PORTUGUÊS
No meio da confusão desta semana nem tinha dado pela polémica sobre os livros de português para o 10º ano. Percebo agora que por causa da reforma da ex-secretária de estado da Educação do Governo do PS, Ana Benavente, os alunos não são levados a ler literatura portuguesa. Em alternativa à literatura são encaminhados para o regulamento do Big Brother e pormenores deste «reality-show». Eu até sou capaz de perceber que por detrás das recomendações programáticas em torno da televisão pode, eventualmente, estar um desejo de estimular o espírito crítico e de incentivar a descodificação, coisa pouco habitual em Portugal - levar os adolescentes a interpretar a realidade e a perceber o porquê das coisas não é mau. Mau é levá-los a isso sem antes os ter entusiasmado com a aventura dos livros. Mau é ceder-se todo o terreno à televisão. Mau é não tentar que eles percebem como nasce uma história escrita.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
outubro 18, 2003
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PORTUGUÊS
No meio da confusão desta semana nem tinha dado pela polémica sobre os livros de português para o 10º ano. Percebo agora que por causa da reforma da ex-secretária de estado da Educação do Governo do PS, Ana Benavente, os alunos não são levados a ler literatura portuguesa. Em alternativa à literatura são encaminhados para o regulamento do Big Brother e pormenores deste «reality-show». Eu até sou capaz de perceber que por detrás das recomendações programáticas em torno da televisão pode, eventualmente, estar um desejo de estimular o espírito crítico e de incentivar a descodificação, coisa pouco habitual em Portugal - levar os adolescentes a interpretar a realidade e a perceber o porquê das coisas não é mau. Mau é levá-los a isso sem antes os ter entusiasmado com a aventura dos livros. Mau é ceder-se todo o terreno à televisão. Mau é não tentar que eles percebem como nasce uma história escrita.
No meio da confusão desta semana nem tinha dado pela polémica sobre os livros de português para o 10º ano. Percebo agora que por causa da reforma da ex-secretária de estado da Educação do Governo do PS, Ana Benavente, os alunos não são levados a ler literatura portuguesa. Em alternativa à literatura são encaminhados para o regulamento do Big Brother e pormenores deste «reality-show». Eu até sou capaz de perceber que por detrás das recomendações programáticas em torno da televisão pode, eventualmente, estar um desejo de estimular o espírito crítico e de incentivar a descodificação, coisa pouco habitual em Portugal - levar os adolescentes a interpretar a realidade e a perceber o porquê das coisas não é mau. Mau é levá-los a isso sem antes os ter entusiasmado com a aventura dos livros. Mau é ceder-se todo o terreno à televisão. Mau é não tentar que eles percebem como nasce uma história escrita.
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BOLAS PARA O SAPO
A minha ligação doméstica ADSL do SAPO tem andado irritante na última semana: lentidão, muitas vezes indisponível durante horas seguidas. Isto é daquelas coisas que me irrita - ainda por cima ninguém explica o que se passa no serviço de apoio, tentam despachar. Enfim uma desgraça.
A minha ligação doméstica ADSL do SAPO tem andado irritante na última semana: lentidão, muitas vezes indisponível durante horas seguidas. Isto é daquelas coisas que me irrita - ainda por cima ninguém explica o que se passa no serviço de apoio, tentam despachar. Enfim uma desgraça.
outubro 17, 2003
ESQUIRE
(excertos da edição impressa da Esquina da semana passada)
Leio a «Esquire» regularmente desde há uns 20 anos. Habituei-me às suas secções. Gosto de ver as suas páginas, de ler os seus artigos, de descobrir as suas revelações.
Muito da «Esquire» tem a ver com revelações. Com descobertas. Com o criar de um estilo, de uma moda. Com o mostrar o que ainda não tinha sido mostrado. Com o explicar o que se pensava não poder ter explicação.
Nas suas exemplares entrevistas descobri pessoas onde antes só via celebridades. Isto não é dizer pouco de quem fez estas entrevistas. Ao longo da minha vida de jornalista, quando tive oportunidade de fazer entrevistas (muito menos vezes do que gostaria) foi este o estilo que tentei seguir. Muitas vezes inspirei-me em ideias da «Esquire» para alinhar eu próprio secções e edições.
A «Esquire»começou há setenta anos nos Estados Unidos, no meio da Depressão. Era a primeira revista americana direccionada para homens. Não mudou de rumo desde então. A edição de Outubro da «Esquire» celebra os 70 anos da revista em grande estilo. Em primeiro lugar, esta edição reproduz integralmente o artigo que os actuais editores consideram como o melhor de todos os que a revista publicou ao longo da sua existência – trata-se de um perfil de Frank Sinatra, escrito em 1966 por Gay Talese, um dos grandes talentos da «Esquire» e que com esta peça ajudou a redefinir o que é a escrita jornalística em revistas. Chama-se «Frank Sinatra Has A Cold» e vem em separata destacável para guardar.
Igualmente imperdíveis (bolas, detesto esta palavra – mas aqui aplica-se) são as colectâneas de conselhos da já citada secção «Man At His Best» (nos anos 30 aconselhava que a melhor forma de tratar uma senhora era pôr uma gotas de gin no seu copo de água...), mas também as 50 melhores capas da publicação (incluindo o Pai Natal negro de Dezembro de 1963 que levou a desmarcações de publicidade nas edições seguintes no valor de um milhão de dolares...), uma retrospectiva da história da revista, as 70 melhores frases de sempre da «Esquire» e uma ficação sobre como seria John F. Kennedy se ele hoje estivesse vivo e com 86 anos.
Este, acreditem caros amigos, é mesmo um número de colecção, que vale bem mais que muitos livros. Está bem guardadinho na minha estante e já me deu várias noites de prazer. É mais do que se pode dizer da generalidade do que acontece hoje em dia.
(excertos da edição impressa da Esquina da semana passada)
Leio a «Esquire» regularmente desde há uns 20 anos. Habituei-me às suas secções. Gosto de ver as suas páginas, de ler os seus artigos, de descobrir as suas revelações.
Muito da «Esquire» tem a ver com revelações. Com descobertas. Com o criar de um estilo, de uma moda. Com o mostrar o que ainda não tinha sido mostrado. Com o explicar o que se pensava não poder ter explicação.
Nas suas exemplares entrevistas descobri pessoas onde antes só via celebridades. Isto não é dizer pouco de quem fez estas entrevistas. Ao longo da minha vida de jornalista, quando tive oportunidade de fazer entrevistas (muito menos vezes do que gostaria) foi este o estilo que tentei seguir. Muitas vezes inspirei-me em ideias da «Esquire» para alinhar eu próprio secções e edições.
A «Esquire»começou há setenta anos nos Estados Unidos, no meio da Depressão. Era a primeira revista americana direccionada para homens. Não mudou de rumo desde então. A edição de Outubro da «Esquire» celebra os 70 anos da revista em grande estilo. Em primeiro lugar, esta edição reproduz integralmente o artigo que os actuais editores consideram como o melhor de todos os que a revista publicou ao longo da sua existência – trata-se de um perfil de Frank Sinatra, escrito em 1966 por Gay Talese, um dos grandes talentos da «Esquire» e que com esta peça ajudou a redefinir o que é a escrita jornalística em revistas. Chama-se «Frank Sinatra Has A Cold» e vem em separata destacável para guardar.
Igualmente imperdíveis (bolas, detesto esta palavra – mas aqui aplica-se) são as colectâneas de conselhos da já citada secção «Man At His Best» (nos anos 30 aconselhava que a melhor forma de tratar uma senhora era pôr uma gotas de gin no seu copo de água...), mas também as 50 melhores capas da publicação (incluindo o Pai Natal negro de Dezembro de 1963 que levou a desmarcações de publicidade nas edições seguintes no valor de um milhão de dolares...), uma retrospectiva da história da revista, as 70 melhores frases de sempre da «Esquire» e uma ficação sobre como seria John F. Kennedy se ele hoje estivesse vivo e com 86 anos.
Este, acreditem caros amigos, é mesmo um número de colecção, que vale bem mais que muitos livros. Está bem guardadinho na minha estante e já me deu várias noites de prazer. É mais do que se pode dizer da generalidade do que acontece hoje em dia.
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ESQUIRE
(excertos da edição impressa da Esquina da semana passada)
Leio a «Esquire» regularmente desde há uns 20 anos. Habituei-me às suas secções. Gosto de ver as suas páginas, de ler os seus artigos, de descobrir as suas revelações.
Muito da «Esquire» tem a ver com revelações. Com descobertas. Com o criar de um estilo, de uma moda. Com o mostrar o que ainda não tinha sido mostrado. Com o explicar o que se pensava não poder ter explicação.
Nas suas exemplares entrevistas descobri pessoas onde antes só via celebridades. Isto não é dizer pouco de quem fez estas entrevistas. Ao longo da minha vida de jornalista, quando tive oportunidade de fazer entrevistas (muito menos vezes do que gostaria) foi este o estilo que tentei seguir. Muitas vezes inspirei-me em ideias da «Esquire» para alinhar eu próprio secções e edições.
A «Esquire»começou há setenta anos nos Estados Unidos, no meio da Depressão. Era a primeira revista americana direccionada para homens. Não mudou de rumo desde então. A edição de Outubro da «Esquire» celebra os 70 anos da revista em grande estilo. Em primeiro lugar, esta edição reproduz integralmente o artigo que os actuais editores consideram como o melhor de todos os que a revista publicou ao longo da sua existência – trata-se de um perfil de Frank Sinatra, escrito em 1966 por Gay Talese, um dos grandes talentos da «Esquire» e que com esta peça ajudou a redefinir o que é a escrita jornalística em revistas. Chama-se «Frank Sinatra Has A Cold» e vem em separata destacável para guardar.
Igualmente imperdíveis (bolas, detesto esta palavra – mas aqui aplica-se) são as colectâneas de conselhos da já citada secção «Man At His Best» (nos anos 30 aconselhava que a melhor forma de tratar uma senhora era pôr uma gotas de gin no seu copo de água...), mas também as 50 melhores capas da publicação (incluindo o Pai Natal negro de Dezembro de 1963 que levou a desmarcações de publicidade nas edições seguintes no valor de um milhão de dolares...), uma retrospectiva da história da revista, as 70 melhores frases de sempre da «Esquire» e uma ficação sobre como seria John F. Kennedy se ele hoje estivesse vivo e com 86 anos.
Este, acreditem caros amigos, é mesmo um número de colecção, que vale bem mais que muitos livros. Está bem guardadinho na minha estante e já me deu várias noites de prazer. É mais do que se pode dizer da generalidade do que acontece hoje em dia.
(excertos da edição impressa da Esquina da semana passada)
Leio a «Esquire» regularmente desde há uns 20 anos. Habituei-me às suas secções. Gosto de ver as suas páginas, de ler os seus artigos, de descobrir as suas revelações.
Muito da «Esquire» tem a ver com revelações. Com descobertas. Com o criar de um estilo, de uma moda. Com o mostrar o que ainda não tinha sido mostrado. Com o explicar o que se pensava não poder ter explicação.
Nas suas exemplares entrevistas descobri pessoas onde antes só via celebridades. Isto não é dizer pouco de quem fez estas entrevistas. Ao longo da minha vida de jornalista, quando tive oportunidade de fazer entrevistas (muito menos vezes do que gostaria) foi este o estilo que tentei seguir. Muitas vezes inspirei-me em ideias da «Esquire» para alinhar eu próprio secções e edições.
A «Esquire»começou há setenta anos nos Estados Unidos, no meio da Depressão. Era a primeira revista americana direccionada para homens. Não mudou de rumo desde então. A edição de Outubro da «Esquire» celebra os 70 anos da revista em grande estilo. Em primeiro lugar, esta edição reproduz integralmente o artigo que os actuais editores consideram como o melhor de todos os que a revista publicou ao longo da sua existência – trata-se de um perfil de Frank Sinatra, escrito em 1966 por Gay Talese, um dos grandes talentos da «Esquire» e que com esta peça ajudou a redefinir o que é a escrita jornalística em revistas. Chama-se «Frank Sinatra Has A Cold» e vem em separata destacável para guardar.
Igualmente imperdíveis (bolas, detesto esta palavra – mas aqui aplica-se) são as colectâneas de conselhos da já citada secção «Man At His Best» (nos anos 30 aconselhava que a melhor forma de tratar uma senhora era pôr uma gotas de gin no seu copo de água...), mas também as 50 melhores capas da publicação (incluindo o Pai Natal negro de Dezembro de 1963 que levou a desmarcações de publicidade nas edições seguintes no valor de um milhão de dolares...), uma retrospectiva da história da revista, as 70 melhores frases de sempre da «Esquire» e uma ficação sobre como seria John F. Kennedy se ele hoje estivesse vivo e com 86 anos.
Este, acreditem caros amigos, é mesmo um número de colecção, que vale bem mais que muitos livros. Está bem guardadinho na minha estante e já me deu várias noites de prazer. É mais do que se pode dizer da generalidade do que acontece hoje em dia.
HOJE HÁ JORNAL
Como hoje é sexta, há edição impressa da Esquina. Excerto:
AINDA A SOCIEDADE CIVIL
Como era de esperar começa a correr o rumor de que afinal não existe. Existe, há-de mostrar-se e terá espaço para crescer. No entanto, nunca se desenvolverá nem ganhará força para existir melhor se fizerem dela um objecto ideal, que nasça já perfeito e crescido. Quanto mais cedo se começar a dar-lhe oportunidade de se expôr, mais depressa chegará à maturidade. Quanto mais tempo se demorar, mais tarde ela se fará sentir. Não perder tempo, nesta como noutras matérias, é evitar alcançar a perfeição e trabalhar a partir da realidade. Quanto mais cedo, melhor.
Como hoje é sexta, há edição impressa da Esquina. Excerto:
AINDA A SOCIEDADE CIVIL
Como era de esperar começa a correr o rumor de que afinal não existe. Existe, há-de mostrar-se e terá espaço para crescer. No entanto, nunca se desenvolverá nem ganhará força para existir melhor se fizerem dela um objecto ideal, que nasça já perfeito e crescido. Quanto mais cedo se começar a dar-lhe oportunidade de se expôr, mais depressa chegará à maturidade. Quanto mais tempo se demorar, mais tarde ela se fará sentir. Não perder tempo, nesta como noutras matérias, é evitar alcançar a perfeição e trabalhar a partir da realidade. Quanto mais cedo, melhor.
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HOJE HÁ JORNAL
Como hoje é sexta, há edição impressa da Esquina. Excerto:
AINDA A SOCIEDADE CIVIL
Como era de esperar começa a correr o rumor de que afinal não existe. Existe, há-de mostrar-se e terá espaço para crescer. No entanto, nunca se desenvolverá nem ganhará força para existir melhor se fizerem dela um objecto ideal, que nasça já perfeito e crescido. Quanto mais cedo se começar a dar-lhe oportunidade de se expôr, mais depressa chegará à maturidade. Quanto mais tempo se demorar, mais tarde ela se fará sentir. Não perder tempo, nesta como noutras matérias, é evitar alcançar a perfeição e trabalhar a partir da realidade. Quanto mais cedo, melhor.
Como hoje é sexta, há edição impressa da Esquina. Excerto:
AINDA A SOCIEDADE CIVIL
Como era de esperar começa a correr o rumor de que afinal não existe. Existe, há-de mostrar-se e terá espaço para crescer. No entanto, nunca se desenvolverá nem ganhará força para existir melhor se fizerem dela um objecto ideal, que nasça já perfeito e crescido. Quanto mais cedo se começar a dar-lhe oportunidade de se expôr, mais depressa chegará à maturidade. Quanto mais tempo se demorar, mais tarde ela se fará sentir. Não perder tempo, nesta como noutras matérias, é evitar alcançar a perfeição e trabalhar a partir da realidade. Quanto mais cedo, melhor.
outubro 16, 2003
EXACTIDÃO
Serão os jornalistas rigorosos? Privilegiarão apenas as más notícias? Têm falta de cuidado com citações e com a análise dos números? Aqui vão algumas afirmação polémicas de um professor japonês de História e Ciência Política, Toshi Minoara.
Serão os jornalistas rigorosos? Privilegiarão apenas as más notícias? Têm falta de cuidado com citações e com a análise dos números? Aqui vão algumas afirmação polémicas de um professor japonês de História e Ciência Política, Toshi Minoara.
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EXACTIDÃO
Serão os jornalistas rigorosos? Privilegiarão apenas as más notícias? Têm falta de cuidado com citações e com a análise dos números? Aqui vão algumas afirmação polémicas de um professor japonês de História e Ciência Política, Toshi Minoara.
Serão os jornalistas rigorosos? Privilegiarão apenas as más notícias? Têm falta de cuidado com citações e com a análise dos números? Aqui vão algumas afirmação polémicas de um professor japonês de História e Ciência Política, Toshi Minoara.
BERTOLUCCI
A edição desta semana da New Yorker publica um magnífico artigo sobre o novo filme de Bernardo Bertolucci, «The Dreamers», uma obra que fala da vida de Henri Langlois (o fundador da Cinemateca Francesa), de Maio de 68, de um invulgar trio amoroso e de Paris em todo o seu explendor. O artigo evoca ainda a presença de Paris na obra de Bertolucci, a forma como vai introduzindo ao longo dos seus filmes formas invulgares de abordagem da sexualidade. Vale mesmo a pena ler este artigo de Louis Menand.
A edição desta semana da New Yorker publica um magnífico artigo sobre o novo filme de Bernardo Bertolucci, «The Dreamers», uma obra que fala da vida de Henri Langlois (o fundador da Cinemateca Francesa), de Maio de 68, de um invulgar trio amoroso e de Paris em todo o seu explendor. O artigo evoca ainda a presença de Paris na obra de Bertolucci, a forma como vai introduzindo ao longo dos seus filmes formas invulgares de abordagem da sexualidade. Vale mesmo a pena ler este artigo de Louis Menand.
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BERTOLUCCI
A edição desta semana da New Yorker publica um magnífico artigo sobre o novo filme de Bernardo Bertolucci, «The Dreamers», uma obra que fala da vida de Henri Langlois (o fundador da Cinemateca Francesa), de Maio de 68, de um invulgar trio amoroso e de Paris em todo o seu explendor. O artigo evoca ainda a presença de Paris na obra de Bertolucci, a forma como vai introduzindo ao longo dos seus filmes formas invulgares de abordagem da sexualidade. Vale mesmo a pena ler este artigo de Louis Menand.
A edição desta semana da New Yorker publica um magnífico artigo sobre o novo filme de Bernardo Bertolucci, «The Dreamers», uma obra que fala da vida de Henri Langlois (o fundador da Cinemateca Francesa), de Maio de 68, de um invulgar trio amoroso e de Paris em todo o seu explendor. O artigo evoca ainda a presença de Paris na obra de Bertolucci, a forma como vai introduzindo ao longo dos seus filmes formas invulgares de abordagem da sexualidade. Vale mesmo a pena ler este artigo de Louis Menand.
outubro 15, 2003
COM A DEVIDA VÉNIA
Não resisto a transcrever o Homem A Dias sob o título «As putas não sabem nadar» : Ainda não vi, mas disseram-me que, ao longo de oito páginas, a «Time» desta semana descobre em Bragança a Sodoma do séc. XXI, exclusivamente heterossexual e com sotaque brasileiro. Não sei se alguma das lendárias Mães locais é correspondente europeia da revista. Sei que vou a Bragança dezenas de vezes por ano (sou de um concelho vizinho), e nunca encontrei quaisquer vestígios desse orgíaco mundo subterrâneo. Se calhar, é demasiado subterrâneo para a intuição deste vosso criado, admito. De uma forma ou de outra, a ser verdade e agora que a minha consorte não nos lê, imploro às autoridades que comecem a incluir os eixos de luxúria nos roteiros oficiais da cidade, fornecendo moradas, telefones e, se possível, imagens graficamente explícitas das maravilhas que temos andado a perder. Caso contrário, para os incautos como eu, Bragança continuará a assemelhar-se a uma cidadezinha de província, onde se janta divinamente e, em seguida, a falta de actividades digestivas de pendor cultural faz-se sentir com acintosa frequência. Perante o artigo da «Time», o sr. governador civil pede reforços policiais; eu peço divulgação ampla, adequada e nacional. Parece-me justo, a menos que os responsáveis deste País insistam em manter a Cultura adiada, deixando que os arqueólogos desenterrem as brasileiras quando estas não passarem de fósseis e garatujas na parede.
Não resisto a transcrever o Homem A Dias sob o título «As putas não sabem nadar» : Ainda não vi, mas disseram-me que, ao longo de oito páginas, a «Time» desta semana descobre em Bragança a Sodoma do séc. XXI, exclusivamente heterossexual e com sotaque brasileiro. Não sei se alguma das lendárias Mães locais é correspondente europeia da revista. Sei que vou a Bragança dezenas de vezes por ano (sou de um concelho vizinho), e nunca encontrei quaisquer vestígios desse orgíaco mundo subterrâneo. Se calhar, é demasiado subterrâneo para a intuição deste vosso criado, admito. De uma forma ou de outra, a ser verdade e agora que a minha consorte não nos lê, imploro às autoridades que comecem a incluir os eixos de luxúria nos roteiros oficiais da cidade, fornecendo moradas, telefones e, se possível, imagens graficamente explícitas das maravilhas que temos andado a perder. Caso contrário, para os incautos como eu, Bragança continuará a assemelhar-se a uma cidadezinha de província, onde se janta divinamente e, em seguida, a falta de actividades digestivas de pendor cultural faz-se sentir com acintosa frequência. Perante o artigo da «Time», o sr. governador civil pede reforços policiais; eu peço divulgação ampla, adequada e nacional. Parece-me justo, a menos que os responsáveis deste País insistam em manter a Cultura adiada, deixando que os arqueólogos desenterrem as brasileiras quando estas não passarem de fósseis e garatujas na parede.
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COM A DEVIDA VÉNIA
Não resisto a transcrever o Homem A Dias sob o título «As putas não sabem nadar» : Ainda não vi, mas disseram-me que, ao longo de oito páginas, a «Time» desta semana descobre em Bragança a Sodoma do séc. XXI, exclusivamente heterossexual e com sotaque brasileiro. Não sei se alguma das lendárias Mães locais é correspondente europeia da revista. Sei que vou a Bragança dezenas de vezes por ano (sou de um concelho vizinho), e nunca encontrei quaisquer vestígios desse orgíaco mundo subterrâneo. Se calhar, é demasiado subterrâneo para a intuição deste vosso criado, admito. De uma forma ou de outra, a ser verdade e agora que a minha consorte não nos lê, imploro às autoridades que comecem a incluir os eixos de luxúria nos roteiros oficiais da cidade, fornecendo moradas, telefones e, se possível, imagens graficamente explícitas das maravilhas que temos andado a perder. Caso contrário, para os incautos como eu, Bragança continuará a assemelhar-se a uma cidadezinha de província, onde se janta divinamente e, em seguida, a falta de actividades digestivas de pendor cultural faz-se sentir com acintosa frequência. Perante o artigo da «Time», o sr. governador civil pede reforços policiais; eu peço divulgação ampla, adequada e nacional. Parece-me justo, a menos que os responsáveis deste País insistam em manter a Cultura adiada, deixando que os arqueólogos desenterrem as brasileiras quando estas não passarem de fósseis e garatujas na parede.
Não resisto a transcrever o Homem A Dias sob o título «As putas não sabem nadar» : Ainda não vi, mas disseram-me que, ao longo de oito páginas, a «Time» desta semana descobre em Bragança a Sodoma do séc. XXI, exclusivamente heterossexual e com sotaque brasileiro. Não sei se alguma das lendárias Mães locais é correspondente europeia da revista. Sei que vou a Bragança dezenas de vezes por ano (sou de um concelho vizinho), e nunca encontrei quaisquer vestígios desse orgíaco mundo subterrâneo. Se calhar, é demasiado subterrâneo para a intuição deste vosso criado, admito. De uma forma ou de outra, a ser verdade e agora que a minha consorte não nos lê, imploro às autoridades que comecem a incluir os eixos de luxúria nos roteiros oficiais da cidade, fornecendo moradas, telefones e, se possível, imagens graficamente explícitas das maravilhas que temos andado a perder. Caso contrário, para os incautos como eu, Bragança continuará a assemelhar-se a uma cidadezinha de província, onde se janta divinamente e, em seguida, a falta de actividades digestivas de pendor cultural faz-se sentir com acintosa frequência. Perante o artigo da «Time», o sr. governador civil pede reforços policiais; eu peço divulgação ampla, adequada e nacional. Parece-me justo, a menos que os responsáveis deste País insistam em manter a Cultura adiada, deixando que os arqueólogos desenterrem as brasileiras quando estas não passarem de fósseis e garatujas na parede.
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OUTRA TIME
A capa da edição internacional da «Time» é sobre como comer melhor, com um guia completo de dietas. Depois é que vem Arnold, uma história do Iraque e mais umas tantas coisas. Na internacional, Bragança nem vê-la. Curioso, não é?
A capa da edição internacional da «Time» é sobre como comer melhor, com um guia completo de dietas. Depois é que vem Arnold, uma história do Iraque e mais umas tantas coisas. Na internacional, Bragança nem vê-la. Curioso, não é?
WORK
Dia 25 de Outubro o Centro de Artes Visuais (CAV) de Coimbra inaugura uma exposição chamada «trabalhowork» com imagens de António Júlio Duarte, Augusto Brázio, Daniel Malhão, Filipa César, Hugo Canoilas, Inês Gonçalves, Joana Pimentel, Nuno Ribeiro, Paulo Catrica e Pedro Letria. A coisa promete. Mais uma criação do Albano da Silva Pereira. Mais uma exposição de fotografia, cá para mim devia haver mais. às vezes tenho pena que em Lisboa haja tão poucas. Mas fico muito contente por em Coimbra existir o CAV.
Dia 25 de Outubro o Centro de Artes Visuais (CAV) de Coimbra inaugura uma exposição chamada «trabalhowork» com imagens de António Júlio Duarte, Augusto Brázio, Daniel Malhão, Filipa César, Hugo Canoilas, Inês Gonçalves, Joana Pimentel, Nuno Ribeiro, Paulo Catrica e Pedro Letria. A coisa promete. Mais uma criação do Albano da Silva Pereira. Mais uma exposição de fotografia, cá para mim devia haver mais. às vezes tenho pena que em Lisboa haja tão poucas. Mas fico muito contente por em Coimbra existir o CAV.
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WORK
Dia 25 de Outubro o Centro de Artes Visuais (CAV) de Coimbra inaugura uma exposição chamada «trabalhowork» com imagens de António Júlio Duarte, Augusto Brázio, Daniel Malhão, Filipa César, Hugo Canoilas, Inês Gonçalves, Joana Pimentel, Nuno Ribeiro, Paulo Catrica e Pedro Letria. A coisa promete. Mais uma criação do Albano da Silva Pereira. Mais uma exposição de fotografia, cá para mim devia haver mais. às vezes tenho pena que em Lisboa haja tão poucas. Mas fico muito contente por em Coimbra existir o CAV.
Dia 25 de Outubro o Centro de Artes Visuais (CAV) de Coimbra inaugura uma exposição chamada «trabalhowork» com imagens de António Júlio Duarte, Augusto Brázio, Daniel Malhão, Filipa César, Hugo Canoilas, Inês Gonçalves, Joana Pimentel, Nuno Ribeiro, Paulo Catrica e Pedro Letria. A coisa promete. Mais uma criação do Albano da Silva Pereira. Mais uma exposição de fotografia, cá para mim devia haver mais. às vezes tenho pena que em Lisboa haja tão poucas. Mas fico muito contente por em Coimbra existir o CAV.
CÓMICO
Um cómico que se assina André Bonito e que tem um endereço de mail curiosamente chamado beijamemuito@hotmail.com escreveu-me este elucidativo e pluralista e-mail:
The boy who never stops to show his erudition abt reading the best press and journalism, now says
that TIME magazine reporters and editors were stoned while writting abt Braganza........
Sure they are'nt ex leninists turned socialists and again turned liberal butlers.
An maybe you better crawl for another jovb cause this is the endo of ppl like you in the portuguese
media.
Poor guy...........
Um cómico que se assina André Bonito e que tem um endereço de mail curiosamente chamado beijamemuito@hotmail.com escreveu-me este elucidativo e pluralista e-mail:
The boy who never stops to show his erudition abt reading the best press and journalism, now says
that TIME magazine reporters and editors were stoned while writting abt Braganza........
Sure they are'nt ex leninists turned socialists and again turned liberal butlers.
An maybe you better crawl for another jovb cause this is the endo of ppl like you in the portuguese
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Poor guy...........
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CÓMICO
Um cómico que se assina André Bonito e que tem um endereço de mail curiosamente chamado beijamemuito@hotmail.com escreveu-me este elucidativo e pluralista e-mail:
The boy who never stops to show his erudition abt reading the best press and journalism, now says
that TIME magazine reporters and editors were stoned while writting abt Braganza........
Sure they are'nt ex leninists turned socialists and again turned liberal butlers.
An maybe you better crawl for another jovb cause this is the endo of ppl like you in the portuguese
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Poor guy...........
Um cómico que se assina André Bonito e que tem um endereço de mail curiosamente chamado beijamemuito@hotmail.com escreveu-me este elucidativo e pluralista e-mail:
The boy who never stops to show his erudition abt reading the best press and journalism, now says
that TIME magazine reporters and editors were stoned while writting abt Braganza........
Sure they are'nt ex leninists turned socialists and again turned liberal butlers.
An maybe you better crawl for another jovb cause this is the endo of ppl like you in the portuguese
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Poor guy...........
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