junho 26, 2004

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SÓ PARA AVIVAR MEMÓRIAS

Começou o habitual rosário de dislates a propósito de Lisboa.

Convém recordar algumas coisas para quem diz que nada se fez ou para quem só gosta de falar do que ainda não está acabado.

Então vamos a isso:

- Encerramento do Bairro Alto e Alfama ao trânsito. Há quantos anos se falava disso? Quem fez?

- Recuperação dos prédios degradados em zonas históricas da cidade. Quem tratou do que já está à vista, a começar em S. Bento e a acabar em Alfama?

- Devolução de Monsanto à cidade, criação de novos espaços, animação cultural, novos equipamentos. Quem fez?

- Lançamento de projectos estruturantes em relação ao trânsito da cidade, como o túnel cujas obras foram forçadas a parar num processo mais nebuloso.

- Política social de apoio à terceira idade, aos mais novos, criação de espaços desportivos em bairros sociais?

- Sistema de transportes dentro de bairros para os munícipes. Quem fez?

-Lançamento e abertura de novos parques de estacionamento como o da Praça de Londres. Quem fez?

- Criação da Loja do Munícipe e de serviços como o Alerta para resolver os problemas das ruas de Lisboa. Quem fez?

O rol podia ser maior, podia incluir os projectos do novo edifício dos arquivos, a forma como os serviços da câmara funcionam melhor, a maneira como os jardins estão mais limpos, a maior rapidez na obtenção de licenças para obras. Quem fez tudo isto?

Dizer que nada está feito é a coisa mais fácil do mundo. Para os que tanto falam em populismo, vale a pena dizer que falsificar a verdade é a maior forma de populismo e dedegradação do sistema.