maio 21, 2010

PARÁBOLA DO BALÃO E DA DÚVIDA SOCRÁTICA

José Sócrates, voando de balão, dá conta de que está perdido. Avista um GNR, aproxima-se dele e pergunta-lhe: 
 - Pode ajudar-me? Fiquei de me encontrar às duas da tarde com um amigo, já estou meia hora atrasado e não sei onde estou...
 - Claro que sim! - responde-lhe o guarda - O senhor está num balão, a 20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus norte e as longitudes 7 e 9 graus oeste.
 - Você é da GNR, não é? - interroga Sócrates
 - Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
 - Muito fácil: porque o que me disse está tecnicamente correcto mas é inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação...
 - Ah! O senhor é socialista, não é? 
 - Sou! Como descobriu? 
 - Muito fácil: porque o senhor não sabe onde está nem para onde vai, assumiu um compromisso que não vai poder cumprir e está à espera de que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exactamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!...