maio 08, 2012

SÉTIMA LEGIÃO 30 ANOS

Não sou muito dado a revivalismos, mas na sexta-feira fui ver o concerto quer assinalava os 30 anos da Sétima Legião, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Foi uma noite extraordinária – de músicas, memórias, sensações.


 


Nascidos em 1982 os Sétima Legião foram um dos primeiros grupos a projetar uma imagem de Portugal, feita de orgulho no passado e esperança no futuro. É engraçado recordar o que se passava nessa época. Em 1982 Ramalho Eanes era Presidente da República, Pinto Balsemão era primeiro-ministro. Em Portugal aprovava-se a primeira revisão constitucional e realizou-se a primeira greve geral depois do 25 de Abril de 1974. O ano acabou com a queda do Governo Balsemão.


 


Na música foi o ano de «Thriller» de Michael Jackson, do primeiro single de Madonna e do nascimento de uma banda que havia de dar muito que falar – The Smiths. Nos Estados Unidos  a Apple tornou-se na primeira empresa de computadores pessoais a ultrapassar a barreira dos mil milhões de dólares de facturação num só ano.


 


Na noite de sexta-feira passada dei comigo, no Coliseu, a pensar em como tudo isto se tinha passado. Nessa altura eu escrevia no «Som 80», um suplemento do diário «Portugal Hoje», que deixou de se publicar em Julho desse ano; ainda nesse ano participei na fundação da Agência Notícias de Portugal e o «Blitz» nasceria dois anos depois, em 1984. Foi uma das épocas em que estive mais ligado à música que se fazia e à vibração dos dias, agitados, da política, que noticiava na Agência.


 


Recordei-me de tudo isto sexta-feira, de cada vez que Pedro Oliveira e os seus companheiros da Sétima Legião me fizerem recordar: «Tem mil anos uma história/ de viver a navegar/ há mil anos de memórias a contar».


 


(Publicado no diário Metro de 8 de Maio)