SAMPAIO
Foi talvez a melhor entrevista de Sampaio ao longo dos anos que leva como Presidente. Teve humor, franqueza e bom senso - coisas raras (até em separado, quanto mais em simultâneo) num político no activo.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
outubro 28, 2003
Untitled
SAMPAIO
Foi talvez a melhor entrevista de Sampaio ao longo dos anos que leva como Presidente. Teve humor, franqueza e bom senso - coisas raras (até em separado, quanto mais em simultâneo) num político no activo.
Foi talvez a melhor entrevista de Sampaio ao longo dos anos que leva como Presidente. Teve humor, franqueza e bom senso - coisas raras (até em separado, quanto mais em simultâneo) num político no activo.
O MEU CHÁ
Todos os dias à noite faço um bule de chá verde, que levo para o escritório no dia seguinte dentro de uma botija de alumínio. Vou-o beberricando, frio, ao longo do dia. É uma antiga rotina que me sabe bem: porque gosto de chá e porque fica toda a gente intrigada sobre a verdadeira natureza do líquido que a minha inseparável botijinha transporta.
À tarde gostaria de um bom darjeeling para repôr os pensamentos em ordem - mas geralmente tenho pouca sorte e raramente alcanço este objectivo. O darjeeling é dos chás pretos que mais gosto, com o seu aroma intenso, o seu travo acentuado. Gosto dele forte.
Nunca ponho açucar no chá - parece-me impensável aliás. Estranho porque no café preciso sempre de um pouco de doce. E café é coisa que, geralmente, só tomo de manhã e a seguir ao almoço.
À noite gosto de rematar o dia com uma infusão de cidreira. É meio caminho andado para uma noite bem passada.
Todos os dias à noite faço um bule de chá verde, que levo para o escritório no dia seguinte dentro de uma botija de alumínio. Vou-o beberricando, frio, ao longo do dia. É uma antiga rotina que me sabe bem: porque gosto de chá e porque fica toda a gente intrigada sobre a verdadeira natureza do líquido que a minha inseparável botijinha transporta.
À tarde gostaria de um bom darjeeling para repôr os pensamentos em ordem - mas geralmente tenho pouca sorte e raramente alcanço este objectivo. O darjeeling é dos chás pretos que mais gosto, com o seu aroma intenso, o seu travo acentuado. Gosto dele forte.
Nunca ponho açucar no chá - parece-me impensável aliás. Estranho porque no café preciso sempre de um pouco de doce. E café é coisa que, geralmente, só tomo de manhã e a seguir ao almoço.
À noite gosto de rematar o dia com uma infusão de cidreira. É meio caminho andado para uma noite bem passada.
Untitled
O MEU CHÁ
Todos os dias à noite faço um bule de chá verde, que levo para o escritório no dia seguinte dentro de uma botija de alumínio. Vou-o beberricando, frio, ao longo do dia. É uma antiga rotina que me sabe bem: porque gosto de chá e porque fica toda a gente intrigada sobre a verdadeira natureza do líquido que a minha inseparável botijinha transporta.
À tarde gostaria de um bom darjeeling para repôr os pensamentos em ordem - mas geralmente tenho pouca sorte e raramente alcanço este objectivo. O darjeeling é dos chás pretos que mais gosto, com o seu aroma intenso, o seu travo acentuado. Gosto dele forte.
Nunca ponho açucar no chá - parece-me impensável aliás. Estranho porque no café preciso sempre de um pouco de doce. E café é coisa que, geralmente, só tomo de manhã e a seguir ao almoço.
À noite gosto de rematar o dia com uma infusão de cidreira. É meio caminho andado para uma noite bem passada.
Todos os dias à noite faço um bule de chá verde, que levo para o escritório no dia seguinte dentro de uma botija de alumínio. Vou-o beberricando, frio, ao longo do dia. É uma antiga rotina que me sabe bem: porque gosto de chá e porque fica toda a gente intrigada sobre a verdadeira natureza do líquido que a minha inseparável botijinha transporta.
À tarde gostaria de um bom darjeeling para repôr os pensamentos em ordem - mas geralmente tenho pouca sorte e raramente alcanço este objectivo. O darjeeling é dos chás pretos que mais gosto, com o seu aroma intenso, o seu travo acentuado. Gosto dele forte.
Nunca ponho açucar no chá - parece-me impensável aliás. Estranho porque no café preciso sempre de um pouco de doce. E café é coisa que, geralmente, só tomo de manhã e a seguir ao almoço.
À noite gosto de rematar o dia com uma infusão de cidreira. É meio caminho andado para uma noite bem passada.
JULGAMENTO
Para além do carnaval mediático, hoje é um dia importante. Podem surgir as primeiras pistas sobre a seriedade da investigação e sobre a vontade em levar a justiça para primeiro plano. O meu único desejo é que a culpa não morra solteira e que depois de tanto alarde e tanta pressão as vítimas não sejam transformadas em relíquias processuais.
Para além do carnaval mediático, hoje é um dia importante. Podem surgir as primeiras pistas sobre a seriedade da investigação e sobre a vontade em levar a justiça para primeiro plano. O meu único desejo é que a culpa não morra solteira e que depois de tanto alarde e tanta pressão as vítimas não sejam transformadas em relíquias processuais.
Untitled
JULGAMENTO
Para além do carnaval mediático, hoje é um dia importante. Podem surgir as primeiras pistas sobre a seriedade da investigação e sobre a vontade em levar a justiça para primeiro plano. O meu único desejo é que a culpa não morra solteira e que depois de tanto alarde e tanta pressão as vítimas não sejam transformadas em relíquias processuais.
Para além do carnaval mediático, hoje é um dia importante. Podem surgir as primeiras pistas sobre a seriedade da investigação e sobre a vontade em levar a justiça para primeiro plano. O meu único desejo é que a culpa não morra solteira e que depois de tanto alarde e tanta pressão as vítimas não sejam transformadas em relíquias processuais.
outubro 27, 2003
Untitled
O NOME É TUDO
Na Biblioteca Nacional abriu uma exposição que apetece ir ver só pelo nome: «Antes das Playstations, 200 anos de romance de aventuras em Portugal». Está até 24 de janeiro, de 2ª a sexta entre as 10 e as 19 horas e sábados das 10 ás 17. Força espadachins!
Na Biblioteca Nacional abriu uma exposição que apetece ir ver só pelo nome: «Antes das Playstations, 200 anos de romance de aventuras em Portugal». Está até 24 de janeiro, de 2ª a sexta entre as 10 e as 19 horas e sábados das 10 ás 17. Força espadachins!
outubro 24, 2003
A ESQUINA IMPRESSA
Porque hoje é sexta feira, é dia d'A Esquina aparecer impressa no «Jornal de Negócios»-
Excertos:
Dediquei o meu fim de semana a ler dois livros: «Confissões de Um Director de Jornal» e «The Mammoth Book Of Journalism». O primeiro, cómico, é editado pela Dom Quixote e relata as memórias de certa fase da vida de José António Saraiva como director do «Expresso». O outro, coisa séria, é uma colectânea de textos de grandes jornalistas, seleccionados e editados por Jon E. Lewis e publicados pela Robinson.
Vale a pena aqui dizer que eu próprio integrei a redacção do «Expresso» e participei nas animadas reuniões de segunda-feira à hora de almoço em que Vicente Jorge Silva ironizava, brilhantemente, sobre o primeiro caderno, enquanto o autor do livro ora publicado escarnecia com desdém, e sem rasgo, das preocupações da «Revista», que então dava os primeiros passos, ainda integralmente em papel de jornal.
ao longo das suas 550 páginas «The Mammoth Book Of Journalism» publica reportagens que ficaram na História, desde o relato da morte pela guilhotina de um homem, em Roma, ocorrido em 1845, escrito por Charles Dickens, até uma actualíssima reportagem de um bombardeamento a Bagdade em 2003, feito por Robert Fisk. Pelo meio ficam os históricos relatos da Convenção Republicana de 1972 por Hunter S. Thomson, o texto de Gore Vidal sobre a experiência de um americano na Mongólia em 1982 e ainda um retrato de Spielberg feito por Martin Amis no mesmo ano. Espalhadas pelas páginas do livro estão reportagens e relatos de George Orwell, Ernest Hemingway, Mark Twain, Winston Churchill, Jack London, John dos Passos, Dorothy Parker, John Reed, John Steinbek, Tom Wolfe ou James Cameron. Esta é daquelas leituras que falta a muita gente – para ao menos quando falam sobre jornalismo e comunicação poderem ter uma ideia sobre a essência daquilo que dizem.
Porque hoje é sexta feira, é dia d'A Esquina aparecer impressa no «Jornal de Negócios»-
Excertos:
Dediquei o meu fim de semana a ler dois livros: «Confissões de Um Director de Jornal» e «The Mammoth Book Of Journalism». O primeiro, cómico, é editado pela Dom Quixote e relata as memórias de certa fase da vida de José António Saraiva como director do «Expresso». O outro, coisa séria, é uma colectânea de textos de grandes jornalistas, seleccionados e editados por Jon E. Lewis e publicados pela Robinson.
Vale a pena aqui dizer que eu próprio integrei a redacção do «Expresso» e participei nas animadas reuniões de segunda-feira à hora de almoço em que Vicente Jorge Silva ironizava, brilhantemente, sobre o primeiro caderno, enquanto o autor do livro ora publicado escarnecia com desdém, e sem rasgo, das preocupações da «Revista», que então dava os primeiros passos, ainda integralmente em papel de jornal.
ao longo das suas 550 páginas «The Mammoth Book Of Journalism» publica reportagens que ficaram na História, desde o relato da morte pela guilhotina de um homem, em Roma, ocorrido em 1845, escrito por Charles Dickens, até uma actualíssima reportagem de um bombardeamento a Bagdade em 2003, feito por Robert Fisk. Pelo meio ficam os históricos relatos da Convenção Republicana de 1972 por Hunter S. Thomson, o texto de Gore Vidal sobre a experiência de um americano na Mongólia em 1982 e ainda um retrato de Spielberg feito por Martin Amis no mesmo ano. Espalhadas pelas páginas do livro estão reportagens e relatos de George Orwell, Ernest Hemingway, Mark Twain, Winston Churchill, Jack London, John dos Passos, Dorothy Parker, John Reed, John Steinbek, Tom Wolfe ou James Cameron. Esta é daquelas leituras que falta a muita gente – para ao menos quando falam sobre jornalismo e comunicação poderem ter uma ideia sobre a essência daquilo que dizem.
Untitled
A ESQUINA IMPRESSA
Porque hoje é sexta feira, é dia d'A Esquina aparecer impressa no «Jornal de Negócios»-
Excertos:
Dediquei o meu fim de semana a ler dois livros: «Confissões de Um Director de Jornal» e «The Mammoth Book Of Journalism». O primeiro, cómico, é editado pela Dom Quixote e relata as memórias de certa fase da vida de José António Saraiva como director do «Expresso». O outro, coisa séria, é uma colectânea de textos de grandes jornalistas, seleccionados e editados por Jon E. Lewis e publicados pela Robinson.
Vale a pena aqui dizer que eu próprio integrei a redacção do «Expresso» e participei nas animadas reuniões de segunda-feira à hora de almoço em que Vicente Jorge Silva ironizava, brilhantemente, sobre o primeiro caderno, enquanto o autor do livro ora publicado escarnecia com desdém, e sem rasgo, das preocupações da «Revista», que então dava os primeiros passos, ainda integralmente em papel de jornal.
ao longo das suas 550 páginas «The Mammoth Book Of Journalism» publica reportagens que ficaram na História, desde o relato da morte pela guilhotina de um homem, em Roma, ocorrido em 1845, escrito por Charles Dickens, até uma actualíssima reportagem de um bombardeamento a Bagdade em 2003, feito por Robert Fisk. Pelo meio ficam os históricos relatos da Convenção Republicana de 1972 por Hunter S. Thomson, o texto de Gore Vidal sobre a experiência de um americano na Mongólia em 1982 e ainda um retrato de Spielberg feito por Martin Amis no mesmo ano. Espalhadas pelas páginas do livro estão reportagens e relatos de George Orwell, Ernest Hemingway, Mark Twain, Winston Churchill, Jack London, John dos Passos, Dorothy Parker, John Reed, John Steinbek, Tom Wolfe ou James Cameron. Esta é daquelas leituras que falta a muita gente – para ao menos quando falam sobre jornalismo e comunicação poderem ter uma ideia sobre a essência daquilo que dizem.
Porque hoje é sexta feira, é dia d'A Esquina aparecer impressa no «Jornal de Negócios»-
Excertos:
Dediquei o meu fim de semana a ler dois livros: «Confissões de Um Director de Jornal» e «The Mammoth Book Of Journalism». O primeiro, cómico, é editado pela Dom Quixote e relata as memórias de certa fase da vida de José António Saraiva como director do «Expresso». O outro, coisa séria, é uma colectânea de textos de grandes jornalistas, seleccionados e editados por Jon E. Lewis e publicados pela Robinson.
Vale a pena aqui dizer que eu próprio integrei a redacção do «Expresso» e participei nas animadas reuniões de segunda-feira à hora de almoço em que Vicente Jorge Silva ironizava, brilhantemente, sobre o primeiro caderno, enquanto o autor do livro ora publicado escarnecia com desdém, e sem rasgo, das preocupações da «Revista», que então dava os primeiros passos, ainda integralmente em papel de jornal.
ao longo das suas 550 páginas «The Mammoth Book Of Journalism» publica reportagens que ficaram na História, desde o relato da morte pela guilhotina de um homem, em Roma, ocorrido em 1845, escrito por Charles Dickens, até uma actualíssima reportagem de um bombardeamento a Bagdade em 2003, feito por Robert Fisk. Pelo meio ficam os históricos relatos da Convenção Republicana de 1972 por Hunter S. Thomson, o texto de Gore Vidal sobre a experiência de um americano na Mongólia em 1982 e ainda um retrato de Spielberg feito por Martin Amis no mesmo ano. Espalhadas pelas páginas do livro estão reportagens e relatos de George Orwell, Ernest Hemingway, Mark Twain, Winston Churchill, Jack London, John dos Passos, Dorothy Parker, John Reed, John Steinbek, Tom Wolfe ou James Cameron. Esta é daquelas leituras que falta a muita gente – para ao menos quando falam sobre jornalismo e comunicação poderem ter uma ideia sobre a essência daquilo que dizem.
INDEPENDÊNCIA
Excerto da minha coluna de hoje em »O Independente»
...O facto de cada um de nós ter uma posição própria deve levar a ser ainda mais cuidadoso a garantir a respectiva independência na vida profissional, nas posições que toma. Todos temos o direito a ter opções políticas, a ter posições críticas, a pensar pela nossa cabeça. E é bom que aqueles que de alguma forma têm vida pública sejam conhecidos por aquilo que pensam e não sejam hipócritas ao ponto de considerar que a independência é a ausência de posição.
Em Portugal, infelizmente, são aqueles que não pensam «de esquerda», que são mais acusados de não serem independentes. É como se a independência fosse conciliável com uma filiação ideológica de esquerda, mas incompatível com uma de direita.
Excerto da minha coluna de hoje em »O Independente»
...O facto de cada um de nós ter uma posição própria deve levar a ser ainda mais cuidadoso a garantir a respectiva independência na vida profissional, nas posições que toma. Todos temos o direito a ter opções políticas, a ter posições críticas, a pensar pela nossa cabeça. E é bom que aqueles que de alguma forma têm vida pública sejam conhecidos por aquilo que pensam e não sejam hipócritas ao ponto de considerar que a independência é a ausência de posição.
Em Portugal, infelizmente, são aqueles que não pensam «de esquerda», que são mais acusados de não serem independentes. É como se a independência fosse conciliável com uma filiação ideológica de esquerda, mas incompatível com uma de direita.
Untitled
INDEPENDÊNCIA
Excerto da minha coluna de hoje em »O Independente»
...O facto de cada um de nós ter uma posição própria deve levar a ser ainda mais cuidadoso a garantir a respectiva independência na vida profissional, nas posições que toma. Todos temos o direito a ter opções políticas, a ter posições críticas, a pensar pela nossa cabeça. E é bom que aqueles que de alguma forma têm vida pública sejam conhecidos por aquilo que pensam e não sejam hipócritas ao ponto de considerar que a independência é a ausência de posição.
Em Portugal, infelizmente, são aqueles que não pensam «de esquerda», que são mais acusados de não serem independentes. É como se a independência fosse conciliável com uma filiação ideológica de esquerda, mas incompatível com uma de direita.
Excerto da minha coluna de hoje em »O Independente»
...O facto de cada um de nós ter uma posição própria deve levar a ser ainda mais cuidadoso a garantir a respectiva independência na vida profissional, nas posições que toma. Todos temos o direito a ter opções políticas, a ter posições críticas, a pensar pela nossa cabeça. E é bom que aqueles que de alguma forma têm vida pública sejam conhecidos por aquilo que pensam e não sejam hipócritas ao ponto de considerar que a independência é a ausência de posição.
Em Portugal, infelizmente, são aqueles que não pensam «de esquerda», que são mais acusados de não serem independentes. É como se a independência fosse conciliável com uma filiação ideológica de esquerda, mas incompatível com uma de direita.
outubro 23, 2003
REFEIÇÕES
Almocei sózinho - que é uma coisa que gosto de fazer - e estive com um velho amigo noite fora, na conversa vadia - de projectos a rock, passando por Tintin, houve de tudo. Apareceram pelo meio amigos dos dois, mas ficámos ambos no parlapié um com o outro. É isto que mais me descansa quando estou muito cansado: sair da rotina e reganhar uma conversa de amizade - pura, sem outras intenções. Uma pessoa farta-se de falsidades, não é?
Almocei sózinho - que é uma coisa que gosto de fazer - e estive com um velho amigo noite fora, na conversa vadia - de projectos a rock, passando por Tintin, houve de tudo. Apareceram pelo meio amigos dos dois, mas ficámos ambos no parlapié um com o outro. É isto que mais me descansa quando estou muito cansado: sair da rotina e reganhar uma conversa de amizade - pura, sem outras intenções. Uma pessoa farta-se de falsidades, não é?
Untitled
REFEIÇÕES
Almocei sózinho - que é uma coisa que gosto de fazer - e estive com um velho amigo noite fora, na conversa vadia - de projectos a rock, passando por Tintin, houve de tudo. Apareceram pelo meio amigos dos dois, mas ficámos ambos no parlapié um com o outro. É isto que mais me descansa quando estou muito cansado: sair da rotina e reganhar uma conversa de amizade - pura, sem outras intenções. Uma pessoa farta-se de falsidades, não é?
Almocei sózinho - que é uma coisa que gosto de fazer - e estive com um velho amigo noite fora, na conversa vadia - de projectos a rock, passando por Tintin, houve de tudo. Apareceram pelo meio amigos dos dois, mas ficámos ambos no parlapié um com o outro. É isto que mais me descansa quando estou muito cansado: sair da rotina e reganhar uma conversa de amizade - pura, sem outras intenções. Uma pessoa farta-se de falsidades, não é?
outubro 22, 2003
O PAUZINHO NA ENGRENAGEM - 2
Vou fazer como nos filmes:« Não existe qualquer semelhança entre a história relatada e a realidade, todos os personagens são fictícios».
Dito isto, um outro capítulo do meu livro que há-de vir poderia começar assim:
Na minha suave inocência achava que as Secretarias Gerais das empresas serviam para optimizar processos, para ajudar a resolver problemas rapidamente, para serem alavancas do cumprimento dos objectivos estratégicos. Já tinha ouvido dizer que havia quem as considerasse centros de poder próprio cujo exercício servia para pôr em causa decisões, impedir concretizações, dificultar operações. Ontem mesmo percebi como podem ser também medíocres testemunhos de raiva e impotência, mesquinhas bandeiras de resistência à mudança, instrumentos desajeitados de pura incompetência e de falta de capacidade de raciocínio.
Vou fazer como nos filmes:« Não existe qualquer semelhança entre a história relatada e a realidade, todos os personagens são fictícios».
Dito isto, um outro capítulo do meu livro que há-de vir poderia começar assim:
Na minha suave inocência achava que as Secretarias Gerais das empresas serviam para optimizar processos, para ajudar a resolver problemas rapidamente, para serem alavancas do cumprimento dos objectivos estratégicos. Já tinha ouvido dizer que havia quem as considerasse centros de poder próprio cujo exercício servia para pôr em causa decisões, impedir concretizações, dificultar operações. Ontem mesmo percebi como podem ser também medíocres testemunhos de raiva e impotência, mesquinhas bandeiras de resistência à mudança, instrumentos desajeitados de pura incompetência e de falta de capacidade de raciocínio.
Untitled
O PAUZINHO NA ENGRENAGEM - 2
Vou fazer como nos filmes:« Não existe qualquer semelhança entre a história relatada e a realidade, todos os personagens são fictícios».
Dito isto, um outro capítulo do meu livro que há-de vir poderia começar assim:
Na minha suave inocência achava que as Secretarias Gerais das empresas serviam para optimizar processos, para ajudar a resolver problemas rapidamente, para serem alavancas do cumprimento dos objectivos estratégicos. Já tinha ouvido dizer que havia quem as considerasse centros de poder próprio cujo exercício servia para pôr em causa decisões, impedir concretizações, dificultar operações. Ontem mesmo percebi como podem ser também medíocres testemunhos de raiva e impotência, mesquinhas bandeiras de resistência à mudança, instrumentos desajeitados de pura incompetência e de falta de capacidade de raciocínio.
Vou fazer como nos filmes:« Não existe qualquer semelhança entre a história relatada e a realidade, todos os personagens são fictícios».
Dito isto, um outro capítulo do meu livro que há-de vir poderia começar assim:
Na minha suave inocência achava que as Secretarias Gerais das empresas serviam para optimizar processos, para ajudar a resolver problemas rapidamente, para serem alavancas do cumprimento dos objectivos estratégicos. Já tinha ouvido dizer que havia quem as considerasse centros de poder próprio cujo exercício servia para pôr em causa decisões, impedir concretizações, dificultar operações. Ontem mesmo percebi como podem ser também medíocres testemunhos de raiva e impotência, mesquinhas bandeiras de resistência à mudança, instrumentos desajeitados de pura incompetência e de falta de capacidade de raciocínio.
GASOLINA
Gosto de meter gasolina à noite. Não gosto de abastecer combustível no meio da confusão do trânsito matinal. À noite tudo é mais rápido. Abasteço quase sempre na mesma bomba, em Campo de Ourique, que fica aberta toda a noite - uma das poucas que restam em Lisboa. Venho de lá agora. Hoje reparei outra vez que a partir de certa hora aquilo torna-se numa tertúlia: há um pessoal a beber umas super bocks pela garrafa, um pessoal a fumar uns cigarros, o empregado de turno à bomba a dar dois dedos de conversa aqui e ali. Enquanto pago fico a ouvir as conversas, a ver a solidão, dou comigo a perceber como aquela deve ser muitas vezes a mais saborosa cerveja que se pode beber.
Gosto de meter gasolina à noite. Não gosto de abastecer combustível no meio da confusão do trânsito matinal. À noite tudo é mais rápido. Abasteço quase sempre na mesma bomba, em Campo de Ourique, que fica aberta toda a noite - uma das poucas que restam em Lisboa. Venho de lá agora. Hoje reparei outra vez que a partir de certa hora aquilo torna-se numa tertúlia: há um pessoal a beber umas super bocks pela garrafa, um pessoal a fumar uns cigarros, o empregado de turno à bomba a dar dois dedos de conversa aqui e ali. Enquanto pago fico a ouvir as conversas, a ver a solidão, dou comigo a perceber como aquela deve ser muitas vezes a mais saborosa cerveja que se pode beber.
Untitled
GASOLINA
Gosto de meter gasolina à noite. Não gosto de abastecer combustível no meio da confusão do trânsito matinal. À noite tudo é mais rápido. Abasteço quase sempre na mesma bomba, em Campo de Ourique, que fica aberta toda a noite - uma das poucas que restam em Lisboa. Venho de lá agora. Hoje reparei outra vez que a partir de certa hora aquilo torna-se numa tertúlia: há um pessoal a beber umas super bocks pela garrafa, um pessoal a fumar uns cigarros, o empregado de turno à bomba a dar dois dedos de conversa aqui e ali. Enquanto pago fico a ouvir as conversas, a ver a solidão, dou comigo a perceber como aquela deve ser muitas vezes a mais saborosa cerveja que se pode beber.
Gosto de meter gasolina à noite. Não gosto de abastecer combustível no meio da confusão do trânsito matinal. À noite tudo é mais rápido. Abasteço quase sempre na mesma bomba, em Campo de Ourique, que fica aberta toda a noite - uma das poucas que restam em Lisboa. Venho de lá agora. Hoje reparei outra vez que a partir de certa hora aquilo torna-se numa tertúlia: há um pessoal a beber umas super bocks pela garrafa, um pessoal a fumar uns cigarros, o empregado de turno à bomba a dar dois dedos de conversa aqui e ali. Enquanto pago fico a ouvir as conversas, a ver a solidão, dou comigo a perceber como aquela deve ser muitas vezes a mais saborosa cerveja que se pode beber.
Subscrever:
Mensagens (Atom)