifica-se a maré vazia e um areal extenso; durante a ligação assiste-se à maré cheia, eufórica; no final, as ondas retiram-se de novo, revelando pedras no extenso areal.
Uma coisa engraçada nos Blogas é que depois de os lermos ficamos sempre a imaginar como serão, ao vivo, as pessoas que os escrevem. Este espaço de fabtasia que os próprios blogs induzem não deixa de ser um dos lados interessantes deste pequeno prazer que obsessivamente se repete - por acaso exactamente quando nos apetece (o que é coisa rara nos prazeres).
CONFIRMOU-SE
Jacinta esteve à altura das expectativas e fez um grande recital na noite de sexta-feira no Fórum Lisboa. Acompanhada por Rodrigo Gonçalves no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e por Bruno Pedrosa na bateria, Jacinta interpretou repertório do seu disco, baseado em blues tornados conhecidos por Bessie Smith, e explorou os territórios de Thelonius Monk com grande à vontade. Destaques da noite: a interpretação de «Round Midnight» e o encore com «Summertime». Músicos e cantora estiveram em grande forma.
Jacinta esteve à altura das expectativas e fez um grande recital na noite de sexta-feira no Fórum Lisboa. Acompanhada por Rodrigo Gonçalves no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e por Bruno Pedrosa na bateria, Jacinta interpretou repertório do seu disco, baseado em blues tornados conhecidos por Bessie Smith, e explorou os territórios de Thelonius Monk com grande à vontade. Destaques da noite: a interpretação de «Round Midnight» e o encore com «Summertime». Músicos e cantora estiveram em grande forma.
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CONFIRMOU-SE
Jacinta esteve à altura das expectativas e fez um grande recital na noite de sexta-feira no Fórum Lisboa. Acompanhada por Rodrigo Gonçalves no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e por Bruno Pedrosa na bateria, Jacinta interpretou repertório do seu disco, baseado em blues tornados conhecidos por Bessie Smith, e explorou os territórios de Thelonius Monk com grande à vontade. Destaques da noite: a interpretação de «Round Midnight» e o encore com «Summertime». Músicos e cantora estiveram em grande forma.
Jacinta esteve à altura das expectativas e fez um grande recital na noite de sexta-feira no Fórum Lisboa. Acompanhada por Rodrigo Gonçalves no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e por Bruno Pedrosa na bateria, Jacinta interpretou repertório do seu disco, baseado em blues tornados conhecidos por Bessie Smith, e explorou os territórios de Thelonius Monk com grande à vontade. Destaques da noite: a interpretação de «Round Midnight» e o encore com «Summertime». Músicos e cantora estiveram em grande forma.
julho 04, 2003
E UMA VISÃO DIFERENTE
A New Yorker oferece-nos uma visão algo diferente do conceito edipiano, a proósito de Hulk e aventura-se pelo território do novo «Anjos de Charlie» de uma forma pouco meiga:«Everything in this movie goes down easily except for the presence of Demi Moore as an ex-Angel who has gone over to the dark side. Moore’s closeups reveal her usual lack of humor and what is normally called talent, along with her utter determination to prevail. This is a windup toy of a movie, but Moore’s tight-lipped concentration is a reminder of how much work goes into the illusion of frivolous inconsequence.»
A New Yorker oferece-nos uma visão algo diferente do conceito edipiano, a proósito de Hulk e aventura-se pelo território do novo «Anjos de Charlie» de uma forma pouco meiga:«Everything in this movie goes down easily except for the presence of Demi Moore as an ex-Angel who has gone over to the dark side. Moore’s closeups reveal her usual lack of humor and what is normally called talent, along with her utter determination to prevail. This is a windup toy of a movie, but Moore’s tight-lipped concentration is a reminder of how much work goes into the illusion of frivolous inconsequence.»
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E UMA VISÃO DIFERENTE
A New Yorker oferece-nos uma visão algo diferente do conceito edipiano, a proósito de Hulk e aventura-se pelo território do novo «Anjos de Charlie» de uma forma pouco meiga:«Everything in this movie goes down easily except for the presence of Demi Moore as an ex-Angel who has gone over to the dark side. Moore’s closeups reveal her usual lack of humor and what is normally called talent, along with her utter determination to prevail. This is a windup toy of a movie, but Moore’s tight-lipped concentration is a reminder of how much work goes into the illusion of frivolous inconsequence.»
A New Yorker oferece-nos uma visão algo diferente do conceito edipiano, a proósito de Hulk e aventura-se pelo território do novo «Anjos de Charlie» de uma forma pouco meiga:«Everything in this movie goes down easily except for the presence of Demi Moore as an ex-Angel who has gone over to the dark side. Moore’s closeups reveal her usual lack of humor and what is normally called talent, along with her utter determination to prevail. This is a windup toy of a movie, but Moore’s tight-lipped concentration is a reminder of how much work goes into the illusion of frivolous inconsequence.»
A RELAÇÃO ENTRE ÉDIPO E O INCRÍVEL HULK
« Contratado para dar um pouco de razão e sensibilidade a “’Hulk”, Ang Lee só conseguiu emprestar-lhe afetação e mediocridade. Nas mãos do diretor que se notabilizou por dramas intimistas, o Incrível Hulk virou um King Kong edipiano para as massas» - quem o escreve é Ricardo Calli no sempre delicioso
no mínimo
« Contratado para dar um pouco de razão e sensibilidade a “’Hulk”, Ang Lee só conseguiu emprestar-lhe afetação e mediocridade. Nas mãos do diretor que se notabilizou por dramas intimistas, o Incrível Hulk virou um King Kong edipiano para as massas» - quem o escreve é Ricardo Calli no sempre delicioso
no mínimo
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A RELAÇÃO ENTRE ÉDIPO E O INCRÍVEL HULK
« Contratado para dar um pouco de razão e sensibilidade a “’Hulk”, Ang Lee só conseguiu emprestar-lhe afetação e mediocridade. Nas mãos do diretor que se notabilizou por dramas intimistas, o Incrível Hulk virou um King Kong edipiano para as massas» - quem o escreve é Ricardo Calli no sempre delicioso
no mínimo
« Contratado para dar um pouco de razão e sensibilidade a “’Hulk”, Ang Lee só conseguiu emprestar-lhe afetação e mediocridade. Nas mãos do diretor que se notabilizou por dramas intimistas, o Incrível Hulk virou um King Kong edipiano para as massas» - quem o escreve é Ricardo Calli no sempre delicioso
no mínimo
HOJE ESTÁ IMPRESSO
A Esquina do Rio está hoje na versão impressa, no «Jornal de Negócios» Às sextas é assim: mesmo quem não bloga, passa pela Esquina. O que me agrada nesta solução (articular uma coluna de opinião semanal com um Blog) é o carácter de bloco-notas que o blog assumidamente tem, que possibilita que todos os dias partilhe temas que descubro, sensações que vivo, ideias que me vêm à cabeça. Por outro lado é curioso o exercício mental a que um blog obriga. Dantes as coisas aconteciam e, ou duravam o espaço de uma semana e ganhavam corpo suficiente para serem escritas, ou nunca apareciam. Com o blog tudo pode aparecer porque, como já disseram muitos que escreveram sobre este assunto, o critério editorial dos media tradicionais, baseado na relativização entre o espaço disponível e a importância do tema e mediado pela figura do editor, não se aplica aqui. A decisão editorial passa exclusivamente para o plano pessoal - escrevo o que é, para mim, naquele instante, relevante escrever. Publico quando quero, consigo ter uma ideia muito aproximada de como sou lido. Na generalidade dos casos procuro colocar-me como intermediário de informação: prefiro não transportar sobretudo opiniões e reflexões pessoais, opto por sugerir links, alinhar assuntos, partilhar informação. É este lado - o partilhar constante de informação de diversos níveis, que é aliás o factor mais interessante dos blogs, mecanismo que é potenciado por citações recíprocas, e que leva a uma cascata de descobertas que é em grande parte a responsável pelo carácter viciante e obsessivo que a escrita dos blogs tem e que a procura constante por novos blogs e novas actualizações alimenta.
A Esquina do Rio está hoje na versão impressa, no «Jornal de Negócios» Às sextas é assim: mesmo quem não bloga, passa pela Esquina. O que me agrada nesta solução (articular uma coluna de opinião semanal com um Blog) é o carácter de bloco-notas que o blog assumidamente tem, que possibilita que todos os dias partilhe temas que descubro, sensações que vivo, ideias que me vêm à cabeça. Por outro lado é curioso o exercício mental a que um blog obriga. Dantes as coisas aconteciam e, ou duravam o espaço de uma semana e ganhavam corpo suficiente para serem escritas, ou nunca apareciam. Com o blog tudo pode aparecer porque, como já disseram muitos que escreveram sobre este assunto, o critério editorial dos media tradicionais, baseado na relativização entre o espaço disponível e a importância do tema e mediado pela figura do editor, não se aplica aqui. A decisão editorial passa exclusivamente para o plano pessoal - escrevo o que é, para mim, naquele instante, relevante escrever. Publico quando quero, consigo ter uma ideia muito aproximada de como sou lido. Na generalidade dos casos procuro colocar-me como intermediário de informação: prefiro não transportar sobretudo opiniões e reflexões pessoais, opto por sugerir links, alinhar assuntos, partilhar informação. É este lado - o partilhar constante de informação de diversos níveis, que é aliás o factor mais interessante dos blogs, mecanismo que é potenciado por citações recíprocas, e que leva a uma cascata de descobertas que é em grande parte a responsável pelo carácter viciante e obsessivo que a escrita dos blogs tem e que a procura constante por novos blogs e novas actualizações alimenta.
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HOJE ESTÁ IMPRESSO
A Esquina do Rio está hoje na versão impressa, no «Jornal de Negócios» Às sextas é assim: mesmo quem não bloga, passa pela Esquina. O que me agrada nesta solução (articular uma coluna de opinião semanal com um Blog) é o carácter de bloco-notas que o blog assumidamente tem, que possibilita que todos os dias partilhe temas que descubro, sensações que vivo, ideias que me vêm à cabeça. Por outro lado é curioso o exercício mental a que um blog obriga. Dantes as coisas aconteciam e, ou duravam o espaço de uma semana e ganhavam corpo suficiente para serem escritas, ou nunca apareciam. Com o blog tudo pode aparecer porque, como já disseram muitos que escreveram sobre este assunto, o critério editorial dos media tradicionais, baseado na relativização entre o espaço disponível e a importância do tema e mediado pela figura do editor, não se aplica aqui. A decisão editorial passa exclusivamente para o plano pessoal - escrevo o que é, para mim, naquele instante, relevante escrever. Publico quando quero, consigo ter uma ideia muito aproximada de como sou lido. Na generalidade dos casos procuro colocar-me como intermediário de informação: prefiro não transportar sobretudo opiniões e reflexões pessoais, opto por sugerir links, alinhar assuntos, partilhar informação. É este lado - o partilhar constante de informação de diversos níveis, que é aliás o factor mais interessante dos blogs, mecanismo que é potenciado por citações recíprocas, e que leva a uma cascata de descobertas que é em grande parte a responsável pelo carácter viciante e obsessivo que a escrita dos blogs tem e que a procura constante por novos blogs e novas actualizações alimenta.
A Esquina do Rio está hoje na versão impressa, no «Jornal de Negócios» Às sextas é assim: mesmo quem não bloga, passa pela Esquina. O que me agrada nesta solução (articular uma coluna de opinião semanal com um Blog) é o carácter de bloco-notas que o blog assumidamente tem, que possibilita que todos os dias partilhe temas que descubro, sensações que vivo, ideias que me vêm à cabeça. Por outro lado é curioso o exercício mental a que um blog obriga. Dantes as coisas aconteciam e, ou duravam o espaço de uma semana e ganhavam corpo suficiente para serem escritas, ou nunca apareciam. Com o blog tudo pode aparecer porque, como já disseram muitos que escreveram sobre este assunto, o critério editorial dos media tradicionais, baseado na relativização entre o espaço disponível e a importância do tema e mediado pela figura do editor, não se aplica aqui. A decisão editorial passa exclusivamente para o plano pessoal - escrevo o que é, para mim, naquele instante, relevante escrever. Publico quando quero, consigo ter uma ideia muito aproximada de como sou lido. Na generalidade dos casos procuro colocar-me como intermediário de informação: prefiro não transportar sobretudo opiniões e reflexões pessoais, opto por sugerir links, alinhar assuntos, partilhar informação. É este lado - o partilhar constante de informação de diversos níveis, que é aliás o factor mais interessante dos blogs, mecanismo que é potenciado por citações recíprocas, e que leva a uma cascata de descobertas que é em grande parte a responsável pelo carácter viciante e obsessivo que a escrita dos blogs tem e que a procura constante por novos blogs e novas actualizações alimenta.
RECOMENDAÇÕES:
Para HOJE: o jazz cantado por Jacinta no Fórum Lisboa às 22h00.
Para AMANHã: A Vanguard Jazz Orchestra no Estoril Jazz, às 21h30, no Auditório do Parque Palmela.
Para DEPOIS DE AMANHÃ: a exposição de fotografia Dia Di Bai no Colégio das Artes (Pátio da Inquisição),em Coimbra, organização Centro das Artes Visuais/Encontros de Fotografia, ou seja o grande Albano da Silva Pereira.
Para SEMPRE: Speakeasy, casa de jazz, Cais das Oficinas armazém 115, Rocha do Conde de Óbidos. Bar e restaurante.
(in versão impressa da «Esquina» no «Jornal de Negócios».
Para HOJE: o jazz cantado por Jacinta no Fórum Lisboa às 22h00.
Para AMANHã: A Vanguard Jazz Orchestra no Estoril Jazz, às 21h30, no Auditório do Parque Palmela.
Para DEPOIS DE AMANHÃ: a exposição de fotografia Dia Di Bai no Colégio das Artes (Pátio da Inquisição),em Coimbra, organização Centro das Artes Visuais/Encontros de Fotografia, ou seja o grande Albano da Silva Pereira.
Para SEMPRE: Speakeasy, casa de jazz, Cais das Oficinas armazém 115, Rocha do Conde de Óbidos. Bar e restaurante.
(in versão impressa da «Esquina» no «Jornal de Negócios».
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RECOMENDAÇÕES:
Para HOJE: o jazz cantado por Jacinta no Fórum Lisboa às 22h00.
Para AMANHã: A Vanguard Jazz Orchestra no Estoril Jazz, às 21h30, no Auditório do Parque Palmela.
Para DEPOIS DE AMANHÃ: a exposição de fotografia Dia Di Bai no Colégio das Artes (Pátio da Inquisição),em Coimbra, organização Centro das Artes Visuais/Encontros de Fotografia, ou seja o grande Albano da Silva Pereira.
Para SEMPRE: Speakeasy, casa de jazz, Cais das Oficinas armazém 115, Rocha do Conde de Óbidos. Bar e restaurante.
(in versão impressa da «Esquina» no «Jornal de Negócios».
Para HOJE: o jazz cantado por Jacinta no Fórum Lisboa às 22h00.
Para AMANHã: A Vanguard Jazz Orchestra no Estoril Jazz, às 21h30, no Auditório do Parque Palmela.
Para DEPOIS DE AMANHÃ: a exposição de fotografia Dia Di Bai no Colégio das Artes (Pátio da Inquisição),em Coimbra, organização Centro das Artes Visuais/Encontros de Fotografia, ou seja o grande Albano da Silva Pereira.
Para SEMPRE: Speakeasy, casa de jazz, Cais das Oficinas armazém 115, Rocha do Conde de Óbidos. Bar e restaurante.
(in versão impressa da «Esquina» no «Jornal de Negócios».
julho 03, 2003
OS CONSERVADORES E O SEXO
Imperdível o artigo no último Spectator sobre as festas de natureza sexual que seriam organizadas por um destacado dirigente conservador. O artigo é das melhores peças sobre a essência das coisas e o papel da hipocrisia.
Imperdível o artigo no último Spectator sobre as festas de natureza sexual que seriam organizadas por um destacado dirigente conservador. O artigo é das melhores peças sobre a essência das coisas e o papel da hipocrisia.
UM NOVO SISTEMA SOLAR?
British astronomers say they found the first sun-like star with a giant gas planet in an orbit similar to Jupiter's, which leaves plenty of room for worlds like Earth and Mars. - a notícia vem na Wired News. Estaremos a um passo de uma descoberta que muda a forma como encaramos o Universo?
British astronomers say they found the first sun-like star with a giant gas planet in an orbit similar to Jupiter's, which leaves plenty of room for worlds like Earth and Mars. - a notícia vem na Wired News. Estaremos a um passo de uma descoberta que muda a forma como encaramos o Universo?
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UM NOVO SISTEMA SOLAR?
British astronomers say they found the first sun-like star with a giant gas planet in an orbit similar to Jupiter's, which leaves plenty of room for worlds like Earth and Mars. - a notícia vem na Wired News. Estaremos a um passo de uma descoberta que muda a forma como encaramos o Universo?
British astronomers say they found the first sun-like star with a giant gas planet in an orbit similar to Jupiter's, which leaves plenty of room for worlds like Earth and Mars. - a notícia vem na Wired News. Estaremos a um passo de uma descoberta que muda a forma como encaramos o Universo?
BERLUSCONI - DEIXO UMA PROVOCAÇÃOZINHA...
Pode um Blog reportar? Pode e deve: Não era minha intenção falar do que aconteceu ontem no PE com Berlusconi, mas já li relatos e comentários em diferentes blogues e alguns leitores do Abrupto pediram-me para comentar os eventos. Penso que tem sentido aqui descrever testemunhalmente o que se passou, por parte de um observador comprometido. Não é jornalismo, mas esforço-me por ser o mais rigoroso que posso nos factos. O resto é opinião. Sabia do que se preparava, assisti ao que aconteceu e , por razões que tem a ver com as minhas funções, tive e tenho um papel nas sequelas possíveis do evento. Sobre esta última parte compreenderão que não fale, como também não falarei dos aspectos de debate interno e das conversas em que participou Berlusconi. - estas linhas são de Pacheco Pereira no seu Abrupto e surgem como a introdução a um relato essencialmente factual e que contribui bem para se perceber o que se passou no Parlamento Europeu. Deixo aqui uma pequena provocação: porque será que não consegui ler em nenhum jornal relato tão exacto do sucedido? - Será que tem a ver com o facto de, tantas vezes, a função jornalística ser prejudicada por uma posição preconceituosoa de quem reporta, distorcendo a realidade? Peço comentários...
Pode um Blog reportar? Pode e deve: Não era minha intenção falar do que aconteceu ontem no PE com Berlusconi, mas já li relatos e comentários em diferentes blogues e alguns leitores do Abrupto pediram-me para comentar os eventos. Penso que tem sentido aqui descrever testemunhalmente o que se passou, por parte de um observador comprometido. Não é jornalismo, mas esforço-me por ser o mais rigoroso que posso nos factos. O resto é opinião. Sabia do que se preparava, assisti ao que aconteceu e , por razões que tem a ver com as minhas funções, tive e tenho um papel nas sequelas possíveis do evento. Sobre esta última parte compreenderão que não fale, como também não falarei dos aspectos de debate interno e das conversas em que participou Berlusconi. - estas linhas são de Pacheco Pereira no seu Abrupto e surgem como a introdução a um relato essencialmente factual e que contribui bem para se perceber o que se passou no Parlamento Europeu. Deixo aqui uma pequena provocação: porque será que não consegui ler em nenhum jornal relato tão exacto do sucedido? - Será que tem a ver com o facto de, tantas vezes, a função jornalística ser prejudicada por uma posição preconceituosoa de quem reporta, distorcendo a realidade? Peço comentários...
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BERLUSCONI - DEIXO UMA PROVOCAÇÃOZINHA...
Pode um Blog reportar? Pode e deve: Não era minha intenção falar do que aconteceu ontem no PE com Berlusconi, mas já li relatos e comentários em diferentes blogues e alguns leitores do Abrupto pediram-me para comentar os eventos. Penso que tem sentido aqui descrever testemunhalmente o que se passou, por parte de um observador comprometido. Não é jornalismo, mas esforço-me por ser o mais rigoroso que posso nos factos. O resto é opinião. Sabia do que se preparava, assisti ao que aconteceu e , por razões que tem a ver com as minhas funções, tive e tenho um papel nas sequelas possíveis do evento. Sobre esta última parte compreenderão que não fale, como também não falarei dos aspectos de debate interno e das conversas em que participou Berlusconi. - estas linhas são de Pacheco Pereira no seu Abrupto e surgem como a introdução a um relato essencialmente factual e que contribui bem para se perceber o que se passou no Parlamento Europeu. Deixo aqui uma pequena provocação: porque será que não consegui ler em nenhum jornal relato tão exacto do sucedido? - Será que tem a ver com o facto de, tantas vezes, a função jornalística ser prejudicada por uma posição preconceituosoa de quem reporta, distorcendo a realidade? Peço comentários...
Pode um Blog reportar? Pode e deve: Não era minha intenção falar do que aconteceu ontem no PE com Berlusconi, mas já li relatos e comentários em diferentes blogues e alguns leitores do Abrupto pediram-me para comentar os eventos. Penso que tem sentido aqui descrever testemunhalmente o que se passou, por parte de um observador comprometido. Não é jornalismo, mas esforço-me por ser o mais rigoroso que posso nos factos. O resto é opinião. Sabia do que se preparava, assisti ao que aconteceu e , por razões que tem a ver com as minhas funções, tive e tenho um papel nas sequelas possíveis do evento. Sobre esta última parte compreenderão que não fale, como também não falarei dos aspectos de debate interno e das conversas em que participou Berlusconi. - estas linhas são de Pacheco Pereira no seu Abrupto e surgem como a introdução a um relato essencialmente factual e que contribui bem para se perceber o que se passou no Parlamento Europeu. Deixo aqui uma pequena provocação: porque será que não consegui ler em nenhum jornal relato tão exacto do sucedido? - Será que tem a ver com o facto de, tantas vezes, a função jornalística ser prejudicada por uma posição preconceituosoa de quem reporta, distorcendo a realidade? Peço comentários...
julho 02, 2003
BLOG/ MEDIAS TRADICIONAIS - MAIS POLÉMICA
Um artigo de Mark Glaser editado hoje na Online Journalism Review aborda uma questão bem curiosa: mesmo quando jornalistas de sucesso têm blogs com muitos leitores, continuam a preferir os media tradicionais para revelarem as histórias que conhecem em primeira mão. Glaser cita o comentador político Daniel Weintraub que fala sobre o assunto e depois analisa também as implicações económicas da escolha editorial: no blog ou no jornal. O artigo é muitíssimo interessante, como podem ver por este excerpto: "Sometimes a scoop won't wait for your normal cycle or when your column comes out. But sometimes you get something big and realize it could be a big publicity generator for the site. And sometimes that outweighs the money gain of saving it for print. And if you're pouring lots of time into your site already, clearly you have motives that are not purely economic. So, I'd say, usually, but not always.". Texto na íntegra aqui
Um artigo de Mark Glaser editado hoje na Online Journalism Review aborda uma questão bem curiosa: mesmo quando jornalistas de sucesso têm blogs com muitos leitores, continuam a preferir os media tradicionais para revelarem as histórias que conhecem em primeira mão. Glaser cita o comentador político Daniel Weintraub que fala sobre o assunto e depois analisa também as implicações económicas da escolha editorial: no blog ou no jornal. O artigo é muitíssimo interessante, como podem ver por este excerpto: "Sometimes a scoop won't wait for your normal cycle or when your column comes out. But sometimes you get something big and realize it could be a big publicity generator for the site. And sometimes that outweighs the money gain of saving it for print. And if you're pouring lots of time into your site already, clearly you have motives that are not purely economic. So, I'd say, usually, but not always.". Texto na íntegra aqui
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BLOG/ MEDIAS TRADICIONAIS - MAIS POLÉMICA
Um artigo de Mark Glaser editado hoje na Online Journalism Review aborda uma questão bem curiosa: mesmo quando jornalistas de sucesso têm blogs com muitos leitores, continuam a preferir os media tradicionais para revelarem as histórias que conhecem em primeira mão. Glaser cita o comentador político Daniel Weintraub que fala sobre o assunto e depois analisa também as implicações económicas da escolha editorial: no blog ou no jornal. O artigo é muitíssimo interessante, como podem ver por este excerpto: "Sometimes a scoop won't wait for your normal cycle or when your column comes out. But sometimes you get something big and realize it could be a big publicity generator for the site. And sometimes that outweighs the money gain of saving it for print. And if you're pouring lots of time into your site already, clearly you have motives that are not purely economic. So, I'd say, usually, but not always.". Texto na íntegra aqui
Um artigo de Mark Glaser editado hoje na Online Journalism Review aborda uma questão bem curiosa: mesmo quando jornalistas de sucesso têm blogs com muitos leitores, continuam a preferir os media tradicionais para revelarem as histórias que conhecem em primeira mão. Glaser cita o comentador político Daniel Weintraub que fala sobre o assunto e depois analisa também as implicações económicas da escolha editorial: no blog ou no jornal. O artigo é muitíssimo interessante, como podem ver por este excerpto: "Sometimes a scoop won't wait for your normal cycle or when your column comes out. But sometimes you get something big and realize it could be a big publicity generator for the site. And sometimes that outweighs the money gain of saving it for print. And if you're pouring lots of time into your site already, clearly you have motives that are not purely economic. So, I'd say, usually, but not always.". Texto na íntegra aqui
MANUELA, A ESTRELA
A fotografia de Manuela Ferreira Leite aparece em local de destaque na capa da edição mais recente (7 de Julho) da revista Business Week, dedicada ao tema «As Estrelas da Europa, 25 líderes na vanguarda da mudança». A Ministra das Finanças de Portugal aparece referida entre os seis financeiros mais relevantes da Europa, ao lado de gestores de bancos e grandes empresas industriais. A revista explica a situação em que Manuela Ferreira Leite encontrou o país quando chegou ao Ministério: «O Governo anterior tinha deixado a despesa pública cair fora de controlo», sublinha a «Business Week», para depois elogiar o trabalho desenvolvido pela Ministra. Vá lá, orgulhem-se, vão direitos à página 64 da revista.
A fotografia de Manuela Ferreira Leite aparece em local de destaque na capa da edição mais recente (7 de Julho) da revista Business Week, dedicada ao tema «As Estrelas da Europa, 25 líderes na vanguarda da mudança». A Ministra das Finanças de Portugal aparece referida entre os seis financeiros mais relevantes da Europa, ao lado de gestores de bancos e grandes empresas industriais. A revista explica a situação em que Manuela Ferreira Leite encontrou o país quando chegou ao Ministério: «O Governo anterior tinha deixado a despesa pública cair fora de controlo», sublinha a «Business Week», para depois elogiar o trabalho desenvolvido pela Ministra. Vá lá, orgulhem-se, vão direitos à página 64 da revista.
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MANUELA, A ESTRELA
A fotografia de Manuela Ferreira Leite aparece em local de destaque na capa da edição mais recente (7 de Julho) da revista Business Week, dedicada ao tema «As Estrelas da Europa, 25 líderes na vanguarda da mudança». A Ministra das Finanças de Portugal aparece referida entre os seis financeiros mais relevantes da Europa, ao lado de gestores de bancos e grandes empresas industriais. A revista explica a situação em que Manuela Ferreira Leite encontrou o país quando chegou ao Ministério: «O Governo anterior tinha deixado a despesa pública cair fora de controlo», sublinha a «Business Week», para depois elogiar o trabalho desenvolvido pela Ministra. Vá lá, orgulhem-se, vão direitos à página 64 da revista.
A fotografia de Manuela Ferreira Leite aparece em local de destaque na capa da edição mais recente (7 de Julho) da revista Business Week, dedicada ao tema «As Estrelas da Europa, 25 líderes na vanguarda da mudança». A Ministra das Finanças de Portugal aparece referida entre os seis financeiros mais relevantes da Europa, ao lado de gestores de bancos e grandes empresas industriais. A revista explica a situação em que Manuela Ferreira Leite encontrou o país quando chegou ao Ministério: «O Governo anterior tinha deixado a despesa pública cair fora de controlo», sublinha a «Business Week», para depois elogiar o trabalho desenvolvido pela Ministra. Vá lá, orgulhem-se, vão direitos à página 64 da revista.
ESCALFETA
Não sei porquê, hoje acordei a pensar neste poema de Alexandre O'Neill:
«Está minha mãe, na saleta,
a dizer que a vida é preta
à visita - e a visita, que é cinzenta,
diz que sim, que a vida é preta.
E eu: - Está completa
a lotação da escalfeta!
Já repararam como isto se aplica a tantas coisas da vida?
E então à política....
Não sei porquê, hoje acordei a pensar neste poema de Alexandre O'Neill:
«Está minha mãe, na saleta,
a dizer que a vida é preta
à visita - e a visita, que é cinzenta,
diz que sim, que a vida é preta.
E eu: - Está completa
a lotação da escalfeta!
Já repararam como isto se aplica a tantas coisas da vida?
E então à política....
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ESCALFETA
Não sei porquê, hoje acordei a pensar neste poema de Alexandre O'Neill:
«Está minha mãe, na saleta,
a dizer que a vida é preta
à visita - e a visita, que é cinzenta,
diz que sim, que a vida é preta.
E eu: - Está completa
a lotação da escalfeta!
Já repararam como isto se aplica a tantas coisas da vida?
E então à política....
Não sei porquê, hoje acordei a pensar neste poema de Alexandre O'Neill:
«Está minha mãe, na saleta,
a dizer que a vida é preta
à visita - e a visita, que é cinzenta,
diz que sim, que a vida é preta.
E eu: - Está completa
a lotação da escalfeta!
Já repararam como isto se aplica a tantas coisas da vida?
E então à política....
DISCÃO
Estou fascinado por um disco que acabei de ouvir: «A Wonderful World», canções de Louis Armstrong interpretadas por Tony Bennett e K.D. Lang. Faz sentido estarem juntos: ambos gostam de namoradas. A sério, ouçam «A Kiss To Build A Dream On» ou «Dream A Little Dream Of Me» e perceberão que isto é coisa séria.
Estou fascinado por um disco que acabei de ouvir: «A Wonderful World», canções de Louis Armstrong interpretadas por Tony Bennett e K.D. Lang. Faz sentido estarem juntos: ambos gostam de namoradas. A sério, ouçam «A Kiss To Build A Dream On» ou «Dream A Little Dream Of Me» e perceberão que isto é coisa séria.
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DISCÃO
Estou fascinado por um disco que acabei de ouvir: «A Wonderful World», canções de Louis Armstrong interpretadas por Tony Bennett e K.D. Lang. Faz sentido estarem juntos: ambos gostam de namoradas. A sério, ouçam «A Kiss To Build A Dream On» ou «Dream A Little Dream Of Me» e perceberão que isto é coisa séria.
Estou fascinado por um disco que acabei de ouvir: «A Wonderful World», canções de Louis Armstrong interpretadas por Tony Bennett e K.D. Lang. Faz sentido estarem juntos: ambos gostam de namoradas. A sério, ouçam «A Kiss To Build A Dream On» ou «Dream A Little Dream Of Me» e perceberão que isto é coisa séria.
julho 01, 2003
SOLITÁRIO
Gosto de almoçar sózinho. Dá-me para ler, para ir pensando alguma coisa. Nestes dias, porque é perto e posso ir a pé, dá-me jeito almoçar no Magnolia Caffé (Largo do Campo Pequeno 2A). Tem comida leve, variada, desde uma boa sanduíche, até saladas como deve ser, passando por algumas coisas mais exóticas - como o stir-fry de arroz, tiras de carne, gengibre e camarão que hoje me deliciou. Infelizmente não tem vodka, que me tinha sabido bem no fim. Pode-se escolher entre o self-service (é mais sandes e sumos...) e uma mesa, de faca e garfo. O serviço é impecável, graças à chefe de mesa, a eficiente brasileira Rose, e à sua assistente, uma bela romena que dá pelo nome de Michaela e que fala português com um perfeito sotaque brasileiro. Na mesa ao lado estava uma outra brasileira, esta bastante desinteressante, que me fustigou o almoço a falar com uma italiana decadente que lhe falava dos Maseratis que tinha vendido. A brasileira, percebi eu pelo meio da conversa, estaria ligada à embaixada, chamava-se Cláudia e lia Rainer Maria Rilke enquanto abordava a problemática dos jeeps Mercedes. Se não fosse ter acompanhado o almoço pela leitura da «Wallpaper» que a casa disponibiliza para os clientes e uma meia garrafa de branco a vida tinha sido bem mais difícil.
Gosto de almoçar sózinho. Dá-me para ler, para ir pensando alguma coisa. Nestes dias, porque é perto e posso ir a pé, dá-me jeito almoçar no Magnolia Caffé (Largo do Campo Pequeno 2A). Tem comida leve, variada, desde uma boa sanduíche, até saladas como deve ser, passando por algumas coisas mais exóticas - como o stir-fry de arroz, tiras de carne, gengibre e camarão que hoje me deliciou. Infelizmente não tem vodka, que me tinha sabido bem no fim. Pode-se escolher entre o self-service (é mais sandes e sumos...) e uma mesa, de faca e garfo. O serviço é impecável, graças à chefe de mesa, a eficiente brasileira Rose, e à sua assistente, uma bela romena que dá pelo nome de Michaela e que fala português com um perfeito sotaque brasileiro. Na mesa ao lado estava uma outra brasileira, esta bastante desinteressante, que me fustigou o almoço a falar com uma italiana decadente que lhe falava dos Maseratis que tinha vendido. A brasileira, percebi eu pelo meio da conversa, estaria ligada à embaixada, chamava-se Cláudia e lia Rainer Maria Rilke enquanto abordava a problemática dos jeeps Mercedes. Se não fosse ter acompanhado o almoço pela leitura da «Wallpaper» que a casa disponibiliza para os clientes e uma meia garrafa de branco a vida tinha sido bem mais difícil.
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SOLITÁRIO
Gosto de almoçar sózinho. Dá-me para ler, para ir pensando alguma coisa. Nestes dias, porque é perto e posso ir a pé, dá-me jeito almoçar no Magnolia Caffé (Largo do Campo Pequeno 2A). Tem comida leve, variada, desde uma boa sanduíche, até saladas como deve ser, passando por algumas coisas mais exóticas - como o stir-fry de arroz, tiras de carne, gengibre e camarão que hoje me deliciou. Infelizmente não tem vodka, que me tinha sabido bem no fim. Pode-se escolher entre o self-service (é mais sandes e sumos...) e uma mesa, de faca e garfo. O serviço é impecável, graças à chefe de mesa, a eficiente brasileira Rose, e à sua assistente, uma bela romena que dá pelo nome de Michaela e que fala português com um perfeito sotaque brasileiro. Na mesa ao lado estava uma outra brasileira, esta bastante desinteressante, que me fustigou o almoço a falar com uma italiana decadente que lhe falava dos Maseratis que tinha vendido. A brasileira, percebi eu pelo meio da conversa, estaria ligada à embaixada, chamava-se Cláudia e lia Rainer Maria Rilke enquanto abordava a problemática dos jeeps Mercedes. Se não fosse ter acompanhado o almoço pela leitura da «Wallpaper» que a casa disponibiliza para os clientes e uma meia garrafa de branco a vida tinha sido bem mais difícil.
Gosto de almoçar sózinho. Dá-me para ler, para ir pensando alguma coisa. Nestes dias, porque é perto e posso ir a pé, dá-me jeito almoçar no Magnolia Caffé (Largo do Campo Pequeno 2A). Tem comida leve, variada, desde uma boa sanduíche, até saladas como deve ser, passando por algumas coisas mais exóticas - como o stir-fry de arroz, tiras de carne, gengibre e camarão que hoje me deliciou. Infelizmente não tem vodka, que me tinha sabido bem no fim. Pode-se escolher entre o self-service (é mais sandes e sumos...) e uma mesa, de faca e garfo. O serviço é impecável, graças à chefe de mesa, a eficiente brasileira Rose, e à sua assistente, uma bela romena que dá pelo nome de Michaela e que fala português com um perfeito sotaque brasileiro. Na mesa ao lado estava uma outra brasileira, esta bastante desinteressante, que me fustigou o almoço a falar com uma italiana decadente que lhe falava dos Maseratis que tinha vendido. A brasileira, percebi eu pelo meio da conversa, estaria ligada à embaixada, chamava-se Cláudia e lia Rainer Maria Rilke enquanto abordava a problemática dos jeeps Mercedes. Se não fosse ter acompanhado o almoço pela leitura da «Wallpaper» que a casa disponibiliza para os clientes e uma meia garrafa de branco a vida tinha sido bem mais difícil.
TV BUTÃO
Marcos Sá Corrêa descreve com deliciosa graça a história da chegada da televisão ao reino do Butão, nos Himalaias, o último país do mundo a ligar o pequeno ecrã. Que aconteceu? Transformação social, roubos, templos assaltados, corrupção, desvios de fundos - nada que alguma vez tivesse acontecido no reino budista fundado no século XVII por um monge budista.
Marcos Sá Corrêa descreve com deliciosa graça a história da chegada da televisão ao reino do Butão, nos Himalaias, o último país do mundo a ligar o pequeno ecrã. Que aconteceu? Transformação social, roubos, templos assaltados, corrupção, desvios de fundos - nada que alguma vez tivesse acontecido no reino budista fundado no século XVII por um monge budista.
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TV BUTÃO
Marcos Sá Corrêa descreve com deliciosa graça a história da chegada da televisão ao reino do Butão, nos Himalaias, o último país do mundo a ligar o pequeno ecrã. Que aconteceu? Transformação social, roubos, templos assaltados, corrupção, desvios de fundos - nada que alguma vez tivesse acontecido no reino budista fundado no século XVII por um monge budista.
Marcos Sá Corrêa descreve com deliciosa graça a história da chegada da televisão ao reino do Butão, nos Himalaias, o último país do mundo a ligar o pequeno ecrã. Que aconteceu? Transformação social, roubos, templos assaltados, corrupção, desvios de fundos - nada que alguma vez tivesse acontecido no reino budista fundado no século XVII por um monge budista.
POLÉMICA BLOG VERSUS IMPRENSA
O Aviz sugere uma leitura do excelente artigo de Paulo Roberto Pires sobre o papel dos blogs, suas relações históricas e algumas teorias avulsas - de Walter Benjamin a Brecht. Vale a pena lê-lo na íntegra - está publicado no imprescindível no mínimo
O Aviz sugere uma leitura do excelente artigo de Paulo Roberto Pires sobre o papel dos blogs, suas relações históricas e algumas teorias avulsas - de Walter Benjamin a Brecht. Vale a pena lê-lo na íntegra - está publicado no imprescindível no mínimo
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POLÉMICA BLOG VERSUS IMPRENSA
O Aviz sugere uma leitura do excelente artigo de Paulo Roberto Pires sobre o papel dos blogs, suas relações históricas e algumas teorias avulsas - de Walter Benjamin a Brecht. Vale a pena lê-lo na íntegra - está publicado no imprescindível no mínimo
O Aviz sugere uma leitura do excelente artigo de Paulo Roberto Pires sobre o papel dos blogs, suas relações históricas e algumas teorias avulsas - de Walter Benjamin a Brecht. Vale a pena lê-lo na íntegra - está publicado no imprescindível no mínimo
LINUX ANIMADO
A Dreamworks (de Steven Spielberg) deitou a Microsoft às urtigas e desenvolveu um programa gráfico de animação com base na plataforma Linux. O novo filme de animação da Dreamworks é a velha e deliciosa história de Sinbad o Marinheiro e a forma como a Linux anima o mito vem contada na Wired
A Dreamworks (de Steven Spielberg) deitou a Microsoft às urtigas e desenvolveu um programa gráfico de animação com base na plataforma Linux. O novo filme de animação da Dreamworks é a velha e deliciosa história de Sinbad o Marinheiro e a forma como a Linux anima o mito vem contada na Wired
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LINUX ANIMADO
A Dreamworks (de Steven Spielberg) deitou a Microsoft às urtigas e desenvolveu um programa gráfico de animação com base na plataforma Linux. O novo filme de animação da Dreamworks é a velha e deliciosa história de Sinbad o Marinheiro e a forma como a Linux anima o mito vem contada na Wired
A Dreamworks (de Steven Spielberg) deitou a Microsoft às urtigas e desenvolveu um programa gráfico de animação com base na plataforma Linux. O novo filme de animação da Dreamworks é a velha e deliciosa história de Sinbad o Marinheiro e a forma como a Linux anima o mito vem contada na Wired
O PODER DO LOBBY
O que por cá se faz às escondidas, nos Estados Unidos faz-se às claras - lobbying é uma profissão, os representantes de causas e interesses (públicos ou privados) são conhecidos, assumem o seu papel, e têm muito orgulho nisso. Por cá confunde-se lobby com cunha, faz-se tudo de forma envergonhada, às escondidas (que é a pior maneira de fazer o que quer que seja) e como se de um favor se tratase. Recomendo vivamente a leitura de um belo artigo sobre a questão, e sobre as ligações entre políticos e o lobbying, que vem na Slate
O que por cá se faz às escondidas, nos Estados Unidos faz-se às claras - lobbying é uma profissão, os representantes de causas e interesses (públicos ou privados) são conhecidos, assumem o seu papel, e têm muito orgulho nisso. Por cá confunde-se lobby com cunha, faz-se tudo de forma envergonhada, às escondidas (que é a pior maneira de fazer o que quer que seja) e como se de um favor se tratase. Recomendo vivamente a leitura de um belo artigo sobre a questão, e sobre as ligações entre políticos e o lobbying, que vem na Slate
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O PODER DO LOBBY
O que por cá se faz às escondidas, nos Estados Unidos faz-se às claras - lobbying é uma profissão, os representantes de causas e interesses (públicos ou privados) são conhecidos, assumem o seu papel, e têm muito orgulho nisso. Por cá confunde-se lobby com cunha, faz-se tudo de forma envergonhada, às escondidas (que é a pior maneira de fazer o que quer que seja) e como se de um favor se tratase. Recomendo vivamente a leitura de um belo artigo sobre a questão, e sobre as ligações entre políticos e o lobbying, que vem na Slate
O que por cá se faz às escondidas, nos Estados Unidos faz-se às claras - lobbying é uma profissão, os representantes de causas e interesses (públicos ou privados) são conhecidos, assumem o seu papel, e têm muito orgulho nisso. Por cá confunde-se lobby com cunha, faz-se tudo de forma envergonhada, às escondidas (que é a pior maneira de fazer o que quer que seja) e como se de um favor se tratase. Recomendo vivamente a leitura de um belo artigo sobre a questão, e sobre as ligações entre políticos e o lobbying, que vem na Slate
junho 30, 2003
DIFERENÇAS DE CULTURAS
John Willis é o novo Director da área da BBC que produz programas de televisão da área documental e de ensino. Durante um ano trabalhou nos Estados Unidos, num canal de Boston a WGBH. Há poucos dias fez um curioso discurso sobre as diferenças na forma de produzir televisão entre os dois países, quer em programas de entretenimento, quer em noticiários. Willis não é meigo na análise e não hesita em dizer que os media norte-americanos em geral e os noticiários de televisão em particular muitas vezes ultrapassam os limites na opinião e na posição editorial de que partem para fazer os seus trabalhos.
Uma citação, com a devida vénia:
«Above all there was little or no debate. America’s political leaders remained unchallenged. Any lack of patriotism was punished with McCarthyite vigor, even in the television industry, where CBS’s Ed Gernon was summarily dismissed for a mild case of expressing his opinion. Public television was a rare haven for robust questioning and independent reporting, but PBS is relatively marginal to American culture.
Watching BBC World or seeing reporters from ITV, BBC and Sky within network reports or watching CSPAN’s coverage of British Parliamentary debates made me – and many Americans – realize just what the world’s largest democracy was missing. No wonder viewers for BBC America and BBC website hits rose significantly.
For all the warts on British television, a year in America has taught me just how lucky we are to have not just the BBC but a range of diversely funded channels with different layers of public service ambitions and obligations. The lesson from America is that if news and public affairs are left purely to the market, it will most likely give the government what it wants.»
O discurso na íntegra pode ser lido aqui
John Willis é o novo Director da área da BBC que produz programas de televisão da área documental e de ensino. Durante um ano trabalhou nos Estados Unidos, num canal de Boston a WGBH. Há poucos dias fez um curioso discurso sobre as diferenças na forma de produzir televisão entre os dois países, quer em programas de entretenimento, quer em noticiários. Willis não é meigo na análise e não hesita em dizer que os media norte-americanos em geral e os noticiários de televisão em particular muitas vezes ultrapassam os limites na opinião e na posição editorial de que partem para fazer os seus trabalhos.
Uma citação, com a devida vénia:
«Above all there was little or no debate. America’s political leaders remained unchallenged. Any lack of patriotism was punished with McCarthyite vigor, even in the television industry, where CBS’s Ed Gernon was summarily dismissed for a mild case of expressing his opinion. Public television was a rare haven for robust questioning and independent reporting, but PBS is relatively marginal to American culture.
Watching BBC World or seeing reporters from ITV, BBC and Sky within network reports or watching CSPAN’s coverage of British Parliamentary debates made me – and many Americans – realize just what the world’s largest democracy was missing. No wonder viewers for BBC America and BBC website hits rose significantly.
For all the warts on British television, a year in America has taught me just how lucky we are to have not just the BBC but a range of diversely funded channels with different layers of public service ambitions and obligations. The lesson from America is that if news and public affairs are left purely to the market, it will most likely give the government what it wants.»
O discurso na íntegra pode ser lido aqui
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