Já devem ter reparado que vai para aí uma polémica sobre a estação da Baixa Chiado e o seu novo nome. Confesso que é uma polémica que não entendo. Como se sabe, nas estações de Metro existe publicidade, cujas receitas ajudam às contas da empresa e a evitar que os bilhetes sejam mais caros. Da mesma forma, a extensão da comercialização de espaço ao nome das estações cria novas oportunidades de receitas, mas, também, proporciona um valor adicional – como está a acontecer na estação Baixa-Chiado, em Lisboa. O que o metropolitano fez foi dar o direito a uma outra empresa a figurar no nome da estação – neste caso à PT. A estação passou a contar com o logótipo da operadora telefónica na sua designação e também com a expressão “blue station”, em alusão ao azul que é a cor da PT. A este tipo de negócio chama-se “Naming Rights” , ou direito de utilização do nome. É algo de vulgar por esse mundo fora em grandes espaços públicos, como por exemplo estádios desportivos ou prestigiadas salas de espectáculo.
No caso do Metropolitano, a associação da PT à “blue station” da Baixa Chiado trouxe algo mais: os utentes da estação passaram a poder usufruir de conteúdos do SAPO, com informações sobre actividades diversas, informações para crianças e actualizações noticiosas, além de uma agenda cultural da cidade de Lisboa com um enfoque especial na zona da estação, o Chiado. Além disso a PT disponibilizou ligação Wi Fi gratuita a todos os utilizadores dentro do espaço da estação.
Finalmente a PT promove ainda uma série de eventos na própria estação em áreas como a Literatura, a Arte, a Moda, o design ou a Música. Ao longo de um ano 12 pessoas vão pensar as programações para cada mês – a promeira, já em curso, é da autoria do artsita Vasco Araújo. A estação ficou mais rica em animação, em informação e em serviços e o Metro com mais dinheiro para a manter operacional. Para os utilizadores da estação, esta foi uma boa ideia.
(publicado no Metro de 19 de Setembro)